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Narrativas das participantes

No documento JOSÉ HAMILTON ALVES DE OLIVEIRA (páginas 101-107)

Narrativa 1: Olga

A minha relação com o conhecimento eu tinha autonomia criava bastante coisa. Os professores davam a liberdade, eu me considero que fui uma aluna com autonomia, pra gente brincar e interagir era bem legal.

Eu era briguenta demais, gostava de ter bastante amigos, ter todo mundo por perto, não faltava. Todo mundo interagia junto, era tudo igual. Tinha um grupinho de amigos porém, me relacionava com os outros.

No quadro linha da vida

Vida familiar: o que me marca bastante é lembrar da vida, é aquela coisa fechada família mesmo que eu penso dentro de casa. Eu penso muito nessas coisas de falar e se arrepender depois, de guardar as coisas e ficar pensando “aí se acontecesse isso daqui a pouco e eu não pude me desculpar”. Isso mudou um pouco a minha vida, estou em constante mudança, tento pensar um pouquinho mais. Perca familiar essas coisas do tipo eu tenho muito medo. Vida Escolar: uma coisa que me marcou bastante foi uma professora que falou que a minha letra era muito feia, eu estava na segunda série, realmente a minha letra era muito feia. Porém, ela não deveria ter falado isso porque isso mexeu muito comigo, então eu fiquei muito triste e falei para o meu pai. O meu pai foi fazer barraco na escola rsrsrsrs, foi uma situação bem chata mas, foi desnecessário da parte dela por ser uma profissional da área da educação, ela me desmotivou. Mesmo assim eu continuava fazendo o caderno de caligrafia mesmo assim nada mudou kkkkk, isso foi o que me marcou da minha vida escolar.

Vida Profissional: eu comecei recentemente como auxiliar de classe, eu vejo muito da professora que eu trabalho coisas que eu penso: Ah isso é legal pra mim fazer e isso já nem pensar. Tenho um filtro, ela como uma pessoa profissional ela é muito boa, muito organizada, faz coisas bem legais, criativas, só que o jeito dela se relacionar com as crianças não me atrai e não gosto e é uma coisa que eu tenho certeza que eu não vou fazer. Por que isso desgasta, perde o interesse do trabalho.

Pessoas que marcaram sua vida: Uma pessoa que me marca bastante é o meu avô, ele fala muitas coisas que as vezes você nem espera, dá um conselho que nem sabe da história, mais dá um conselho legal, está sempre feliz, sorrindo, já passou por muita coisa, é uma pessoa que me marca bastante.

Livros/ Filmes/ Músicas: um filme que me marcou bastante foi Olga, Mãos Talentosas Bem Carson acho bem legal esse filme que faz eu ter uma outra visão, a gente não é só aquilo, não é só status, que a gente pode sim melhorar, crescer na vida.

Deslocamento geográfico: quando eu vou para casa do meu namorado que fica no Jardim Santo André, lá eu acho um bairro muito agitado, as pessoas não está nem aí pra nada, se tiver de passar por cima das pessoas com o carro eles passam, não está nem aí. É um local que eu nem penso em morar, sei lá, é um deslocamento geográfico que é próximo mais que é outra realidade, é uma coisa muito mais agitada, às 8 da noite por aqui as ruas e os bares estão bem vazios e por lá as ruas e os barzinhos estão cheios, as pessoas estão mais vivendo assim bem soltas. Isso desperta em mim um olhar para realidade socioeconômica das pessoas. É um bairro mais pobre mais mesmo assim as pessoas são bem felizes e eu acho que não se importam tanto umas com as outras. Há um individualismo, isso me incomoda muito.

Paráfrase

A minha relação com o conhecimento eu tinha autonomia criava bastante coisa; Os professores davam a liberdade;

Fui uma aluna com autonomia; Gostava de ter bastante amigos; Não faltava;

Todo mundo interagia junto;

Uma coisa que me marcou bastante foi uma professora que falou que a minha letra era muito feia, eu estava na segunda série, realmente a minha letra era muito feia;

Vejo muito da professora que eu trabalho coisas que eu penso: Ah isso é legal pra mim fazer e isso já nem pensar;

Acho bem legal esse filme que faz eu ter uma outra visão, a gente não é só aquilo, não é só status, que a gente pode sim melhorar, crescer na vida.

Palavras-chaves

Criava – Liberdade – Autonomia – Amigos – Não faltava – Interagia – Crescer - Visão – Professora – Pensar – Legal – Melhorar – Crescer - Vida - Escola - Pai

Eixo temático

Vida escolar na infância

Perguntas sobre a experiência de educanda do CEC.

1 - o tempo no CEC pra você foi como?

O tempo no CEC para mim foi excelente, aprendi muitas coisas que com certeza fizeram diferença na minha vida.

2 - Você via uma estética no CEC que tivesse a identificação dos alunos e a sua?

Sim, o trabalho da criação de identidade acontecia com naturalidade e a percepção do "eu e o outro" nos faz entender as relações externas, pois lá os educadores entendiam que cada aluno já vinha com sua bagagem e tentavam sempre compreender as coisas de com outro olhar desde a sociedade que estamos inseridos até a relação familiar; sendo assim agregaram conhecimentos trazendo a criticidade as nossas vidas através de pontos de vistas diferentes.

3 - No CEC aprender era uma coisa boa ou ruim?

Aprender lá era maravilhoso pois não ficávamos apenas falando sobre teorias, fazíamos de tudo um pouco que de uma forma ou de outra serviram e ainda servem no cotidiano.

4 - A Educação interdimensional que era o método pedagógico, a maneira de trabalhar no CEC o que você diz, avalia?

O desempenho dos educadores era sempre muito satisfatório, o cuidado e afeto estavam sempre presentes, nos sentíamos como uma grande família cheia de valores, culturas e estilos diferentes, os momentos de aprendizagem não eram forçados e por serem desta forma as aprendizagens foram significativas.

Em relação ao conhecimento também a gente sempre buscava, trazia ideias, era dessa forma mesmo.

A gente buscava, a gente tinha autonomia pra poder falar, para poder opinar. Pra falar se estava sendo bom ou ruim, tinha sempre esse feedback.

Me considero uma aluna bem pró ativa, bem participativa, era bem presente também, não era muito de faltar, e em muitos momentos liderava, tinha bastante amigos.

No quadro linha da vida

Vida familiar: quando eu penso na minha família eu lembro muito de festa, alegria, união, mais também eu lembro de muitas brigas, mais um momento assim especificamente falando não sei, talvez natal, ano novo assim é muito marcante na nossa família a gente sempre está unido assim fazendo festa. Quando eu penso na família eu penso nisso. Estes momentos de brigas em família me ensinaram a silenciar um pouco, eu sou uma pessoa um pouco explosiva. Tem determinadas situações na família que eu aprendi a silenciar. De ver algumas brigas, então acho que isso me conseguiu me fazer diferente, fazer eu pensar um pouco mais antes de falar, antes de agir, isso foi um momento que me modificou, mais não que tenha um fator específico.

Na vida escolar: Eu penso quando eu estava na escola eu tinha uma visão de que eu iria trabalhar em banco, nunca tive uma visão de que eu iria para área educacional. Toda vez que eu pensava em escola eu pensava nesta questão mesmo. Só que quando eu entrei no CEC principalmente nos últimos anos, eu tive um olhar um pouco mais diferenciado e aí foi o que fez eu mudar essa minha visão. Aí comecei a fazer a pedagogia aí foi que ampliou o meu olhar mesmo. Na faculdade foi que eu vi as possibilidades que a profissão poderia me dar, foi aí que eu ampliei meu olhar e pensei em seguir realmente em frente.

Vida Profissional: Depois que eu trabalhei um tempo no CEC eu fui para a creche trabalhar lá, foi lá que eu vi assim o que eu queria, que eu queria seguir uma carreira alí mesmo na creche. Só que ao mesmo tempo eu fiquei na dúvida, mais eu não consigo me ver em outra profissão, em determinados momentos, então a minha vida profissional acredito que está ligada realmente na questão da educação, com crianças e principalmente com crianças menores. É assim que eu vejo a minha vida profissional, comecei como professora foram dez anos, faz um ano que estou na coordenação de creche, eu acredito muito nisso, na questão da educação para os menores começar ali dos pequeninhos e ai vai seguindo a vida. E a mudança de profissão de banco para educação me despertou quando eu comecei a trabalhar em creche, foi aonde eu defini o meu público alvo.

Pessoas que marcam a nossa vida: A Juliana Paiva foi o ponto principal na minha vida, ela que ampliou meu olhar, ela que me convidou para trabalhar, ela que viu que eu tinha o perfil para isso, e ela me convidou para uma vivência, e eu fui, me joguei e graças a Deus eu estou nessa profissão devido a ela que acreditou em mim primeiro antes que eu acreditasse. Eu acredito muito nisso, a gente não tem tanto contato hoje em dia mais ela foi uma pessoa que marcou a minha vida profissional.

Livros, filmes, música: sinceramente nada em específico me vem à mente que me transformou em relação a isso, até o momento não.

Deslocamento geográfico: indo para o interior por exemplo, me ensinou a ser uma pessoa um pouco mais calma, porque lá não tem nada não tem comércio, não tem muitas pessoas, não tem movimento e aqui está em constante movimento, então lá é um lugar que eu vou e me sinto bem, me sinto calma, mais tranquila para relaxar, acho que é um dos lugares que me traz tranquilidade assim como a praia também.

A gente tinha autonomia pra poder falar Poder opinar

Falar se estava sendo bom ou ruim Tinha sempre esse feedback Aluna bem proativa

Participativa Era bem presente Não era muito de faltar Em momento liderava Bastante amigos Palavras-chaves

Narrativa 3: Cris

Não me considerava submissa que me mandavam fazer, sim senhor, não senhor, acho que era uma relação assim com troca, tanto dos educadores quanto dos educandos.

Acho que era uma troca, em alguns momentos acontecia da gente ir fazer tal coisa e a gente concordava, e se não concordava a gente conversava e tal, e dava a sua opinião. Em Relação ao conhecimento eu me considerava proativa.

Eu me considerava proativa pra fazer as coisas, de vez em quando liderava também, as vezes eu ficava assim na minha, as vezes deixava outras pessoas tomar a frente pra fazer as coisas, mais as vezes quando era uma coisa que me interessava bastante eu gostava de tomar à frente. Considero um pouquinho de cada coisa.

No quadro linha da vida

Paráfrase

Não me considerava submissa

Uma relação assim com troca entre educador e educando Havia troca

Se não concordava a gente conversava e opinava Proativa pra fazer as coisas,

de vez em quando liderava eu ficava assim na minha,

deixava outras pessoas tomar a frente pra fazer as coisas,

uma coisa que me interessava bastante eu gostava de tomar à frente.

Palavras-chaves

Não submissa – relação – troca – proativa – liderar – gostar. Perguntas sobre a experiência de educanda do CEC.

1 - O tempo no CEC pra você foi como?

o tempo no CEC pra mim foi uma das melhores experiências de vida e aprendizado, la aprendi coisas que levo pra vida até hoje, e pude ser criança brincar e aprender ao mesmo tempo.

estética em que sentido ? Se for na aparência das instalações do CEC via nas pinturas das paredes imagens de crianças nas paredes da entrada...( se nao for nesse sentido me explique a pergunta )

3 - No CEC aprender era uma coisa boa ou ruim?

no CEC aprender era uma coisa ótima, pois eu aprendia muitas coisas de formas diferentes, muitas vezes divertidas...

4 – A Educação interdimensional que era o método pedagógico, a maneira de trabalhar no CEC o que você diz, avalia?

acho que era um método bom, pois tínhamos voz para dizer qnd não conversávamos com algo, quando queríamos pedir que algo fosse feito de forma diferente, avalio de forma positiva..

Narrativa 4: Tracy

Com relação do conhecimento eu era proativa.

Em relação aos educadores conhecimento havia uma tomada de decisão em conjunto, a gente gosta de dar proposta ou ele fazia, ou se não a gente dava sugestões, maneiras diferentes de fazer.

Enquanto aluna eu me considerava engraçada, bem proativa, gostava de liderar as vezes.

No quadro linha da vida

Vida familiar: quando eu penso na família eu penso muito em festa, união, brigas, muitas brigas rsrsrs. Mesmo brigando estava todo mundo sempre unido, já estávamos fazendo churrasco todo mundo junto independentemente de estar de mal um com o outro ou não, a perdoar. Eu tinha dificuldade de perdoar, ficava remoendo muito as coisas, é muito fácil dizer que perdoa, agora perdoar mesmo era mais difícil. Eu percebi que precisava mudar isso em mim, de ser uma pessoa ranzinza e que tinha dificuldade de perdoar. Penso na minha família, houve tantas brigas e todo mundo se perdoou e continuou unidos. Então esse despertar e ser mais flexível para o perdão foi um marco.

Vida escolar: Eu era bem tímida da 1º a 4 ª série, não era muito de ter amigos na escola, de falar com as pessoas pela timidez. Eu tinha uma professora o nome dela era Ana Paula, e eu era a única menina negra da minha sala e eu sofria muito bullying das outras crianças e por isso eu era mais fechada ainda. A professora era negra e ela me incentivava a conversar, a me abrir, a falar mais, a não ligar tanto para opinião dos outros, não se deixar ficar triste. A professora me apresenta outra menina bem tímida e a gente começou a conversar e fazer amizade, com um tempo eu acabei conhecendo mais pessoas, e mais pessoas foram se unindo ao meu grupinho alí, e comecei a fazer amigos a falar mais. Isso foi uma porta para eu fazer um conjunto de novas amizades para eu me sentir fortalecida.

Vida profissional: meu primeiro emprego foi num Call Center e tinha uma supervisora o nome dela era Thainã, e no começo eu não acreditava tanto em mim do tipo bater metas a está cumprindo as coisas, e ela cobrava muito e ela sempre falava que via potencial em mim, e para eu não desistir tão fácil. Lembro muito dela, em qualquer situação da minha vida em que eu nosso em desistir tão fácil lembro dela me incentivando a não desistir e acreditar em mim.

Pessoas que passaram em minha vida: não lembro assim de uma pessoa específica me marcou e mudou algo em mim, no momento eu não consigo me lembrar.

Livros/ Filmes/ Música: um filme que mexeu bastante comigo assim na adolescência foi o filme Aos Trezes, lá no CEC e na época eu tinha 13 anos e mexeu bastante comigo, quando a gente é jovem acaba tomando decisões ou fazendo coisas para poder agradar aos outros, ou fazer parte de tal grupinho e fazer tal coisas, e me fez ver a vida de uma forma diferente, e não querer só agradar aos outros, ou deixar de fazer coisas que eu gosto, ou coisas que eu não acho certo só para poder participar aí de certos grupos, fazer certas amizades.

Deslocamento geográfico: recentemente fui para Maceió e a vida lá a vida diferente, tudo é mais calmo é menos corrido do que aqui em São Paulo, a gente aqui está em movimento constante, o tempo todo sempre fazendo alguma coisa e lá é tudo mais parado e me fez ver as pequenas coisas que a gente não percebe devido a correria aqui em São Paulo, coisas simples sei lá as vezes a gente está trabalhando, fazendo tantas coisas que não percebe por exemplo: um sorriso, uma palavra nova que nosso filho aprendeu, coisas pequenas que acontecem no nosso dia a dia. E lá deu pra sentir bastante isso por ser uma vida mais calma. Pude me dedicar um pouco mais ao meu filho e perceber coisas pequenas como uma palavra nova que ele falou, ou que ele aprendeu a fazer um círculo na creche, a identificar cores, que as vezes a gente não percebe pela correria.

Paráfrase Eu era proativa;

Tomada de decisão em conjunto; A gente dava sugestões;

Penso em família penso muito em festa; Maneiras diferentes de fazer;

Me considerava engraçada; Bem proativa;

Gostava de liderar as vezes;

Lá é tudo mais parado e me fez ver as pequenas coisas que a gente não percebe devido a correria aqui em São Paulo;

A professora era negra e ela me incentivava a conversar, a me abrir, a falar mais, a não ligar tanto para opinião dos outros;

Uma palavra nova que nosso filho aprendeu, coisas pequenas que acontecem no nosso dia a dia;

a gente não percebe pela correria. Palavras-chaves

Proativa – decisão em conjunto – Maneiras diferentes – Liderar – Engraçada – Família – Filho – Perceber -

Eixo temático

Vida escolar na infância

Perguntas sobre a experiência de educanda do CEC. 1 - O tempo no CEC pra você foi como?

Era um lugar que eu podia ser eu pois diferente da escola eu não sofria preconceito tinha amigos. Era mágico, era diferente da escola pública porque lá eu podia ser eu mesma. Lá eu não sofria preconceitos, tinha amigos, eu era incentivada a sonhar a querer mais, a buscar mais, era incrível lá. Foi uma das melhores fases da minha vida.

Lá era um pedacinho, um complemento da minha casa, lá não era muito assim de móveis luxuosos essas coisas, a estética era a nossa cara, tipo decoração tanto arrumação, se fosse pintar era a gente que pintava e grafitava, tudo que acontecia lá era a gente pra deixar a nossa cara, era perguntado o que a gente queria, pra saber se gostava, como a gente imaginava, era como um complemento de mim.

3 - No CEC aprender era uma coisa boa ou ruim?

Boa. Lá a gente não só aprendia por exemplo português e matemática essas coisas que a gente aprendia na escola, a gente por exemplo aprendia dança, violão, canto, coisas diferentes, e se tivesse em outro lugar numa escola a gente não aprenderia, nunca teria descoberto isso, conhecido coisas diferentes. Os passeios e até mesmo os trabalhos que tinham lá, eu lembro de um trabalho que a Juliana fez, fazer um poema pra gente, pra gente ler e escrever o que a gente entendeu, na escola pública não tinha esse tipo de coisa, eu até comecei a gostar de ler livros depois que comecei a ser incentivada a essas coisas que a gente não tinha acesso a esse tipo de informação e conhecimento, então era incrível.

4 - A Educação interdimensional que era o método pedagógico, a maneira de trabalhar no CEC o que você diz, avalia?

Era incrível o modo deles ensinar a gente, chamar a gente pra participar, se interessar, buscar, porque não se trabalhava como em escola e lugares convencionais que acaba tendo um conteúdo chato, a gente acaba se dispersando não se interessando pelo o conteúdo, eu amava aquele lugar. Foi triste crescer e sair de lá. Se eu pudesse estaria lá até hoje.

No documento JOSÉ HAMILTON ALVES DE OLIVEIRA (páginas 101-107)