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Quantidade minima de emanaqao de radium do-

do-savel no cylindro de 3 litres0,0019

mmg.

min.

Quantidade

minima

de

brom.

de radium dosavel pelo

methodo

de

emanacao

(quantidade correspon-dente acontida

em

10 litrosd'agua de

mar

ou

em

50 gr. de area do fundo do

mar

2,3.10 7

mmgr.

Actividademinima medidapara os solidos, sendo

oxydo

de uranio tornado para unidade

_J_

200

Todas

as medidas, portanto, referem-se a

uma

ionizaQao padrao,que nestecaso sera a corrente pro-duzida por

um

disco padrao de

oxydo

negro de ura-nio, tendo 6 centimetres de diametro no condensador aplateau.

Determinou-se experimentalmente que 0,30 milli-gram, minuto de

emanaqao

introduzida no cylindro de3 litros

produzem uma

perda

maxima

(3horas apos a introduccjio) igual a que produz o disco padrao de

oxydo

de uranio no apparelho aplateau. Seja

V

a ve-locidade de queda dafolha de aluminio expressa

em

divisoes por segundo que

mede

esta corrente padrao (aposacorrecqaoda perda espontanea

bem

entendido).

Seja

V

a velocidade de queda da

mesma

folhade alu-minioqne

mede

acorrente

maxima

produzidapor

uma

quantidade

X

de

emanacao

de radiumintroduzida no apparelho. Estaquantidade

X

seraconhecida

segundo

a formula:

X=0,30_L,

lei segundoa qualse accumula a emana^ao, permitte calcularo peso de radium que a tern produzido.

O methodo

secomprehende, porqueaemanac.ao conduz a corrente, descarregando

um

electroscopio, que e carregado pelaaproximac.ao de

um

bastao de

eboniteattritado; alamina do electroscopio se afasta,

51

mantendo-se indeslocavelpordias e

um

fio dequartzO nella incorporado cruza

uma

graduagao.

A

presenc.a do corpo radio-activo faz retroceder o quartzo e cahir a lamina.

As

aguas thermaes do Brasil ainda nao tern sido convenientementeestudadas,quantoaradio-actividade,

com

excepgao das aguas de Lyndoia, cujas analyses radio-activas foram realizadas

com

todo o rigor pelo Dr. Balduino A. Feio.

Em

parte, o facto de ainda nao estarem nossasaguas analysadascompletamente

deve-mos

a faltade apparelhagem para esse fim e de labo-ratories. As fontes thermaessulfurosas sodicas do

Mel

e do Prado,do Rio

Grande

do Sul,situadas no muni-cipio dePalmeira,que vaoattrahirbanhistas das Repu-blicas do Pratae qne estao sendo beneficiadas pelo governo d'aquelle Estado, apesar. de nao haver

um

engenheirohydrologo a frente das obras porexecutar,

como

se deprehende

do

erro grave de pretender-se elevar a

8

metroso piano d'agua afim de libertar as asfontesdas cheias do rio Uruguay, e apesar do erro do governo

em

arrendal-as aparticulars, ainda nao foram examinadas quanto a radio-actividade por nao se achar a Directoria de Hygiene do referido Estado apparelhada para este fim,

mas

ascuras tern sidotao notaveis que e forqoso admittir-se que ellas sejam ra-dio-activas

em

grau elevado.

O

governo do Estado deve

mandar

vir da Eu-ropaquern possacaptar aquellasaguasporque no

Bra-sil nao haespecialistas que entendam de captaraguas thermaes.

CAPITULO

II

O

programme dos estudos a realizar,de accordo com as instructs,e o piano geral a seguir para o examedas aguas thermaes de Matto-Qrossoedas con-di?5es do futuro desenvolvimento de suas localidades

como possiveis estagOes thermaes.

Incumbido de estudar as principaes fontes

ther-maes

do Estado de Matto-Orosso, nao era possivel deixarde orientar-mepor

um

determinadopiano,muito

52

principalmente tratando-se de localidadesque jazem no mais completo abandono, sendo essas as primeiras pesquisas a fazer de qualquer natureza.

Ainda nao estamos bastante distanciados d'a-quelles tempos

em

que asanalyses chimicas e as pra-ticas thermaes empiricas resumiam a sciencia hydro-logica.

Depois que

Armand

Oautier mostrou

como

as aguas thermaesternconnexao

com

u'maacc.aovulcanica, sendo, portanto,de origem profundaeque oProf.

Mou-reu descobriu a existencia dosgazes raros nas aguas mineraes, tendo sido

tambem

nellas descoberto o

ra-dium em

1Q13 por outrp investigador (Ramsay), a hydrologiatern progredido cada vez mais, orientada nesta via scientifica.

Por outro lado, David

Brown

descortinou urn

campo

vasto para asmais curiosasinvestigatesaque o uso da agua mineral internamente pode dar logar,

empregada como um

medicamento, e inaugurou

com

a suacommunicac.ao aSociedadeReal de Medicina de Londres.

em

5 de Abril de 1911,

uma

era inteiramente nova de observances para os clinicos que trabalham nas estagoes hydro-mineraes.

Apesarde

pouco

ser conhecido quanto aoagente ouagentes activos da aguamineral,

Brown

deugolpes fundos no decantado empirismo do tratamento hydro-mineral.

Os

trabalhos de Bardet, auxiliado pelo

methodo

espectrographico, revelaram ainda os tra^os

minimos

de corpos muito vagamente conhecidos ate entao.

O

espectrographo permitte conseguir photogra-phiascaracteristicaspara adescoberta demetaesnovos e e, portanto,

um methodo

muito superiora espectros-copiaque e de resultados duvidosos, e sobretudo su-perior a analyse chimica que e insufficientetocja vez que se lida

com

corpos

em

quantidade diminuta.

Processes recentes tern mostrado que a

falsifica-<jaodasaguasmineraesnaoecousa rara.

Os

chimicos^

53

ate

bem pouco

tempo, achavam-se desarmados

em

face das fraudes, porque so

dispunham

de

um

meio para a descoberta da falsificac.ao, que era a analyse chimica, longa, delicada, onerosa e difficil.

Os

trabalhos de Chassevant sobre refractometria resolveram as difficuldades, porque as tabellas de Ki-onka, estabelecendo os indices de refracc.ao das aguas estudadas, permittem actualmente

um

meio rapido de exame, de

modo

a descobrirpromptamente a fraude.

Taestabellassao indispensaveis parao

exame

denossas aguas mineraes e e escusado dizerque nada temos

feito nesse sentido e, apesar dejanos orgulharmosde possuir estates de aguas frequentadas, ainda nao

vemos

nellasfunccionar

um

Laboratorio Chimico Bal-neologico dasAguas, encarregado das analyses naoso das aguas,sobtodos ospontos devista,

como tambem

dos productos alimentares.

Esse laboratorioencarregado de realizar constan-tes analyses das aguas exerceria

uma

severavigilancia na estagao.

como

se pratica no estrangeiro.

A

ionizagao das aguas nao e so o que se deve

ter

em

considerate.

A

ionizac,ao da atmosphera, a ionizaqao aerea, de importancia,conformeo trabalhoexcellente publica-do por M. Lepape.

O

aratmospherico enaturalmente ra-dio-activoesua radio-actividadee a causa,

em

parte,de sua ionizac.ao espontanea. Desta nocjao deduziremos applicaQoes interessantes a atmosphera thermal.

As

fontes mineraes deixam escapar para o ambiente

uma

quantidade consideravel degazes fortemente radio-acti-vos, que

augmentam

a ioniza^ao e a radic-actividade da atmosphera local na estac.ao thermal, fazendo-a dest'arte actuarbeneficamente.

Tudo

isso mostra-nos anecessidade

deconhecer-mos

a vazao gazosatotal das fontes de cada estagao thermal, de sorte que aguas reputadas

pouco

radio-activas,

podem

ter por meio de

uma

grande vazao ga-zosa

um

poderradio-activoconsideravel.

A

noc^aonova

54

da irradiafdo penetrantc, estudada por Rutherford,

Cooke

e Wulf, permitte explicar a acc.aotherapeutica dasimplesestadia prolongada

em

alguns estabeleci-mentos thermaes construidos no local dasfontes. As curasthermaesactuam, exaltando os meiosnaturaesde defesa do organismo e o

banho

deveser considerado hoje,

como

outr'ora,o elemento fundamental das curas thermaes.

Os

effeitossalutares dos banhos sao tradi-cionaes, apesar de ainda nao susceptiveis de completa explicate os detalhes do seu

modo

de agir sobre o corpo

humano.

Segundo

Joly, certas aguas actuam destruindo rapidamenteas cellulasepidermicas da pelle,tornando-a permeavel. As aguas silicosas actuam por

um

outro

mechanismo

sobre ostsgumentos,

como um

agente de

keratinizac.ao da superficie epidermica,

depondo um

verniz silicoso antiseptico e protector,qneseca apelle,

de ac<jao notavel no

eczema

humido.

Ha

muito

tempo

corre a noc.ao de que o

trata-mento mercurial e particularmente

bem

tolerado nas curas thermaes sulfurosas. Este facto e incontestavel

porem

susceptiveldegeneralizac.aoquanto ao medica-mento, segundo os trabalhosde Mauricio Faure, que concluem provando a tolerancia de todos os medica-mentos

em

geral duranteas curas thermaes, quer sul-furosas qner nao, d'ondea no^ao ouantes, a lei im-portante:-as curashydro-mineraes sao curasde desin-toxicagao.

Bardet dizque,se aradio-actividade pode ter

um

realvalor na ac<jao de certas aguas, na maioria d'ellas a intervene^ desse factortherapeutico pode ser con-siderado

como

rigorosamente nullo. E tantoisto pa-rece ser verdade que ainda recentemente

em

Abril de 1918,escrevendo na

"Die

Therapie der

Gegenwart"

sobrea pressao hydrostatica

como

elemento

therapeu-tico

em

balneologia, Eisenmenger refere-se as influen-ciasmechanicas qne actuam doexterior sobreo corpo

humano

edaologara

uma

serie de movimentos,

func-55

goes e transformac.6es biologicas, que

possuem

a fa-culdade particular de causar o desapparecimento de certos estados pathologicos, despertar as funcc.6es or-ganicas enfraquecidas e center aquellas que

mostram

hyperactividade.

A

pressao hydrostatica, pois, deve ser muito importante meiotherapeutico.

A

theoria da composigao chimica para explicar as propriedadecurativasdasaguas thermaesfoi sendo

abandonada

porque aguas de muito pobre mineraliza-930 sao dotadas de grande valor therapeutico e, por outrolado,aguas artificiaesdecomposic.ao semelhante

segundo

as analyses, nunca produziram os

mesmos

effeitos. Parece que as aguas, quanto mais fracas na sua mineralizagaototal, tanto mais activas sao.

Quanto

aos

methodos

de exame, serao seguidos os melhores para a verificac.ao da temperatura e do dispendio das aguas.

Em

relac.ao ao dispendio, ha fontes

em

que os calculos so

podem

ser feitos por comparac.ao

com

outras de descarga conhecida, a que se chega

com

exactidao depois de longaexperiencia.

Quanto

aos caracteres organolepticos e physico-chimicos verificaremos a cor das aguas, sua limpidez, odor, sabor,unctuosidade, sua densidade, a presenc.a de materias organicas, sua reac^ao ao papel de tour-nesol e outras reacgoes que

possam

ser effectuadas in-loco.

As aguas serao convenientementecolhidas para

exame

ulterior

em

laboratorio.

Os

frascos de rolha es-merilhada levaraoamarcaindicadorado

volume

d'agua

colhida.

Os

gazes

podem

ser obtidos dentrodos fras-cos por meio de

um

funildevidro,esvasiando-os

com

a sua abertura

um pouco

mergulhada dentro d'agua.

Depois eque estudaremosaconstitute geologi-ca do solo e a mineraliza9o das aguas, gazesraros e radium.

56

A

pressao osmotica, o ponto cryoscopico,a con-ductibilidade electricadas aguasmineraes saotres cons-tantes physicas que secorrespondem (Moureu).

A

verificac.ao doresiduesecoeimportante, assim

como

o calculodos resultados analyticos

em

ionspara arepresentaqao da composic.ao salina.

E'indispensavel mostrarasituaQaoexactadas fon-tes eoseu

numero

e dar umadescripc.o dos seus arre-dores, fazerminucioso

caminhamento

entre as localida-des de aguas epovoados proximos, levantar cartas

to-pographicas de cadaregiao circumvizinha.Observances e estudos sobre oclima, verificac.ao da altitude, vistas photographicas sao indispensaveis.

Todas

essas pesquisas sao bastante delicadase

al-gumas

muitomaisdifficeisdo quegeralmentesepensa.

E' difficil, porexemplo, medir

com

precisaoa tempe-ratura das aguas. E' sabido que a temperatura das aguas varia ligeiramente conformea epoca do

exame

e que a temperatura da agua emergente e superior a da agua contida na bacia da fonte.

Os

thermometros sao imperfeitos, sendo os melhores os de maxima, e necessitam serexperimentados. E' indispensavel o

es-tudo de todas as

conduces

exteriores que

podem

in-fluir,aotomar-se atemperaturade

uma

fontethermal.

De

Launay da

como

causas de erro das observances thermometricas: 1.) o afastamento,

com

o tempo, do zero trac.ado sobre o vidro; 2.) a variabilidade da ca-pacidade dodepositosoba acc.ao da pressao.

Operando

profundamente,para

uma

precisaoreal, e indispensavel o thermometro de

maxima

encerrado

em um

tubo cheio d'agua e hermeticamentefechado, para evitara influenciadeformante da pressao sobreo reservatorio do mercurio. Eis ahi arazao porque o es-tudioso dasmonographias publicadas sobre as fontes thermaes do Brasil ficara sempre perplexo ao notar immediatamente a confusaodas temperaturastomadas por diversos observadores,

em

que cadaqualmenciona

um

grau diverse achado pelo precedente.

57

Quanto

a medida do dispendio,quevaria segun-do o nivel daobserva^ao, ha a notara influencia da pressao barometrica, e a sua lei mathematica.

A

difficuldade

em

obtera agua thermalisenta de infiltrates e as

conduces em

queas vezessetrabalha sao pontos a considerar.

Analysechimicaqualitativa e quantitativa e bacte-riologica das aguas sao sempre realizadas nesses exa-mes, sendo que algumas determinagoes precisam ser

feitas in-Loco, devido as alterac^oes de certos

compo-nentes.

A

radio-actividade das aguas e gazessera deter-minada

com

rigor e os mais recentes e aperfei^oados apparelhos

em

uso seraoutilizados,

como

disse acima.

Paraasua simples ccnstatac,ao e apontado

como

melhor meio o electrico.

Uma

substancia radio-activa

pode tambem

ser examinada por methodos photographicos.

Um

pedac.o destacado de

um

mineral qualquer collocado

em uma

chapa photographica contida

n'um

involucre escuro fara

com

que a chapafique impressa, se for radio-a-ctiva,

em um tempo

maisou

menos

variavel,de accor-do

com

a quantidade do elemento active.

Revelando a chapa, verifica-se que a substancia radio-activa produzio suas impressoes e esta prova extremamente sensivel e delicada atena proporqao de

1 para 100 milhoes ou mais.

Talverifica?ao sera impossivel por meio de qual-quer

methodo

chimico ou espectroscopico conhecido actualmente.

Qualquer individuo

p6de

realizar a seguinte ex-periencia:

uma

substanciaradio-activa

pode

ser pho-tographicamente comprovada, sendoposta

em

contacto

com uma

chapaphotographica, envolvida

em

papel

es-curo, por exemplo, a conhecidatela de thorium.

Em

algumas horas, revelando a chapa, encontra-se a im-pressao datela, devidoa acc.ao radio-activadothorium

58

e o

numero

de horas que

demora

a apparecer a

man-cha depende do grau radio-activo da substancia.

O

radium ennegrece os saes de prata, de

modo

que

podem

ser obtidas photographias de objectos na obscuridadeenadaate hoje pareceserimpermeavel as suas irradiates.

O

vidro sob a influencia do radium

toma uma

cor violacea e atenas fontes thermaes tem-se verificado o effeito da

mancha

do radium novidro, assim

como

radiographias tern sido obtidas nas fontes de aguas thermaes.

Quanto

ao

exame

local das aguas thermaes de Matto-Grosso e de necessidade verificar o

numero

exacto das fontes de cadalocalidade.

Quando

exami-nadas n'umestado de completo abandono,e frequen-tedar-se

um numero

maior de fontes,porquedepois de introduzidos certosmelhoramentos tendentes a benefi-cial-as, acontece verificar-se que duas ou mais fontes sao communicantese

podem

mais tarde vir a ser