• Nenhum resultado encontrado

O teatro e as suas “epidemias”: a apropriação de expressões

6. A abordagem das epidemias

6.3. O teatro e as suas “epidemias”: a apropriação de expressões

65 atos História de Sempre, em cena no Teatro Nacional. Através desse artigo de opinião, escrito por “João da Rua”, conseguimos perceber que uma das personagens era precisamente uma costureira tuberculosa, bem interpretada pela atriz Laura Cruz, que

“acentua com brilho, as nuances difíceis do personagem que lhe coube e caracteriza inteligentemente a costureira tuberculosa. A sua insinuante voz, é um valioso auxiliar no sentimento que empresta ao seu papel. Um bravo.” (n.º 73, p. 3). Na revista Atlântida: mensário artístico literário e social para Portugal e Brasil, encontramos o quadro primeiro de Diniz e Isabel, um «conto de vitral em cinco atos» de António Patrício, que incluiu leprosos entre os personagens (n.º 44/45, 1919, pp. 93-108).

66 É uma doença, afinal, que nós julgamos incurável, visto que o mal alastra e não há possibilidade de o debelar, nem mesmo à força de poderosos desinfetantes.

E ainda acusam as nossas estatísticas que Portugal tem uma enormíssima percentagem de analfabetos… É o tens!

Em Portugal, é como se vê! Toda a gente desatou agora a escrever para o teatro com uma ferocidade inacreditável!

Se os nossos governos se lembram, um dia, de arranjar uma pesada contribuição para quem escreve, certamente os cofres do Estado ficarão a nadar em dinheiro.

(n.º 17, p. 139)

N’A Capital de 11 de abril de 1919 consta um texto com o título “«Higiene» do teatro – Experiência que o governo pode e deve tentar – Cooperativismo, previdência, seleção artística, estímulo à dramaturgia nacional” (n.º 3087, p. 1). Nele eram feitas algumas sugestões ao governo de modo a ultrapassar a crise em que o teatro se encontrava, nomeadamente em Lisboa, no Teatro Nacional, que necessitava de uma remodelação, sendo, na época, assunto nas páginas de vários jornais e frequentemente mencionado em memórias de atores.

No âmbito do funcionamento interno da atividade teatral, Mercedes Blasco, no seu livro de memórias Caras pintadas, escreveu um capítulo intitulado “Empresarite galopante”. Segundo ela, esta era uma “Doença moderna, com tendências epidémicas, que hoje grassa com grande intensidade, no «meio» teatral, e contra a qual o público deve pôr-se de quarentena, porque engendra o micróbio do charlatanismo na arte”

(BLASCO, 1923: 77). Referia-se a autora à ganância dos empresários e à desvalorização dos artistas.

Para além de António Pinheiro ter feito uma referência à pneumónica nas suas memórias, como já mencionámos, o ator também graceja aludindo ao piolho do tifo exantemático. A companhia do Teatro S. Luiz terá ido acabar a época de 1918-1919 ao Porto e o “bicho” estava por toda a parte:

Fomos acabar a temporada ao Porto, onde grassava o tifo exantemático, apavorando todos, não só pela mortandade, como pelos bizarros cartazes colados por todas as esquinas e paredes da cidade de D. Pedro IV, ostentando um enorme…

piolho! Para onde nos voltávamos era certo esbarrar com o… piolho! (PINHEIRO, 1929: 345).

Após recordar a péssima experiência da época de verão do Teatro da Trindade, o ator, enojado com as pessoas com quem trabalhou e com o que viu nos

67 bastidores, termina o capítulo escrevendo: “Salpiquemos estas últimas linhas de creolina e de cloreto de cal para desinfetar! Era vulgar, então, naquele tempo fazê-lo, por causa do tifo exantemático e… do piolho!” (PINHEIRO, 1929: 347).

68 Conclusões

Ao escolhermos este tema, tínhamos presente que não seria fácil encontrar grande informação sobre ele. Este estudo, sendo inédito no campo do teatro português, envolveria uma investigação longa, minuciosa, e de grandes incertezas. No entanto, a presente pesquisa, para além de revelar, em certa medida, a forma como a epidemia da gripe pneumónica esteve presente na atividade teatral lisboeta nos anos 1918-1919, pode tornar-se um eventual ponto de partida para futuros desenvolvimentos deste tema.

Soubemos lidar com o que encontrámos e tivemos ao nosso dispor, mesmo que não nos tenha sido possível afirmar assertivamente acerca de determinados assuntos.

Tendo sido o motivo desta dissertação inspirado pela pandemia de COVID-19 que começou a grassar pelo mundo em 2020, observámos que, ao contrário do que sucedeu em Portugal com a pandemia atual, nos anos 1918-1919 não existiu um lockdown no setor das artes performativas. Deste modo, os teatros só encerraram quando as condições assim o justificaram. Aliás, como vimos, o próprio Diretor Geral da Saúde, Ricardo Jorge, mencionou que não iria proceder ao encerramento dos teatros e animatógrafos para não causar o pânico na população (JORGE, 1919: 32). No entanto, como pudemos constatar, essa medida foi adotada nalguns lugares do mundo.

Diretamente relacionado com o impacto da epidemia de gripe pneumónica na atividade teatral lisboeta, conseguimos ter a certeza de que um surto de pneumónica afetou de facto a companhia do Teatro da Trindade em julho de 1918, obrigando a que se fizessem substituições no elenco e só depois, quando já não era possível fazê-las, cancelando ou adiando espetáculos e, apenas em último caso, encerrando o teatro por uns dias. Sabemos também que a epidemia obrigou o Teatro Politeama a fechar durante uma noite. Através do relato do ator António Pinheiro, tivemos também a certeza de que que a digressão da companhia do Teatro S. Luiz no verão de 1918 foi interrompida, tendo terminado nas Caldas da Rainha, facto que contribuiu para o fracasso da temporada daquela companhia. Sabemos que o Coliseu dos Recreios suspendeu os espetáculos devido à epidemia, aproveitando para a realização de modificações nos aparelhos cinematográficos. Além disso, tivemos ainda conhecimento de que existiram normas de higiene adotadas nos estabelecimentos teatrais, nomeadamente as desinfeções das salas de espetáculos. Temos igualmente a certeza de que alguns atores e profissionais ficaram infetados por esta doença, e que outros chegaram mesmo a falecer.

69 Através de pequenas pistas conseguimos de igual modo saber que outros atores adoeceram, tendo essa situação consequentemente causado transtornos na atividade teatral, obrigando a cancelamentos, adiamentos e a reformulações na programação, ainda que não saibamos qual o mal que os afetava. A causa do adoecimento dos artistas no Apolo e do Teatro do Ginásio, que obrigou ao encerramento desses estabelecimentos, por exemplo, também não é especificada em nenhuma das fontes consultadas. Apenas nos coube supor que poderia ser devido a um surto de influenza, tendo em conta que a epidemia da pneumónica assolava o país nesse momento.

Contudo, conseguimos encontrar referências a outras doenças e surtos da época, como a tuberculose e a varíola, por exemplo, e era quase inevitável mencioná-las.

Como forma de amenizar o impacto negativo desta epidemia nas condições de vida dos profissionais de teatro, procedeu-se à organização de algumas festas de caridade nos teatros e clubs lisboetas a favor das vítimas da gripe, ainda que a causa da produção destas festas não fosse exclusiva da gripe pneumónica, na medida em que existiram (e existem sempre) outras causas para a prática de festas de caridade. Na época, por exemplo, existiam também as festas em benefício dos tifosos e dos mutilados da guerra, como referimos. Além disso, até mesmo a suspensão dos espetáculos por motivo de doença dos atores também não era exclusiva desta epidemia; ainda assim, não deixa de ser válido considerá-las como marcas de crise na atividade teatral.

Seria interessante termos conseguido saber qual o impacto financeiro na atividade teatral decorrente dos cancelamentos de espetáculos. Relativamente a este ponto, gostaríamos de ter chegado a uma conclusão mais clara e precisa. Não obstante, ainda que não tenhamos grande informação acerca da questão, sabemos que o mês de outubro de 1918 “não correu propício”, devido ao surto da gripe pneumónica que

“alarmou bastante o público que evitava as aglomerações”, tal como relata a revista Eco Artístico (n.º 144, outubro de 1918, p. 9). No entanto, não sabemos até que ponto existiram quebras financeiras profundas provenientes da doença dos atores e da suspensão dos espetáculos por motivo desta epidemia, e se terão sido significativas.

Para confirmar de que forma o impacto da pneumónica foi significativo nas empresas teatrais e na vida dos atores, esperávamos encontrar mais detalhes em memórias dos atores daquela época e que escreveram registos desse tempo.

Infelizmente, os próprios atores quase não mencionam a gripe pneumónica; logo, não conseguimos aproveitar as suas memórias como esperávamos. No entanto, verificámos nessas memórias que os valores do teatro da época estavam em decadência, que se

70 falava de uma crise no teatro – esta também mencionada imensamente na imprensa, e que daria muito que falar – entre tantos outros problemas existentes no ramo naquele tempo. Acreditamos que o conjunto de todos estes fatores influenciou, de facto, o funcionamento da atividade teatral a vários níveis. Além disso, temos noção de que para além dos surtos de gripe pneumónica (e de outras epidemias), se vivia uma crise económica e política, que Portugal se encontrava a participar na Primeira Guerra Mundial, e que as revoltas e tumultos sociais consequentes dos acontecimentos mencionados também prejudicaram a atividade teatral. Assim, com base no que pesquisámos, cremos que a gripe pneumónica foi apenas um dos muitos males presentes na época. Terá sido o que teve um impacto mais significativo na atividade teatral?

Provavelmente não. O que é certo é que lhe causou transtorno e perderam-se vidas de profissionais do teatro e das artes do espetáculo, vítimas da epidemia.

Tal como abordámos a comédia satírica The Widow’s Veil no âmbito do teatro a nível internacional, esperávamos encontrar a presença do tema da gripe pneumónica em peças de teatro e coplas portuguesas, nomeadamente de teatro de revista, cuja temática de género toca em temas da atualidade. Estamos quase certos de que a revista Estás com a espanhola, que esteve em cena no Teatro Estrela, abordava o tema. No entanto, não soubemos como chegar ao seu texto dramático, nem sabemos sequer se ainda existe algum registo referente à sua dramaturgia. Aliás, nem a imprensa que consultámos nos disse muito acerca dessa revista. De forma a encontrar algum registo da presença desta epidemia em peças de teatro e coplas, seria necessário ler, uma por uma, todas as peças de teatro que foram escritas e representadas, não só nos anos 1918-1919, mas também posteriormente. A nossa pesquisa em peças e coplas limitou-se a esse espaço temporal de dois anos, mas as referências à pneumónica nas peças de teatro podem ter surgido mais tarde. Acreditamos que exista pelo menos uma referência à epidemia, nem que seja numa copla de teatro de revista, quer seja dessa época ou posterior. Todavia, para que se obtivessem resultados mais precisos seria necessária uma pesquisa ainda mais aprofundada, mais demorada, quase infindável, e seria necessário que a documentação estivesse acessível. Muitos dos documentos talvez já não existam e essa possibilidade impede-nos de responder de forma assertiva a todas as questões relacionadas com a nossa investigação.

Ainda assim, não podemos deixar de destacar que esta foi uma época histórica bastante rica, com uma grandiosidade de assuntos de interesse para o meio teatral que mereciam ser abordados. A guerra, por exemplo, estava presente em grande força,

71 principalmente na temática das peças de teatro, nomeadamente das revistas. Outro aspeto igualmente interessante era a abordagem da crise e da instabilidade política que se vivia em Portugal. Contudo, a necessidade de nos focarmos unicamente na gripe pneumónica levou-nos a deixar de lado esses temas.

A quase inexistência do tema da epidemia da gripe pneumónica em peças de teatro e até mesmo na imprensa teatral, cuja abordagem surgia muitas vezes em tom satírico, quando não era somente informativa sob a forma de letras minúsculas, levou-nos a colocar a seguinte questão: esta aparente omissão terá sido intencional ou uma simples consequência proveniente de existirem outros acontecimentos em voga nesse tempo, e que mereciam mais atenção? O facto de a guerra, por exemplo, ser o assunto principal na imprensa generalista, e também a forte presença deste tema em peças de teatro, demonstra que as atenções e preocupações se viravam, em grande parte, para esse acontecimento. Além disso, relativamente a epidemias, a pneumónica, apesar da sua gravidade, parece ter sido apenas mais uma doença com a qual era necessário lidar.

Ainda assim, seria errado afirmar que a gripe pneumónica tenha sido completamente ignorada no meio teatral. Surgia, mas em quantidade reduzida. Acreditamos que a resposta mais adequada à nossa questão será a segunda hipótese: o facto de existirem outros acontecimentos considerados mais importantes relegou o assunto da gripe pneumónica para segundo ou terceiro plano. Todavia, o facto de os textos satíricos relativos à pneumónica e a outras epidemias surgirem de forma mais visível do que os de caráter informativo na imprensa teatral não deixa também de ser curioso, ainda que para as doenças dos artistas existisse, muitas vezes, uma secção exclusivamente dedicada.

Com base no que foi consultado não encontrámos pistas sobre a alteração do funcionamento das entidades e companhias teatrais, nem sobre a criação de novas leis de proteção do estatuto de ator e de artista motivados pelos transtornos da epidemia.

Apenas conseguimos saber que o falecimento do vice-presidente da Associação de Classe dos Trabalhadores de Teatro, o ator Álvaro Cabral, vítima da pneumónica, obrigou o também ator Pedro Cabral a rumar ao Porto para o substituir na montagem de duas revistas. Relativamente ao cargo na Associação, provavelmente alguém o terá substituído. Nesse aspeto esperávamos, por um lado, obter mais resultados:

acreditávamos que os atores tivessem encontrado outras alternativas para subsistir ou que os próprios teatros tivessem encontrado outros meios para se manterem em atividade, tal como o que ocorreu internacionalmente naquela época e atualmente na

72 sequência da COVID-19. Por outro lado, não tendo havido um lockdown naquela época em Portugal, e tendo os teatros mantido a sua atividade, encerrando apenas quando as enfermidades dos atores assim o obrigavam, é compreensível que essas alternativas não tenham acontecido por cá.

Relativamente às expressões utilizadas em contexto teatral na referência aos males presentes neste meio, considerámos interessante o seu uso, ainda que este fosse mais ou menos expectável, à semelhança do que hoje também acontece na comunicação social com a pandemia de COVID-19.

Por fim, consideramos que esta pesquisa pode ser um ponto de partida para uma abordagem mais aprofundada deste tema, não só relativamente à gripe pneumónica, mas quiçá a outras epidemias de outros tempos passados ou futuros. Ainda que seja necessária uma pesquisa aprofundada e minuciosa, acreditamos que existem informações interessantes por descobrir, dentro do que possa existir em bibliotecas ou arquivos.

73 Bibliografia

GRIPE PNEUMÓNICA

Câmara Municipal de Lisboa

1918 Atas das sessões da Câmara Municipal de Lisboa de 1918. Comissão Executiva e Comissão Administrativa. Lisboa, 1940.

Câmara Municipal de Penafiel

2020 Portugal e as Pandemias: da peste no Porto à Covid-19. Público, Câmara

Municipal de Penafiel, 2020. [URL:

https://www.youtube.com/watch?v=8OrgHR-CQnw, consultado a 17 de agosto de 2021]

CAMPO, Laura Almudéver; PUIG, Ramón E. Camaño

2020 “Medidas de salud pública durante la pandemia de gripe en el periodo 1918-1920 en España”, in Revista Española de Salud Pública, Vol. 94, pp. 1-17.

[URL:https://www.sanidad.gob.es/biblioPublic/publicaciones/recursos_propios/re sp/revista_cdrom/VOL94/REVISIONES/RS94C_202010114.pdf, consultado a 14 de julho de 2022]

CASTRO, Paula; LIMA, Maria Luísa; SOBRAL, José Manuel; SOUSA, Paulo Silveira e 2009 “Gripe pneumónica em Portugal: tensões, controvérsias e incertezas de uma

época de transições”, in Sobral, José Manuel; Lima, Maria Luísa; Castro, Paula;

Sousa, Paulo Silveira e (org.), A Pandemia Esquecida: Olhares comparados sobre a pneumónica, 1918-1919. Lisboa: ICS – Imprensa de Ciências Sociais, pp.

179-195.

CORDEIRO, Ricardo Alexandre Forte

2012 Filantropia. As Cozinhas Económicas de Lisboa (1893-1911). Dissertação de Mestrado em História Moderna e Contemporânea apresentada ao ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

HERRERA, Antonia M.ª Durán

2020 “La pandemia de gripe en la provincia de Badajoz”, in Ferreira, Antero (coord.), A Gripe Espanhola de 1918. Guimarães: Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património, Universidade do Minho, pp. 277-320.

JOHNSON, Niall P. A. S.; MUELLER, Juergen

2002 “Updating the Accounts: Global Mortality of the 1918–1920 “Spanish” Influenza Pandemic”, in Bulletin of the History of Medicine, Vol. 76, No. 1. The Johns

Hopkins University Press, pp. 105-115. [URL:

http://www.jstor.org/stable/44446153, consultado a 26 de julho de 2022]

74 JORGE, Ricardo

1918a A influenza: nova incursão peninsular. Relatório apresentado ao Conselho Superior de Higiene na sessão de 18 de Junho de 1918. Lisboa: Imprensa Nacional.

1918b A influenza e a febre dos papatazes. Lisboa: Imprensa Nacional.

1919 La grippe – Rapport préliminaire présenté à la Commission Sanitaire des Pays Alliés, dans sa session de mars 1919. Lisboa: Imprensa Nacional.

KILLINGRAY, David

2009 “A pandemia de gripe de 1918-1919: causas, evolução e consequências”, in Sobral, José Manuel; Lima, Maria Luísa; Castro, Paula; Sousa, Paulo Silveira e (org.), A Pandemia Esquecida: Olhares comparados sobre a pneumónica, 1918-1919. Lisboa: ICS – Imprensa de Ciências Sociais, pp. 41-61.

LIMA, Maria Luísa

2019 “A domesticação da ameaça? Estratégias de gestão do risco na Pneumónica”, in Silva, Helena da; Pereira, Rui M.; Bandeira, Filomena (coord.), Centenário da Gripe Pneumónica: A Pandemia em Retrospetiva, Portugal 1918-1919. Lisboa:

IGAS – Inspeção Geral das Atividades em Saúde, pp. 181-192

LIMA, Maria Luísa; CASTRO, Paula; SOUSA, Paulo Silveira e; SOBRAL, José Manuel 2009 “A febre da gripe nos jornais: processos de amplificação social do risco”, in

Sobral, José Manuel; Lima, Maria Luísa; Castro, Paula; Sousa, Paulo Silveira e (org.), A Pandemia Esquecida: Olhares comparados sobre a pneumónica, 1918-1919. Lisboa: ICS – Imprensa de Ciências Sociais, pp. 255-277.

PEREIRA, Rui M.

2019 “Ricardo Jorge, o mal-amado. A organização dos serviços de saúde militar no quadro da Grande Guerra e da Gripe Pneumónica”, in Silva, Helena da; Pereira, Rui M.; Bandeira, Filomena (coord.), Centenário da Gripe Pneumónica: A Pandemia em Retrospetiva, Portugal 1918-1919. Lisboa: IGAS – Inspeção Geral das Atividades em Saúde, pp. 55-85.

REBELO-DE-ANDRADE, Helena; FELISMINO, David

2018 “A pandemia de gripe de 1918-1919: um desafio à ciência médica no princípio do século XX” [versão eletrónica], in Ler História (online), N.º 73. Lisboa: ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, pp. 1-22. [URL:

https://journals.openedition.org/lerhistoria/4070, consultado a 16 de agosto de 2021]

RELVAS, Eunice; RIJO, Delminda

2020 “«A epidemia reinante». A pneumónica no concelho de Lisboa, 1918”, in Ferreira, Antero (coord.), A Gripe Espanhola de 1918. Guimarães: Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património, Universidade do Minho, pp. 161-179.

75 RTP

2015 Gripe pneumónica, a pandemia de 1918-1919. Série “História a História” com

Fernando Rosas, RTP/Garden Filmes, 2015. [URL:

https://ensina.rtp.pt/artigo/gripe-pneumonica-pandemia-1918-1919/, consultado a 16 de setembro de 2021]

2021 As febres do século. Farol de Ideias, 2021. [URL: https://ensina.rtp.pt/artigo/as-febres-do-seculo/, consultado a 16 de setembro de 2021]

SAMPAIO, Maria da Luz

2020 “Impactos da pneumónica no mundo do trabalho: uma visão a partir de periódicos (1918-19)”, in Laboreal (online), Vol. 16, N.º 2. Porto: Universidade do Porto, pp. 1-4. [URL: http://journals.openedition.org/laboreal/17417, consultado a 18 de agosto de 2021]

SEQUEIRA, Álvaro

2001 “A pneumónica – Spanish influenza”, in Medicina Interna, Vol. 8, N.º 1, pp. 49-55. [URL: https://spmi.pt/revista/vol08/ch7_v8n1jan2001.pdf, consultado a 3 de janeiro de 2021]

SILVA, Helena da

2019 “As estruturas hospitalares face à Gripe Pneumónica”, in Silva, Helena da;

Pereira, Rui M.; Bandeira, Filomena (coord.), Centenário da Gripe Pneumónica:

A Pandemia em Retrospetiva, Portugal 1918-1919. Lisboa: IGAS – Inspeção Geral das Atividades em Saúde, pp. 163-180

2020 “A gripe pneumónica no Corpo Expedicionário Português”, in Ferreira, Antero (coord.), A Gripe Espanhola de 1918. Guimarães: Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património, Universidade do Minho, pp. 117-136.

SILVA, Helena da; PEREIRA, Rui. M; BANDEIRA, Filomena

2019 “Introdução”, in Silva, Helena da; Pereira, Rui M.; Bandeira, Filomena (coord.), Centenário da Gripe Pneumónica: A Pandemia em Retrospetiva, Portugal 1918-1919. Lisboa: IGAS – Inspeção Geral das Atividades em Saúde, pp. 7-12.

SOBRAL, José Manuel

2019 “Catástrofe e silêncio: a epidemia da Pneumónica em Portugal no seu tempo e no espaço da recordação”, in Silva, Helena da; Pereira, Rui M.; Bandeira, Filomena (coord.), Centenário da Gripe Pneumónica: A Pandemia em Retrospetiva, Portugal 1918-1919. Lisboa: IGAS – Inspeção Geral das Atividades em Saúde, pp. 21-36.

SOBRAL, José Manuel; LIMA, Maria Luísa

2018 “A epidemia da pneumónica em Portugal no seu tempo histórico”, in Ler História (online), N.º 73. Lisboa: ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, pp. 45-66.

[URL: http://journals.openedition.org/lerhistoria/4036, consultado no dia 27 de julho de 2021]

76 SOBRAL, José Manuel; LIMA, Maria Luísa; SOUSA, Paulo Silveira e; CASTRO, Paula

2009 “A pandemia esquecida: introdução”, in Sobral, José Manuel; Lima, Maria Luísa;

Castro, Paula; Sousa, Paulo Silveira e (org.), A Pandemia Esquecida: Olhares comparados sobre a pneumónica, 1918-1919. Lisboa: ICS – Imprensa de Ciências Sociais, pp. 21-37.

SOBRAL, José Manuel; SOUSA, Paulo Silveira e; LIMA, Maria Luísa; CASTRO, Paula 2009 “Perante a pneumónica: a pandemia e as respostas das autoridades de saúde

pública e dos agentes políticos em Portugal (1918-1919)”, in Sobral, José Manuel; Lima, Maria Luísa; Castro, Paula; Sousa, Paulo Silveira e (org.), A Pandemia Esquecida: Olhares comparados sobre a pneumónica, 1918-1919.

Lisboa: ICS – Imprensa de Ciências Sociais, pp. 63-91.

SOUSA, Paulo Silveira e; CASTRO, Paula; LIMA, Maria Luísa; SOBRAL, José Manuel 2008 “Responder à epidemia: Estado e sociedade civil no combate à gripe pneumónica

(1918-1919)”, in Revista de História das Ideias, Vol. 29. Coimbra: Instituto de História e Teoria das Ideias, Universidade de Coimbra, pp. 469-500.

SOUSA, Paulo Silveira e; SOBRAL, José Manuel; LIMA, Maria Luísa; CASTRO, Paula 2009 “A epidemia antes da pandemia: o tifo exantemático no Porto (1917-1919)”, in

Sobral, José Manuel; Lima, Maria Luísa; Castro, Paula; Sousa, Paulo Silveira e (org.), A Pandemia Esquecida: Olhares comparados sobre a pneumónica, 1918-1919. Lisboa: ICS – Imprensa de Ciências Sociais, pp. 279-290.

VIEIRA, Ismael

2019 “Aspetos do estado sanitário em Portugal no primeiro quartel do século XX”, in Silva, Helena da; Pereira, Rui M.; Bandeira, Filomena (coord.), Centenário da Gripe Pneumónica: A Pandemia em Retrospetiva, Portugal 1918-1919. Lisboa:

IGAS – Inspeção Geral das Atividades em Saúde, pp. 37-54.

HISTÓRIA DE PORTUGAL

COSTA, Leonor Freire; LAINS, Pedro; MIRANDA, Susana Münch

2012 História económica de Portugal: 1143-2010 (2.ª ed). Lisboa: Esfera dos Livros.

DIONÍSIO, Eduarda

1985 “A vida cultural durante a República”, in Medina, João (coord.), História Contemporânea de Portugal (vol. II). Lisboa: Amigos do Livro, pp. 9-19.

FRAGA, Luís M. Alves de

1985 “A participação de Portugal na Grande Guerra”, in Medina, João (coord.), História Contemporânea de Portugal (vol. II). Lisboa: Amigos do Livro, pp. 34-53.

Documentos relacionados