3. RECONSTRUINDO O CONTEXTO SOCIAL: A TRAJETÓRIA DE MANO
3.4 Reconstruindo o contexto das entrevistas
3.4.1 O programa Roda Viva
Transmitido ao vivo em rede nacional pela TV Cultura (emissora inserida na televisão pública brasileira e pertencente à Fundação Padre Anchieta) o Roda Viva consolidou- se como um dos mais tradicionais programas de entrevistas da televisão brasileira. No programa, são tratados temas de interesse do momento sócio histórico nacional e internacional, com questões voltadas à política, cultura, economia etc (LIMA, 2009; PALUMBO, 2008). Ao longo de seus anos de exibição (iniciada em 1986), os participantes convidados caracterizam- se como personalidades importantes, profissionais do campo jornalístico, ou mesmo de outros campos, muitas vezes tidos como especialistas em suas áreas de atuação41.
Para que possamos compreender como o programa Roda Viva se situa no campo jornalístico, tomemos as seguintes informações divulgadas no portal de comunicação da Fundação Padre Anchieta42. Como mencionamos, a fundação é mantenedora da TV Cultura, emissora responsável pelo programa de entrevistas Roda Viva:
A Fundação Padre Anchieta - Centro Paulista de Rádio e TV Educativas, instituída pelo governo do Estado de São Paulo em 1967, é uma entidade de direito privado que goza de autonomia intelectual, política e administrativa. Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.
Por inspiração de seus fundadores, as emissoras de sinal aberto da Fundação
Padre Anchieta não são nem entidades governamentais, nem comerciais. São
emissoras públicas cujo principal objetivo é oferecer à sociedade brasileira uma informação de interesse público e promover o aprimoramento educativo e cultural de telespectadores e ouvintes, visando a transformação qualitativa da sociedade.
A partir do excerto retirado do sítio de divulgação na internet, é possível observar uma primeira referência ao grau de autonomia da Fundação Padre Anchieta enquanto instituição midiática. As informações são expostas de modo a sugerir uma atuação autônoma tanto em relação à administração e à gestão da instituição, em relação a seu contato com outras instâncias de poder e também no que diz respeito ao âmbito intelectual, entendido como os princípios e influências que norteariam a produção e seleção de conteúdo. Além disso, em função de não se apresentar como uma “entidade governamental” e tampouco “comercial”, podemos notar que a Fundação Padre Anchieta busca uma localização num espectro de atuação
41 Disponível em: <http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/sobre-o-programa>. Acesso em: 03/06/2015. 42Disponível em: <http://cmais.com.br/fpa/quem-somos>. Acesso em 03/06/2015.
midiática que não a identifique como diretamente ligada ao Estado, mas também não diretamente ligada ao mercado.
Outras informações se referem à relação da Fundação Padre Anchieta com o campo econômico. Assim, esclarece-se que o custeio dos trabalhos da fundação se dá em função de um capital econômico oriundo tanto de subvenções estatais quanto de recursos obtidos junto à iniciativa privada. Quanto a isso, podemos considerar que seu modo de arrecadação e, por conseguinte, sua relação com o campo econômico não se diferenciam de outras grandes instituições midiáticas. Além disso, nota-se o fato de que a fundação se dedica à produção midiática para além do meio televisivo em canal aberto, abrangendo também emissoras de rádio e de TV por assinatura.
Consideramos que as demais informações expostas no excerto acima fazem referência aos modos e princípios que norteiam a produção e seleção de conteúdo da Fundação Padre Anchieta. Destaca-se, assim, o “interesse público” como fator relevante no oferecimento de conteúdo. Como é possível notar, há ainda uma referência ao modo como a fundação espera se inserir na sociedade em função de sua atuação no campo, visto que um “aprimoramento educativo e cultural” e uma “transformação da sociedade” são apontados como os objetivos das emissoras que compõem essa instituição midiática. A nosso ver, é possível considerar que haveria diferença entre a TV Cultura, como emissora pertencente à Fundação Padre Anchieta, e outras emissoras em canal aberto ou da grande mídia em termos dos objetivos e dos conteúdos produzidos, tendo em vista que as informações expostas acima ligam a produção de conteúdo da TV Cultura – e das demais emissoras ligadas à Fundação Padre Anchieta – não diretamente ao entretenimento, mas sim ao próprio campo da produção cultural de modo mais estreito. Essa ideia de uma proposta educativa ligada a conteúdos do campo da produção cultural poderia representar importantes diferenças quando comparada a objetivos e conteúdos de outras emissoras ligadas à grande mídia.
Cabe ressaltar que a informação de que visa “a transformação qualitativa da sociedade”, a nosso ver, parece apresentar como pressuposto uma crença naquilo que pode representar a instituição midiática enquanto microcosmo atuante no espaço social, isto é, a crença numa capacidade das instituições midiáticas em serem atuantes e “transformadoras” da sociedade – nesse sentido, a informação parece revestir de grande poder simbólico as instituições de mídia.
Para além de uma caracterização da Fundação Padre Anchieta realizada com base numa descrição própria, divulgada no sítio da Fundação na internet, cumpre buscarmos informações outras a respeito dessa instituição do campo jornalístico. A Fundação Padre
Anchieta, mantenedora da TV Cultura, deve ser situada como instituição a qual pertence uma concessão pública televisiva e radiofônica, e, a nosso ver, deve também ser tomada em sua relação com outros campos que não o jornalístico.
Ainda que as informações divulgadas pela Fundação Padre Anchieta delimitem uma independência da instituição e uma vocação da TV Cultura como emissora voltada para a elaboração de conteúdo televisivo a serviço da cultura e da educação, não deixa de haver contrassensos em relação a esse posicionamento auto afirmado. De acordo com Bucci (2010: 13), a respeito das concessões públicas de televisão no Brasil,
A TV Cultura de São Paulo (estado que também possui a Univesp TV, além de emissoras de rádio em AM e FM) é sem dúvida a mais independente e a mais influente emissora pública do país. Mas ainda assim, na prática, tal independência apresenta limitações.
As considerações de Bucci (2010) acercas das limitações de independência e influência da TV Cultura levam em conta a relação entre sua mantenedora, a Fundação Padre Anchieta, e poderes políticos e econômicos. É preciso destacar que, uma vez instituída pelo governo estadual de São Paulo, a Fundação Padre Anchieta vincula-se aos poderes políticos: a decisão sobre a presidência da fundação estaria submetida a um conselho curador e ao governador do estado de São Paulo, responsável pela aprovação do nome escolhido pelo conselho, como lembra Bucci (2010). Ainda que seja expressiva a ideia de um conselho curador com prerrogativa de voto para eleger a presidência da Fundação, é preciso ressaltar que os membros desse conselho são agentes de campos sociais distintos, e a distribuição do voto e do poder de decisão nesse pleito não ocorre de modo igualitário, como lembra Bucci (2010: 12):
Na TV Cultura, dos 44 membros do conselho curador, 22 são eletivos, três, vitalícios, dezoito, membros natos, e um representa os funcionários da instituição. Em tese, essa proporção bastaria para impedir que a vontade dos membros natos, que são secretários de estado e reitores de universidades públicas e privadas, entre outros — alguns deles ligados ao governador ou exercendo cargos para os quais contaram com a nomeação do governador — pudesse definir as deliberações do conselho. Na prática, porém, embora eles sejam minoritários, a liderança do governo é decisiva. O histórico das principais decisões do conselho comprova que, de um modo ou de outro, em momentos agudos, a posição prevalecente é aquela patrocinada pelo governo paulista. Assim, foi assim com a escolha de todos — sem exceção — os presidentes da instituição; assim ocorre com a escolha dos membros eletivos. É raro e bastante improvável, embora não impossível, que um nome que desagrade ao Executivo estadual seja conduzido ao conselho curador da Fundação Padre Anchieta.
Tendo em vista as informações apontadas por Bucci (2010) acerca do poder de deliberação do Executivo estadual paulista nas decisões sobre a presidência da Fundação Padre Anchieta, a ideia de uma independência política da instituição e da própria emissora, TV Cultura, ganha um contrassenso importante, já que essas informações ligam diretamente a instituição do campo jornalístico ao campo do poder, representado pelo poder público do estado de São Paulo. Nesse sentido, fortalecem-se as considerações de Bourdieu a respeito do baixo grau de autonomia do campo jornalístico em relação aos poderes políticos e econômicos – acerca dos poderes econômicos, é possível ao menos supor sua influência na TV Cultura quando se afirma uma ligação da Fundação com entidades “comerciais”.
A TV Cultura é frequentemente destacada como “a mais exitosa experiência de TV pública já realizada no Brasil” (LEAL FILHO, 2009: 324), ainda que existam percalços e dificuldades, quando se compreende o risco de que a Fundação Padre Anchieta possa se tornar uma instituição do campo jornalístico utilizada como possibilidade de expansão dos interesses de outros campos do poder.
A nosso ver, embora sua organização administrativa comprometa sua autonomia, ainda assim não a impede de se diferenciar da grande mídia, ao menos em termos do capital simbólico pelo qual luta, das às regras invisíveis presentes e de suas estratégias de conservação. Isso porque, sua posição administrativa e econômica intermediária, ligada ao Executivo estadual de São Paulo, faz com que esteja vinculada às fases de um poder público eleito num sistema democrático; nesse sentido, a emissora guardaria diferenças importantes com outros grupos midiáticos do país, cujas posições de poder se perpetuam por laços familiares, por exemplo, dramaticamente menos suscetíveis a mudanças e aos interesses coletivos.
Além disso, na qualidade de emissora pública mais exitosa, a TV Cultura se diferenciaria das demais, pertencentes à grande mídia, pela tentativa em firmar posição no campo jornalístico sobretudo pelos ganhos de um capital simbólico ligado ao comprometimento com a produção cultural e com uma programação educativa, e não apenas pela sobrevivência advinda dos dividendos econômicos. Com isso -para prosseguir com as questões tratadas por Bourdieu sobre o campo jornalístico -, as estratégias de conservação e as regras invisíveis da TV Cultura poderiam (dando destaque ao fato de que a possibilidade pode não se reverter num fato) inscrevê-la como emissora televisiva mais compromissada com o registro de uma sociedade democrática. Sua posição no campo jornalístico, apesar da autonomia, ainda abriria possibilidades para que escapasse à crítica bourdiana, segundo a qual a televisão deixaria de descrever para prescrever uma ordem simbólica.
Acreditamos que as considerações com relação à autonomia da Fundação Padre Anchieta e da TV Cultura podem aventar características importantes do posicionamento dessa instituição no campo jornalístico. No entanto, como dissemos anteriormente, uma reconstrução contextual das entrevistas selecionadas para o presente trabalho necessita levarmos em conta outras dimensões contextuais do programa Roda Viva, a começar pelos agentes presentes na entrevista, decisivos para as ações que se dão no interior do programa de 24 de setembro de 2007.
Nesse sentido, cumpre ressaltarmos, primeiramente, a presença do apresentador e mediador Paulo Markun na entrevista concedida por Mano Brown ao programa Roda Viva. É preciso salientar que Paulo Markun, à época da entrevista, ocupava também a presidência da Fundação Padre Anchieta – tendo exercido o cargo entre maio de 2007 e fim de 2010. As muitas informações divulgadas à época informam que o nome do jornalista Paulo Markun para ocupar a presidência da Fundação foi decisão consensual na votação do conselho curador e acatada pelo governador José Serra, chefe do Executivo estadual de São Paulo no ano de 2007.
Como ocupante da presidência executiva da fundação e como apresentador e mediador do programa Roda Viva, Paulo Markun se apresenta como agente importante para que possamos compreender o contexto de entrevista do rapper Mano Brown ao programa. Isso porque sua trajetória no campo jornalístico faz com que esteja ligado a uma posição específica, por exemplo, em relação à seleção dos conteúdos presentes na emissora TV Cultura. Acerca disso, tomemos as informações divulgadas pela revista Carta Maior43 sobre o jornalista, em repercussão à sua eleição para presidir a Fundação Padre Anchieta:
Jornalista de reconhecida competência e de longa carreira na TV Cultura, desde a década de 60 - quando foi convidado à chefia de reportagem por Vladimir Herzog-, Markun encaminhou uma carta de agradecimentos ao conselho curador, lembrando passos importantes da trajetória interrompida de seu chefe daqueles anos duros e de seu próprio caminho que o levou de volta à casa em 1998, pelas mãos do Jorge da Cunha Lima, para apresentar o Roda
Viva, programa que depois, durante a gestão de Mendonça, dirigiu.
Evocando o estatuto da Fundação e a Constituição Federal, Markun afirmou categoricamente que se propõe a uma linha que dará prioridade absoluta às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, promovendo a cultura nacional e regional e estimulando a produção independente. Esconjurou a censura e relembrou o caráter da TV pública de independência e autonomia em relação a governos, partidos, correntes, tendências, grupos políticos, artísticos, culturais, econômicos e religiosos.
Já assuntando a controversa temática da produção e exibição de audiovisual no Brasil, Markun posicionou-se contra o monopólio do modelo centralizado
43Revista Carta Maior, 28/04/2007. Disponível em: <http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/Paulo-Markun- foi-o-nome-do-consenso-afirma-Jorge-da-Cunha-Lima/12/13221> Acesso em: 20/07/2015.
e vertical e evocou a lei aprovada na Câmara, mas que tramita no Senado desde 2003, de iniciativa da deputada Jandira Feghali, que abre espaço para a produção regional e independente. Enfatizou ainda que a Cultura terá compromisso com a sociedade e não com o mercado, buscará participar de processos de inclusão social e trabalhará pelo direito à comunicação.
As informações divulgadas pela revista tratam de um pronunciamento feito por Paulo Markun quando de sua eleição. A partir dessas informações, observa-se que o jornalista delimita para si um posicionamento no campo jornalístico comprometido o jornalismo público, independente, voltado para a produção cultural e para a inclusão social. Entretanto, é preciso ressaltar que sua conduta, talvez por representar uma posição de heterodoxia no campo jornalístico, não garante o sucesso da implantação dessas metas, sobretudo se lembrarmos que a autonomia da Fundação Padre Anchieta é suscetível aos poderes políticos do estado de São Paulo, cujos interesses nas atividades da TV Cultura podem ser outros.
De modo geral, as considerações sobre a trajetória e a posição de Paulo Markun no campo jornalístico interessa ao trabalho na medida em que nos permite evocar mais uma dimensão do contexto do Roda Viva no momento da entrevista concedida pelo rapper Mano Brown ao programa. A nosso ver, o convite feito a Mano Brown para sua participação num dos mais consagrados programas de entrevista da televisão brasileira relaciona-se com algumas das ações levadas a cabo pela TV Cultura para tentar dar voz à produção cultural da periferia e ao movimento hip hop numa emissora pública de televisão. É preciso chamar atenção para a cobertura que a produção cultural da periferia passou a ter na TV Cultura em 2008 – no segundo ano de Paulo Markun à frente da emissora -, semanalmente, com a estreia do programa Manos & Minas, apresentado naquele ano por Rappin Hood, agente prestigiado movimento hip hop (Cf. GRANATO, 2011; MARIANO, 2014).
Como mencionamos, a presença de Paulo Markun na entrevista concedida pelo rapper Mano Brown ao Roda Viva se dá não apenas em momento no qual ocupa a presidência da Fundação Padre Anchieta, mas também na posição do jornalista como apresentador e mediador do programa. Na estrutura de participação do programa, Paulo Markun é responsável pelo gerenciamento do tempo, pelos agradecimentos feitos aos presentes e ao público, assim como pela abertura e encerramento do programa. Além disso, fica reservado ao papel do apresentador-mediador fazer uma breve apresentação do entrevistado e entrevistadores ao público, bem como intervir na troca de turnos entre os participantes quando há muitas sobreposições de vozes.
Além da figura do apresentador mediador, a exibição de 24/09/2007 do programa contou com sete participantes entrevistadores (incluindo o apresentador-mediador) e treze
participantes ouvintes que, ao longo da exibição da entrevista, não participaram enquanto falantes.
Quanto aos participantes entrevistadores, salientamos algumas informações, com o auxílio da tabela a seguir:
Tabela 1- Participantes entrevistadores no programa Roda Viva em 24/09/2007
Entrevistador Inserção no campo jornalístico Modo de apresentação veiculado pelo programa Posição ocupada na bancada José Nêumanne (JN):
Nascido em 1951, começou sua carreira de jornalista em 1968. Foi crítico de cinema, repórter da polícia e
chefe de redação, tendo trabalhado também como assessor político. À época da entrevista com o rapper
Mano Brown, trabalhava como editorialista, colunista na internet e
comentarista de rádio. É escritor e poeta, sendo membro da Academia
Paraibana de Letras44. Jornalismo cinematográfico; jornalismo político; jornalismo econômico; jornalismo policial.
- Menção feita por PM: “editorialista do
Jornal da Tarde comentarista da Rádio Jovem Pan e
do SBT”
- Inscrição na tela: “Jornal da Tarde”.
E3
Renato Lombardi (RL): Nascido na Itália, é especialista em
jornalismo de segurança, justiça e jornalismo policial. Trabalhou em diversas emissoras de televisão do país, tendo sido também apresentador
de programas policiais na TV45.
Comentarista de segurança; jornalismo policial.
- Menção feita por PM: “jornalista da TV Cultura” - Inscrição na tela: “TV Cultura”. E5 Paulo Lima (PL): Formou-se em direito pela USP. Trabalhou como colunista em diversos
jornais. Aos 24 anos, fundou a Trip Editora, responsável pelas revistas
Trip e Tpm, por exemplo. Além disso,
trabalha como consultor de programas de TV e como apresentador de programas no rádio46. Editorialista (Editora Trip; revista Trip e revista TPM); jornalismo impresso.
-Menção feita por PM: “editor da
Trip”.
-Inscrição na tela: “Revista Trip”.
E6
Ricardo Franca Cruz (RF): Publicitário, trabalhou no jornalismo
impresso em diversas revistas, foi editor chefe da revista Rolling Stone
Publicitário; editorialista (Revista Rolling
Stone Brasil);
jornalismo
- Menção feita por PM: “editor chefe da revista Rolling Stone
Brasil”.
E4
44Disponível em: <http://neumanne.com/>. Acesso em: 03/06/2015.
45Disponível em: <http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,renato-lombardi-assume-o-reporter- cidadao,20040524p6540>. Acesso em: 03/06/2015.
46Disponível em: <http://bei.com.br/autor/paulo-lima>, <http://jornalismosp.espm.br/geral/jornalista-e-pago-para- entender-o-mundo-diz-paulo-lima>. Acesso em: 03/06/2015.
Brasil (2006 a 2011) e atualmente é
editor da revista GQ47.
impresso. - Inscrição na tela: “Revista Rolling
Stone”.
Maria Rita Kehl (MR): Nascida em 1951, formou-se em psicologia pela USP e, posteriormente,
tornou-se doutora em psicanálise pela PUC-SP. É também crítica literária,
poetisa e cronista. Trabalhou com movimentos sociais como o MST, como editora e como colunista em jornais da mídia impressa. Participou
como integrante convidada da Comissão da Verdade, instalada em
201248.
Psicologia; jornalismo alternativo; direitos humanos.
-Menção feita por PM: “psicanalista”.
-Inscrição na tela: “Psicanalista”.
E2
Paulo Lins (PLS):
Nasceu em 1958, no Rio de Janeiro e foi criado na Cidade de Deus (bairro da periferia carioca). Possui formação em Letras e é autor da obra Cidade de
Deus. É escritor, professor de literatura
e roteirista de cinema49.
Professor; escritor; roteirista;
literatura periférica.
- Menção feita por PM: “escritor professor de literatura e roteirista de cinema”; - Inscrição na tela: “Escritor”. E1 Paulo Markun (PM): Nascido em 1952, formou-se em comunicação pela USP, em 1974. Foi
preso em 1975, por “atividades subversivas” ligadas ao Partido Comunista. Trabalhou como repórter,
editor, comentarista, chefe de reportagem e diretor de redação em diversas emissoras de televisão, jornais
e revistas.
Em junho de 2007, Paulo Markun assumiu o comando da Fundação Padre Anchieta, gestora da TV Cultura
– já se encontrava no posto, portanto, quando da entrevista com o rapper
Mano Brown, datada de 25 de setembro de 2007.50 Ativismo político; jornalismo impresso; jornalismo televisivo; editorialismo; literatura; documentarista. Não é mencionado. E7
47Disponível em: <http://administrativocasper.fcl.com.br/noticias/index.php/2010/09/24/eu-nao-escolhi-o- jornalismo:-fui-escolhido,n=3995.html >, < http://gq.globo.com/expediente.html>. Acesso em 03/06/2015.