4. ANÁLISE DESCRITIVA DOS DADOS
4.4 Questionário relacionado ao Contentamento dos alunos
4.4.2 Nível de entendimento dos exercícios realizados em aula
Foi questionado também o nível de entendimento dos exercícios realizados na aula com/sem recursos audiovisuais, pois acredita-se que o entendimento do aluno em relação ao conteúdo disposto, é uma variável que pode influenciar na satisfação no ensino. Posto isto, no fim da primeira unidade, conforme Tabela n° 30 a seguir, metade (50,0%) dos alunos consideram que tiveram um “bom” nível de entendimento dos exercícios fornecidos, e 35,0% consideraram “adequado” o entendimento.
Tabela n°30: Nível de entendimento dos exercícios nas aulas c/ RA
Excelente % Bom % Adequado % Abaixo da média %
5 12,50% 20 50,00% 14 35,00% 1 2,50%
Tabela n° 30 – Nível de entendimento dos exercícios nas aulas c/ RA. Fonte: Elaboração Própria.
E na Tabela n° 31, visando uma melhor apresentação dos dados, é exposto as respostas dos alunos nos três questionários aplicados ao longo da primeira unidade.
Tabela n°31: Nível de entendimento nos três questionários - 1° unidade Resultados Q1 % Q2 % Q3 % Excelente 9 22,50% 5 12,50% 5 12,50% Bom 22 55,00% 21 52,50% 20 50,00% Adequado 9 22,50% 12 30,00% 14 35,00% Abaixo da média 0 0,00% 2 5,00% 1 2,50% Muito ruim 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% Total 40 100,00% 40 100,00% 40 100,00% Tabela n° 31 – Nível de entendimento nos três questionários – 1° unidade.
Fonte: Elaboração Própria.
Ademais, 77,50% da amostra apresentaram mudanças de opiniões ao longo da unidade, onde mais da metade (51,61%) dos alunos que oscilaram de opinião, apresentaram ao longo do tempo uma piora no nível do entendimento, e 48,39% relataram ter tido uma melhora, apesar de que nesta última situação, alguns tiveram uma queda do nível do entendimento no meio da unidade, como apresentado detalhadamente na Tabela n° 32.
Tabela n°32: Mudanças de opiniões em relação ao nível de entendimento
Mudanças ocorridas N %
Apresentou uma piora, de "bom" para " adequado". 9 29,03% Apresentou uma piora, de "excelente" para "bom" 5 16,13% Apresentou uma piora, de "excelente" para "adequado" 1 3,23% Apresentou uma piora, de "bom" para "abaixo da média" 1 3,23% Apresentou uma melhora, de "adequado" para "bom". 5 16,13% Apresentou uma melhora, de "bom" para "excelente". 2 6,45% Em geral, respondeu "bom" mas apresentou uma melhora no meio da
unidade para "excelente". 1 3,23% Em geral, respondeu "adequado" mas apresentou uma melhora no meio
da unidade para "bom". 2 6,45% Em geral, respondeu "bom" mas apresentou uma piora no meio da
unidade para "adequado". 2 6,45% Em geral, respondeu "adequado" mas apresentou uma piora no meio da
unidade para "abaixo da média". 1 3,23% Em geral respondeu "excelente" mas apresentou uma piora no meio da
unidade para "bom". 2 6,45%
Total 31 100,00%
Tabela n° 32 – Mudanças de opiniões em relação ao nível de entendimento. Fonte: Elaboração Própria.
O nível de entendimento na primeira unidade com o uso de RA, foi considerado “bom” por metade dos alunos, porém apenas 12,5% da amostra considerou o ensino “excelente”, e mais da metade (51,61%) dos alunos que mudaram de opinião ao longo da unidade, apresentaram uma piora em relação ao nível de entendimento. Esse resultado não é compatível, com o que o estudo acredita, pois, com o passar do tempo, esperava-se
que o nível de entendimento dos conteúdos fornecidos melhoraria devido a adaptação ao recurso tecnológico utilizado.
Porém, a explicação para a piora ou a melhora com o passar do tempo do nível de entendimento dos alunos, pode ser fornecido por diversos fatores, não se limitando ao recurso tecnológico.
Pois, essa variável segue o mesmo raciocínio do “nível de dificuldade” apresentado na seção anterior, podendo ter como justificativa para as variações, o conteúdo disposto na aula que está intrinsicamente ligado ao nível de entendimento, ao perfil do aluno que pode estar mais adepto a entender aquele tipo de assunto do que os outros, a forma como a professora realiza a aula, a eficácia da aprendizagem e o próprio nível de dificuldade encontrado na primeira unidade. Todavia, a metodologia do estudo presente não permite uma explicação certa para essas mudanças.
Sendo assim, no fim da segunda unidade, os resultados encontrados foram similares ao da primeira, com metade dos alunos (50,0%) considerando que tiveram um “bom” nível de entendimento nas aulas sem recursos audiovisuais, conforme demonstra a Tabela n° 33. Porém, o nível de entendimento foi um pouco melhor na segunda unidade, devido ao aumento de 2,50% no número de alunos que relataram ter um nível “excelente”.
Tabela n°33: Nível de entendimento dos exercícios nas aulas sem/ RA
Excelente % Bom % Adequado % Abaixo da média %
6 15,00% 20 50,00% 11 27,50% 3 7,50%
Tabela n° 33 – Nível de entendimento dos exercícios nas aulas sem RA. Fonte: Elaboração Própria.
Na Tabela n° 34, visando uma melhor apresentação dos dados, é exposto as respostas dos alunos nos dois questionários aplicados ao longo da segunda unidade.
Tabela n°34: Nível de entendimento nos dois questionários - 2° unidade
Resultados Q1 % Q2 % Excelente 7 17,50% 6 15,00% Bom 17 42,50% 20 50,00% Adequado 12 30,00% 11 27,50% Abaixo da média 4 10,00% 3 7,50% Muito ruim 0 0,00% 0 0,00% Total 40 100,00% 40 100,00% Tabela n° 34 – Nível de entendimento nos dois questionários – 2° unidade.
Fonte: Elaboração Própria.
Ocorreram mudanças de opiniões em 30,0% da amostra ao longo da unidade, sendo o mesmo um percentual menor do que o da primeira unidade (77,50%), o que pode ser considerado plausível, já que na primeira unidade estava sendo utilizado um recurso
tecnológico que exige adaptação, e o nível de entendimento pode ser prejudicado, até o aluno adaptar-se melhor ao recurso.
Posto isto, sem os recursos audiovisuais, mais da metade (58,33%) dos alunos que mudaram de opinião, apresentaram uma melhora com o passar do tempo e 41,67% apresentaram uma piora, como apresentado abaixo na Tabela n°35.
Tabela n°35: Mudanças de opiniões em relação ao nível de entendimento na aula exposta
Mudanças ocorridas N %
Apresentou uma piora, de "excelente" para "bom". 2 16,67% Apresentou uma piora, de "bom" para "abaixo da média". 2 16,67% Apresentou uma piora, de "bom" para "adequado" 1 8,33% Apresentou uma melhora, de "bom" para "excelente". 1 8,33% Apresentou uma melhora, de "adequado" para "bom". 3 25,00% Apresentou uma melhora, de "abaixo da média" para "bom". 2 16,67% Apresentou uma melhora, de "abaixo da média" para "adequado". 1 8,33%
Total 12 100,00%
Tabela n° 35 – Mudanças de opiniões em relação ao nível de entendimento na aula exposta. Fonte: Elaboração Própria.
Metade dos alunos na primeira e segunda unidade tiveram um “bom” nível de entendimento em relação ao conteúdo e exercícios dispostos, estando a maioria dos alunos no nível de entendimento entre “bom” e “adequado”. Sendo assim, é interessante expor que 61,54% dos alunos da primeira unidade que relataram ter tido um “bom” nível de entendimento, apresentaram o mesmo resultado na segunda unidade.
A explicação para esses resultados similares, reafirmam a discursão relatada anteriormente, de que o nível de entendimento não está limitado ao recurso utilizado na aula, pois na primeira unidade com o uso de RA e na segunda unidade sem o uso de RA, as conclusões encontradas foram similares, apesar de que na primeira unidade teve um percentual menor (48,39%) de alunos que tiveram mudanças de opiniões positivas ao longo do tempo, em comparação com a segunda unidade (58,33%).
Por fim, a presença dessa variável no questionário repassado aos alunos, tem a finalidade de entender mais um fator que pode influenciar na satisfação do aluno no ensino.