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MOBILES E APLICATIVOS EDUCACIONAIS POSTOS COMO RDD

Organograma 3.1 Planejamento reflexivo

5. ANÁLISE DAS ATIVIDADES PRODUZIDAS DURANTE O ESTUDO DOS

5.3 MOBILES E APLICATIVOS EDUCACIONAIS POSTOS COMO RDD

Burden (2012) defende a utilização dos mobiles (tablets) em três modelos de utilização na pesquisa “iPad Scotland Evaluation”, o primeiro referente ao uso do

hardware em algumas atividades, o segundo referente ao uso em todo o tempo na

escola e o último quando o aluno utiliza em tempo integral, inclusive em casa.

Os três modelos apresentaram, segundo a pesquisa, pontos importantes de auxílio nas construções dos alunos, tanto em pesquisas como em produções com conteúdos determinados, postas as regras do currículo e da legislação educacional escocesa. Neste contexto, percebemos, por experiência de outras aplicações no Brasil, que o potencial dos mobiles e aplicativos como RDD podem atender às realidades de múltiplas comunidades escolares.

O propósito, deste recurso aceito pelos participantes do curso estava ligado ao rol de premissas discutidas no grupo: ser de acesso gratuito, propiciar avaliação prévia e resolução da equação de projeção partindo de qualquer aparelho mobile, independente de marca.

Desenvolvemos uma ficha de avaliação e criamos uma tabela de aplicativos pesquisados pelo grupo, com algumas apresentações da intenção didática de maneira coletiva no encontro presencial. Publicaremos no “Anexo II - Tabela e Material de Avaliação de Aplicativos Educacionais” com a lista completa da pesquisa e a ficha de avaliação online que também está disponível no blog do curso16.

Concomitante com a pesquisa e produção de uma avaliação por grupo, iniciamos estudos referentes as projeções, por conta da socialização do uso na escola e com a ideia que partisse do mobile do professor, pois mesmo que no futuro ocorra a oferta de mobiles nas escolas da rede, o ideal era partir de uma solução que envolvesse baixo custo e possibilitasse aplicações em diversas comunidades escolares da rede.

Os resultados que analisamos, seguindo o protocolo estabelecido, foram consistentes e, neste sentido, tomamos como exemplo a publicação da sequência em forma de oficina no V Seminário Web Currículo da PUC – SP em outubro de 201717.

Na publicação, o leitor poderá acessar a técnica utilizada e os aparelhos necessários para projetar os aplicativos, além do rol online dos aplicativos pesquisados pelo grupo de coordenadores pedagógicos de Peruíbe.

Figura 5.6 – Publicação da atividade: aplicativos educacionais

16 Ficha de Avaliação de Aplicativos. Disponível em: https://www.survio

.com/survey/w/D6W1M5B9Y6A5K8A7L. Acesso em: 10/12/2017.

17 Lista de Trabalhos Aprovados. Disponível em: http://www.pucsp.br

/webcurriculo/downloads/trabalhos-aprovados/trabalhos-aprovados-lista-geral-oficina. pdf. Acesso em: 10/12/2017.

Fonte: Blog “Artefato Didático” (2016).

Também, ocorreram publicações nos blogs dos participantes que além da ficha de avaliação construíram mapas conceituais dos aplicativos avaliados.

Figura 5.7 – Blog do Grupo 6

Fonte: Blog “Anaesterkakau Estudos 201618” (2016)

O Grupo 719 publicou material no blog, além da ficha de avaliação de aplicativos, e postou um relato de aplicação referente ao acesso de um aluno de inclusão com tecnologia assistiva.

“Na turma de Infantil II (4 anos) da EMEI Jardim Brasil, a professora utiliza o "alfabeto melado" em seu celular, inicialmente o aplicativo foi utilizado para chamar a atenção de um aluno autista que ainda não se propõe a utilizar o lápis ou outros instrumentos, além de gostar muito de música. Utilizando o aplicativo, a professora conseguiu chamar a atenção dele que já consegue passar o dedo pelas letrinhas alcançando o objetivo do jogo. As outras crianças também se interessaram, assim em momentos de brincadeiras livres, a professora vai chamando os alunos pela letra inicial do nome para

18Blog Ana, Ester e Kakau. Peruíbe, 2016. Disponível em:

<http://anaesterkakauestudos2016.blogspot. com.br/2016/11/blog-post.html>. Acesso em: 10/12/2017.

19 Blog TCTE. Peruíbe, 2016. Disponível em:

que todos possam passar o dedo pela sua letra e ouvir a música e as três palavras que começam com a mesma letra que seu nome. ” (Blog “TCTE Peruíbe, 2016).

Em relação a análise do protocolo e dos critérios o RDD aplicativos educacionais, sobre nossos julgamentos, apresenta as seguintes leituras:

a) Indícios de utilização do RDD;

Os grupos apresentaram as fichas de avaliação e os momentos de projeção dos aplicativos foram realizados em dois encontros, o que mostrou grau de interesse satisfatório dos participantes.

O entendimento de adaptação, ou seja, de remixes em relação ao contexto de utilização, posto o ambiente da pesquisa de Burden (2012), ocorreu de maneira muito satisfatória, ou seja, além da possibilidade de utilização variada dos aplicativos educacionais, as adaptações em relação aos custos e projeções reais de uso ocorreram no contexto do estudo. b) Papel formativo (produções coletivas);

Tanto o interesse pelas tomadas de preços em relação às possibilidades de aquisição de hardwares que possibilitassem projeção, como o relato de prática posto acima, de maneira espontânea, indicam que a produção foi coletiva e colaborativa.

c) Tomada de consciência da efetividade do recurso;

Os relatos de importância de RDD acessíveis do ponto de vista econômico e da possibilidade do uso dos mobiles com funções didáticas pertinentes ao curso, geraram apropriação e possibilidades de construção, modificação e contextualização da tecnologia como produtora de materiais de apoio.

Houve relato nas questões qualitativas sobre o estudo com aplicativos educacionais.

d) Publicação.

Os aplicativos geraram doze (12) sugestões avaliadas nas fichas e algumas publicações nos blogs em forma de texto e mapas conceituais, no

entanto, percebemos que a publicação mais consistente em relação ao papel formativo do coordenar pedagógico foi relacionada ao relato de prática do Grupo 7, conforme o relato publicado na página anterior.

Contudo, necessitamos esclarecer ainda que os aplicativos foram estudados com variações em relação ao gênero, ou seja, com visões múltiplas de possibilidades de apresentação:

a) Aplicativos de conteúdo – são caracterizados por apresentarem conteúdos pré-estabelecidos, como o aplicativo disposto no relato de prática;

b) Aplicativos de construção – são caracterizados por permitirem que o usuário confeccione conteúdos autorais, com o sem inserção de imagens, som e outros recursos externos ao software;

c) Aplicativos de publicação – são caracterizados, por vezes, com plataformas que permitem a socialização do conteúdo produzido pelo usuário, que podem abranger o âmbito do aplicativo e outros canais de comunicação mediada, geralmente digitais.

Importante ponto de convergência com as colocações de Pretto (2008) sobre os pontos de não delimitação dos recursos digitais como espaços de consumo de conteúdos prontos, findados nos ideais de tratamento do autor do material, ou seja, RDD que permitam a construção dos estudantes/usuários.

No próximo item trataremos das publicações ocorridas no grupo de WhatsApp

“Estudos” de Peruíbe que foi criado exclusivamente para o curso com o intuito de dinamizar os momentos de troca entre os participantes e também como um ponto de observação do aplicativo como recurso.