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O disco padrao com uma camada de um millimetro

de espessurado

oxydo

negrode uranio,gerando

uma

corrente de ionizac.ao, estabelecera a medida

com

o

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electroscopio de Curie. Esse disco padrao,

segundo

Feio, produz

uma

cor.rente de ioniza^ao igual a 0,30 milligrammes.

Se

V

for a velocidade da queda dafolha do ap-parelho, medidora dacorrente padrao,

em

divisoes por segundo,e se vfor a velocidade da queda da

mesma

folha, medidora da corrente maxima, teremos assim a formula,

em

que

X

representa a

emanagao

introduzida no apparelho:

Paraseproceder aanalysedo gaz dasfontes,sera introduzido o

mesmo

seco

em um

cylindrode medida.

obrigando-o a passar por tubos

com

anhydrido

phos-phorico ou calcic, sendo o

mesmo

aspirado para o cylindro de medida ou por meio do vacuo no cylin-dro, auxiliado de

uma bomba

pneumatica.

O

gaz

permanecera tres horas e

um

quarto

no

interior

do

cylindro de medida,

em

cujaparte superiordeve estar

um

electroscopio para as medidas.

E' precise notar que no fim de tres horase

um

quarto e que se medira a corrente maxima, primeira-mente.

O

apparelho portatil e pratico de

M.

B. Szillard, utilizado e preferido pelo Professor Feio,

mede com

precisaotanto aemanac,ao

como

as radiac.6es, inclusive a radiagao global.

Mede tambem

a perda de potencial a distancia e

sem

fios,

uma

vez existente ou presente a energia sufficientepara ionizar o ar perto do appa-relho.Assim mostra

como

medira

emanagao

das aguas mineraes:

A

apparelhagem compoe-se do condensador de medida, de metal, capacidade 3 litres,

em

contacto

com uma

haste metallica,isolada docylindropormeio de

ambar

e estabelece communicac.ao

com

o electro-metro por dispositive especial permittindo a medida da emanac.ao que se achar no interior do cylindro.

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.A

emana^ao

e retiradapela ebulligao prolongada e antes de penetrar no cylindro a emanac.ao passara pelos tubos

em U com

a substancia hygroscopica, afim de que a

humidade

levada para o cylindro nao prejudique as medidas.

Os

volumes gazosos

devem

ser medidos, empre-gando-se apipeta para gazes de

M.

B. Szillard.

Deve-se aosSnrs. Jacques e Gastao

Danne

o co-nhecimento dasrelac.6es entre asdiversasunidades de medida da

emana^ao

do radium, de que o Curiee a unidade internacional.

O

millicurie e a millesima parte do Curie que e a quantidade de

emanagao em

equi-librio

com um gramma

de radium.

O

microcurie

vem

a ser

um

millionesimo do Curie.

O

millimicrocurie e mil vezes

menor

do que o microcuri.

A emanaqao

se desenvolve e desprende

em

tempos iguaes. Durante

um segundo

a emanac.ao.se accumula

sem

destruir-se e da'ii nao sera a

mesma

no fim de

um

segundo a quantidade de

emanate

que se desprende por segun-do,resultandoano^ao do segundo de temporeduzido.

Milligramma minutoe aquantidade de

emana^ao

pro-duzida poi1

um

milligramma de radium durante

um

minuto de

tempo

reduzido. Unicl de

Mache

e a quan-tidade de emanac,ao,

sem

productos de desintegragao, que produz

uma

corrente de saturate limite igual a

um

millesimcdeunidadeelectro estaticadeintensidade de corrente (U. E. S.)

Uma

unidade electro estatica e igual a 10'7de ampere.

Convem

conhecer as dimen-soes dosrecipientes

com

que setenha de operar para que se torne facil a determinaQao da corrente de saturac.ao.

No

1.

tomo

do

meu

livro As aguas thermaes brasileiras os leitores encontrarao

um

estudo desen-volvido sobre a

emana^ao

de radium nasaguas mine-raes do Brasil. Dentre nossas aguaes mineraes

ther-maes

so as de Lyndoia,no Estado de S. Paulo, que foram analyzadas pelos Drs. B. Feioe Emilio

Gomes,

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possuem

asvantagens daperfeita medida da

emana^ao

radio-activa.

Quanto

as outras,

como

as de Po^os de Caldas, Caldas Novas, Araxa e outras, necessitam de novos

exames com

apparelhos aperfei^oados.

As

localidadesde aguas thermaes

com

estabeleci-mentos que exploram a industria thermal nao

podem

dispensar o Laboratorio Chimico Balnealogico das Aguas, ao qual ja

me

referi, assim

como

o radium obtido por subscrip9ao publicaouextrahidodasaguas

como

setern feito noextrangeiro paraser utilizadonos estabelecimentosthermaes ao lado dapratica balnearia e thermal.

Nota Devido a grande difficuldade

em

obter-seo radium nao so por motivo de sua ra-ridade

como

de seu elevado custo, numerosas cidades da Europa,

como

por exemplo,

Man-chester, ternadoptado o meio deconseguir dotar seus grandes hospitaes do radium necessario ao seu service,abrindo

uma

subscripc.ao popular.

O

autor.

NOTA

O

dominio do radium

como

agente therapeutico tende a expandir-se cada vez mais.

O

radium e espe-cialmente valioso no tratamento detumores proliferan-tes, anemias, leukemias e molestia de Hodgkin. Para aquelles a cirurgia vale,

mas

nao o dispensa.

O

radium nao e

uma

panacea. E'

um

valioso auxiliar da cirurgia e toda importancia esta na preco-cidade do tratamento.

Os

conhecimentos actuaes dos

effeitosbiologicosetherapeuticosdo radiumsao ainda rudimentares e um*

campo

vasto para investigates acha-se aberto para os scientistas.

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Devem

ser conhecidos os methodos de separar a

emanagao

de radium do radium por meio dos pro-cesses do ar liquido e da

bomba

de mercuric, assim

como

os effeitos physicos da emana<;ao de radium e do depositoradio-activo.

No meu

livro citado

me

refiro ao processo de extracgao do radium das aguas mineraes,

como

se pratica

em

certas estates allemas.

A

Sociedade Central de Productos Chlmlcos, de Paris, fornece apparelhos portateis para o

exame

das aguas mineraes, baseados no

methodo

electroscopico para as medidas de radio-actividade.

As

medidas ra-dio-activas

podem

serfeitas

em

corpos solidos, liquidos ou gazosos.

Quando

esses corpos sac collocados

no campo

electrico de

um

electroscopio carregado, este apparelho sedescarrega sob o effeito da conductibili-dade adquirida pelo ar submettido as irradiates da substanciaradio-activa. As medidas deradio-actividade saofeitasgeralmentenoslaboratoriespor meio de

um

electrometro (methodo do quartz piezo electrico de Curie), dispositive impossivel de se transportare por issotem-seprocuradoconstruirapparelhos para viagem.

Os

movimentos da folha de aluminio sao observados

como

nos antigos electroscopios Curie por meio de

um

microscopic

munido

de

um

micrometro ocular.

Para mediraradio-actividadedosgazes emelhor medir

com

os gazes previamente secos,uzando-separa issodo anhydride phosphorico ououtra substancia

em uma

caixa para secar ou ampolas proprias.

Seja qualforacausa quedetermine a diminuic.ao da carga do electroscopio, essa perda de carga sera me'dida pela velocidade

daquedada

folhade aluminio, istoe, pela velocidade de desvioda folha de aluminio no

campo

do microscopic.

A

velocidade de desvio da folha de aluminiono

campo

se

mede

por meio de

um

conta-segundose basta poro conta-segundos prompto no

memento

da passagem da folHa deante de

uma

di-visao do micrometro e fazer parar o conta-segundos

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quando

a folha passar deante de

uma

outra divisao.

Observa-se assim que a folha percorreu

um caminho

d

em um tempo

t\ a velocidade de queda da folha e medida pelo quociente

V T

d

que exprime divisoes do micrometre por segundo.

Quando

a folha de aluminio, cahindo, se desvia da esquerda para a direita, ella se desloca da direita para a esquerda no

campo

do microscopio.

Montado

o apparelho,naausenciade todo corpo radio-activosolido ou gazoso a estudar, o electrosco-pio

pode

perder sua carga espontaneamente por dois motives differentes: ou sob oeffeitode

um

desvio por

conductibilidade ao longo do ambroide, ou sob o

ef-feito de

uma

ionizac.ao espontanea do ardo apparelho de medida.

A

medida da perda de cargacausada

n'um

appa-relho por

um

corpo radio-activo estudado consistira entao

em

duas operates: 1.,medida da perda espon-tanea; 2., medida da velocidade de queda da folha

em

presenqa do corpo radioactivo estudado.

A

differenqa entre essas duas medidas dara o va-lor da velocidade dequeda dafolharelativaaperda de carga estudada.Mede-se a perda de carga

do

electros-copiosobainfluenciade

um

disco recobertode

oxydo

deuranio.Depoisespalha-seuniformemente o producto a medir sobre

uma

superficie igual a recoberta pelo uranio e se

mede

a perda da carga do electroscopio soba influenciado producto estudado. Dir-se-a que o producto

medido

tem

uma

actividadede1,2,3... quan-do a perda de carga obtidafor maior quea produzida pelo

oxydo

de uranio.

O

valor da radio-actividade

R

do producto sera dada

em uma

palavra pelaexpressao seguinte:

R- ~

em

que

V

e a velocidade dequeda observada

em

pre-48

senc.ado producto estudado.

Vu

e a velocidade de queda observada

em

presence do

oxydo

de uranio.

/

e aperda espontanea, isto e, a queda da folha de aluminio fora da presengade

um

corpo radio-activo a estudar. Fazendovariarodiametro dosdiscos recober-tospelo

oxydo

de uranio e pelo producto a medir, desde6cm. atet

cm.e

possivelmedirradio-actividades que variam desde 1 por 200 de

oxydo

de uranio

ate 100 vezes o

oxydo

de uranio. Para medir radio-actividades superiores, e precise reduzir grandemente o

volume

de arsubmettido a irradiac.ao.

Introduz-sen'um cylindro

bem

seco

um

volume conhecido de gaz seco pelo anhydride phosphorico.

Introduz-seogaz no cylindropor meio de

bomba

de

mao

oude trompeaeau.

A

radio-actividadedasaguas

pode

provirde

uma

emanac.aoradio-activa dissolvidaou de

um

corpo ra-dio-activo solido dissolvido.

No

caso de

uma

emanacao dissolvida, extrahe-se a emanac,ao da agua queeposta asecar e introduzida

num

cylindrode medida. Paraextrahir a emanac.ao da agua,faz-se ferver aagua estudada

em um

balao

mu-nido de

um

refrigerante ascendente e recolhem-se os gazes desprendidos sobre o mercurio, arrastando-os por

uma

corrente de ar no fim da ebu.llic.ao. Alguns nao separam senao parcialmentea emanac.ao daagua, agitando simplesmente

um

certo volume d'agua

com

urn

volume

conhecidoxie ar, na temperaturaordinaria.

Uma

porc.ao da

emanacao

passa para o ar e pode assim ser introduzida no cylindro de medida. Alguns introduzem agua no cylindro de disperdicio

munido

de

uma

caixa para secar. Esse processo tem o incon-veniente deactivar o cylindro demercurio no caso da aguaestudada encerrarsaes radio-activos

em

dissoluc.ao.

No

caso de

um

sal radio-activo dissolvido,

come-c.a-se por privar totalmente a agua de toda emanac,ao por meiode ebullic.ao,depois fecha-sehermeticamente o balao que encerra a agua estudada.

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Assim sedeixa digestir a agua

em

vaso fechado durante varies dias

(um mez no

maximo). Neste

mo-mento recolhe-se de

novo

por ebullic.ao a emanac.ao que se accumulou

no

balao durante este tempo.

Nao

pode

haverahinovafo:mac.ao de emanac.ao a naoser acusta de

um

salradio-activo dissolvido na agua.