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TOME UMA ATITUDE

No documento CONFLITOS COMO VENCÊ-LOS? (páginas 26-34)

Imediatamente, Abigaiu pegou...

(1Sm 25.18a)

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Após alguns anos de casamento, e agora já com nosso primeiro filho o Filipe, Tyson começou a nos trazer transtorno por sua personalidade forte e seu jeito descontrolado de ser. Como já relatei no capítulo anterior, o animal entrou em um processo de rebeldia, e não mais obedecia a nenhuma ordem. A principal loucura dele foi comer toda a fórmica de acabamento dos pés das cadeiras da cozinha, o bicho mais parecia um pica-pau do que um cão.

Não tendo conhecimento de profissionais na área da psicologia especializada em cães, ou de quem o exorcizasse, o jeito foi bolar um plano para nos livrar do pequeno Tyson. Só para constar esse plano não incluía homicídio, apenas doação. Após um longo tempo e várias tentativas frustradas encontramos um novo dono com disposição de cuidar de um poodle. Soube depois de alguns anos que Tyson veio a falecer.

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Não deixe passar muito tempo

Relato essa minha comum, porém turbulenta história domestica para dela tirar algumas lições.

Lembro-me que mesmo depois de já termos decidido nos desfazer do Tyson, levei bastante tempo para colocar em ação nosso plano (mesmo sob as broncas de Adriana que já não mais aguentava sua rebeldia e descontrole).

Eu o mantive ainda por um longo tempo e aguentei por meses seu comportamento explosivo e a marca de destruição deixada por toda a casa.

Desfazer-nos do Tyson foi inevitável, assim como comprar um jogo de cadeiras novas para a cozinha.

Hoje fico pensando quanto tempo demorei em resolver a situação. Que se eu tivesse agido logo, as cadeiras ainda me serviriam e não teria tido os gastos com novos móveis para a casa.

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Quando temos a informação da existência de um conflito precisamos ir além da consideração, precisamos ter atitude. Precisamos ser práticos e imediatos para estancar o crescimento do conflito, pois quanto mais demorarmos em tomar uma iniciativa, maior será a destruição ao fim do processo.

Assim que ficou sabendo do conflito, Abigaiu não perdeu tempo, mas agiu

“imediatamente” (vs.18). Essa mulher nos mostra que não podemos descansar diante de um conflito. Não podemos correr o risco da destruição simplesmente esperando que o conflito se resolva sozinho.

Constantemente ouvimos pessoas atribuírem ao tempo à solução de seus conflitos e problemas. Dizem alguns que: “O tempo cura tudo”. Se essa fosse uma verdade absoluta não seriam necessários médicos, terapeutas, bombeiros ou até mesmo biólogos, apenas aguardaríamos um bom tempo e ficaríamos

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curados. Estando no meio de um grande incêndio nos bastaria aguardar um tempo e o fogo sumiria sem a necessidade de bombeiros e mangueiras de água.

O tempo na verdade não cura, ele nos acostuma com a realidade que vivemos. O tempo não cura uma enfermidade ou uma ferida, ele nos ajuda na adaptação de convivência com elas, mas as feridas ainda estão ali, sob a pele, assim como os tremores continuam existindo sob a superfície da terra aguardando um estímulo para se manifestarem. Estão apenas adormecidos e podem também a qualquer momento se deslocar criando um grande tremor em algum outro lugar.

Você não pode se acostumar com o conflito, se adaptar como um camaleão para garantir sua sobrevivência. Você pode se adaptar com a passagem de um furacão, mas jamais será capaz de se acomodar dentro dele. É impossível.

Assim como no olho de um furacão, quando o conflito se formar e mostrar sua destruição você não encontrará formas de controlá-lo e amargará

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a dor de saber que poderia ter feito alguma coisa, e não fez, ou deixou passar tempo de mais.

Seja enérgico

Sempre que Tyson aprontava as suas, Adriana logo me olhava com aquele olhar de cobrança, um olhar que dizia aguardar uma reação à altura do acontecido.

Por vezes acatamos a ideia de que é preciso fazer algo em relação ao conflito que enfrentamos, mas não o fazemos de forma enérgica, focada e decidida. Tomamos uma atitude, mas ela está aquém da real necessidade de ação. É como colocar baldes dentro de casa em dias de chuva para aparar as goteiras do telhado ao invés de trocar as telhas. Nem todas as atitudes tomadas vão de fato colaborar para resolver o conflito ou impedir que sua destruição nos alcance.

Imagine que você está diante de um alarme de terremoto! Já se pode ouvir o barulho

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dos fortes ventos que anunciam sua chegada. As árvores se dobram sob a influência das rajadas.

As telhas já começam a dar sinais que não poderão mais ser impedidas de voar pelos pregos que com dificuldade as prendem na estrutura de madeira do telhado. O que fazer em um momento como esse? Fechar as janelas e as cortinas? Se certificar de que todas as portas estão fechadas e de que todas as roupas já foram retiradas do varal? Não! Embora sejam ações de segurança, não estão à altura do conflito anunciado, e por mais que as pratique aguardando a chegada do terremoto, é certo que você será arrancado do solo enquanto assiste a destruição de sua residência. O que você deve de fato fazer é sair de dentro de casa e procurar um abrigo seguro. Essa é a orientação das momentâneas, mas pratique atitudes que

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possam realmente o ajudar na solução de seu conflito e evitar o impacto da destruição.

Perguntas para reflexão:

A. Em uma escala de um a dez, qual nota daria a si mesmo no quesito “tomadas enérgicas de atitude”?

B. Qual tem sido a qualidade de suas ações diante de um problema?

C. Tem alguma atitude que você precisa tomar ainda hoje para impedir um grande impacto de destruição?

| 34 CAPÍTULO 3

A SOLUÇÃO PODE ESTAR

No documento CONFLITOS COMO VENCÊ-LOS? (páginas 26-34)

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