O Proj et o Alfabet ização Cidadã no Nordest e Paraense, obj et o deste estudo, consiste em um a ação vinculada ao PRONERA, im plem ent ado no biênio 2005- 2006, em assentam entos da reform a agrária de sete m unicípios da m esorregião nordeste do Estado do Pará. Sua im plem entação ocorreu por m eio de um a parceria ent re a Universidade Federal do Pará ( UFPA) , o I nstituto Nacional de Colonização e Reform a Agrária ( I NCRA) , ent idades do m ovim ent o social e sindical e governos locais. No âm bito da Universidade Federal do Pará ( UFPA) , configurou- se com o ação de ext ensão, vinculada ao Cam pus Universit ário de Bragança e execut ada pelo Grupo Universitário de Educação e Alfabet ização de Jovens e Adult os ( GUEAJA) .
Nesse est udo, nos propusem os a invest igar a im plem ent ação desse Proj et o, a part ir de docum entos e de depoim ent os de m em bros da UFPA, do I NCRA, do m ovim ent o social e sindical e do governo local ( parceiros da ação) , focando o princípio operacional e m et odológico da parceria, preconizado pelo PRONERA.
No present e capít ulo discorrem os sobre o processo de form ulação do Proj et o, apresentam os sua est rut ura operacional e m et odológica e analisam os a efet ivação da parceria na sua im plem ent ação. Na análise levam os em consideração, em especial, a visão dos suj eit os envolvidos sobre o desenvolvim ent o das ações, com foco nos lim ites vivenciados, com o tam bém nos avanços e nos desafios do processo. Tam bém refletim os acerca das possíveis im plicações da parceria no âm bit o da polít ica pública de educação do cam po.
3 .1 A form ulação do Proj et o Alfabet ização Cidadã no N ordest e Paraense
O processo de form ulação do Proj et o Alfabet ização Cidadã no Nordeste Paraense foi iniciado em 2003 e, conform e relata a coordenadora, acont eceu a part ir de um a reunião de professores dos diversos cam pi da UFPA, em que,
Reuniram - se o Cent ro de Educação, o Cam pus Universit ário de Bragança e o Cent ro Sócio Econôm ico. Alguns professores de cada um . A discussão para ent ender o processo m etodológico e a dim ensão da operacionalização desse proj et o se deu na perspect iva do diálogo, dent ro da inst it uição da universidade e, post eriorm ent e, o diálogo com os m ovim ent os sociais, no sent ido de ir fazer o diagnóst ico do que se ent endia, que se pretendia, enquant o esse proj et o e na universidade, discut indo a quest ão m et odológica e o processo de financiam ent o e const rução desse proj et o ( Ent revist a realizada em j ulho de 2008) .
Verificam os, nesse depoim ent o que part iu da UFPA, a iniciat iva de form ular proj etos para intervenção em áreas de assentam ento no Nordest e Paraense. A form ulação da propost a seria com part ilhada com os m ovim ent os sociais, conform e est abelecido no Manual de Operações do PRONERA ( BRASI L, 2001) , assim com o descreve a coordenadora do Proj eto:
[ ...] a UFPA reunia com os sindicat os nos m unicípios, no sent ido dos sindicat os darem o seu apoio e assinarem o docum ent o de adesão ao proj eto, quando nós apresentávam os a quest ão m et odológica do proj et o, a concepção do proj et o enquant o propost a de alfabet ização e em seguida, os m ovim ent os sociais se colocavam à disposição e aqueles que faziam a adesão ao proj et o assinavam o t erm o de com prom isso e de apoio a ele ( Ent revist a realizada em j ulho de 2008) .
A ação com part ilhada com os m ovim ent os sociais é m encionada tam bém pelo representante do I NCRA, que, ao ser indagado sobre o processo de form ulação do Proj eto, corrobora que
[ ...] se deu de acordo com as norm as do Manual de Operações do PRONERA. Fizem os a parceria com os m ovim ent os sociais, com as associações locais, com a universidade. Fom os a cam po fazer o levantam ent o da dem anda, ver a quest ão da infraest rut ura de sala de aula, quant it at ivo de alunos, a elaboração se deu de form a clara, conform e estava estabelecido no Manual ( Ent revist a realizada em j ulho de 2008) .
Observam os, no ent ant o, que esse processo foi perm eado por m uit os desafios, inicialm ent e, pela resist ência dos suj eit os, face ao hist órico do PRONERA na região, m arcado pela descont inuidade, por m et odologias e cont eúdos deslocados da realidade dos suj eit os e pela falt a de espaço e part icipação dos diferentes at ores sociais. Além disso, um aspect o relevant e no percurso do Proj et o diz respeit o ao em bat e polít ico, dent ro da própria universidade e entre m ovim entos sociais.
No âm bito da UFPA, o Proj eto esteve vinculado inicialm ente ao Centro Sócio- Econôm ico e ao Cam pus Universit ário de Bragança, sendo que est e viria a assum i- lo quando da sua aprovação1. Na fase de aprovação, que ocorreu ainda no prim eiro sem est re de 2004, se configurou o prim eiro ent rave do processo: por quest ões polít icas na região, ocorreram disput as que em perraram o Proj et o ant es m esm o da sua im plant ação, aliás, ant es da assinat ura do convênio. Segundo o represent ant e do I NCRA,
1 Vale ressaltar que o Centro Sócio- Econôm ico, tendo em vista a experiência adquirida
nos proj et os j á coordenados, part icipou das at ividades iniciais do proj et o, que com preendiam o contat o com os m ovim entos sociais e prefeituras para apresentar e discutir o proj eto, seguidos de discussões e reform ulações, para então ser encam inhado para aprovação e com prom etim ent o das instituições e m ovim entos sociais oficializadas via carta de aceite.
Na área que nós t ivem os para im plant ar o proj et o foi na quest ão da parceria com a FETAGRI , que t em o dom ínio
sobre a região do nordest e parae nse e t eve t oda a
quest ão de pert encim ent o, quest ão de guet os, isso aí foi um a coisa m uit o t runcada, atrasou a im plem ent ação do proj et o, aí foi preciso fazer divisão de t errit ório, isso aí dificult ou a im plem ent ação, at rasou o processo e at é m esm o a execução. Não foi m uit o legal. Mas depois, no decorrer das at ividades, a coisa fluiu ( Ent revist a realizada em j ulho de 2008. Grifos nossos) .
Com o podem os observar no depoim ent o, o processo foi m arcado pelo em bat e ent re grupos polít icos. Havia, nessa dinâm ica, um a clara disput a polít ica no âm bit o dos proj et os vinculados ao PRONERA localizados na m esorregião Nordest e do Pará, o que não acont ecia em t erm os de concepções de alfabet ização ou de m et odologia, m as em t orno de quem iria gerir os recursos. Até então os dirigentes da FETRAGRI acreditavam que a ent idade deveria concent rar a gestão, ao contrário das definições do Manual de Operações do PRONERA ( BRASI L, 2004) , que designa a universidade com o execut ora. Ali, a responsabilidade seria da Fundação de Am paro e Desenvolvim ent o da Pesquisa ( FADESP) , situada na universidade. De acordo com os registros do Relat ório Final do Proj et o,
[ ...] foram realizadas diversas reuniões ent re I NCRA, FETAGRI , Universidade Federal do Pará/ Cam pus Universit ário de Bragança, Universidade Federal do Pará/ Cam pus Universit ário de Cast anhal, est es t am bém apresentavam int eresse em desenvolverem at ividades de ext ensão na região. Nest as reuniões, definim os ent re out ras coisas as áreas de at uação dos dois Cam pi, t endo com o ponto de culm inância a publicação no diário oficial em dezem bro de 2004 da aprovação do Proj et o Alfabet ização Cidadã no Nordest e Paraense ( UFPA, 2006, p. 11) .
As disput as se evidenciavam na região, não apenas no âm bit o dos m ovim ent os sociais, m as t am bém no int erior da UFPA, que se apresentavam de form a velada entre setores da própria instituição. Com o podem os ver no t recho do relat ório, o im passe foi cont ornado com a part ilha da dem anda inicial, que era de 1.618 alfabet izandos, dist ribuídos
em 28 proj etos de assent am ent os de 10 m unicípios que, post eriorm ent e, ficou delim it ada em 1.643 alfabet izandos, dist ribuídos, ent ão, em 25 proj et os de assent am ent os de 7 m unicípios2.
Os im passes e as consecut ivas alt erações geraram desgastes ao Proj eto, acarretando a retirada do Centro Sócio- Econôm ico que, inicialm ent e, t inha assum ido, de form a colegiada, a coordenação e a reorganização da dem anda para divisão dos territórios, t endo em vista a ret irada de t rês m unicípios. I sso se reflet iu no núm ero t ot al de alfabetizandos inform ados na proposta aprovada, com o tam bém na redefinição do com prom isso firm ado com os governos locais e os m ovim entos sociais.
Devido à dem ora entre a elaboração e a im plem entação do proj et o, t ivem os que refazer t odo o percurso j unt o aos m ovim ent os sociais, no intuito de reorganização de turm as, no int uit o de reorganização dos m ovim ent os sociais e de sindicat os, nos m unicípios que nós íam os im plant ar o proj et o. [ ...] E ainda, encont ram os dificuldades para rever as turm as, por que no m om ent o da elaboração nós t ínham os as t urm as proj et adas para det erm inados assent am ent os, para det erm inadas áreas. O t em po que a gent e dem orou para fazer a im plant ação do proj et o foi porque, com a desest rut uração das t urm as j á organizadas, foi preciso reconstruir as turm as ( Ent revist a realizada em j ulho de 2008) .
Esses im passes evidenciados geravam com plicações no processo de im plem ent ação do Proj et o, dent re os quais, relacionados à parceria. Diant e dos percalços e das m edidas tom adas, levando em cont a tam bém as m udanças decorrentes da revisão e at ualização do Manual de Operações ( BRASI L, 2004) , o Proj et o passou por alt erações, sendo redefinido. Em dezem bro de 2004, foi assinado o convênio e publicado no Diário Oficial da União na dat a de 23 de dezem bro desse ano, perm it indo,
2 Ver em anexo o quadro síntese com a dem anda 2003/ 2004 e a dem anda 2005
assim , a im plantação do Proj et o Alfabet ização Cidadã no Nordest e Paraense.
3 .2 Sobre o lugar do Proj et o Alfabet ização Cidadã no N ordest e Paraense
O Estado do Pará é o segundo m aior estado brasileiro em ext ensão t errit orial, com 1.247.689,515 Km ² , e abriga um a população est im ada em 7.065.573 habit ant es, sendo 34% resident es no cam po e 66% na cidade ( I BGE, 2007) . Sua econom ia baseia- se no ext rat ivism o m ineral ( ferro, bauxit a, m anganês, calcário, ouro, est anho) e veget al ( m adeira) , na agricult ura, pecuária, indúst ria e no t urism o. O Est ado est á dividido em 6 m esorregiões3, 22 m icrorregiões4 e 143 m unicípios, conform e a classificação do I BGE.
Dest aca- se por sua posição em m eio aos problem as fundiários e consequent em ent e da reform a agrária, t endo por isso um núm ero expressivo de assent am ent os rurais. Dados da Pesquisa Nacional da Educação na Reform a Agrária ( PNERA)5 revelam que, em 2004, apresentava um total de 509 proj etos de assent am ent o, perfazendo 47% do t ot al de assent am ent os da região Nort e ( 1.082 proj et os)6, abrigando
19% das pessoas assent adas no país, m ais da m et ade da região Nort e, que perfaz 33% do t ot al nacional.
3 A form ação das m esorregiões pauta- se nas sem elhanças econôm icas, sociais e
polít icas.
4 A form ação das m icrorregiões baseia- se na estrutura produtiva de cada m unicípio. 5 Realizada pela Fundação I nstituto de Pesquisas Econôm icas ( FI PE) , a PNERA é resultado
de um a parceria entre o I nstituto Nacional de Colonização e Reform a Agrária ( I NCRA) , através do Program a Nacional de Educação na Reform a Agrária ( PRONERA) , e do I nstituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ( I NEP) . Teve por obj etivo diagnosticar as condições educacionais dos assentam entos no sentido de subsidiar o planej am ent o est rat égico, a definição de polít icas públicas, a im plem ent ação de ações articuladas e o m onitoram ento das condições educacionais.
6 Dados m ais recentes do I NCRA ( 2009) revelam que, em 2008, o Pará apresentava um
total de 972 proj etos de assentam ento, m ais da m etade do total da região Norte, de 1.873 proj etos.
Essa pesquisa produziu um am plo diagnóst ico da sit uação dos assent am ent os no Brasil e, no Pará, em especial, apresent ou dados preocupantes acerca da infraestrutura e dos serviços básicos7. Em t erm os
educacionais, dem onst rou um baixo índice de 38,7% de frequência escolar, sendo 7% na educação infant il, 61% no prim eiro segm ent o do ensino fundam ent al, 21% no segundo segm ent o ensino fundam ent al, 2% no ensino m édio e 8% na educação de j ovens e adultos. Os índices de educação profissional e de educação especial não passam de 0% . Esses índices result am da precária realidade da educação que é oferecida nos assent am ent os do Pará.
A pesquisa revelou, ainda, que, dent re as escolas sit uadas nos assent am ent os, quase 100% oferecem o prim eiro segm ent o do ensino fundam ent al, m as apenas 27% possibilit am a cont inuidade no segundo segm ent o. Sobre o ensino m édio, a realidade é ainda m ais problem át ica, vist o que apenas 3% das escolas t êm est e nível de ensino. Verificam os que a probabilidade de a população assent ada concluir a educação básica é m uit o pequena, configurando- se o que denom inam os de efeit o funil, m uito com um nas escolas do cam po. Muit as vezes, a alt ernat iva que se apresenta é o deslocam ent o para escolas urbanas ( êxodo rural) , quando não o abandono escolar. Sobre a frequência escolar dos j ovens e adultos, dados indicam que 2,5% cursam o prim eiro segm ent o do ensino fundam ent al, 1,1% o segundo segm ent o e 0,3% o ensino m édio. Os índices de analfabet ism o e de dist orção idade- série, na região Nort e at ingem t axas em t orno de 58% ( I NEP/ PRONERA, 2004) .
É nesse contexto que se inserem as m ais diversas experiências educat ivas, que result am principalm ent e da m obilização dos suj eit os, que reivindicam , propõem e part icipam , vislum brando novas perspect ivas de polít icas públicas para a educação do cam po, ancoradas na realidade e
7 Dos assentam entos de reform a agrária do Estado do Pará 7,9% dispõem de rede de
água; 36% dispõem de energia elétrica; 16,3% dispõem de transporte público, 13,8% possuem telefone público e 1,6% dispõem de serviços de correio.
nas dem andas do cam po. Dent re as experiências desenvolvidas no Est ado do Pará, podem os m encionar as Casas Fam iliares Rurais, as Escolas Fam ília Agrícola, bem com o os proj et os vinculados ao PRONERA, dest acando- se o Proj et o Alfabet ização Cidadã no Nordest e Paraense, elaborado com o propósito de prom over o enfrentam ento do analfabetism o nos assentam entos da m esorregião Nordeste Paraense, especificam ent e em set e m unicípios, conform e dest aque no m apa a seguir:
Mapa 1: Estado do Pará, segundo m unicípios partícipes do Proj eto Alfabetização Cidadã no Nordeste Paraense
Fonte: Adaptado de: < http: / / pt.wikipedia.org/ wiki/ Ficheiro> . Acesso em : 02 j an. 2009. No âm bito desses set e m unicípios, o Proj et o Alfabet ização Cidadã foi im plem ent ado em 28 assent am ent os da reform a agrária, form ando 75 t urm as, com a part icipação inicial de 1.643 alfabetizandos. 3 .3 A est rut ura organizacional e a orient a ção pedagógica do
Proj et o Alfabet ização Cidadã no N ordest e Paraense
O Proj eto teve com o parceiros a Universidade Federal do Pará, através do Cam pus Universitário de Bragança; o I nst it ut o Nacional de Colonização e Reform a Agrária ( I NCRA) , por m eio da SR01- PA; Sindicat os
Legenda
Aurora do Pará I pixuna do Pará
Nova Esperança do Piriá Paragom inas
Tom é- Açu Ulianópolis Viseu
dos Trabalhadores Rurais; Associações de Trabalhadores Rurais; Cooperativas de Produtores Rurais; Cooperat iva de Assist ência Técnica Agrícola; Governos Locais, por m eio de secretarias de educação, de agricult ura, ent re out ras. A part ir da adesão dos parceiros foi const it uída a equipe, de acordo com a dem anda de alfabet izandos, com o podem os ver no quadro dem onst rat ivo a seguir:
Base de cálculo: 1 6 4 3 alfabet izandos
Turm as Coordenador Geral ( UFPA) Form adores ( UFPA) Alunos universit ários ( UFPA) Coordenadores locais ( Movim entos Sociais e Governos Locais) Alfabetizadores ( Assentados) 75 01 09 09 09 60
Quadro 2: Com posição da equipe do Proj eto Alfabetização Cidadã no Nordeste Paraense, segundo base de cálculo do PRONERA.
Sobre a equipe, dois aspectos im port antes podem ser observados: sua com posição e a orient ação do PRONERA quant o ao núm ero de part icipant es. Em que pese a m arca das inst it uições, a com posição da equipe do grupo da universidade, por exem plo, t eve a part icipação de profissionais de fora da inst it uição para at uarem com o form adores dos alfabet izadores. Profissionais da área, educadores populares, com experiência em ações com a nat ureza do proj et o, envolvidos t am bém com os m ovim ent os sociais. As instituições carecem de profissionais. Aliás, essa é um a característ ica da m aioria dos proj et os do PRONERA im plem ent ados no Pará. Os profissionais são m ilit ant es da educação do cam po, sej a at uando em proj et os, sej a part icipando em espaços de discussão e proposição. Outro aspect o que se destaca consist e na part icipação do I NCRA, que não figura na equipe fixa do Proj et o, ainda que sendo um parceiro da ação.
Quant o aos m ovim ent os sociais, a part icipação na equipe decorre principalm ent e da indicação dos coordenadores locais. No Proj et o
Alfabet ização Cidadã, em part icular, considerando que em dois dos set e m unicípios, em face do núm ero de t urm as, at uaram dois coordenadores locais, em com um acordo, um deles foi designado pelos m ovim ent os sociais e outro pelos governos locais que, em geral, com o o I NCRA, não figuram na equipe fixa.
Sobre os crit érios est abelecidos pelo PRONERA, t rat a- se de um a base de cálculo que orient a a est rut uração da equipe: a cada 1.200 educandos ou 60 turm as com 20 alunos, deve ser form ada um a equipe coordenada por 1 professor da instituição proponente, 5 alunos universitários; 5 coordenadores locais; 60 educadores alfabet izadores. Para a região Nort e, no entant o, a base de cálculo é diferenciada, t endo a cada 1.200 educandos ou 60 t urm as com 20 alunos, um a equipe coordenada por 1 professor da instituição proponente, 8 alunos universitários; 8 coordenadores locais; 60 educadores alfabet izadores ( BRASI L, 2004) . Conform e const a no Manual de Operações do PRONERA, essa excepcionalidade é result ant e de avaliações e acom panham ent os dos proj etos da região Norte pelo Program a, que apontaram para a necessidade de um t rat am ent o diferenciado na dist ribuição da equipe pedagógica.
Ent re os problem as, os de m aior dest aque foram a grande distância entre os assentam entos e as instituições que coordenam os proj et os; o grande período de chuvas na região que inviabiliza a passagem e as precárias condições de acesso às áreas de Reform a Agrária ( BRASI L, 2004, p. 36) .
Essa excepcionalidade, segundo os atores sociais envolvidos,