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O VENCEDOR DE CONFLITOS

No documento CONFLITOS COMO VENCÊ-LOS? (páginas 70-83)

Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o

rosto dele, e por isso ele não os ouvirá.

(Isaías 59.2)

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Diante de todos os conflitos, de todas as formas, forças, tamanhos e poder de destruição, há um que se destaca entre eles. Terremotos não podem gerar maior abalo nem furacões maior destruição do que ele, o pecado. O livro “Os Puritanos e a Conversão” de Samuel Bolton, Nathaniel Vincent e Thomas Watson descreve perfeitamente o pecado como o maior mal que existe, o que eles chamam de “o mal sem par”. A definição se dá por nos separar de Deus, o maior bem que o homem pode conhecer:

Aquilo que luta contra e se opõe ao maior maior, aquilo que separa a alma e Deus, o Bem maior, deve ser o maior mal... Aquilo que é o fundamento e a causa de todos os

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outros males deve ser o mal sem par, pois o pecado é a causa de todos os outros males.

O pecado gerou inimizade entre o homem e Deus o que se pode concluir que é sim esse o maior de todos os conflitos, além de ser o motivo e a causa de todos os outros. Seu raio de destruição não tem fronteiras nem pode ser parado por nenhuma medida de prevenção ou proteção humana.

A pobreza é um grande mal e todos nós concordamos. Ela se alastra em nossa sociedade fazendo suas vitimas e gerando o terror como uma arma impulsionadora da violência e desigualdade. As doenças de nosso século como o câncer e a dengue matam velhos e crianças, por isso concordamos que também são um grande mal. Agora, mesmo diante de tais calamidades o pecado ganha destaque e distância em seu poder de destruição. A pobreza, a desigualdade, a violência, o câncer e as pestes geram danos ao homem enquanto esse está vivo, tendo morrido,

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todos morrem com ele, já o pecado nos gera danos para a eternidade.

Quero que pense sobre o conflito que todo homem enfrenta desde o dia de seu nascimento, a separação de Deus. Como descreveu o apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos: “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”

(Rm 3.23). Este é um mal muito maior do que podemos mensurar e bem mais devastador do que podemos imaginar. Para um conflito dessa envergadura boas intenções e atitudes coerentes não são suficientes. Religiosidade ou espiritualidade apenas não podem apaziguar a ira Deus que, como Davi em direção a casa de Abigail vem descendo na direção do homem para julgá-lo. Se o pecado é a maior epidemia humana precisamos então do maior antídoto. Se esse é o maior de todos os conflitos precisamos de alguém capaz de vencê-lo.

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Abigail e Jesus

A história bíblica relatada nessa obra nos dá um perfeito parâmetro do conflito que o homem enfrenta com Deus. Todo o problema se dá quando um homem nega um razoável pedido de um rei. O pedido é que o ajude no sustento de seus homens através de um ato voluntário de gratidão por todo o cuidado e proteção que diariamente dispensou a todos os seus bens. Ao negar o pedido Nabal se rebelou e gerou grande ira em Davi quebrando o saudável relacionamento entre eles. A consequência da tolice e rebelião foi a sentença de morte de todos os homens de sua casa.

Quando olhamos o início da criação de todas as coisas relatada na Bíblia, mais especificamente em Gênesis, conhecemos a história de Davi e Nabal, porém em proporções bem elevadas. Foi no Édem que Deus criou o homem e diariamente o guardou, protegeu e se relacionou de forma amorosa e especial. Ao homem Deus entregou demandas de cuidado da

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criação e lhe fez um pedido razoável, que não se alimentasse dos frutos de uma determinada árvore.

O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. E o Senhor Deus ordenou ao homem: "Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá".

(Gênesis 2.15-17)

O pedido foi feito, o alerta foi dado, as consequências foram compartilhadas, mas o homem não foi capaz de obedecer e agir como Nabal, rejeitando o pedido e, portanto, se rebelando contra Deus. O resultado não foi diferente. O homem recebeu a ira de Deus, e como consequência de sua escolha a morte física e espiritual de toda a sua descendência.

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A participação de Abigail na história do conflito de sua casa é fundamental. Mesmo não sendo a causadora do conflito ela se coloca no meio dele para resolvê-lo, para vencê-lo. Ela se arrisca, se doa. Com graça e humilhação entrega a oferta que apazigua a ira do rei Davi. Sua ação pontual e intencional faz parar a morte que desce em direção de sua casa. Poderíamos dizer que Abigail foi uma vencedora de conflitos. Sim poderíamos, mas diante do conflito de condenação eterna do homem por parte de Deus precisaríamos de uma solução a altura, ou melhor, de uma pessoa. A história de Abigail nos aponta a atitude e a pessoa de Jesus. Poderíamos dizer que ela representa em sua história a pessoa do Cristo e o que Ele faria.

De um lado o homem e sua sentença de morte acumulando ira contra si mesmo (Rm 2.5), aguardando o dia do juízo. Do outro Deus, aguardando o dia e a hora para julgar a humanidade e a entregar o resultado de sua escolha no Édem (At 17.31).

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mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá".

(Gênesis 2.17)

O homem não poderia resolver esse problema tendo sido ele o próprio causador.

Assim como Nabal, o homem precisava de um salvador, alguém que intervisse e parasse a mão de destruição que descia em sua direção. Alguém com a oferta nas mãos para pagar o preço exigido pelo Rei de forma humilde e graciosa conflito nascendo em nosso mundo, se fez como um de nós com o fim de intervir intencionalmente na condenação que nos aguardava por tamanha tolice. Como Abigail, Jesus em humilhação assumiu nossa culpa e

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pagou a oferta de obediência negada pelo homem no Édem, e a fez doando a si próprio em uma cruz.

Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não

considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo

encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! (Filipenses 2.5-8)

O rei Davi foi parado por Abigail. A paz tomou o lugar da ira e após sua oferta pode a mulher então voltar para casa com a vitória sobre o conflito em suas mãos. Assim, mediante o

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pôde novamente voltar para o Pai e assumir seu trono de glória e majestade.

Jesus é o maior vencedor de conflitos!

Perguntas para reflexão:

A. Estou convencido de que a separação de Deus pelo pecado é o maior conflito que o homem pode experimentar?

B. Como Abigail venceu o conflito gerado por Nabal, estou ciente que só Jesus pode vencer o conflito da condenação eterna?

C. Diante dos conflitos tenho fitado meus olhos no problema e destruição que se aproxima ou em Jesus, o maior vencedor de conflitos?

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CONCLUSÃO

Pode ser que até a leitura desse livro, você não tenha se deparado com tal conhecimento de Jesus e sua vitória sobre o maior conflito de todos, a condenação e morte eterna do homem pelo pecado. Pela fé creio que não foi por acaso que chegou até o final desta obra, mas foi uma provisão de Deus para que conhecesse ou se lembrasse do que Cristo fez na cruz por amor a sua vida.

Agora conhecedor da história de Jesus, você tem um ponto de referência, um lugar diferente do conflito para apontar seus olhos, preocupações e emoções. Pode achar um estado de controle quando firmar sua fé em Jesus e sua obra por meio da oração e confiança.

Os ensinamentos contidos nesta obra poderão lhe ajudar como um norte diante das confusões e desvios causados pelos conflitos de

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sua existência, lhe concedendo um pouco mais de conhecimento e por isso certo amadurecimento para se portar em meio às guerras. De certa forma todos os capítulos deste livro podem ser usados em direção a Cristo e sua pessoa, pois “é tudo sobre Jesus”.

Ao considerar o fato, considere a pessoa de Cristo. Quando tomar uma atitude, seja a oração sua primeira ação. A solução que pode estar próxima, certamente a encontrará pela proximidade de Jesus. Não procurar as pessoas erradas é não começar procurando outro que não Cristo. Não buscar culpados é lembrar daquele que já se fez culpado por você e pelos outros. E ser humilde é ter a mesma atitude de Cristo em seus relacionamentos, e reconhecer que precisa de sua ajuda e salvação.

Se você olhar para Cristo, mais que para os conflitos, verá sua paz reinando em seu coração e sua mente.

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E a paz de Deus, que excede todo o

entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus. (Filipenses 4.7)

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