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O ensino e a aprendizagem em contextos tecnológicos e o papel do professor como

3. CURRÍCULO, LINGUAGEM E TECNOLOGIA: DA NECESSIDADE À

3.1 O ensino e a aprendizagem em contextos tecnológicos e o papel do professor como

Ao longo deste texto elencamos a importância de métodos e teorias que facilitam e/ou contribuem na formação integral dos sujeitos que fazem parte da sociedade. Destacamos a forma de viver e se relacionar dos mesmos, o que interfere nas relações e consequentemente na educação escolar e nas estratégias de aprendizagem como um todo. Ressaltamos a importância das TICS e conhecemos o parecer do Ministério da Educação e como ele vem teorizando o assunto que pode e deve ser levado em conta nas escolas.

Acreditamos que o assunto é pertinente, assim como a reestruturação de currículos, pois repensar teorias e maneiras para melhorar as práticas educacionais é de grande valia para a sociedade como um todo. Por outro lado, convém pensar que mesmo com todas as teorias, métodos e tecnologias existentes, sobre alguém, em especial, recairá grande parte da responsabilidade de fazer acontecer: o professor!

Vemos que, diretamente, o professor tem um grande papel. É ele que conduzirá, ministrará suas aulas e tentará pôr em prática tudo aquilo que se espera dele, considerando as propostas e ideias e analisando de forma crítica as possibilidades que surgem. O conhecimento é indispensável para a sociedade, porém, fazer com que ele aconteça de forma a contemplar as individualidades como também as questões de interesse social se fazem necessárias, consequentemente um desafio que requer conhecimento e comprometimento por

parte deste profissional. As TICs servem para facilitar as relações e também frente a esse desafio atual se exige uma postura pedagógica do professor que o transforme em articulador, pesquisador crítico, criativo e reflexivo frente à sociedade atual devendo ser partícipe e atuante, protagonizando a história e sua construção.

Por outro lado, outro “personagem” está envolvido neste processo, o qual também contribui para que, juntamente com as TICs, a aprendizagem se torne, de fato, efetiva. Nessa perspectiva, Martinazzo (2014) ressalta a importância do professor, como também do aluno em lidar com esta outra ferramenta de aprendizagem. O autor acredita que as TICs vêm com o intuito de ampliar a capacidade de aprendizagem. Dessa forma o autor escreve que estas novas ferramentas habilitam a aprender e contribui para a construção do conhecimento.

Num mundo que apresenta transformações cada vez mais rápidas e profundas, marcadas por novas tecnologias, é fundamental que a escola aprenda a operar com o apoio dessas novas ferramentas, incorporando dinâmicas mais abertas e flexíveis em consonância com a exigência da época. Espera-se, igualmente, que professores e alunos se habilitem para aprender a lidar com as novas ferramentas de aprendizagem, ampliando assim sua capacidade de reconstrução autônoma do conhecimento (Martinazzo, 2014, p.10).

O computador e as tecnologias são interessantes e importantes, pois através delas podemos conhecer de forma virtual os locais, as pessoas e buscar conhecimento. Para isso, os computadores e aparatos tecnológicos não devem ser utilizados, apenas para fazer pesquisa de forma superficial. Assim como falar sobre tecnologia não é utilizar a internet apenas para assistir um vídeo. Nossos jovens têm acesso à tecnologia, mas pouco sabem como isso pode reverter a eles de forma a complementar o conhecimento, baixando aplicativos que possam os ajudar, por exemplo, a organizar suas leituras, selecionar os seus textos por assuntos de interesse, ou aplicativos que os motive a escrever melhor a partir de correções realizadas pelos mesmos, ou ainda aprender uma nova língua, ou até mesmo ficar a par das notícias diárias e assuntos pertinentes para discussão que envolva o conhecimento popular.

Dessa forma Martinazzo (2014) parafraseia Morin, (2000) ao escrever sobre a importância do processamento de informações que estão disponíveis no âmbito da tecnologia. O autor ainda acredita que é além de neste prisma o conhecimento irá gerar a interdependência e a compreensão da complexidade do processo, visto que o mesmo se dá como fruto da religação entre a realidade e o saber. Assim, escreve que

Com as informações disponibilizadas pela tecnologia cabe à escola e aos professores auxiliar o aluno para que este aprenda a perceber a realidade, a processar as informações e a construir conhecimentos de forma pertinente. O conhecimento é produto da religação, da interdependência, da argumentação e da interlocução de

saberes. Pressupõe que o aluno aprenda a compreender a complexidade dessa realidade interconectada com base em princípios básicos de um conhecimento complexo. A posse de muitos dados e informações não significa necessariamente produção de conhecimento. O que garante a produção de conhecimentos pertinentes não é a quantidade de informações a que temos acesso, mas a capacidade de produzir uma compreensão transdisciplinar da realidade, situando o conhecimento em seu contexto (Martinazzo, 2014, p.9).

Precisa-se de objetivos claros que possam suprir a necessidade de adquirir conhecimento de forma complexa favorecendo o modo de pensar, o processo de ensino e aprendizagem, a informação e o conhecimento. Estes não são sinônimos, mas acabam sendo complementares na instauração do saber, visto que se precisa de informação para transformá- la em aprendizagem e conhecimento. No momento atual a aprendizagem e o ensino entrelaçam-se, não podem ser considerados inequívocos, já que este está ligado à transmissão realizada pelo sujeito, enquanto aquela se faz referência ao resultado que pode ser alcançado individual ou coletivamente. Desta forma vemos a importância de docentes e discentes conhecer os métodos e utilizá-los para que aprendizagem e ensino andem juntos privilegiando o conhecimento e promovendo a avanço que acreditamos poder existir nas questões educacionais quando contextualizamos teorias e desenvolvemos a forma de pensar. A citação de Masetto (2000) vem ao encontro dessa premissa, o qual ainda ressalta a importância do professor como mediador do conhecimento. Para o autor

O conceito de ensinar está mais diretamente ligado a um sujeito (que é o professor) que, por suas ações, transmite conhecimentos e experiências ao aluno que tem por obrigação receber, absorver e reproduzir as informações recebidas. O conceito de aprender está ligado mais diretamente ao sujeito (que é o aprendiz) que, por suas ações, envolvendo ele próprio, os outros colegas e o professor, busca e adquire informações, dá significado ao conhecimento, produz reflexões e conhecimentos próprios, pesquisa, dialoga, debate, desenvolve competências pessoais e profissionais, atitudes éticas, políticas, muda comportamentos, transfere aprendizagens, integra conceitos teóricos com realidades práticas, relaciona e contextualiza experiências, dá sentido às diferentes práticas da vida cotidiana, desenvolve sua criticidade e capacidade de considerar e olhar para os fatos e fenômenos sob diversos ângulos, compara posições e teorias, resolve problemas. Numa palavra, o aprendiz cresce e desenvolve-se. E o professor, como fica nesse processo? Desaparece? Absolutamente. Tem oportunidade de realizar seu verdadeiro papel: o de mediador entre o aluno e sua aprendizagem, o facilitador, o incentivador e motivador dessa aprendizagem (Masetto, 2000, p. 139-140).

Masetto (2000) nos conduz a uma profunda reflexão sobre o ensinar, aprender e a compreender a postura do professor, principalmente levando em consideração aspectos da sociedade da informação, na era da informação. O professor atual passa de mero transmissor do conhecimento para o motivador da aprendizagem mediando-a para que a mesma possa acontecer sistematicamente a partir de reflexões e de um constante diálogo que envolve a

competência ao considerar os objetivos que promoverão a tão citada reforma do pensamento proposta por Morin (2015). Faz-se necessário aprender levando em conta a compreensão da complexidade a qual advém de dominar o conhecimento e estar apto a utilizá-lo tendo em vista os mais diferentes desafios propostos dentro e fora da sala de aula. Assim, capacita-se os educandos, momentaneamente, mas contribui para o desenvolvimento individual e social do jovens.

Convém ressaltar que o termo transmissão do conhecimento presente na citação acima não pode ser confundido com mediação, visto que a mesma está ligada ao repasse de informações, somente, o que não deixa de ser valoroso e importante, mas não é satisfatório. Lembrando que a informação, não precisa ser transmitida apenas pelo professor, pode ser repassada por meios de comunicação, pela internet, por meio da leitura, etc.

Assim, espera-se mais do profissional da educação, espera-se que ele faça a diferença, visto que a informação está hoje também através da TICs, literalmente, em nossas mãos. O que precisa ser feito é ir além de transmitir ou repassar a informação é integrar a teoria à pratica tendo o professor como um mediador deste processo. O que se espera do profissional da educação é um caráter crítico e reflexivo e que torne o conhecimento significativo. Segundo Silva e Grezzana (2009, p.150) se espera “Uma postura reflexiva e curiosa diante do mundo” a qual “surge como necessidade basilar para os educandos/educadores no processo de construção do conhecimento”, a qual se projeta “como condição de ruptura de informações estanques e sem sentido”.

Assim, o trecho transcrito de Masetto (2000) também nos faz pensar acerca do professor que podemos e necessitamos ser na época hodierna. Profissionais da educação que possuem posturas, paradoxalmente distintas: aquele que transmite conhecimento e é detentor do saber ou aquele que constrói e propõe a busca pela aprendizagem coletiva, mediante a interação, a troca de ideias e não apenas o repasse de informações. O que se espera do professor é uma mediação pedagógica e que interceda para o crescimento intelectual de seus educandos e promova a aprendizagem, além de desenvolver a educação e o saber. Em meio a esta postura profissional a atitude do educador fará a diferença, juntamente com os recursos físicos, pessoais, tecnológicos e métodos que utilizará. Vemos a importância do professor neste processo como uma ponte para consolidar o saber, incentivando o conhecimento, o qual estará aliado à aprendizagem e ao aluno como partícipe desse processo a fim de transcender de maneira eficaz a sua participação na sociedade. Pensamos que dessa forma o professor contribui para a instauração do conhecimento dos jovens que estão no Ensino Médio:

arquitetará com eles conceitos, que transcenderão a sala de aula e, consequentemente, contribuirão para o conhecimento e o viver em sociedade.

Para isso ocorrer valemo-nos da citação de Martinazzo (2014) o qual escreve sobre a importância de reorganizarmos o funcionamento escolar tendo como pano de fundo a tecnologia, além de perceber todas as outras formas pedagógicas que estão imbricadas ao seu uso e, consequentemente, são importantes para o desenvolvimento no processo escolar.

Os estudos e pesquisas sobre o processo de educação escolar e sua relação com a tecnologia desafiam o campo da Pedagogia produzindo novas subjetividades e alternativas de ensino, de pesquisa, de conhecimento, de aprendizagem, de organização curricular, enfim, de organização e funcionamento da escola (Martinazzo, 2014, p.4).

Acreditamos, dessa forma, que unindo a educação ao conhecimento pertinente e explorando os recursos como as TICs, haverá uma reorganização no modo de pensar e no desenvolvimento da cognição, o que conduzirá à aprendizagem, pois esta é à base do desenvolvimento pessoal, profissional e ético. É o professor, segundo Freire (1996), numa perspectiva progressista, aquele que em sua prática docente contribui para a edificação de uma sociedade pensante, porém, para que isso ocorra, cabe ao educador assumir o compromisso de ensinar de forma global e responsável criando oportunidades para a construção de saberes, através de uma pedagogia crítico-social (Saviani, 2003), despertando em seus educandos o interesse pelo aprender.

Nessa perspectiva, a afirmação de Morin (2012, p.21) vem ao encontro de nossa pesquisa, pois o mesmo alicerçado nas ideias de Montaigne, descreve que “mais vale uma cabeça bem-feita que bem cheia”. Morin, ainda denota a importância de refletirmos acerca do currículo e práticas escolares, as quais acontecem em sua maioria alicerçada a partir de conteúdos pré-determinados — por programas, livros didáticos, ou no caso do Ensino Médio baseado em programas de vestibular ou no ENEM — que servirão como acúmulo de informações, e, consequentemente, não terão sentido, pois não são desenvolvidos levando em conta a contextualização e religação dos saberes.

Morin (2012) acredita que o conhecimento está imbricado com embasamento no real, o que pode ocorrer através da linguagem. Doravante, permite aos educandos contextualizar as informações e o saber adquirido, situando-se num contexto global que os permite produzir conhecimentos numa visão histórica, cultural, social, isso porque “o conhecimento das informações ou dos dados isolados é insuficiente. É preciso situar as informações e os dados em seu contexto para que adquiram sentido” (Morin, 2000a, p.36). O que se espera da escola,

e, portanto do professor, é esta postura, tendo como base uma visão comprometida com a geração atual e com as futuras gerações, repensando de forma pluralista e multifocal, indo ao encontro do pensamento complexo e promovendo a religação e contextualização dos saberes e a reflexão acerca do mundo que queremos para além da sociedade da informação, com uma postura mais ética e responsável.

Marques (1999) já alertava para a mudança de paradigma que se instaurava com o acesso a novas informações transformando-os em conhecimentos. Há algum tempo a informação era encontrada em enciclopédias e entre as poucas bibliotecas e livros, ficando para o professor a tarefa de instruir os educandos. Hoje, a escola enfrenta outros desafios, proporcionados pelas mídias digitais e diferentes espaços de comunicação, que possuem outras dimensões e suportes. Segundo o autor, que há mais de uma década analisava as relações entre escola e as tecnologias, esta mudança é possível, mas desafiadora. Dessa forma, no dizer de Marques (1999, p.142)

Se a escola que temos se organizou para enfrentar os desafios da cultura escrita, agora se vê ela desafiada pela alta velocidade de expansão das conexões digitais no ciberespaço, em que instantaneamente virtualiza-se o tecido inteiro da sociedade contemporânea.

Mediante o processo de democratização da internet e da informação cabe ao professor buscar desenvolver um novo perfil de aluno que desenvolva habilidades que o momento e a época atual exigem compor: um estudante com perfil crítico, transformador e pensante.

Este perfil vai além de estereótipos ou inovações, mas considera o sujeito como parte integrante do processo de ensino e aprendizagem, e conduz o jovem do Ensino Médio refletir sobre o estar no mundo considerando a complexidade do aprender acompanhada de uma prática docente que transforme a sociedade da informação verdadeiramente na sociedade do conhecimento ao utilizar as TICs. Neste prisma, citamos Serafim, Pimentel e Sousa do Ó (2008) que escrevem sobre a inserção das TICs em sala de aula acreditando que as mesmas são capazes de promover reflexões críticas sobre a realidade e com propósitos bem definidos pelos professores. Os autores acreditam que

[...] a inserção das TICs exige que sua utilização ultrapasse o mero mecanismo ou tecnicismo. Não basta a inclusão do computador ou de outras tecnologias recentes para que se possa dizer que a educação está acontecendo e que os propósitos de interatividade e de construção do conhecimento estão sendo desenvolvidos (Serafim; Pimentel; Sousa do Ó, 2008, p. 316).

Para Behrens et al. (2007), este processo de utilização da tecnologia como recurso didático requer uma mudança paradigmática, mediante um procedimento investigativo e reflexivo especialmente daqueles que têm o poder de trabalhar com estes recursos: o professor — mediando e explorando os recursos disponíveis de forma ética, crítica e progressiva com o intuito de contribuir na participação dos educandos. Portanto,

Longe de ser uma mudança tranqüila de procedimentos didáticos e de opção crítica pela utilização da tecnologia, trata-se de um movimento de mudança paradigmática que são permeadas por questões que exigem um processo de investigação e reflexão aprofundado. Assim, os docentes necessitam agir de maneira reflexiva para não adotarem recursos de forma acrítica, descontextualizada dos meios e da repercussão social, econômica, política e cultural no qual estão inseridos (Behrens et al., 2007, p.2).

Um paradigma complexo que leva em consideração a tecnologia se instaura e o uso das TICs exige do professor uma prática que venha contemplar a estas exigências da sociedade da informação. Desse modo, o professor é desafiado a se tornar um articulador do saber, pesquisador crítico e reflexivo, como também fazer uso e se apropriar dos recursos tecnológicos de forma contextualizada.

Ao professor cabe tomar um posicionamento partindo do pressuposto de que nos constituímos como sujeitos a partir da aprendizagem e que o uso das TICs motiva o desenvolvimento cognitivo, pois contribui com a práxis educativa e garante um trabalho colaborativo e cooperativo. Acreditamos que a escola e educadores precisam refletir sobre as mudanças de paradigmas explorando todos os meios que possibilitem o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. Posteriormente, é necessário colocar em prática este novo paradigma em reuniões de estudo, construção de currículos e no dia a dia, na sala de aula. Nossos alunos mudaram (Serres, 2013) e cabe ao professor assumir uma nova postura, acompanhando os nativos digitais numa prática dialógica entre professor e aluno, promovendo a construção social.

Dará certo assim? Acreditamos que sim! Este é o primeiro passo. Certeza de que tudo será resolvido, inclusive na questão da aprendizagem? Não! Uma hipótese que certamente nos fará pesquisar muito mais. Sabemos que as TICs não são a chave para a solução dos problemas, sejam eles educacionais ou sociais, porém, fugir a elas seria desconsiderar o que também atualmente nos move e assim fugir da realidade que nos cerca. Como desenvolver o ensino e a aprendizagem dessa forma? As tecnologias existem e são ferramentas que excitam a aprendizagem colaborativa e ativa já que extrapolam os limites físicos da escola e também desenvolvem posturas autônomas de aprendizagem.

UM NOVO PENSAR... UM NOVO OLHAR... (IN) CONCLUSÕES

Ao dissertar sobre o processo da educação escolar vem à tona pautarmo-nos acerca das questões que envolvem a cidadania, a reflexão crítica, o desenvolvimento intelectual e cognitivo. Por outro lado, percebemos a partir de uma análise conjuntural que a educação escolar brasileira também leva em consideração valores oriundos da globalização e da razão iluminista como o desenvolvimento da razão, das técnicas e da ciência, embora com outro enfoque.

Refletir sobre as TICs e sua utilização na educação, é, primeiramente, dar-se conta de que na época atual temos outros recursos disponíveis em todos os setores da sociedade e que a escola não pode desconsiderar a utilização destes, os quais podem auxiliar no processo de ensino e aprendizagem. É também perceber que as novas tecnologias são recursos presentes na sociedade e que apresentam uma outra forma de repassar informação e, pode ser agregada para fins de conhecimento visto que altera os processos cognitivos de aquisição do saber, além de abrir novos espaços para outras práticas pedagógicas, sendo estas mediadas e incentivadas pelo professor. Nesse patamar acredita-se na importância do incentivo ao educando através da troca de informações proposta mediante um envolvimento e participação dos professores, os quais impulsionam uma aprendizagem sistemática, global e significativa e que ocorre por meio da linguagem e da interação entre os sujeitos que fazem parte do processo e que almejam à superação do ensino fragmentado para uma educação transdisciplinar.

Sendo assim, vemos que as TICs quebram paradigmas e exigem novos códigos para decodificação das informações e outras possibilidades proporcionadas pela interconexão com os recursos digitais. Proporciona uma quebra de barreira com o tradicional, sem desconsiderá- lo, através de um espaço interativo e dinâmico permitindo a relação entre os sujeitos e respeitando os processos de aprendizagem.

Nesse prisma, considera-se a educação com o uso das TICs um processo contínuo, permanente e paciente (Moran, 1999). É necessário perceber que os resultados com o uso das novas tecnologias não aparecerão momentaneamente, é um processo, e como qualquer processo as decorrências deste ocorrem progressivamente com o seu uso. Além disso, a educação, os procedimentos e recursos de ensino e aprendizagem requerem um exercício constante, diário e incessante na busca por melhorias para a educação o que faz com que todos

os envolvidos tenham objetivos claros e definidos para que seu uso aconteça em sala de aula, e não passe apenas de um mero recurso intitulado inovador. Até porque a sua presença nas escolas não é o que promoverá a inovação, nem mesmo a sua utilização de maneira que não contemple o saber, o pensar, o ensino, a aprendizagem e mediação do conhecimento. A utilização das TICs precisa considerar o objetivo pedagógico proposto pelas instituições de ensino os quais devem estar em consonância com as necessidades da sociedade da informação (Valente 1999).

Alunos que compõe o ensino médio, em sua maioria são os denominados nativos digitais, eles nasceram imersos nas tecnologias (Serres, 2013). Dessa forma acabam tendo contato com os aparatos tecnológicos e os levam para a escola. O que acontece é que, muitas vezes há um impasse na hora de sua utilização. Deve-se levar em conta que o professor tem duas alternativas: proibir seu uso ou orientá-los para que os mesmos o utilizem de forma a contribuir com sua aprendizagem. Os celulares e tabletes podem e devem ser utilizados em sala de aula como forma complementar de pesquisa, de novas ideias, de desafios, de opiniões distintas, uma forma de consulta em que podem desafiar-se e serem desafiados pelo professor, seja através da linguagem, seja através das informações contidas neste meio de comunicação

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