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CONFLITOS
COMO VENCÊ-LOS?
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CONFLITOS
COMO VENCÊ-LOS E-book – 2016
Autor:
Sandro Soares
Website do autor:
https://www.novavidasc.org/
Redes Sociais:
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https://www.youtube.com/c/sandrosoaresoficial/
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SUMÁRIO
Agradecimentos...06 Prefácio...09 Introdução...11
Capítulo 1
Considere o Fato...16
Capítulo 2
Tome uma Atitude...26
Capítulo 3
A Solução Pode estar Próxima...34
Capítulo 4
Não Procure Pessoas Erradas...44 Capítulo 5
Não Busque Culpados...51
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Capítulo 6
O Segredo da Humildade...59
Capítulo 7
O Vencedor de Conflitos...70 Conclusão...80 Sobre o Autor...83
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AGRADECIMENTOS
Em minha primeira obra literária não poderia deixar de agradecer aqueles que tornaram possível esta realização, pois este livro não é fruto de oração, pesquisa e alguns meses de escrita apenas, mas de toda uma história de vida compartilhada.
À minha esposa Adriana Soares, mulher incansável, minha ajudadora, que em tudo caminha a meu lado sempre acreditando no ministério que Deus nos concedeu e em sua provisão nos momentos mais difíceis que enfrentamos.
À minha mãe e pastora Sandra, mulher guerreira, por confiar e repartir comigo a caminhada pastoral colaborando para meu crescimento e aprendizado, e ao meu irmão mais novo Carlos Eduardo por me motivar a começar a
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escrever e compartilhar minhas experiências e conhecimento.
Ao meu sogro e bispo Ademir Batista e sua esposa Maria José, intercessores e apoiadores, pelos conselhos e suporte no ministério e na família de forma intencional e contundente.
À minha Comunidade de Fé em Santa Catarina, por me permitir pastorear e ensinar a Palavra de Deus, por confiar a parceria da caminhada como discípulos de Jesus mesmo em tempos difíceis e ao meu saudoso pai, homem lendário, por me ensinar em palavras e exemplo de vida a ter garra e paixão pelo Reino de Deus e pela Igreja de Cristo.
Ao todo poderoso Deus por Seu amor, bondade e fidelidade em minha vida, evidenciando-os de forma escandalosa, entregando Seu único Filho como sacrifício e pagamento por minha liberdade. Ao Espírito Santo de Deus por me conduzir até aqui, não me deixando um segundo sequer, pelos gritos e
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apelos que me fazem voltar ao caminho quando me descuido.
E a Jesus Cristo, Autor e Consumador da minha fé, por ser o primeiro a acreditar que seria capaz um pecador como eu ser regenerado. A Ele toda a minha adoração, pois quando eu estava perdido me encontrou, quando morto me reviveu, quando escravo me comprou, quando condenado me salvou. Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Esta obra é sobre Ele. Meu ministério é sobre Ele. A Igreja, o Reino e as Escrituras são sobre Ele.
É tudo sobre Jesus!
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PREFÁCIO
É um privilégio apresentar o primeiro trabalho escrito do meu genro e pastor Sandro Soares. O assunto aqui tratado é de considerável importância, pois, quem não vive hoje um conflito, um dia certamente viverá. E como desfazê-lo? De uma maneira simples, porém objetiva, Sandro Soares traz exemplos de sua própria vida doméstica e, isto, abre os nossos olhos para que enxerguemos os conflitos ainda pequenos, porque se não enfrentados, desencadearão em outros, e o estrago se tornará ainda maior.
Do exemplo familiar, ele passa ao exemplo das Escrituras Sagradas, onde vemos uma mulher tomar uma atitude; com humildade e com destreza, se colocando diante da causa para desfazer o conflito criado.
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Aprendemos que a atitude com humildade será sempre um fator decisivo para resolver situações conflitantes.
Daí o autor nos direciona para o maior de todos os conflitos que a humanidade precisa enfrentar, que é o da condenação eterna, mostrando que um caminho já foi providenciado para nos livrar e parar a ira de Deus, além de nos ajudar na constante luta entre a vontade de nossa carne e a de Deus.
Tenha uma boa leitura e que Deus o abençoe abundantemente.
Ademir Batista
Bispo do Conselho das Igrejas de Nova Vida do Brasil
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INTRODUÇÃO
Quem um dia já experimentou estar no meio de uma zona de guerra? Talvez você já tenha experimentado. Mas de que guerra estamos falando? O que prefigura uma guerra ou um conflito? Será que somente uma cena literal de troca de tiros entre policiais e traficantes, ou de soldados das forças armadas contra terroristas? Acho que concordará comigo quando digo que a palavra “conflito” nos remete a muitos outros lugares ou ocasiões que bem a representam.
A palavra conflito vem do latim “conflictu”, que significa choque, embate das pessoas que lutam; profunda falta de entendimento entre duas ou mais partes; discussão; oposição;
momento crítico; etc.
Constantemente nos encontramos no meio de um grande conflito na família. É possível que o
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mesmo aconteça na saúde, nos relacionamentos ou profissão. Há outros grandes e talvez maiores conflitos dos dias atuais, os da área financeira e principalmente no interior da alma humana, onde a razão se opõe aos sentimentos. Conflitos emocionais que desencadeiam outras tantas doenças, ocasionando dores, enfermidades físicas e até mesmo a morte.
Os conflitos são eminentes. Quem pode evitá-los? Não há como impedi-los. Eles simplesmente surgem sem nos pedir autorização.
Sem nos perguntar se o queremos. Como um furacão ou um terremoto eles se formam e caminham em nossa direção com seu grande poder de destruição. Como pará-los se muitas vezes nós nem mesmo conhecemos sua natureza? E se já conhecemos a causa como agir para impedir seus efeitos?
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O objetivo desta obra é ser uma ferramenta de orientação bíblica para os dias difíceis de conflito e guerra em sua vida. Não tenho nenhuma excelência pessoal a lhe oferecer, mas desejo que a cada história e texto bíblico você encontre graça para vencer seus maiores desafios.
Sandro Soares
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Certo homem de Maom, que tinha seus bens na cidade de Carmelo, era muito rico. Possuía mil cabras e três mil ovelhas, as quais estavam sendo tosquiadas em Carmelo. Seu nome era Nabal e o nome de sua mulher era Abigail, mulher inteligente e bonita; mas seu marido, descendente de Calebe, era rude e mau.
No deserto, Davi ficou sabendo que Nabal estava tosquiando as ovelhas. Por isso, enviou dez rapazes e lhes disse: "Levem minha mensagem a Nabal, em Carmelo, e o cumprimentem em meu nome. Digam-lhe: ‘Longa vida para o senhor!
Muita paz para o senhor e sua família! E muita prosperidade para tudo que é teu! Sei que estás tosquiando tuas ovelhas. Quando os teus pastores estavam conosco, nós não os maltratamos, e durante todo o tempo em que estiveram em Carmelo não se perdeu nada que fosse deles. Pergunte a eles, e eles lhe dirão. Por isso, seja favorável, pois estamos vindo em época de festa. Por favor, dá a nós teus servos e a teu filho Davi o que puderes’ ". Os rapazes foram e deram a Nabal essa mensagem, em nome de
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Davi. E ficaram esperando. Nabal respondeu então aos servos de Davi: "Quem é Davi? Quem é esse filho de Jessé? Hoje em dia, muitos servos estão fugindo de seus senhores. Por que deveria eu pegar meu pão e minha água, e a carne do gado que abati para meus tosquiadores, e dá-los a homens que vêm não se sabe de onde? " Então, os mensageiros de Davi voltaram, e ao chegarem, relataram a ele cada uma dessas palavras. Davi ordenou a seus homens: "Ponham suas espadas na cintura! " Assim eles fizeram e também Davi.
Cerca de quatrocentos homens acompanharam Davi, enquanto duzentos permaneceram com a bagagem. Um dos servos disse a Abigail, mulher de Nabal: "Do deserto, Davi enviou mensageiros para saudar o nosso senhor, mas ele os insultou.
Agora, leve isso em consideração e veja o que a senhora pode fazer, pois a destruição paira sobre o nosso senhor e sobre toda a sua família.
1 Samuel 25.2-14;17
| 16 CAPÍTULO 1
CONSIDERE O FATO
Agora, leve isso em consideração e veja o que a senhora pode fazer, pois a destruição paira sobre
o nosso senhor e sobre toda a sua família.
(1Sm 25.17a)
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Na natureza há animais de muitas espécies. Eles se diferenciam entre si por suas formas, cores e tamanho. Nós também os classificamos em suas diferenças e todo nosso comportamento diante deles é influenciado pelas formas que cada animal preserva principalmente em sua aparência.
Uma experiência
No início de meu casamento com Adriana, em maio de 1995, como não tínhamos filhos nós resolvemos ter algum animal doméstico, e decidimos que seria um cão e não um gato (isso porque não confio em gatos), o que nos fez acabar adquiririndo dois cães quase de uma só vez. Eles eram totalmente diferentes em seus estilos, tamanhos e formas. O primeiro a chegar a nossa casa foi o Tyson, um poodle que compramos por pura empolgação e encanto ao visitar o canil e nos deparar com um lindo filhote peludo e de cor caramelo. Tempos depois ganhamos o Mike, um pastor belga, um animal imponente, grande e negro, além do grande
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focinho molhado. Lembro-me como cuidávamos deles. Dávamos o alimento, moradia, carinho e banho. Mas o notável, eram as expectativas que tínhamos em cada um deles.
O pequeno Tyson vivia solto dentro de casa e dele não esperávamos mais do que seu pequeno rabo operado balançando deficientemente de felicidade quando chegávamos, e logo que se aproximasse nos debruçávamos para pegá-lo no colo, pois, tão pequeno em sua forma e de pernas tão curtas não poderia alcançar nossos braços nem mesmo com seu maior salto. Mesmo que Tyson conseguisse tal proeza, logo esperávamos para pegá-lo no ar sem medo de sermos feridos, pois seu tamanho somado ao peso e velocidade do salto não nos ocasionaria um grande impacto.
Com o Mike as coisas não eram bem assim.
Sua forma e seu jeito nos impulsionava a tratá-lo de forma diferente. Ele não ocupava o interior da casa como o Tyson, mas o quintal. Solto também não ficava, mas preso em uma corrente de aço
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confiável lá no canto da área de serviço onde poucas vezes passávamos. À noite sempre o soltávamos para que tivesse um pouco de liberdade, exercitasse sua musculatura, e claro, impusesse medo em alguém com intenções de pular o muro. Assim como com o Tyson, nós também brincávamos com ele, porém não com a mesma intensidade. As expectativas na brincadeira também eram totalmente diferentes da de seu companheiro pequenino. Quando ele vinha em nossa direção não tínhamos dúvida que um salto seu poderia facilmente nos lançar ao chão pelo grande impacto, e quem sabe, sofrermos um arranhão ou até mesmo experimentarmos alguns ossos quebrados.
Ao passar dos anos nos desfizemos dos cães, mas além das brincadeiras e bons momentos, guardo outra lembrança, a que o grande Mike em seu tamanho e aparência temida não nos deixou prejuízos físicos nem materiais, já o pequeno Tyson enquanto esteve conosco comeu os pés de todas as cadeiras da cozinha, forro do sofá, e vários chinelos.
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Conto essa história pessoal para exemplificar que assim como fui influenciado pela forma e tamanho de cada cão, definindo minha expectativa a respeito dos danos que poderiam me causar, e moldando minhas ações para com eles, assim podemos ser influenciados pelas formas que os conflitos se apresentam.
Conflitos começam pequenos
Todo grande conflito um dia foi pequeno em seu tamanho e fraco em seu poder de impacto. Um grande exemplo são os terremotos.
Eles nascem de pequenos e passageiros tremores ocorridos na surpeficie da terra. Essas pequenas alterações podem produzir grandes catástrofes capazes de dizimar toda uma civilização. Para impedir tal destruição o homem desenvolveu ao longo dos anos aparelhos com o poder de detectar esses tremores e assim classificá-los por sua intensidade através de uma escala de um a dez (Escala Richter).
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Uma vez tendo sido identificado o pequeno tremor, todo um grupo de profissionais entra em acompanhamento e estado alerta, pois mesmo pequeno agora ele poderá se apresentar como um grande terremoto e causar muita destruição.
Os conflitos que enfrentamos em muito se parecem com esses pequenos tremores no centro da terra. Eles começam diferente de como se apresentam, não começam grandes, mas pequenos. Uma pequena palavra dita na hora errada, um pequeno gesto mal interpretado ou a ausência de uma simples atitude esperada. Por isso sempre que detectado tal tremor ou mal estar, é preciso entrar logo em estado de alerta.
Não ignore o conflito por sua aparência, pois ele em seu início pode não mostrar todo seu poder de destruição.
Quando olhamos para a história de Abigail e seu marido Nabal, observamos que no meio do conflito existia outro personagem, um empregado da família não nomeado pela Bíblia,
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porém fundamental para que a história terminasse diferente. Esse homem funcionou como um sensor de terremotos, uma boia detectora de tremores como as que estão espalhadas pelos oceanos aguardando uma irregularidade para soar o alarme.
O empregado de Nabal assim que soube do conflito que se aproximava com grande poder de destruição, não exitou em levar a informação à sua senhora Abigail. Após encontrá-la e participá- la do evento entre seu patrão e Davi, ele a fez um pedido, o de que “leva-se em consideração” o que lhe acabara de informar e visse “o que poderia fazer” para impedir a eminente desgraça que descia à sua casa (vs.17).
Não pense que não tem nada a ver com você
Quando somos informados que um tremor foi detectado em um continente diferente do nosso, ou cidade que não seja próxima a nossa, é comum não darmos muita importância, pois não
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moramos por lá, não temos negócios na região, nossa família não está correndo riscos, então porque se preocupar. Seria uma besteira nos importarmos com tremores e conflitos que parecem não ter nada a ver conosco? Não, não seria!
Muitos de nossos conflitos poderiam ser evitados ou enfraquecidos em seu poder de destruição se não o ignorássemos dizendo que:
“ele nada tem a ver comigo”. Afinal não fomos nós que criamos esse tremor, quem o criou ou quem se sente ameaçado por ele que tome uma iniciativa, e acabamos por assistir de camarote a destruição que se aproxima.
Vamos olhar com atenção qual foi à reação de Abigail diante da informação de destruição entregue por seu empregado. Assim que tomou ciência do problema ela não parou para refletir se isso tinha a ver com ela ou não. Não fez cálculos para saber se o tremor ocasionado por seu “tolo” e “insensato” marido Nabal (significado de seu nome) a atingiria
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contundentemente. Diz o texto que logo após o conselho do empregado de seu marido, o de fazer alguma coisa, ela fez imediatamente (vs.18).
Muitos conflitos em sua vida podem ser evitados se você os considerar já em seu início como um pequeno tremor com grande potencial para se tornar um destruidor terremoto. Não se deixe levar pela aparência como eu fiz com o Tyson, e por minha displicência tive muitos prejuízos financeiros. Considere a realidade, a de que um conflito foi iniciado e o dê a importância devida, mesmo não tendo sido você o causador do tremor, do mal estar, nem se descuide em achar que o tremor não lhe atingirá, e se atingir, será como pegar um poodle no ar. Você pode se surpreender com o impacto que receberá e poderá ser tarde demais.
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Perguntas para reflexão:
A. Diante do conhecimento de um conflito eminente eu tenho considerado sua existência e me colocado em alerta constante?
B. Tenho feito algo logo de início mesmo quando o conflito ainda se parece pequeno e inofensivo?
C. Ando procurando me esquivar dos conflitos que não tem nada a ver comigo?
| 26 CAPÍTULO 2
TOME UMA ATITUDE
Imediatamente, Abigaiu pegou...
(1Sm 25.18a)
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Após alguns anos de casamento, e agora já com nosso primeiro filho o Filipe, Tyson começou a nos trazer transtorno por sua personalidade forte e seu jeito descontrolado de ser. Como já relatei no capítulo anterior, o animal entrou em um processo de rebeldia, e não mais obedecia a nenhuma ordem. A principal loucura dele foi comer toda a fórmica de acabamento dos pés das cadeiras da cozinha, o bicho mais parecia um pica-pau do que um cão.
Não tendo conhecimento de profissionais na área da psicologia especializada em cães, ou de quem o exorcizasse, o jeito foi bolar um plano para nos livrar do pequeno Tyson. Só para constar esse plano não incluía homicídio, apenas doação. Após um longo tempo e várias tentativas frustradas encontramos um novo dono com disposição de cuidar de um poodle. Soube depois de alguns anos que Tyson veio a falecer.
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Não deixe passar muito tempo
Relato essa minha comum, porém turbulenta história domestica para dela tirar algumas lições.
Lembro-me que mesmo depois de já termos decidido nos desfazer do Tyson, levei bastante tempo para colocar em ação nosso plano (mesmo sob as broncas de Adriana que já não mais aguentava sua rebeldia e descontrole).
Eu o mantive ainda por um longo tempo e aguentei por meses seu comportamento explosivo e a marca de destruição deixada por toda a casa.
Desfazer-nos do Tyson foi inevitável, assim como comprar um jogo de cadeiras novas para a cozinha.
Hoje fico pensando quanto tempo demorei em resolver a situação. Que se eu tivesse agido logo, as cadeiras ainda me serviriam e não teria tido os gastos com novos móveis para a casa.
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Quando temos a informação da existência de um conflito precisamos ir além da consideração, precisamos ter atitude. Precisamos ser práticos e imediatos para estancar o crescimento do conflito, pois quanto mais demorarmos em tomar uma iniciativa, maior será a destruição ao fim do processo.
Assim que ficou sabendo do conflito, Abigaiu não perdeu tempo, mas agiu
“imediatamente” (vs.18). Essa mulher nos mostra que não podemos descansar diante de um conflito. Não podemos correr o risco da destruição simplesmente esperando que o conflito se resolva sozinho.
Constantemente ouvimos pessoas atribuírem ao tempo à solução de seus conflitos e problemas. Dizem alguns que: “O tempo cura tudo”. Se essa fosse uma verdade absoluta não seriam necessários médicos, terapeutas, bombeiros ou até mesmo biólogos, apenas aguardaríamos um bom tempo e ficaríamos
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curados. Estando no meio de um grande incêndio nos bastaria aguardar um tempo e o fogo sumiria sem a necessidade de bombeiros e mangueiras de água.
O tempo na verdade não cura, ele nos acostuma com a realidade que vivemos. O tempo não cura uma enfermidade ou uma ferida, ele nos ajuda na adaptação de convivência com elas, mas as feridas ainda estão ali, sob a pele, assim como os tremores continuam existindo sob a superfície da terra aguardando um estímulo para se manifestarem. Estão apenas adormecidos e podem também a qualquer momento se deslocar criando um grande tremor em algum outro lugar.
Você não pode se acostumar com o conflito, se adaptar como um camaleão para garantir sua sobrevivência. Você pode se adaptar com a passagem de um furacão, mas jamais será capaz de se acomodar dentro dele. É impossível.
Assim como no olho de um furacão, quando o conflito se formar e mostrar sua destruição você não encontrará formas de controlá-lo e amargará
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a dor de saber que poderia ter feito alguma coisa, e não fez, ou deixou passar tempo de mais.
Seja enérgico
Sempre que Tyson aprontava as suas, Adriana logo me olhava com aquele olhar de cobrança, um olhar que dizia aguardar uma reação à altura do acontecido.
Por vezes acatamos a ideia de que é preciso fazer algo em relação ao conflito que enfrentamos, mas não o fazemos de forma enérgica, focada e decidida. Tomamos uma atitude, mas ela está aquém da real necessidade de ação. É como colocar baldes dentro de casa em dias de chuva para aparar as goteiras do telhado ao invés de trocar as telhas. Nem todas as atitudes tomadas vão de fato colaborar para resolver o conflito ou impedir que sua destruição nos alcance.
Imagine que você está diante de um alarme de terremoto! Já se pode ouvir o barulho
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dos fortes ventos que anunciam sua chegada. As árvores se dobram sob a influência das rajadas.
As telhas já começam a dar sinais que não poderão mais ser impedidas de voar pelos pregos que com dificuldade as prendem na estrutura de madeira do telhado. O que fazer em um momento como esse? Fechar as janelas e as cortinas? Se certificar de que todas as portas estão fechadas e de que todas as roupas já foram retiradas do varal? Não! Embora sejam ações de segurança, não estão à altura do conflito anunciado, e por mais que as pratique aguardando a chegada do terremoto, é certo que você será arrancado do solo enquanto assiste a destruição de sua residência. O que você deve de fato fazer é sair de dentro de casa e procurar um abrigo seguro. Essa é a orientação das organizações especializadas em terremotos.
Qual é o conflito que está enfrentando?
Você precisa ser específico em relação à ação necessária e enérgico para colocá-la em prática.
Não perca tempo com paliativos ou soluções momentâneas, mas pratique atitudes que
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possam realmente o ajudar na solução de seu conflito e evitar o impacto da destruição.
Perguntas para reflexão:
A. Em uma escala de um a dez, qual nota daria a si mesmo no quesito “tomadas enérgicas de atitude”?
B. Qual tem sido a qualidade de suas ações diante de um problema?
C. Tem alguma atitude que você precisa tomar ainda hoje para impedir um grande impacto de destruição?
| 34 CAPÍTULO 3
A SOLUÇÃO PODE ESTAR PROXIMA
Abigail pegou duzentos pães, duas vasilhas de couro cheias de vinho, cinco ovelhas preparadas,
cinco medidas de grãos torrados, cem bolos de uvas passas e duzentos bolos de figos prensados,
e os carregou em jumentos.
(1Sm 25.18b)
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Há alguns anos atrás, logo após a perda de meu pai por um infarto, fui acometido de algumas dores em meu braço esquerdo e fiquei muito preocupado, pois diz os médicos ser esse um possível sintoma de alerta de que algo no coração pode estar errado.
Após procurar um cardiologista e me submeter a uma simples e rápida aferição da pressão, foi percebido uma alarmante alteração do que seriam os números normais de minha pressão arterial. Sem saber até então o motivo, o médico iniciou um processo de perguntas como passos para chegar à causa de tal anormalidade.
A princípio não sabíamos o motivo, mas depois de algumas perguntas como: “você é fumante?”,
“já sentiu isso outras vezes?”, entre outras que não nos trouxeram respostas o médico foi assertivo ao me perguntar: “aconteceu algo recentemente que pode ter lhe deixado nervoso, ansioso ou stressado?”. Aí estava a resposta!
Então lhe falei do recente falecimento de meu pai e como isso afetou a todos. Diante dos
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exames e da conversa fui diagnosticado com
“stress pós-traumático”.
Com o diagnóstico do que haveria causado esse conflito em meu físico e em minha alma, precisávamos agora partir para a solução. Foi então que fui submetido a uma rigorosa dieta, indicado a prática de exercícios físicos além de medicamentos controlados.
Quando enfrentamos dias de perplexidade por motivo de conflitos que chegam sem avisar, sem marcar hora nem dia, ficamos refém de duas perguntas: “qual o motivo, e qual a solução”.
Enquanto não temos respostas para essas questões não encontramos paz, tão pouco segurança para vencer a batalha. Porque se não sabemos o porquê da guerra, como podemos combatê-la? Que armas podemos usar com eficácia?
Mas, e quando nós já sabemos o motivo do conflito? Ainda podemos estar debruçados sobre a seguinte indagação: “onde está a solução?”. E
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assim como sofremos e andamos inquietos por não saber a causa do problema, podemos também desanimar ou desistir de lutar mesmo que já saibamos a causa do conflito.
É provável que você esteja agora passando por um grande conflito e não saiba ainda sua natureza ou motivo e por isso está lendo esse livro. Talvez você seja aquela pessoa que chegou nesse terceiro capítulo com o diagnóstico de sua guerra, mas não tem ideia de como vai vencê-la e se pergunta onde está a solução. A boa notícia é que a solução pode estar mais perto do que você imagina.
Diagnosticando a causa
A natureza de um conflito pode ser conhecida na maioria dos casos. Sim, há casos que não conseguimos encontrar respostas ou lógica que o explique. Caso seja esse seu maior problema, a falta de informação sobre como o conflito começou, podemos seguir alguns passos em busca de respostas.
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Vamos usar da dinâmica de meu cardiologista. Vamos seguir uma estrada, ou melhor, subir alguns degraus com a intenção de encontramos respostas.
Em primeiro lugar comece fazendo perguntas a si mesmo. Dialogue com suas ações recentes, encontros e tarefas que se relacionam com o problema ou com a pessoa que está em conflito. Isso fará com que você comece do começo, o colocando como um réu em potencial.
Segundo, vá as questões externas, algo que tenha partido de alguém próximo a você, quem sabe um amigo, um parente ou até mesmo um mal entendido. Faça perguntas a pessoas próximas ou envolvidas no conflito, mostre-se interessado em ser urgente no diagnóstico para que possa encontrar o remédio correto. Pessoas próximas poderão lhe dar informações precisas da causa do conflito.
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Assim aconteceu com Abigail. Ela não participou da natureza do conflito. Não estava presente quando seu tolo marido desencadeou um grande problema através de sua insensatez e, portanto quando Davi chegasse e matasse todos os homens, ela ficaria sem saber o porquê de tudo que estava acontecendo. Ela somente tomou conhecimento da causa por meio de uma preciosa informação de um de seus empregados:
Um dos servos disse a Abigail, mulher de Nabal:
"Do deserto, Davi enviou mensageiros para saudar o nosso senhor, mas ele os insultou”
(vs.14).
Onde está a solução?
Agora estamos diante de uma mulher aparentemente frágil e sem meios de solucionar o problema. Abigail é apenas uma mulher, e as mulheres daquela época não tinham poder de influência ou decisão, ao contrário, eram totalmente dependentes de seus maridos ou de seus senhores. O que poderia fazer Abigail?
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Como e onde encontraria solução para seu conflito?
Abigail já nos ensinou que não podemos deixar que o tempo esfrie nossas ações, nem que elas sejam inferiores às esperadas para a solução.
Mas e se o esperado ou necessário para cessar o conflito não estiver ao nosso alcance? E caso esteja, como identificá-lo? Essas são perguntas muito importantes, pois as fazemos constantemente. Duvidas e sentimentos de impotência fazem parte da existência de todo homem, momentos que nos sentimos os mais fracos da face da terra.
Duas coisas nos chamam a atenção na atitude tomada por Abigail para solucionar o conflito logo após conhecer sua natureza.
A primeira foi que diante da informação de seu empregado de que a causa do conflito entre Davi e sua casa era pelo destrato de uma doação voluntária de alimento para o sustento de alguns homens (vs.11;14), ela não perdeu tempo
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querendo obter as informações irrelevantes como os tipos de alimentos ou quantidade necessária para parar a guerra que se aproximava. Abigail estava mais interessada em tomar uma iniciativa com fé em posse do que tinha, do que perder tempo caçando o que não tinha.
Mostra o versículo dezoito que ela pegou pães, vinho, ovelhas, grãos e trigo nas quantidades que tinha a sua disposição. Não sabemos se ela possuía mais do que pegou, mas podemos deduzir que pela informação dada por seu empregado ela fez um rápido cálculo do que precisava para ir até Davi.
A segunda coisa nos chama a atenção é que a solução estava mais próximo do que se podia esperar. Abigail tinha bem próximo de si à resposta para o problema que enfrentava. Não nos é dito onde e como conseguiu os itens reservados para por no jumento e se dirigir a Davi. Podemos portanto compreender que eles já estavam com ela, bem ali a sua disposição. Não
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foi necessário que ela saísse preocupada ou mesmo desesperada sem saber como iria resolver o problema.
Temos nessa mulher o exemplo que a solução para nossos conflitos podem estar mais perto do que pensamos. Coisas simples, necessárias e suficientes para serem usadas como resposta de nossas guerras.
Conflitos em relacionamentos muitas vezes se iniciam por uma palavra dura, um comportamento inadequado ou até mesmo pela ausência quando se espera companhia e presença. Se já sabemos a causa de um conflito relacional, é bem provável que já tenhamos a arma certa para combatê-lo. Um abraço, um telefonema ou apenas uma companhia esperada seriam coisas simples e eficazes que já estão a sua disposição.
Você pode empregar esse conceito em todas as áreas de sua vida. Pequenas coisas, respostas simples que já estão diante de você
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apenas aguardando serem usadas com energia e urgência. Deus pode lhe dar a inteligência e sabedoria dessa mulher para do pouco a sua volta tirar grandes e poderosas armas de reconciliação e paz.
Perguntas para reflexão:
A. Tenho refletido sobre o motivo do conflito através de perguntas procurando respostas?
B. Estou mais preocupado em conhecer a fundo o problema ou em tentar resolvê-lo?
C. Será que já não tenho as ferramentas necessárias em minhas mãos?
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NÃO PROCURE PESSOAS ERRADAS
E disse a seus servos: "Vocês vão na frente; eu os seguirei". Ela, porém, nada disse a Nabal, seu
marido.
(1Sm 25.19)
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Após Adriana e eu termos nos desfeito do Tyson por meio da adoção, o Mike nosso pastor belga passou a receber toda a nossa atenção.
Agora com nossos olhos mais atentos no grandalhão, começamos a ficar também incomodados com sua moradia conosco.
Nosso filho Filipe já dava seus primeiros passos e Mike com toda sua brutalidade passou a ser um empecilho para a progressão física de nosso filho, pois o risco de tê-los juntos no quintal era muito alto. O Filipe poderia ser atingido por uma patada ou até mesmo mordido sendo drasticamente machucado ao se aproximar demais do Mike. Além de sua brutalidade, o cão possuía a qualidade de sujar todo o quintal com suas fezes durante a noite, e como Adriana e eu trabalhávamos, o tempo para o cuidado do quintal e a higienização do canil já não nos sobrava. Assim como fizemos com o Tyson decidimos também fazer com o Mike e iniciamos as buscas por um novo lar para ele.
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Quase que diariamente compartilhávamos com nossos amigos o conflito que estávamos vivendo com nosso cão na expectativa de que algum deles pudesse nos ajudar o adotando. Por vezes gastamos tempo relatando todo o ocorrido com muitas pessoas até que percebemos que nenhum deles poderia nos ajudar. Precisaríamos procurar alguém com um grande quintal e que gostasse de cães.
Todos nós temos amigos, aquelas pessoas mais próximas que nos conhecem. Nossos pais, irmãos e pessoas mais chegadas que estão sempre dispostos a nos ajudar. E tem também aqueles que mesmo não sabendo o que estamos vivendo, por muitas vezes julgamos capazes de nos ajudar ou até mesmo nos salvar de um problema. Mas seriam todos eles capazes de nos ajudar? Estariam todos dispostos a colaborar com nosso conflito? Teriam eles as ferramentas necessárias para nos orientar?
Anteriormente falamos que não podemos deixar passar muito tempo, pois o conflito
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poderá tomar outra dimensão e se tornar algo mais difícil de resolver. Agora, outro grande empecilho é a perda de tempo levando nosso problema a pessoas erradas. Pessoas que em nada podem nos orientar ou nos conceder ferramentas para uma possível solução. É como pedir a um eletricista que o ajude com suas fortes dores no peito. Por mais que você o informe das fisgadas ele é só um eletricista, e não um cardiologista.
Abigail diante da notícia do conflito tomou uma atitude, fez isso de forma urgente usando material que já estava em suas mãos e observe que ela não vai até seu marido para lhe dizer nada: “Ela, porém, nada disse a Nabal, seu marido”(vs.19). Seria isso uma insubmissão?
Entendemos que não, pois seu marido além de ser o causador do problema e um grande tolo, não estava disposto a resolver o problema.
Abigail é apresentada pela Bíblia como uma mulher inteligente e bonita, já seu marido Nabal, tolo é insensato é o significado de seu
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nome. Não perca seu tempo compartilhando seu problema com qualquer pessoa. Não são todos que tem condições de lhe ajudar e ainda menos estarão dispostos a colaborar com uma solução.
Pessoas inteligentes sabem a quem procurar, a quem ir, e principalmente dirigir-se a Deus em oração em busca de sabedoria e discernimento.
Você jamais terá êxito diante dos conflitos se perder tempo compartilhando-os com pessoas tolas.
Em segundo lugar, ao não voltar a seu marido, Abigail nos ensina que também não vale a pena tentar convencer as partes culpadas com palavras. Ela não perde tempo tentando provar a Nabal que ele era o grande culpado de tudo aquilo. Isso não quer dizer que os culpados não devem ser repreendidos, sim devem. Mas ela está diante da notícia que uma guerra foi iniciada e está descendo a sua casa. Ficaria ela tentando convencer seu marido com discussões de quem foi à culpa ou se preocuparia em encontrar uma solução para apaziguar o conflito e encontrar a
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paz? Isso me lembra da frase que muitas vezes ouvi de meu pai Carlos Alberto: “O que é mais importante, estar certo ou ser feliz?”.
Pessoas estão sendo bombardeadas diariamente por guerras que não começaram, mas ao invés de buscarem solução estão gastando tempo tentando convencer as partes culpadas de seus erros. É Mais sábio vencer uma guerra mesmo não tendo a começado do que ser destruído por ela.
Em terceiro lugar essa mulher nos ensina que o diálogo tem seu lugar. A Bíblia diz que Nabal era “um homem tão mau que ninguém consegue conversar com ele". (vs.18b). De que adiantaria Abigail gastar tempo e palavras com tamanha dureza é tolice? O que fazer então quando as palavras não mais surtem efeito?
Ações práticas é a resposta. Afinal, você quer ter a razão ou quer evitar a destruição?
Famílias inteiras estão sendo destruídas por excesso de diálogo e ausência de ações
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práticas. Não deixe a destruição chegar a sua casa, sua vida profissional ou em sua alma por perda de tempo compartilhando seus conflitos com pessoas tolas. Procure pessoas relevantes como seu pastor, seus pais, um profissional e principalmente vá a Deus em oração pedindo por sabedoria e discernimento. Além disso, não perca mais tempo tentando convencer os culpados com palavras. Tome uma atitude, mas com ações práticas em direção a seu conflito.
Perguntas para reflexão:
A. Tenho perdido tempo compartilhando meus problemas com pessoas que não podem me ajudar ou dar bons conselhos?
B. Estou gastando mais tempo tentando convencer as pessoas de sua culpa ao invés de buscar uma solução?
C. Pode se ver ações práticas de minha parte mais do que inúteis diálogos sobre o problema?
| 51 CAPÍTULO 5
NÃO BUSQUE CULPADOS
Ela caiu a seus pés e disse: "Meu senhor, a culpa é toda minha. Por favor, deixa a tua serva lhe falar;
ouve o que ela tem a dizer.
(1Sm 25.24)
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Eu tenho três filhos de idades diferentes.
Adriana e eu já no início de nossa casamento tivemos o Filipe e sete anos depois Deus nos abençoou com outro menino, o Mateus. Dois meninos ainda deixavam minha esposa com um sentimento de que uma menina nos era necessária, e depois de muitas tentativas e sob a expectativa de surgir outro menino, Deus mais uma vez se mostrou fiel e quatro anos mais tarde nos deu a Manuela, nosso xodó.
Se você tem filhos, digo filhos no plural, sabe como desde pequenos eles expressam sua natureza pecaminosa. Egoísmo, inveja, acusações e outras tantas reações que já fazem parte do DNA humano, algo que não precisa ser ensinado, apenas aguardam um incentivo para se manifestarem. Assim como nossos primeiros pais, Adão e Eva, que logo após terem pecado por desobediência começam a apresentar desvios em seu caráter, o que não se viu até a queda. O primeiro desvio do homem foi o da fuga diante de uma responsabilidade que envolvia a ele e sua esposa. Ao ser cobrado por Deus por
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seu erro, Adão está pronto para jogar a culpa em sua mulher e até mesmo em Deus se for preciso do que reconhecer sua culpa. Essa natureza está presente em todos nós, e é extremamente difícil impedir sua manifestação.
Abigail está diante de um grande conflito que se aproxima de sua casa e como já vimos anteriormente ela age com ações práticas sem tentar convencer seu marido de sua culpa.
Poderia ela voltar e despejar palavras de condenação a seu marido? Poderia! Nós fazemos isso constantemente. Mesmo que Nabal reconhecesse sua culpa, seria isso relevante ou traria mudança no problema se ele estive completamente comprometido em tomar uma ação prática. Caso contrário seria apenas uma transferência de culpados sem qualquer resultado significativo.
Aponta a história bíblica que Abigail não só não se dirigiu a seu marido, mas foi ao encontro de Davi, o que descia para destruir todos os homens da cidade: “Enquanto ela ia montada
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num jumento, encoberta pela montanha, Davi e seus soldados estavam descendo em sua direção, e ela os encontrou” (vs.20). Ela não só vai ao encontro de seu opressor, mas se declara culpada pelo problema (vs.24). É Pelo menos uma reação muito intrigante. A primeira vista nos parece uma grande tolice e uma ação de
covardia.
Agentes do terror
Gostaria que olhasse de forma mais ampla quando falamos sobre destruição. Sei que o exemplo que darei pode ser um tanto forte, mas vamos olhar uma manifestação de violência coletiva muito comum em nosso século, o terrorismo.
Os agentes do terror descem em direção a grupos e estados com o fim de promover a destruição e a morte. Como Davi em direção à casa de Nabal, grupos terroristas planejam e executam grandes planos de destruição em massa. Davi, tem um motivo, o insulto de Nabal e
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por isso decidi destruir todos os homens da cidade (vs.22). Igualmente grupos terroristas dizem ter seus motivos. Alguns declaram ser por motivos religiosos, outros por motivos econômicos, a verdade é que todos vão dizer ter um motivo para executarem seus planos.
A grande questão aqui é o alvo desses ataques. Observe que o alvo de Davi não é Nabal somente, mas todos os homens (vs.22). Os grupos terroristas igualmente não destroem apenas um presidente ou uma economia, eles bombardeiam casas, restaurantes, metros, prédios, etc. É meus amigos, os resultados que temos diante de um atentado destruidor é que muitos civis são atingidos, muitos inocentes recebem as cargas da destruição. Eles não tem culpa alguma da ira iniciada nem dos planos executados, mas são eles os que mais sofrem, os inocentes. Quando queremos realmente resolver um conflito e estamos olhando para além de nós mesmos conseguimos enxergar o tamanho da destruição, perceber onde pode chegar e a quem pode alcançar.
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Abigail não começou o conflito, mas ela era esposa de quem iniciou a guerra, e entre os homens que vão morrer certamente estão alguns de seus parentes e amigos. Entre os homens ameaçados de morte está um amigo, um tio, um avô ou um sobrinho e ela não pode se dar o luxo de perder tempo apontando dedos e é aí que ela se apresenta como a culpada diante da Davi (vs.24). Prostrada aos pés de seu opressor ela pede para que ele ouça o que ela tem a dizer.
As guerras travadas não diferenciam inocentes e culpados, não poupam quem parece não ser culpado e só podem ser paradas pela ação prática de alguém que se coloque no caminho, e se preciso for assumindo a culpa. Mas quem terá essa coragem? Sabemos quão desafiador e difícil é se posicionar de tal maneira, mas parece ser um bom caminho de sucesso diante de nossas guerras. O apóstolo Paulo em sua carta a igreja em Filipos faz um convite a considerarmos as coisas e os interesses dos outros além dos nossos próprios: “Cada um
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cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. (Fp 2.4).
Pessoas amarguradas, relacionamentos destruídos e famílias abaladas podem já estar cansadas de tantas pessoas transferirem a culpa para o outro como um jogo de pique. Alguém precisa entrar no caminho, assumir a culpa se for necessário, e só então tentar ser ouvido. Disso dependem muitos inocentes que mesmo que ainda não saibam, sofrerão quando a destruição chegar.
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Perguntas para reflexão:
A. Tenho andado mais ocupado em resolver o conflito do que em procurar os culpados?
B. Já consegui enxergar de forma ampla os inocentes que sofrerão com esse conflito?
C. Se for necessário estou disposto a assumir a culpa para tentar salvar pessoas da destruição de um conflito?
| 59 CAPÍTULO 6
O SEGREDO DA HUMILDADE
Quando Abigail viu Davi, desceu depressa do jumento e prostrou-se perante Davi, rosto em
terra.
(1Sm 25.23)
Esqueça, eu te suplico, a ofensa de tua serva...
(1Sm 25.28a)
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Quando Adriana e eu compramos nosso primeiro animal doméstico, o Tyson, somente fizemos a compra por uma oportunidade que surgiu. Até a data da então não planejávamos tal coisa e nem mesmo tínhamos conversas sobre adquirirmos um cão para completar a família.
Nós já tínhamos o Filipe, nosso filho mais velho, e ter um animal em casa não estava em nosso planejamento familiar. Lembro-me do dia em que fomos até o canil e escolhemos o menor e mais dócil dos filhotes. Tyson tinha uma linda cor caramelo em seu pelo, era algo muito diferente e belo.
Com o tempo Tyson manteve a cor de seu pelo. O tramando mudou, não muito, pois mesmo crescido ainda tinha um pequeno porte.
Era uma raça pequena de poodle. Já seu comportamento em nada se parecia com aquela doce criatura que nos cativou e nos fez o querer levar para nossa casa. Ele parecia estar fora de controle todo o tempo. Descontrole era seu sobrenome. Quando esperávamos que ficasse calmo lá está ele agitado. Quando o
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convidávamos para um brincadeira ele não nos dava muita atenção. Era realmente muito difícil acompanhar as manifestações descontroladas do Tyson.
Descontrolados
Coisas descontroladas causam medo e muitos danos. Os terremotos e furacões não estão sob nosso controle e domínio, por isso os tememos. Imagine algo simples como um cortador de grama. Agora o imagine totalmente descontrolado. O que seria para aparar somente a grama pode acabar com todo o jardim se não estiver dominado pelo jardineiro. Um cão, um furacão, um cortador de grama e um homem descontrolado, podem causar muitos problemas.
O primeiro livro da Bíblia, Gênesis, no capítulo de número três temos a narrativa do episódio em que o homem sofre uma grande ruptura em seu relacionamento com Deus por causa do pecado. A partir de então outras esferas são profundamente danificadas. Uma dela é o
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relacionamento entre o homem e a natureza. A Bíblia deixa bem clara essa ruptura quando diz que: “maldita é a terra por sua causa; com
sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida” (Gn 3.17).
Além da natureza o homem não encontra mais saúde em seu relacionamento com o seu semelhante nem com sigo mesmo. Por causa do pecado o homem deixa o senhorio de Deus e faz de si mesmo o seu senhor. Uma natureza quedada pelo pecado não pode governar com controle. O descontrole do homem é resultado de um desgoverno saudável.
Não era para ser assim. Deus deu ao homem a missão de controlar e dominar tudo à sua volta. Disse Deus: “Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”
(Gn 1.26). Em sua criação Deus fez o homem capaz de cumprir tal missão, mas com a entrada do pecado no mundo o descontrole e o
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desgoverno passaram a atuar contundentemente na existência humana.
Quando estamos sofrendo ataques, ameaças e anúncios de destruição, somos levamos a intensas reações emocionais. Por vezes perdemos o controle de nossas ações, perdemos o equilíbrio nas palavras e deixamos facilmente à ira, a raiva ou o orgulho serem nossos algozes nos escravizando e ditando nossas reações.
Abigail diante da notícia da destruição que se aproximava poderia escolher que reação ter dentro de uma grande lista de sentimentos que normalmente nos tomam de assalto. Ela poderia ter ficado com muita raiva de seu marido. Por sua tolice ao colocar toda a família em risco. Digamos que seria algo aceitável. Além da raiva Abigail poderia dar lugar ao medo. Quem não se amedronta diante de tal notícia? Vamos supor que você é avisado que um ladrão irá assaltar sua casa essa noite. Ou que alguém muito irado e portando uma arma está lhe esperando no
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portão da sua casa. Você não sentiria medo?
Observe que no meio de muitas emoções e muitos apelos para tomar qualquer atitude, Abigail escolhe uma opção bem diferente do comum em situações como essa. Diz a Bíblia que ela escolhe se humilhar diante de Davi (vs.23).
Humildes e controlados
Para muitos uma reação esquisita ou até mesmo condenável. Quem em sã consciência se humilharia diante de seu opressor? Quem seria capaz de agir com humildade em momentos que nos despertam a ira e o medo? Alguns o fazem quando estão sobre a mira de uma arma, uma faca, ou outro objeto cortante, como em um assalto por exemplo. Mas aquela mulher saiu de onde estava e foi em direção ao conflito para se humilhar intencionalmente, e não ocasionalmente.
A humildade em dias de conflito é uma expressão de domínio próprio e controle emocional. Se quisermos vencer nossas guerras e
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apaziguar grandes conflitos precisamos antes vencer os impulsos da ira e do orgulho. São elas as grandes muralhas que nos impedem de chegar à paz em meio às guerras. Por causa da ira palavras são lançadas como líquido inflamável na fogueira.
O orgulho também é o grande mentor de muitas pessoas. Aquele desejo de estar em um lugar mais elevado do que outro na situação. A atração de ocupar o lugar vip da arquibancada. A mensagem enviada ao outro de que somos mais resistentes, que aguentamos mais pancadas e ao soar do gongo nós é que estaremos em pé. Nosso ego nos impede de fazer o que é certo por simplesmente favorecer mais aos outros do que a nós mesmos. O egoísmo nos afasta do sucesso diante dos grandes problemas e nos impede de colocar o bem dos outros acima do nosso. Por isso o apóstolo Paulo faz esse pedido aos cristão em Filipos. Paulo compartilha que ficará muito alegre se eles tiverem a mesma mente, o mesmo amor, o mesmo espírito e atitudes de Jesus.
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“Se por estarmos em Cristo, nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos”. (Fp 2.1-3)
É gritante o quanto as pessoas não conhecem a humildade. Isso porque a humildade não pode ser conhecida fora de Deus. Pois mesmo que tenhamos gestos humildes eles estarão infectados de orgulho e vaidade. Mas o que nos chama a atenção é o quão deturpado está essa palavra pela cultura. Quando ouvimos a palavra humildade logo nos vem o conceito
“humilhação”. Quem gosta de ser humilhado?
Entre ser humilhado e exaltado todos escolhem a segunda opção. Mas ser humilde não quer dizer ser humilhado, pelo contrário. Gestos de
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humildade diante de um impulso de ira e orgulho declaram controle e domínio de sua ações, e quem consegue agir de tal maneira certamente não será envergonhado. Como ensinou Jesus em seu sermão no monte: “Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5.5;9).
Os humildes serão reconhecidos como filhos de Deus e terão uma vida saudável em sua alma e mente.
Abigail em sua inteligência agiu de graça e humildade diante de Davi enquanto levava sua oferta para apaziguar a ira e impedir a destruição de sua casa. Sua atitude mudou todo o rumo da história e impediu que o conflito atingisse sua família.
Davi disse a Abigail: "Bendito seja o Senhor, o Deus de Israel, que hoje a enviou ao meu encontro. Seja você abençoada pelo seu bom senso e por evitar que eu hoje derrame sangue e me vingue com minhas
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próprias mãos. De outro modo, juro pelo nome do Senhor, o Deus de Israel, que evitou que eu lhe fizesse mal, se você não tivesse vindo depressa encontrar-me, nem um só do sexo masculino pertencente a Nabal teria sido deixado vivo ao romper do dia". Então Davi aceitou o que ela havia lhe trazido e disse: "Vá para sua casa em paz.
Ouvi o que você disse e atenderei o seu pedido". (1 Sm 25.32-35)
Essa é uma grande receita a ser usada por você nos dias mais difíceis. Qual será o custo do orgulho, da vaidade e da raiva? Vale manter o status de superior e inabalável à custa da
destruição de sua casa, família e amigos? Peça a Deus humildade e mansidão diante dos maiores conflitos de sua vida e haja com sabedoria.
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Perguntas para reflexão:
A. Tenho sido uma pessoa com domínio sobre minhas emoções em dias de conflito?
B. Diante da possibilidade de resolver um conflito o que tem me impedido, a ira ou o orgulho?
C. Qual conflito está agora aguardando uma ação humilde de minha parte?
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| 70 CAPÍTULO 7
O VENCEDOR DE CONFLITOS
Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o
rosto dele, e por isso ele não os ouvirá.
(Isaías 59.2)
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Diante de todos os conflitos, de todas as formas, forças, tamanhos e poder de destruição, há um que se destaca entre eles. Terremotos não podem gerar maior abalo nem furacões maior destruição do que ele, o pecado. O livro “Os Puritanos e a Conversão” de Samuel Bolton, Nathaniel Vincent e Thomas Watson descreve perfeitamente o pecado como o maior mal que existe, o que eles chamam de “o mal sem par”. A definição se dá por nos separar de Deus, o maior bem que o homem pode conhecer:
Aquilo que luta contra e se opõe ao maior Bem, deve ser o maior mal, portanto, o pecado se opõe e luta contra o maior Bem... Aquilo que é o único objeto da ira de Deus deve ser o supremo mal. Mas o pecado é o único objeto, não somente o objeto, porém o único objeto da ira de Deus... Aquilo que separa a alma do Bem maior, aquilo que separa a alma e Deus, o Bem maior, deve ser o maior mal... Aquilo que é o fundamento e a causa de todos os
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outros males deve ser o mal sem par, pois o pecado é a causa de todos os outros males.
O pecado gerou inimizade entre o homem e Deus o que se pode concluir que é sim esse o maior de todos os conflitos, além de ser o motivo e a causa de todos os outros. Seu raio de destruição não tem fronteiras nem pode ser parado por nenhuma medida de prevenção ou proteção humana.
A pobreza é um grande mal e todos nós concordamos. Ela se alastra em nossa sociedade fazendo suas vitimas e gerando o terror como uma arma impulsionadora da violência e desigualdade. As doenças de nosso século como o câncer e a dengue matam velhos e crianças, por isso concordamos que também são um grande mal. Agora, mesmo diante de tais calamidades o pecado ganha destaque e distância em seu poder de destruição. A pobreza, a desigualdade, a violência, o câncer e as pestes geram danos ao homem enquanto esse está vivo, tendo morrido,
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todos morrem com ele, já o pecado nos gera danos para a eternidade.
Quero que pense sobre o conflito que todo homem enfrenta desde o dia de seu nascimento, a separação de Deus. Como descreveu o apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos: “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”
(Rm 3.23). Este é um mal muito maior do que podemos mensurar e bem mais devastador do que podemos imaginar. Para um conflito dessa envergadura boas intenções e atitudes coerentes não são suficientes. Religiosidade ou espiritualidade apenas não podem apaziguar a ira Deus que, como Davi em direção a casa de Abigail vem descendo na direção do homem para julgá-lo. Se o pecado é a maior epidemia humana precisamos então do maior antídoto. Se esse é o maior de todos os conflitos precisamos de alguém capaz de vencê-lo.
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Abigail e Jesus
A história bíblica relatada nessa obra nos dá um perfeito parâmetro do conflito que o homem enfrenta com Deus. Todo o problema se dá quando um homem nega um razoável pedido de um rei. O pedido é que o ajude no sustento de seus homens através de um ato voluntário de gratidão por todo o cuidado e proteção que diariamente dispensou a todos os seus bens. Ao negar o pedido Nabal se rebelou e gerou grande ira em Davi quebrando o saudável relacionamento entre eles. A consequência da tolice e rebelião foi a sentença de morte de todos os homens de sua casa.
Quando olhamos o início da criação de todas as coisas relatada na Bíblia, mais especificamente em Gênesis, conhecemos a história de Davi e Nabal, porém em proporções bem elevadas. Foi no Édem que Deus criou o homem e diariamente o guardou, protegeu e se relacionou de forma amorosa e especial. Ao homem Deus entregou demandas de cuidado da
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criação e lhe fez um pedido razoável, que não se alimentasse dos frutos de uma determinada árvore.
O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. E o Senhor Deus ordenou ao homem: "Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá".
(Gênesis 2.15-17)
O pedido foi feito, o alerta foi dado, as consequências foram compartilhadas, mas o homem não foi capaz de obedecer e agir como Nabal, rejeitando o pedido e, portanto, se rebelando contra Deus. O resultado não foi diferente. O homem recebeu a ira de Deus, e como consequência de sua escolha a morte física e espiritual de toda a sua descendência.
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A participação de Abigail na história do conflito de sua casa é fundamental. Mesmo não sendo a causadora do conflito ela se coloca no meio dele para resolvê-lo, para vencê-lo. Ela se arrisca, se doa. Com graça e humilhação entrega a oferta que apazigua a ira do rei Davi. Sua ação pontual e intencional faz parar a morte que desce em direção de sua casa. Poderíamos dizer que Abigail foi uma vencedora de conflitos. Sim poderíamos, mas diante do conflito de condenação eterna do homem por parte de Deus precisaríamos de uma solução a altura, ou melhor, de uma pessoa. A história de Abigail nos aponta a atitude e a pessoa de Jesus. Poderíamos dizer que ela representa em sua história a pessoa do Cristo e o que Ele faria.
De um lado o homem e sua sentença de morte acumulando ira contra si mesmo (Rm 2.5), aguardando o dia do juízo. Do outro Deus, aguardando o dia e a hora para julgar a humanidade e a entregar o resultado de sua escolha no Édem (At 17.31).
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mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá".
(Gênesis 2.17)
O homem não poderia resolver esse problema tendo sido ele o próprio causador.
Assim como Nabal, o homem precisava de um salvador, alguém que intervisse e parasse a mão de destruição que descia em sua direção. Alguém com a oferta nas mãos para pagar o preço exigido pelo Rei de forma humilde e graciosa apaziguando sua ira. Uma pessoa que não medisse esforços e sacrificasse o que fosse necessário para vencer o conflito. O homem precisava de Jesus.
A boa notícia do evangelho é que Jesus deixou sua glória, se lançou no meio de nosso conflito nascendo em nosso mundo, se fez como um de nós com o fim de intervir intencionalmente na condenação que nos aguardava por tamanha tolice. Como Abigail, Jesus em humilhação assumiu nossa culpa e
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pagou a oferta de obediência negada pelo homem no Édem, e a fez doando a si próprio em uma cruz.
Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não
considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo
encontrado em forma humana, humilhou- se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! (Filipenses 2.5-8)
O rei Davi foi parado por Abigail. A paz tomou o lugar da ira e após sua oferta pode a mulher então voltar para casa com a vitória sobre o conflito em suas mãos. Assim, mediante o sacrifício de Jesus na cruz pelo homem a ira de Deus foi apaziguada, e agora “tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1). Após sua morte que perdoou nossos pecados e sua ressurreição que venceu a nossa morte, Cristo
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pôde novamente voltar para o Pai e assumir seu trono de glória e majestade.
Jesus é o maior vencedor de conflitos!
Perguntas para reflexão:
A. Estou convencido de que a separação de Deus pelo pecado é o maior conflito que o homem pode experimentar?
B. Como Abigail venceu o conflito gerado por Nabal, estou ciente que só Jesus pode vencer o conflito da condenação eterna?
C. Diante dos conflitos tenho fitado meus olhos no problema e destruição que se aproxima ou em Jesus, o maior vencedor de conflitos?
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CONCLUSÃO
Pode ser que até a leitura desse livro, você não tenha se deparado com tal conhecimento de Jesus e sua vitória sobre o maior conflito de todos, a condenação e morte eterna do homem pelo pecado. Pela fé creio que não foi por acaso que chegou até o final desta obra, mas foi uma provisão de Deus para que conhecesse ou se lembrasse do que Cristo fez na cruz por amor a sua vida.
Agora conhecedor da história de Jesus, você tem um ponto de referência, um lugar diferente do conflito para apontar seus olhos, preocupações e emoções. Pode achar um estado de controle quando firmar sua fé em Jesus e sua obra por meio da oração e confiança.
Os ensinamentos contidos nesta obra poderão lhe ajudar como um norte diante das confusões e desvios causados pelos conflitos de