Na fase de habilitação da UECE junto ao MDS, os parceiros nos três estados foram convidados a participar de uma reunião em Fortaleza, com o objetivo de contextualizar e discutir o projeto coletivamente, e esclarecer os papéis dos diferentes atores. Participaram integrantes da equipe local (CAISAN, CONSEA e UECE) e a professora representante da Universidade Federal do Maranhão, que custeou sua viagem. Ressaltamos que a ausência dos demais parceiros do Maranhão e Piauí, se justificou pela inexistência de recursos financeiros para custear seus deslocamentos à Fortaleza.
Após a realização dessa reunião, o primeiro seminário foi realizado em março de 2015 na UECE e contou com a presença dos representantes da universidade, CONSEA e CAISAN de cada estado, e de um representante do MDS. Essa atividade teve como objetivos: contextualizar a situação em que se deu a elaboração e apresentação da proposta pela UECE; apresentar o projeto e detalhar o planejamento orçamentário; sensibilizar os parceiros a se comprometerem com a execução do projeto, esclarecer o papel de cada um e sua importância para a consolidação do SISAN nos estados.
Esse seminário foi essencial para estabelecer o bom relacionamento entre as equipes dos três estados e dirimir dúvidas relacionadas a execução do projeto. O principal encaminhamento deste encontro foi o planejamento do seminário a ser realizado no Maranhão para apresentação do diagnóstico do SISAN.
Importante destacar que neste primeiro seminário, devido a uma série de entraves burocráticos, o MDS ainda não havia autorizado o uso do recurso financeiro, apesar disso os parceiros concordaram em participar, disponibilizando seus próprios recursos financeiros ou com ajuda de custo do CONSEA e CAISAN de seus estados.
O segundo seminário ocorreu em São Luís-MA, em dezembro de 2015.
Nele foi apresentado o diagnóstico situacional dos componentes do SISAN no Ceará, Piauí e Maranhão; a exposição sobre a pesquisa de participação social na V Conferência Estadual de SAN nos estados do Piauí e Ceará, realizadas como atividade paralela ao projeto; a definição dos requisitos essenciais para seleção dos bolsistas das equipes locais.
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Além dos parceiros do Projeto ConsolidaSisan, estiveram presentes conselheiros do CONSEA - MA e integrantes da CAISAN-MA, representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (SEDES) e Secretaria Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional do Maranhão (SASAN), além de algumas representações políticas do estado.
O diagnóstico dos componentes do SISAN nos estados do Ceará, Piauí e Maranhão realizado pelo projeto, levantou as informações sobre os marcos regulatórios e sobre os Planos de SAN, inclusive os processos de construção, estrutura, desafios e principalmente, observou-se as deliberações das conferências, como elemento fundante a ser contemplado nos planos, bem como sua vinculação ao PPA do governo estadual e por fim, trazendo a oportunidade para que pesquisadores, gestores e representantes da sociedade civil avaliassem de forma coletiva o quadro apresentado e levantassem propostas sobre o que poderia ser melhorado. Ressaltamos que no Ceará já estava em execução o segundo PLANSAN (2016-2019), no Maranhão o primeiro PLANESAN (2012-2015) estava em andamento e o no Piauí o primeiro plano estava em fase de elaboração.
Neste contexto, foi necessário abordar no seminário em Teresina o processo de revisão do primeiro PLANSAN-CE e apresentar a experiência das etapas de elaboração dos planos do Piauí e Maranhão. Essa atividade ocorreu em setembro de 2016 e dele participaram as três equipes, às quais já haviam se incorporado os bolsistas; conselheiros e integrantes do CONSEA e CAISAN-PI e duas técnicas do MDS que expuseram sobre a sua experiência na elaboração, revisão e monitoramento do PLANSAN nacional. Além disso, foi realizada avaliação das etapas cumpridas e planejamento das próximas oficinas.
Paralelamente, um bolsista foi selecionado para desenvolvimento do software. Sua primeira tarefa foi criar a página do ConsolidaSisan, abrigada no sítio da UECE, como forma de publicizar e dar transparência às atividades do projeto. Um aspecto discutido quanto ao objetivo da criação do software, foi a continuidade da sua operacionalização após o término do projeto, o que depende unicamente da decisão de cada estado.
A etapa seguinte foi a realização de oficinas com o objetivo de capacitar gestores públicos, conselheiros e representantes da sociedade civil no âmbito municipal para incentivar a elaboração dos Planos Municipais de
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Segurança Alimentar e Nutricional - PLANSAN, visando o fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN. Foi uma etapa em que se contou com as contribuições dos participantes e a troca de experiências, trazendo para o debate os avanços e as dificuldades dos municípios na implementação da agenda de segurança alimentar e nutricional.
O planejamento metodológico foi conduzido pela bolsista de planejamento e execução de oficinas do Ceará com a participação da equipe, após a elaboração inicial a proposta foi encaminhada às equipes do Piauí e Maranhão para sugestões e só então foi finalizada. O critério de inclusão dos municípios foi a adesão ao SISAN (concluída ou em processo), a sensibilização e mobilização dos municípios foi realizada pela CAISAN - CE com apoio do CONSEA-CE.
As oficinas realizadas com carga horária de 16 horas abordaram os seguintes temas: Segurança Alimentar e Nutricional (conceitos: SAN, SISAN, Plano e PNSAN); Apresentação do Diagnóstico do SISAN nos três Estados (Panorama da situação de cada município convidado); Experiência do Estado e de municípios na elaboração dos Planos de Segurança Alimentar e Nutricional;
Exposição sobre as diretrizes da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional; Experiência municipal de funcionamento da CAISAN e de execução de programas, projetos e ações de SAN.
Em dezembro de 2017, foi realizada na UECE a primeira oficina com municípios cearenses e os parceiros dos três estados. Deveriam participar 33 municípios, porém apenas 16 enviaram representantes, integrantes dos CONSEA e CAISAN, quais sejam: Cariús, Caucaia, Crateús, Fortaleza, Ipueiras, Itapipoca, Lavras da Mangabeira, Maracanaú, Martinópolis, Monsenhor Tabosa, Novo Oriente, Pacatuba, Palhano, Paracuru, Piquet Carneiro e São Luís do Curu, totalizando 51 participantes (UECE, 2018).
Como encaminhamento dessa oficina, foi solicitada a construção de um Plano de Providências para elaboração dos Planos Municipais de SAN. Essa atividade buscou contribuir com os municípios em processo de adesão ao SISAN, no fortalecimento dos marcos regulatórios e com a CAISAN Ceará no assessoramento realizado junto aos municípios.
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Ao finalizarmos essa oficina, as equipes do Ceará, Piauí e Maranhão se reuniram para avaliar a oficina realizada e ver se precisava de ajustes para ser executadas nos outros dois Estados.
A segunda oficina foi realizada em abril de 2018, na sede da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB/PI), sob a condução da equipe no Piauí, com o auxílio das equipes do Maranhão e Ceará, além de órgãos parceiros como CAISAN/Secretaria de Ação Social e Cidadania, CONSEA, UFPI e CONAB/PI.
Deveriam participar 26 municípios piauienses, porém apenas 15 enviaram representantes, integrantes dos CONSEA e CAISAN: Teresina, São Domingos, Água Branca, Curralinhos, Júlio Borges, Acauã, Pimenteiras, Piripiri, Passagem Franca, Olho D'água, Itainópolis, Sebastião Leal, Santo Antônio dos Milagres, Brasileira e São Lourenço, totalizando 58 participantes (UECE, 2018).
A terceira oficina foi realizada no Maranhão em maio de 2018.
Estiveram presentes 30 municípios: Lagoa do Mato, Itapecuru Mirim, Maracaçumé, São Luís, São Mateus, São Raimundo das Mangabeiras, Pastos Bons, Paço do Lumiar, Fernando Falcão, Nova Iorque, Raposa, Buriti Bravo, Santa Helena, São José de Ribamar, Estreito, São Pedro dos Crentes, Barra do Corda, Marajá do Sena, Codó, Tufilândia, São Domingos do Maranhão, Pio XII, Viana, Grajaú, Santa Filomena, Lima Campos, Imperatriz, Afonso Cunha, Matões do Norte e Jenipapo dos Vieiras, totalizando 100 participantes (UECE, 2018).
Na execução do plano de SAN, dado o seu caráter intersetorial, uma questão desafiadora é o monitoramento, isto exige ampla e sólida articulação entre as diversas áreas administrativas nos níveis estadual e municipal. Assim, dando seguimento ao projeto, a oficina de monitoramento foi realizada nos três estados, para assessorar os CONSEA e as CAISAN estaduais e municípios no desenvolvimento e implantação de metodologias, mecanismos institucionais e ferramentas para o monitoramento e avaliação dos PLANSAN, no âmbito dos sistemas estaduais e municipais de SAN.
A oficina com duração de 16 horas pautou-se na elaboração e proposição de metodologias de monitoramento das ações de SAN;
aperfeiçoamento dos instrumentos já existentes; construção de matriz de
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indicadores e o próprio fortalecimento da ação intersetorial dentro da política estadual e municipal de SAN.
Foram planejadas conjuntamente com as equipes de cada estado, e novamente convidados todos os municípios adesos ou em processo de adesão ao SISAN. Os temas abordados foram: o que é monitoramento, a sua importância para o acompanhamento das ações, projetos e programas de SAN e como monitorar as ações de SAN; identificação das ações de SAN nos municípios e possíveis estratégias de monitoramento; a experiência de monitoramento do PLANSAN Nacional; monitoramento de ações, projetos e programas de SAN em âmbito estadual; a experiência de acompanhamento de ações, projetos e programas em âmbito local; a experiência da construção de uma matriz de indicadores para o monitoramento do PLANSAN Municipal e software de Monitoramento do SISAN.
Importante ressaltar que o monitoramento foi uma temática relativamente nova para a equipe executora do ConsolidaSisan, e o aprofundamento necessário para subsidiar a capacitação proposta no projeto envolveu a produção de uma dissertação, cujo objeto de estudo foi a elaboração de uma matriz de indicadores com potencial para nortear o monitoramento dos planos municipais (LIMA NETA, 2016) e ainda um estudo em nível de iniciação científica, cujas atividades se relacionaram à elaboração da referida matriz.
A primeira oficina de monitoramento foi realizada em Fortaleza, Ceará, no mês de setembro de 2018, dela participaram 110 representantes de 24 municípios cearenses: Alcântaras, Arneiroz, Cariré, Cariús, Caucaia, Cruz, Fortaleza, Icó, Iguatu, Ipueiras, Itapipoca, Maracanaú, Milhã, Novo Oriente, Pacatuba, Palhano, Paracuru, Parambu, Piquet Carneiro, Russas, Salitre, São Gonçalo do Amarante, São João do Jaguaribe e Tamboril (UECE, 2019).
A segunda oficina ocorreu em São Luís, Maranhão, em dezembro de 2018. Estiveram presentes 61 representantes de 19 municípios maranhenses:
Cândido Mendes, Santa Helena, Davinópolis, Colinas, São José de Ribamar, Santa Inês, Paço do Lumiar, Buriti Bravo, São Raimundo das Mangabeiras, São Luís Gonzaga, Itapecuru-Mirim, Santa Luzia, São João do Soter, Estreito, Bom Jesus das Selvas, Marajá do Sena, Grajaú, Viana e Pastos Bons (UECE, 2019).
A terceira oficina foi em Teresina, Piauí, também em dezembro de 2018, contou com 55 representantes de nove municípios piauienses: Júlio
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Borges, Teresina, Sebastião Leal, Água Branca, Corrente, Olho D'água, São Lourenço, Passagem Franca, Brasileira, e 03 maranhenses: Parnarama, Paço do Lumiar e Caxias (UECE, 2019).
Outra ação desta etapa, foi a estruturação do espaço físico e equipamentos do Núcleo de Referência Regional em SAN e a elaboração do material pedagógico composto por uma cartilha ilustrada sobre o SISAN, a ser distribuída nos municípios do Ceará, Piauí e Maranhão como material de apoio na criação e consolidação do SISAN em nível municipal, e o livro “Formando a teia da Segurança Alimentar e Nutricional: o relato da experiência do Projeto ConsolidaSisan” por meio do qual compartilhamos os saberes obtidos e aperfeiçoados nesses cinco anos de implementação de projeto.
O Núcleo de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional, localizado no Mestrado de Nutrição e Saúde - UECE, realizará atividades de pesquisa e formação na área de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional e do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável, congregando pesquisadores e estudantes de diversas áreas do conhecimento e instituições nacionais e estrangeiras, oferecendo subsídios para atuação dos CONSEA e CAISAN, além de oferecer suporte à formação da rede regional de pesquisadores em soberania e segurança alimentar e nutricional.