-standasriodo. o, sanguea excitaartlue
^
ao succcdcemmaior abuadancia
a perversao. Vcsteparapeo-cerebro
c a face, o rosto perJc a expressSo da intel-Sojundo pci'iudo
.
f
*
i
-
31ligencia, alegria e prazer e revestese do sombrio as*
pecto da estupidez. Os olhos brilliant com reflexes desagradaveis ; o olhar torna
-
se torvo, errante e vagopara mais tarde fixar
-
se sem expressao.
As func^
oescerebraes pervetem
-
se e as bellas produccoes da in-telligencia
,
memoriae imaginagao excitadas,
succe-dem se ideas extrava ;ames e raciocinins descone
-xos. O caracter solire modificagoes sensiveLs ; da re
-serva e da prudencia passam os alcoolisados a maior Iranqueza e sinceridade ; sem dissimulacao revelam os vicios
,
narram os crimes e torpezas praticadas*dfonde o adagio
—
in vino veritas : algumas vczesiornam
-
se susceptiveis,
desconfiados,
irasciveis,
arro-gantes e questionadores,
O homem embriagado nao obedece a deveres nem a imposiroes sociaes ; commette actos vergo
-nhosos e crimes
,
sem d'elles ter conseienda nem res-tare magnanimo
-
Ihes a lembran,
n’
este^
a, periodoAlexandredaoembriaguezGrande,
generoso, assas-sinou Clito, um dos seus intimos amigos e a quem ja
devia a vida .
A
Estas penurba
^
oes da intelligence e modificagoes do caracter nao se manifestam constuntemente pelamesma
forma.
Dependent do individuo que se alco-olisa
,
da natureza do liquido ingerido, da posicaosocial, ele
.
I*]1 cousa conhecida de todos, que ha in-dividuos que
,
sempre cue se alcoolisam,
tornam-
seaffavcis outros lornam
-
se in*e turbulcntos ; outros sensi
-auenciosos, ternos e
convenientes, colericos
veis, amorosos e apaixonados ; outros chorosos
,
tristes e timoratos
.
Sao faciores de grande importan-ce
, na f6rma da alcoolisa^
ao, a posicao social edo desenvolvimento intellectual do individuo
.
o grau
L
V 4 \ f X
r
3‘2
As
pessoas
nao habituadascom
as bebidas alcoolicasse embriagam mais facilmente do que aquellas que gozam da resistencia conquistada pelo habito
.
Tem dado iogar ao apparecimento subito da em
-briaguez
o facto de entregar-
se a Jiba^
oes cm umaposemo ,
cuja teraperatura e elcvada,
erapidamente passar scpara
um meio.
cuja temperatura e maisbaixa, Produzem etfeiio identico a vacuidade do esto
-mogo e a excitacjao cerebral determinada por eon
-versa
^
So animadaPda rapida eHmina<
;
ao doalcool
pelos rins, con* fere a polyuria aos individuns, d'ella atfectados, a faculdadc dc ingerir grandequantidade
de bebidas alcoolicas, sem que snrjam os phenomenos que cons-lantemente acompanham esta ingestao,
Ao rnesmo tempo que as perturbaijdes da Intel!i
-gencia e Jo caracter, sobrevem perturhacoes da mo*
tilidade
e dasensibilidade .
O alcoolisaJo, que con*serva ainda
resquicio dc imelligencia, conhece o seu estado e procura occultal-
o,
e dc ordinario trahidopelos membros inferiores, que enfraquecidos execu
-tam movimentos incoordenados, E1 bastantc conhe
-cida a mareha do cbrio para dispensar uma descrip
-ijao
.
A incoordena^
ao dos movimentoscaminha cmordem
ascendente
e extende-
se aos mcmbros supe-riores, Em sua invasao progressiva chcga ao ponto de nao permittir a esta
^
ao ao cmbriagado1 quc entaoe sujeito a quedas repetidas
.
As perturhacoes da sen* sibilidade cifram-
se emallucinafoes
e anesthesia,Terceiro periudo
. —
E caracterisado este periodo pela aboliqrao das hmc\desde rela^
ao.
A imelligencia a motilidudu e a sensibilidade sao anniquilada pelocoma
,N
'este estado tem o alcoolisado a face pallida*
7
i
*
v t l / Z ¥ 5
*
t
S3
os olhos lividos
.
a respiraeao estertorosa e as coruiracgoes cardiacas enfraquecidas ;
iaz
por terra com-pletamente inscnsivel , sem que renjam os sen lidos ds inais energicos cxcitacdes, A rcsolucao muscular e
compieta; os membros, quando elevados, cahem por
terra como se fossern massas inertes, IQuranic a re
-solucaoit muscular e a anesthesia alcoolica tern sido feitas operates dolorosissimas
,
sem a mcnor mani-festaeao de dor
.
Ao ladodas perturbagoes do apparelho de inner
-va
^
ao outras perturbacoes nao menos irnportames.
sepassam para c lado de outros apparelhos, das quaes algumas terminam
-
secom
a imoxieaeao e outraspermanceem e subsistcm durante a cnnvalescenea.
Na regiao epigastrica manifesta
-
se uina sensacao deardor seguida de nauseas e vomitos ; estes tem a
vantagem de eliminar parte do agente toxico. Na regiao hepatica manifestam
-
se Jores fortissimas he-patalgia). que sao mais tarde acompanhadas por suf
-fusoes icteriens
.
Anorexia, scde\ lingua saburrosa, diarrhea, colicas, symptomas de Lima inflammacaodo tube gastro
-
imestinal mais ou menos imensa.
saoos
epiphenomenos
da imoxica^
au aguda.
A albumi-nuria, mais ou menos abundante, symptoma de Lima pyclo
-
nephrite, tem sido muiuis vezes observada .MARCHX
. —
*A intoxicaqao alcoolica, quando passa alem do primeiro periodo, termina-
se por uma ligei-ra depressao ; quando
,
porem* conhrma-
se o se-gundo periodo
,
sdmente Jepois de uma abundantc diaphorese e somno profundo, que se prolonga por doze, quatorze ou dezeseis horas, 0 que voltam grada -tivamente ao estado norma! as func^
oes eompromettidas
.
O akoolisado desperta upathicu, acabrunhadoN. &
to
-
i*
1
p*
1
J1
r V
*
34
indifferente
a
tudo que o rodeia. Embrutecido ,
e in-capaz dc raciocinar : sente
-
sc dssgostoso Javida
; en'este moinento que muitos
suicidios
tetn sido com-mettidos
.
Nem
senipretermina -
sepelo
resUibelccimentoda
saudca intoxica
^
ao aguda ; nuiias vczcs tormina-
sepe
!a morteque
pdde virsubita
cutlentameute .
A morte subita
nao
ea
ter minacao frequente daintoxlcacao
aguda, quanjo el laterminu
~.
se pela rnor-te ; entretanto muitos factos temsido observados © narrados
.
Ttfrdieu Jiz que.
n’um
c.
iso Jez mtnutosapenas
tinbamdecorrido e
oindividuo
cahiu comose tivesse sido
fulminado
pcloraio.
1Cm cpndit^ oes
ideriticas
,
se nao exhalar o doente pelaesepiragap
putmonar
o chcirr) caracteristico do alcool, sera dif-ficil reconhecer se ha em
hriague
/ on apoplexia.
A morte lenta e
precedida
dc fraqueza e iucerteza Jos movimemos,
JifficuldaJe de serem executa-dos, repetidas quedas e completa resolucao mus
-cular
. Coincide com
esta resolu^
ao muscular a abo-lit
^
ao da sensihilidade ; as conjunctivas e a corneasao
lasdilatadas insensiveis nao . os contrahem
glubos oculares fixos-
se sob aacc
e as pupil-3o da luz
.
As secredoes do tubo gastro
-
intestinal.
a princi-pio augmentadas
, diminuem -
se a bocca toma-
sesecca
. cbeia tie
saliva espessac
\isc<*sa que.
corren-do pelo larynge, pode deterrainar a asphixia
. Tor
-nam
-
sc caJa vez mats protiunciadas as perturbacoes que se passamnos
apparelhos Ja circulagao c rcs-piracao
.
A respira<; ao
tdifficil ,
profunda,
esterto-rosa ; o sanguc estagna
-
sc nos pulmocs, mucosidadesbronchicas .
obstruemos
bronchius e mais tarde a pa-rada Jos movimentos
respiratorios
traz a asphixia.
V“
L
r
1\
" 1 1 ; % 6
t
35
O estcrtpr que sc produz no appareJho rcspiratorio impede muitas ve/es
a
auscultation
da regiaoc
@rdiaca * Quando nao cxis-te o estertor, notasu que os ruidos proprtos do co~
racao tomam
-
scenlraqueeidos
looginquos c ascon
-tract
oes precipitadas.
Atemperature
descc gradati-vamente ; opestriamentu c constante na intoxicayao polo aleool.
Muitas ve/es e a morte
consequence
de lesocs traumaticas que seriam iticapazes de as pfoduzhr sc nao houvesse a imnxicacao.
Das Silasobservances
chegou Tardieu a conclusao de que o alcoolisado of
-ferece fraca
resistedcte ao
traumatismo.
Nao sendo a morte o termo da inioxicuyuo aguda.
e possivel que sobrevenha diasdepots
em consequencia de coiftplieay&s intiammatoriais de visccras importances.
Estas tem siJn muitas vexes
observadas
e sap incon-test
pneumonia ^
veisetn contrabidaretacao
asdurantetneningeasa intoxicayaoe pulmoes,temAuma cvoluyuu especial diversa da evolugSo da pneumonia cnmmnm
.
Nos ires primeiros dias seguin-tes a
mtoxicacan
apparecem escarros du aspecto enature/a purutenia, que indicam uma
termina
^
aofatal
proxinta .
Nestescasos
sobrevem a morte no tirn de tres u quairo dias,Li'isoKS ANATOMICAS . " As principals modifiea
-yncs amuumicas. quu rcsultam do envenenamento
agudi a polo aleool,
nao
deixam de olfereecr uma grande ari&ldgia de cumposieao e de caracteres se-mclhamcs ; resumem
-
se no seguintc : congestao, acompanhadaou
nao dehemorrhagias
tamo na su-perficie das teles niemhranosas, como na espessura
dos parenchymas ; raras vezes mtlummayoes rapida
-que se faya de modo proficuo
p
I
i
V
>1 / ? 6
'/
4
36
mente suppurativas das
principaes
viseeras,pulmoes
,iigado ou mesuio o cerebro # 1
. acereaux
,':Apparelko digestive
. -
Amucosa Jo
pharynge e doesophago saocongestas ; muiias vezes ve
-
se na super-ftcie ecchymoscs
mais ou menos
extensas.
Fni eonsi-derada
par alguns auctorescomo
phenomenophysio
-logico da digestao a injeci;ao
dos vasos que
serpeiara pelamucosa
do estomago,porque ,
al6m dasbebidasalcoolicas
. alii
sc achavam tivnbemsubstancias alimen-tidas, Alem
dcsta infec ^
ao tem sido encontradas cc-chymoses
,
focus heenurrhagieos e o espessamento das tunicas Jo estomago, que naopodem
senaodepen
>der da aegao do
aicool .
Nos intesiinos. delgado
egrosso ,
estasmesmas
lesnes.
bem como urna Colora-do
denegrida. tem sido nntadas.
A physiotogia ex-perimental veiu demonstrar que estas
lesoes sao
orusultado Ja accao local do alcool ; que sao tanto
mais prommeiadas
,
quanto mais concentrado for o alcool e que sc produzvm, quer
seja o alcool minis -traJo pelotubo
gastro- intestinal ,
quer pela viahypo
-dermics
.
O iigaJo 6 das glandulesannexas
a matscompromettida
. Fan
to eiu homens como cm outros aniinaes.
mortos pelaintoxicado
aguda alcooliea,apresenta
-
se elk muito congesto, amollecido
e fria-vel ; o seu tecido prolundamente desorganisado des
-peda«;a
-
se lacilmente pela pressao. 1 ” o figado cons-tantememe
acotnmettido
pda degenerescencia graxa Fsta degenerescencia, que p6dc sersuspeiiada
peloexatne a simples vista
,
tem sido muitasvezes
confir* mada pelo exarne aom
croscopio.
Nan craro
en*comrar -
se as Iesdes de uraa cirrhosc mais oumenos
adiantada
,
o que indica que «o individuo
tinha ha-w"
J
J'
V / 4 4 /
c: n
bitos alcoolicns amigos, O
bafo
, sc bem quenao
acommettido constantcmente como o
tgad
'o, apre-senta lesocs
identicas
; congcstoes, amollecimcmo e friabitidadc.
Apparclho rircutatorio e refrpir//f( f r i n
dos grosso
*
vusos sao mui-tas vezes cheias
de
voliimos-
jscoalhos
sanguineusou de sanguc denegridn. O
a
Icool tern a proprie-dadc
de consularo
sangue, quer fdra.
quer noUlte
-rior dos vusos
,
- qinmdo muitoconcentrado
e direc-tamentc in eciado
Penctrando
no orgamsmo
pclo mho gastro intestinal, ainda rftesmo que seja concert-traJo,
pela
avidez que iem pet
a agua rouha esui dos tecidos, edissolves
, de moJoqu
e cdifiieil deter
-minar pclo seu elevtdo grau de concenrraciin a
coa
-gulucao Jo sangiie. Os
coalltos
sangu-liieos* eneon-trados
nas
cavidades eardiaeas parecem ser pheno-menon
cadaverieos.
O system
a
vascular dos pulrn nes torna-
sc muitodistort
dido
; pela SUpef.lieie
dc seccaocorns
serost-dadu misturada
de sangue.
Em muiios pontos vc*scfocos hemorrhagreus
.
Amucosa
hrOnchica aprestn-ta
-
se entumccida, congests, e. tendo secretado du rante a embriagueg muco cm abunda neja cstc obs-truc cm muitos pantos os canacs. IjwarffUiQ venal ,
no hohiem produzem
-
scNos
an
imacs pidos os aleools, portm pehi
ac
^
aothy-
lic
-n, caprylico e principalmenlt da glycerins quedetermina
forte congestSo dorins
c derramamemos sanguineos*As cavi
-dades do coratjao c
%
-r>ao r u n s s i m u s
-
i s vc/e.s que Ics^S.cs d’estc a p p n r c l h o:odu
«
m sc pela uccuo, nao Je to-do akool ;enan
-4
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1