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Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo

No documento Sociedade Polis Litoral Sudoeste, S.A. (páginas 186-189)

NQA- NQA-CMA

4.7. Ordenamento do território

4.7.3. Instrumentos de gestão territorial

4.7.3.6. Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo

O Modelo Territorial estabelecido pelo PROTA oferece uma configuração espacial prospetiva do Alentejo, integrando como componentes territoriais estruturantes: o sistema urbano, a estrutura regional de proteção e valorização ambiental, as atividades económicas, as infraestruturas e acessibilidades.

No que se refere à estrutura regional de proteção e valorização ambiental (ERPVA), a área do projeto coincide com uma área nuclear (Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina), com o rio Mira e com o litoral.

No que se refere ao sistema urbano, a área do projeto enquadra-se no subsistema urbano do Litoral Alentejano que se estende entre Alcácer do Sal e Odemira, formando uma rede de centros urbanos ancorados em Sines-Santiago do Cacém-Santo André.

Quanto ao Sistema de Base Económica Regional a área enquadra-se no Litoral Alentejano, que manifesta um conjunto diversificado de potencialidades de desenvolvimento económico, incluindo atividades piscatórias e atividades turísticas apoiadas no produto sol e mar.

A importância económica do Litoral Alentejano é também marcada pela riqueza dos seus recursos e potencialidades haliêuticas, associados a uma base de emprego e empresarial com um capital de conhecimento fundamental ao desenvolvimento das atividades da pesca e aquicultura.

O Litoral Alentejano evidencia-se, ainda, pelo valor natural ímpar, no contexto nacional e europeu, e pelas suas potencialidades económicas em vários setores, nomeadamente, nos que estão associados à economia do mar, necessitando, por isso, de uma abordagem integrada. Neste sentido, o Litoral Alentejano evidencia-se como uma das componentes estruturantes da futura organização territorial da economia regional.

No que se refere a infraestruturas e acessibilidades, no âmbito do Subsistema de Infraestruturas portuárias:

• Na componente das infraestruturas portuárias de recreio, é definida uma infraestrutura de Nível II – Núcleo de apoio náutico acessível em todas as alturas de Vila Nova de Milfontes;

• Na componente das infraestruturas de pesca, o Porto de Vila Nova de Milfontes (Porto das Barcas, também conhecido como “Portinho do Canal”) é definido como núcleo de pesca costeira de segundo nível com funções de promoção de uma nova polaridade de atividades de pesca local no Litoral Alentejano, prestando um serviço complementar ao porto de Sines e atuando como infraestrutura fundamental à manutenção e dinamização das atividades das comunidades piscatórias a sul da foz do Mira.

O PROTA define ainda que a navegabilidade fluvial deve ser potenciada como forma de promover a diversificação das atividades turísticas/recreativas, podendo também induzir alguns benefícios indiretos e pontuais na mobilidade das populações locais. Neste âmbito, é destacada a navegabilidade de troços do rio Mira (Odemira — Vila Nova de Milfontes).

No âmbito das normas orientadoras definidas no PROTA, realçam-se as seguintes com interesse no contexto do projeto em análise:

• Litoral – competirá à Administração Central e à Administração Local, no que respeita à garantia da manutenção do sistema estuarino, estabelecer disposições relativas à ocupação, uso e transformação do solo de acordo com o respetivo estatuto de proteção. No litoral devem ser promovidas as infraestruturas de apoio ao desenvolvimento das práticas náuticas desportivas, nomeadamente, no sentido de permitir a navegação costeira em toda a sua extensão.

• ERPVA – devem ser estudados mecanismos, pelas entidades públicas e privadas, de incentivo ao desempenho das seguintes funções ecológicas:

- Conservação e a recuperação da biodiversidade e da paisagem, especialmente quando se trata de espécies e habitats prioritários;

- Preservação da composição, estrutura e funcionalidade dos ecossistemas lagunares/estuarinos e costeiros, avaliando os efeitos das alterações climáticas ao nível dos processos de erosão, regressão da linha de costa, alterações na morfologia e ecologia de estuários e zonas lagunares, intrusão salina e recursos piscícolas e restante património biológico;

• Recursos hídricos – com vista à prossecução dos interesses públicos e dos objetivos estratégicos estabelecidos e relacionados com o planeamento e gestão dos recursos hídricos, competirá à Administrações Central e Local preservar e valorizar o meio hídrico e os ecossistemas associados, garantindo as adequadas condições de escoamento e a manutenção dos ecossistemas aquáticos e ribeirinhos (incluindo os estuarinos);

• Pescas e aquicultura – os serviços da Administração Central devem assegurar o reforço das condições de laboração da atividade piscatória promovendo a concretização da Rede Regional de Infraestruturas Portuárias de Pesca, designadamente a criação de infraestruturas portuárias de nível intermédio em Vila Nova de Milfontes;

• Polos de desenvolvimento turístico relevante (nomeadamente ‘Litoral Alentejano’) – é definido que tendo em conta as características da Orla Costeira e a sua dinâmica de transformação, devem ser compatibilizados os diversos tipos de uso nas praias balneares, de que são exemplo a integração de comunidades locais de pesca, o recreio náutico e as atividades de recreio e lazer, em consonância com o estipulado nos POOC. Neste sentido, o desenvolvimento do turismo náutico no Litoral Alentejano deve ser assegurado, na zona do projeto, pelo ‘Núcleo de apoio náutico acessível em todas as alturas de maré de Vila Nova de Milfontes’;

• Infraestruturas Portuárias e Navegabilidade Fluvial – a administração central deve elaborar estudos que enquadrem e sustentem a valorização económica e os impactes na mobilidade local decorrentes da navegabilidade dos troços dos rios Tejo, Sado, Mira e Guadiana.

Face ao exposto, pode concluir-se que, na área do projeto, o PROTA realça preocupações com os recursos hídricos e com a conservação da natureza, assim como com atividades económicas associadas ao turismo e à pesca, para as quais a navegabilidade do estuário do Mira é importante, nomeadamente pela localização em Vila Nova de Milfontes de infraestruturas náuticas e piscatórias.

No documento Sociedade Polis Litoral Sudoeste, S.A. (páginas 186-189)