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1. Introdução

2.3. BIM – Building Information Model

2.3.1. O que é o BIM?

A base de um sistema BIM é o banco de dados que, além de exibir a geometria dos elementos construtivos em 3D, armazena os seus atributos e, portanto, transmite mais informação que os modelos CAD tradicionais. Além disso, como os elementos são paramétricos, é possível alterá- los e obter atualizações instantâneas em todo o projeto. Este processo estimula a experimentação, diminui conflitos construtivos, facilita revisões e aumenta a produtividade (Coelho & Novaes, s.d.).

Segundo Antunes (2013), de acordo com Lino et al (2012), uma das ideias do conceito da metodologia BIM, por parte do público em geral que não tem conhecimento nem contato com o BIM e aquilo que representa, é a sua associação a um mero visualizador 3D. A Figura 2 traduz de forma simples o conceito da metodologia.

22 Figura 2 - O que é o BIM!

Fonte: (Antunes, 2013)

“Quando falar-mos de BIM estaremos a referir-nos muito mais ao “Information” do que ao “Building” ou ao “Modeling”, (Addor & et al, 2010, p. 105).

De acordo com a ndBIM – Virtual Building o “BIM é um processo integrado que armazena e

agiliza a troca de informação de projeto, construção e exploração entre os vários stakeholders, criando modelos tridimensionais que representam todas as características físicas e funcionais do edifício e que têm um elevado potencial no suporte às tomadas de decisão, nas diversas fases de um empreendimento”.

A Figura 3 apresenta de forma esquemática como se processa a partilha de informação num modelo de BIM, bem como uma breve explicação de como deveria funcionar esta metodologia para se atingir o pleno das suas potencialidades.

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Fonte: (Addor, BIM, 2009)

O BIM inclui todo o processo de recolha de informação que é necessário realizar antes mesmo do início da fase de desenho e projeto do edifício ou de definir as suas características (geometria, forma, número de pisos, etc.) uma vez que contém toda a informação relevante a ter em conta durante a fase de execução e o tempo de vida útil do edifício em questão (Fontes H. , 2010, pp. 2-3).

Na Figura 4 apresentam-se esquematizadas as fases respeitantes à modelação e realização de um modelo BIM, assim como todas as fases do ciclo de vida de um edifício que caraterizam a metodologia.

Figura 4 - Ciclo de vida do BIM na Indústria AEC

Fonte: http://www.neuralenergy.info/2009/06/building-information-modeling.html

O acrónimo BIM (Building Information Modeling) foi usado pela primeira vez em 2002 para descrever um desenho virtual, gestão da construção e instalações. Os processos BIM centram-

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se em torno de modelos virtuais que permitem a partilha de informação entre os intervenientes da indústria da construção.

O BIM é muito mais do que a representação virtual dos objetos com intuito da geração de vistas automáticas. A visão do National Instituite of Building Sciences (NIBS) sobre a tecnologia BIM é que este é um processo melhorado de planear, projetar, construir, usar e manter uma instalação, nova ou velha, usando um modelo de informação normalizado que contém toda a informação apropriada num formato que possa ser usado durante todo o seu ciclo de vida (NIBS, 2008).” (Silva J. , 2013, p. 6).

Toda a informação contida nos modelos de BIM é respeitante a todas as especialidades envolvidas na fase de projeto, construção e manutenção ao longo da vida útil do edifício, o que permite a criação de um projeto único e transversal a todos os intervenientes, nomeadamente as especialidades de Arquitetura, Engenharia e Técnicos de Construção (AEC).

“O modelo BIM é usado pelas várias especialidades sendo assim possível existir um projeto

único e transversal a todos os intervenientes. A coordenação é mais eficiente e o esforço de desenho convencional é reduzido pois assim que o modelo é criado, é usado por todos. Assim sendo, o BIM ajuda a que os projetistas se foquem mais numa conceção e detalhe pormenorizado e se apercebam das possíveis incompatibilidades antes do projeto concluído. O cliente vê os seus recursos aplicados de uma forma mais eficiente e com maior garantia de uma construção de sucesso. O empreiteiro tem acesso a documentos mais completos tendo assim a possibilidade de construir com maior qualidade (The five fallacies of BIM, 2008).”

(Fontes H. , 2010, p. 5).

Esta metodologia, BIM, permite ainda que as alterações feitas ao projeto sejam automaticamente gravadas e alteradas na base de dados assim como efetuar uma quantificação dos materiais utilizados na realização do mesmo e respetivo custo.

“Os BIM permitem a partilha de informação entre especialidades de uma forma muito eficaz.

Se a informação estiver alojada num servidor central e for constantemente atualizada o processo de construção vai ser significativamente melhorado, pois todos os intervenientes têm acesso à versão mais recente do projeto imediatamente após esta ser disponibilizada. Esta vantagem implica que existam procedimentos bem definidos entre as partes intervenientes, que poderão ser normas institucionais, que definam as regras de partilha de informação bem como

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a normalização dos modelos virtuais gerados com recurso a ferramentas BIM.” (Silva J. , 2013,

p. 7).

Na Figura 5 está esquematizada a relação de cada interveniente na base de dados da metodologia BIM. Como se pode verificar, todos os intervenientes podem aceder à base de dados e consultar e adquirir informação necessária lá contida mas também podem fornecer para que os restantes intervenientes que tenham acesso a essas mesmas informações se necessário, que define o conceito de modelo compartilhado.

Figura 5 - Interoperabilidade do BIM

Fonte: (Junior, 2014) através de (Manzione, 2013)

A disponibilidade de informação que esta metodologia fornece é uma mais-valia para todos os intervenientes e permite otimizar as tarefas realizadas assim como prevenir e evitar possíveis erros em tempo útil reduzindo os custos e otimizando os trabalhos.

“O BIM é uma metodologia de contínuo refinamento, não de mudança drástica. O sucesso vai

ocorrer por evolução, não por revolução.” (Sousa & Meirino, 2013) através de (Oliveira,

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