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O virya, caçador de serpentes, é agora caçador de Dragões.

No documento Yoga Hiperboreo.port2 (páginas 79-83)

O virya não deve deter-se em nenhum caminho de ilusão, não deve sentir medo, temor, não deve paralisar-se, ficar imóvel em um monarque (via, caminho) de seu tetrarque LABRELIX (tetra = quatro), representado pelas três opções ou caminhos que se representam nos caminhos trifurcados do Labirinto de Maya. O signo TIRODINGUIBURR ensina ao virya que na busca, opção e eleição, o guerreiro deve estar em ALERTA como um guerreiro na batalha, em perpétuo movimento, não deter-se jamais até encontrar a via conduzente à Praça Liberada, ao seu Oppidum interior.

Esta ação de guerra, executada com rapidez, sem deter-se, evitará a intromissão do seu ser anímico ou sujeito consciente, de tal modo, que se si perde em um dos caminhos de Maya possa retornar sobre seus próprios passos, voltar sobre si mesmo e retomar o início.

Os Livros de Cristal afirmam: o Eu verdadeiro é uma força noológica, VONTADE ABSOLUTA; e o Eu Infinito é VONTADE ABSOLUTA mais um poder noológico, VALOR INFINITO, força proveniente da verdade das runas não-criadas, do Eterno; ambas as qualidades são as armas do Virya Berserkr.

O Eu do virya perdido, ao estar submerso na persona ou personalidade, em sua realidade psicológica, participando de seus conteúdos ontológicos, preso na diversidade de complexos inconscientes que o acondicionam animicamente, o Eu, esta força noológica, se perde, se dilui nos argumentos dos conteúdos ontológicos, nos sentidos anímicos que anima a vontade do virya. O virya perdido, preso e fagocitado na realidade de Maya, no Mundo da Dor, se perde no labirinto da existência terrena e se distancia do Paráclito, da Mística heróica que subjaz nesta força que participa do Eu Infinito, Mística noológica que não provêm do criado, mas sim do não-criado. Felipe Moyano (Nimrod de Rosário) afirma: “A Mística é uma estrutura morfológica continente cujo conteúdo ontológico, é um ser chamado carisma. E o carisma ou agente carismático, é a expressão do Paráclito ou Espírito Santo que, assim como Deus, o Espírito Santo é o próprio Deus, manifestado em um plano absolutamente transcendente ao plano imanente da matéria. O Paráclito por tanto não é passível de experiência ou apreensão no plano físico, e se sua expressão, o carisma, é perceptível para alguns homens isto é somente em virtude da recordação contida na Minne. O que significa falar de uma experiência individual dado que a Minne é algo pessoal, diferente de uma pessoa a outra. A “vinculação carismática” de mais de um homem, vários ou muitos é o mesmo, somente pode acontecer no marco de uma Mística”.

Sentir a Mística é sentir o Vril no sangue; somente se sente a Mística se o virya purifica seu sangue astral, o que significa sentir uma nostalgia de algo perdido. O virya que sente em seu sangue esta nostalgia volta a recordar, adquire um Carisma, uma força noológica que lhe permite voltar a vincular seu Eu verdadeiro com a Mística heróica proveniente do Paráclito. O virya, afirmado na Mística Hiperbórea, sente a força que emana ou provém do Carisma heróico que caí da Mística do Paráclito, força noológica que aporta a seu Eu, VONTADE ABSOLUTA e VALOR INFINITO para alcançar a VITÓRIA. A Mística do Paráclito proveniente do não-criado emana do PÓLO INFINITO, seu Carisma é a graça divina que sempre guia o Eu do virya desperto pelos monarques do tetrarque LABRELIX, caminhos que tem situados sobre os mesmos, os Símbolos Eternos Hiperbóreos, evitando os monarques do tetrarque que subjazem sobre os mesmos, os símbolos sagrados da Sinarquia Universal. Mística que lhe permitirá resignar o terrível poder de Maya.

O virya deve dominar regiamente seu sujeito consciente, destruir definitivamente as linguagens psicológicas; Semânticas que afirmam em sua estrutura cultural e racional a Ética psicológica da Fraternidade Branca de Chang Shambalá. Esta semântica o obriga a pensar como um homem pasú, a viver ao modo de vida de um virya perdido, enrolado nos argumentos culturais da vida ordinária, perdido nos paraísos sagrados ou lúdicos dos degradados e obscuros labirintos de Maya. O virya, nestas circunstâncias, se guia pela orientação estratégica; se esta é forte, o Tempo e o Espaço do Labirinto se faz relativo, a Origem se situa longe ou perto, de acordo à atitude estratégica, a qual está determinada pelo grau de VALOR e de HONRA do virya desperto. Se a orientação estratégica é débil, o virya perde VALOR, se distancia da Mística e do Paráclito, seu Eu verdadeiro se desliga de seu Eu Infinito, portanto, do Selbst, perdendo de vista as treze runas arquetípicas e as três runas não-criadas. Se a orientação estratégica é forte, sua VONTADE é ABSOLUTA e seu VALOR é INFINITO. O virya Guerreiro Sábio passará pelos mil véus de Maya, os limites do labirinto, fazendo possível o retorno à Origem em uma só ação de valor, de heroísmo.

Sentindo o fogo frio em seu sangue, a Mística do Paráclito orientará e assistirá ao Virya Berserkr em sua busca, opção e eleição, sua vontade terá o aporte do Vril, força emanada das três runas não-criadas. Com o poder do VRIL e TIRODINGUIBURR, ele encontrará a força que lhe permitirá resolver o Segredo do Labirinto e ingressar à ponte conduzente, à porta de ingresso do OPPIDUM  INTERIOR e ao PONTO TAU, coluna noológica que lhe permitirá ascender por sua Torre, Escada Caracol, ao vértice do Ângulo Reto da Runa TIRODAL, situar o Eu no Eu Infinito e no SELBST, unindo sua Escada Infinita (Runa Tyr ascendente da TIRODAL) com a ponte infinita (Runa Tyr descendente da Runa Hagal) dos Siddhas de Agartha. O virya pode ascender, se tem o suficiente valor, à sua Segunda Iniciação Hiperbórea.

Compreendendo o mistério de TIRODINGUIBURR, o virya faz inócuo o veneno serpentino, pode escapar do labirinto voando, dançando igual a PERDIZ, como uma ÁGUIA agarra a SERPENTE, brindando-lhe sua morte. O Virya Hiperbóreo, como um hoplita espartano, um legionário pretoriano, é um Guerreiro Berserkr, montado sobre seu PÉGASO ALADO, ultrapassando os mil véus de MAYA, os mil Mundos de Ilusão. Com as

armas em suas mãos, resoluto, marchará rapidamente em busca de seus camaradas, camaradas que esperam por ele, e por sua libertação.

O Pontífice Nimrod de Rosário instrui em seus Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea, a verdade Semântica das runas não-criadas, e na Estratégia da Casa de Tharsis, descreve o fio rúnico histórico que desencadeou as grandes histórias dos Guerreiros Hiperbóreos, Pontífices Máximos que construíram através dela, as mais brilhantes Estratégias de oposição ao Inimigo do Espírito, a Sinarquia Universal. Através destes textos e do segredo da Casa de Turdes se instrui, na práxis da Pontônica, a verdade noológica das runas não-criadas e da Swástica, mistérios que afirmam no virya a verdade metafísica da Runa TIRODAL DA VITÓRIA e dos Siddhas de Agartha.

O virya, quando isolou o EU, ascende à Runa TIRODAL, cercando arquemonicamente, com as runas não-criadas TIRODAL e GIBUR, o sujeito anímico, a alma criada, o microcosmo; alcança a INDIVIDUALIZAÇÃO, ascende à visão gnóstica do Selbst e à Primeira Iniciação. Assim como o grande chefe da Raça Branca, WOTAN, auto- crucificado na ÁRVORE DOS TORMENTOS, esteve NOVE NOITES PENDURADO, pendente naquela árvore, sem comer nem beber, para poder descer sobre sua obscuridade mais profunda e recuperar suas armas, as RUNAS NÃO-CRIADAS, assim como o Grande Ás deve ser o INICIADO HIPERBÓREO. Com o poder da TIRODINGUIBURR, o virya pode entender e compreender a Runa TIRODAL, e em pleno domínio dela, destruir o designado, o condicionado, quer dizer, a alma criada, e tomar posse absoluta de si mesmo para chegar à VITÓRIA.

Por isto, o mistério do YOGA HIPERBÓREO, sua ciência noológica, é uma construção, um castelo amuralhado, arte iniciática que provém do INFINITO, sistema real hiperbóreo com o qual o Virya Iniciado pode construir rapidamente sua Torre (Escada Caracol), ascendendo à vivência espiritual do Selbst. Estrategicamente, o Yoga Hiperbóreo obriga sempre ao virya a estar em perpétuo MOVIMENTO (símbolo do CAVALO), penetrando no LABIRINTO EXTERIOR macrocósmico (análogo ao LABIRINTO INTERIOR), no VALPLADS, construindo no mesmo, SISTEMAS REAIS ARTIFICIAIS (Escada Caracol), ARQUÊMONAS HIPERBÓREAS, PRAÇAS LIBERADAS, PONTES, construções noológicas que permitem o vínculo carismático entre os viryas, e o desenvolvimento de um plano de uma Estratégia Psicossocial de libertação espiritual.

Análogo ao labirinto exterior é o fato conduzente no LABIRINTO INTERIOR do Virya Berserkr. Nele se produz a descida do EU INFINITO, guiado por sua VONTADE noológica, ao inconsciente de seu ser microcósmico, gerando esta ação de guerra: a REVERSÃO GNÓSTICA.

O EU VERDADEIRO, ao estar ORIENTADO E AFIRMADO NAS RUNAS NÃO- CRIADAS E NO EU INFINITO, alcança seu fim, a conscientização de sua esfera de sombra, reduzir o inconsciente, plasmando em sua esfera de sombra com as runas não- criadas, o Signo da Origem. O virya compreende seu labirinto interior, seu olhar se reflete no Signo da Origem. Esta ascensão/descida (mistério da Swástica e da Runa Hagal, representado no símbolo da TORRE, de verticalidade e do CAVALO, do movimento) tem

como consumação a REVERSÃO GNÓSTICA, ciência do Yoga Ocidental que tem um só fim: dominar as estruturas do INCONSCIENTE, resignar os desígnios, os condicionamentos anímicos impostos sobre o microcosmo pelo Demiurgo.

Os SIDDHAS LEAIS nos assistem noologicamente, e neste KAIROS INICIÁTICO permitem ao VIRYA INICIADO HIPERBÓREO, dentro de seu OPPIDUM interior, em sua ARQUÊMONA ODAL, investir-se como CAVALEIRO BERSERKR. Pela graça do Paráclito e a Virgem de Agartha, o herói hiperbóreo é iniciado na Segunda Iniciação Hiperbórea, nos mistérios da Sagrada SWÁSTIKA, na ciência da Guerra Essencial e nas técnicas da práxis da Pontônica Hiperbórea. O virya que domina estas ciências recebe sua Segunda Iniciação Hiperbórea, é um Guerreiro do Eterno. A ação de guerra desenvolvida pelo Iniciado, seu valor e sua ousadia, ortoga ao virya em sua Segunda Iniciação Hiperbórea uma referência infinita da Origem. Isto lhe infunde uma quantia e um arrojo absoluto ao Cavaleiro Tirodal, valor necessário para ir à busca da libertação. O Virya Iniciado Hiperbóreo descobre seu Eu verdadeiro, e seu olhar reflete seu Espírito infinito, ação que lhe permite descer desde o não-criado, com vontade e valor heróico, sobre o criado, para tomar posse absoluta das estruturas psíquicas, e logo, em pleno domínio delas, resignar as energias vitais e astrais do microcosmo.

Esta ação somente é possível porque neste kairos de VALOR e HONRA, ao Guerreiro e à Valquíria, os Siddhas de Agartha depositaram em suas mãos a ciência mágica do Yoga Hiperbóreo, eles podem dispor desta formidável ferramenta tática noológica para dominar desde o noológico a realidade ontológica do microcosmo. Mas o virya deve ter consciência o que se enfrenta, ele deve resignar os medos que estão dispostos em seu sujeito consciente, os quais, si se apoderam do EU, tratarão de desmitificar, degradar esta ciência mágica de libertação espiritual. O virya deve ter decisão absoluta, valor, e somente se alcança se compreende a Semântica noológica do Yoga Hiperbóreo. Se o virya tem um TENDÃO DE AQUILES, uma debilidade, relacionará este mistério a uma linguagem da Sinarquia Cultural, sobrepondo esta verdade metafísica dos Siddhas de Agartha a espaços de significação curvos, espiralados, cujos relevos culturais não manifestam estes espaços oblíquos, linguagens como poderia ser uma arte marcial, uma arte dramática, etc. etc.; projetando sobre este mistério um relevo cultural de características psicológicas lúdicas ou sacras. O camarada somente poderá assimilar este poder, se adota internamente uma Semântica noológica e afirma em seu sangue a Ética noológica, COLUNA TAU estruturada na práxis da Pontônica noológica, ciência da qual participa o Yoga Hiperbóreo.

Se o Guerreiro Sábio tem o valor suficiente, o virya cerceará, destruirá o sentido psicológico, seu Tendão de Aquiles, o qual o registra aos contextos semânticos sacros ou lúdicos exteriores, modificando a verdade metafísica contida no Símbolo Eterno que se acha no Yoga Hiperbóreo. Esta ciência não é um jogo; por isto o virya que atue ludicamente, que a tome como um mero treinamento de ginástica ou uma formalidade ritual está sacralizando as runas não-criadas, projetando com seu sujeito consciente um esquema cultural, uma representação Semiótica psicológica, lúdica ou simplesmente dramática, sobre as runas não-criadas. Equivoca-se o que age desta maneira. Este juízo

das três runas não-criadas e de sua sagrada ciência, jamais lhe permitirá compreender a verdade de sua runa, o não-criado que está nela, ou seja, o não-criado de si mesmo. Este fato é determinante, e se pode compreender estudando a situação dos viryas perdidos que se situam sobre estas técnicas sem compreender o poder que subjaz nelas; um exemplo disto são os neonazis ou hitleristas que equivocadamente são vítimas do mito, do poder das runas noológicas. Os Livros de Cristal de Agartha afirmam, e o confirma o Pontífice: se o virya não transcende os limites ontológicos e axiológicos do mito, restará estruturado em sua complexão argumental; determinado pelos limites axiológicos do Registro cultural do mito, e de seus símbolos sagrados. Assim seja um Símbolo Sagrado do Virya, este signo será um limite semiótico que o virya deverá transitar e superar (a Runa, a Swástica). Muitos viryas, por desconhecimento, adoram ou rendem cultos à seus símbolos sagrados, caindo no erro de sacralizar estes símbolos, restando presos no contexto argumental, axiológico de seus mitos; se bem que o Símbolo Sagrado do Virya é por si mesmo conduzente a uma via gnóstica, corre risco o virya de cair enganado nos múltiplos tapasignos culturais edificados sobre eles pela Sinarquia Mundial (a dupla Esvástica). Se o virya não transcende sua Semântica morfológica estruturada em sua Semiótica, jamais poderá transcender o Registro cultural do mito e compreender a verdade metafísica que sustenta aos mitos hiperbóreos (Swástica Hiperbórea).

Por de trás dos mitos hiperbóreos, se acha a verdade metafísica das

No documento Yoga Hiperboreo.port2 (páginas 79-83)

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