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A RUNA TIRODAL DA VITÓRIA: RUNA DO VIRYA BERSERKR

No documento Yoga Hiperboreo.port2 (páginas 170-177)

É na Pontônica noológica onde o guerreiro decide tomar de assalto sua eternidade, ascender à imortalidade do Eu e marchar até seu destino final: a libertação total de seu Espírito Não-Criado. O virya nas duas iniciações se transmutou em Cavaleiro Berserkr; armado com o escudo de Palas Atenas, a espada de Wotan e o tridente de Netuno pode marchar decididamente na busca de sua libertação final. O virya DESPERTA AO DESPERTAR sua DECISÃO É ABSOLUTA, seu MODO DE VIDA MUDOU DEFINITIVAMENTE, em seu SER NOOLÓGICO somente rege uma MÍSTICA HERÓICA, é um SER AMO ABSOLUTO DE SI MESMO, um eterno GUERREIRO SÁBIO CONSTRUTOR DE PONTES À ORIGEM; em possessão de uma Vontade eterna, marcha na busca da VITÓRIA.

Estrategicamente a PONTÔNICA é a arte de planejar um ataque final ao labirinto e conseguir a libertação. Compreendemos que o Virya deve ingressar ao PONTO TAU,

afirmar-se nesse CENTRO TÁTICO para dominar todo o Sujeito Anímico. Dentro da protetora Runa TIRODAL, o virya necessita planejar seu plano de libertação final, o ataque final às obscuras forças elementais dentro de si mesmo e do Kaly Yuga, objetivo que tem como finalidade derrotar aos INIMIGOS DO LABIRINTO, para conseguir regressar à Origem. Sabemos perfeitamente que o LABIRINTO é o adversário que ocupa o espaço que separa o Virya da Origem, distância que deverá percorrer com as armas em mãos, combatendo até o fim, para conseguir percorrer e SUPERAR ESTRATEGICAMENTE esta trajetória que o separa da Origem. Esta decisão guerreira transforma sua condição ética interna de MONGE GUERREIRO e em um GUERREIRO SÁBIO. Runicamente modifica sua protetora e limitante Runa TIRODAL na guerreira e hostil Runa TIRODAL DA VITÓRIA, runa que faz possível o ataque final, o VÔO AO SELBST e o regresso à Origem. Nesta ciência do Yoga Marcial Hiperbóreo, em sua Pontônica, é onde o virya pode sair de sua runa protetora TIRODAL e ascender à runa conduzente TIRODAL DA VITÓRIA, mas isto requer de uma explicação semântica e semiótica, ingressaremos à mesma para compreender as modificações que se geram na transformação da runa TIRODAL na TIRODAL DA VITÓRIA.

A Sabedoria Hiperbórea na práxis de sua Pontônica afirma: as runas instituem o Mistério do Labirinto Hiperbóreo, segredo no qual se acha uma via gnóstica, um caminho conduzente à um monarque do tetrarque LABRELIX, onde se acha a solução do Segredo do Labirinto dada por Wotan aos viryas. O Segredo do Labirinto, se resolver seu mistério quando o virya desperta e sente em seu sangue a força que lhe ortoga o ódio, a rebeldia à realidade que o condena; hostilidade que lhe dá o poder, a vontade e o valor para enfrentar a verdade libertadora que contém a sabedoria que se acha nas runas não- criadas, ciência eterna com a qual se faz real sua libertação. No Símbolo Sagrado do Virya se estruturam as runas não-criadas, e o virya, quando por indução noológica ingressa a uma via gnóstica interior, desencadeia o poder de seu símbolo sagrado; no mesmo, se acham as forças das treze runas arquetípicas e das três runas não-criadas. Com as runas se constrói o sagrado signo TIRODINGUIBURR, sua análise rúnica indica ao virya que sente em seu sangue a hostilidade para com a ordem criada, encontrar, através da busca, a opção de fazer a eleição correta do monarque (caminho) que permite ao virya ingressar a ARQUÊMONA ODAL (isolar o Eu do sujeito consciente) e centrar-se na PRAÇA TAU afirmando a Primeira Iniciação Hiperbórea, mistério no qual o Eu se faz imortal. A Primeira Iniciação Hiperbórea permite ao virya ingressar, mediante Tirodinguiburr, à LIMITANTE E PROTETORA Runa ODAL, ter a força interior para desenvolver uma VONTADE (não anímica) ABSOLUTA, força com a qual pode compreender o Segredo do Labirinto interior.

Devemos esclarecer que o virya pode ingressar à arquêmona ODAL e não ter resolvido o Mistério do Labirinto (interior e exterior); o virya pode ter CERCADO SEU EU VERDADEIRO do SUJEITO CONSCIENTE, mas estar longe da ORIGEM. Isto se deve a que o virya pode estar desperto, mas ainda estar distante de despertar ao DESPERTAR, e é a RUNA DA VITÓRIA a que o transporta à PONTE NÃO-CRIADA onde o Virya Berserkr ingressa e se afirma definitivamente no VRIL, concretizando seu VÔO AO SELBST, despertar ao DESPERTAR. O virya está protegido em sua ARQUÊMONA ODAL, tem

orientação estratégica, mas para sua total libertação deve resolver o dilema que o separa da Origem, representado no labirinto interior e exterior. Temos explicado e estudado detalhadamente, que o Mistério do Labirinto interior se resolve na Segunda Iniciação Gnóstica Hiperbórea mediante a REVERSÃO GNÓSTICA. O segundo mistério contido no labirinto exterior, se resolver na Terceira Iniciação que ortogam os Siddhas de Agartha, iniciação que participa da Pontônica e de um kairos de guerra, mas esta terceira iniciação somente é possível em um ser que tenha total excelência noológica e tal decisão requer da máxima vontade e do máximo valor.

DEVEMOS CONSIDERAR QUE SOMENTE O VIRYA QUE RESOLVER O SEGREDO DO LABIRINTO INTERIOR, PODE PERCORRER O ESPAÇO, A DISTÂNCIA QUE SEPARA E DISTANCIA AO EU DA ORIGEM, DE SUA LIBERTAÇÃO, ESPAÇO REPRESENTADO NO LABIRINTO EXTERIOR QUE SE SUPRIME QUANDO TRANSMUTAMOS A VONTADE EM PURO VALOR.

Mas para compreender isto devemos entender que a força proveniente da runa ODAL é VONTADE, da TIRODAL é VONTADE ABSOLUTA, a força que provém da TIRODAL DA VITÓRIA é VALOR INFINITO. Mas devemos nos aprofundar neste mistério rúnico para poder compreender gnosticamente sua verdade não-criada.

O Labirinto se resolve com TIRODINGUIBURR. Afirma Nimrod: “mediante uma análise rúnica, podemos verificar, que os elementos analíticos deste signo demonstram a presença de três runas: a Runa TYR e a Runa Odal, que formam a eterna Runa TIRODAL, e a Runa Gibur, com estas três runas se complementa a sagrada TIRODINGUIBURR”.

A Sabedoria Hiperbórea contida nos livros de Cristal de Agartha afirma: estas três runas manifestam diferencias noológicas bem demarcadas: a ODAL é uma runa limitante e protetora (o escudo de Palas Atenas); a Runa TYR, ao ser não-criada é conduzente, totalmente agressora (a espada de Wotan); e a Runa Gibur é uma runa limitante e conduzente (como TRIDENTE DE NETUNO, é limitante, porque sua qualidade como arma é defensiva. Outra função limitante é como ÂNCORA, elemento de FIXAÇÃO, também atua como FERRAMENTA de ARAGEM. Como ESPADA DE WOTAN é notadamente CONDUZENTE é uma ARMA LETAL de GUERRA). Estas três runas criam o signo rúnico denominado TIRODINGUIBURR, símbolo sagrado com o qual o virya resolve o Segredo do Labirinto interior e exterior. Comprovamos mediante a análise rúnica que uma das três runas é protetora, e as outras duas são conduzentes guerreiras; estas faculdades dotam ao signo TIRODINGUIBURR COM O PODER PARA RESOLVER O SEGREDO DO LABIRINTO EXTERIOR. As trezes runas arquetípicas permitem construir sobre o virya um Sistema Real Artificial (escada caracol) representado na Praça Liberada (interior e exterior), com elas se forja o CASTELO ODAL; suas forças dotam ao virya das capacidades estratégicas que são necessárias para que se desencadeie neste mundo um CENTRO CARISMÁTICO e o KAIROS INICIÁTICO. Estas runas arquetípicas, depositadas pelos Siddhas Leais na superestrutura cultural do mundo, são SISTEMAS REAIS ARTIFICIAIS, que portam em suas linguagens o SÍMBOLO SAGRADO DO VIRYA, e quando atuam na realidade, suas forças noológica geram uma ação estratégica que

permite a afirmação do Eu verdadeiro em uma ÉTICA HERÓICA. Estas runas arquetípicas desencadeiam a Mística heróica de um kairos de valor HERÓICO, do qual somente participam os mais VALENTES. Elas são percebidas pelo sujeito consciente do virya, e mais além da análise rúnica (análise semiótica e morfológica) que se realize sobre cada uma delas, sem dúvida, quando são totalmente compreendidas pela capacidade de anamnese do Eu verdadeiro do Virya Berserkr, se sente no sangue suas verdades metafísicas e não-criadas. Estas runas arquetípicas em um kairos emergem com todo o seu poder, são as forças noológicas que dotam ao conjunto de viryas despertos (junto ao Pontífice ou Vínculo Carismático) das capacidades espirituais e materiais para a construção de um CENTRO CARISMÁTICO em uma Praça Liberada. Com estas runas se constroem a Praça Odal e a arquêmona iniciática TIRODAL, construção que protege ao virya das influências nefastas que exerceram os Siddhas Traidores desde o astral macrocósmico, e os agentes no mundo, os Sacerdotes Golen e a Loja Branca desde o Valplads.

SE BEM QUE ESTAS 13 RUNAS ATUAM ARQUETIPICAMENTE NA ORDEM CRIADA, SUAS FORÇAS NOOLÓGICAS PROVÉM DAS TRÊS RUNAS NÃO-CRIADAS E DO SIGNO DA ORIGEM, AFIRMANDO SEU PODER, UM SISTEMA REAL ARTIFICIAL QUE RESPONDE ESTRATEGICAMENTE ÀS TÁTICAS DE GUERRA GERADAS PELOS VIRYAS BERSERKR. Estas treze runas são um vínculo carismático às runas não-criadas, o virya com elas pode construir Tirodinguiburr, porque somente se constrói este sagrado signo quando se compreende os êxtases rúnicos das trezes runas arquetípicas. TIRODINGUIBURR nos permite ingressar à ARQUÊMONA INICIÁTICA ODAL, sentir no SANGUE A MÍSTICA HERÓICA OU ÊXTASE RÚNICO das TREZE RUNAS ARQUETÍPICAS, as quais vão incrustando no virya suas forças protetoras; o virya sente em seu sangue sua mutação genética, seu símbolo sagrado revela ao Eu a realidade do LABIRINTO INTERIOR, de seu ser, sua VERDADE NOOLÓGICA, a qual lhe permite compreender à SERPENTE, sua verdade ontológica. O virya incorpora estas forças noológicas e tem o poder para armar-se com a TIRODINGUIBURR, esta arma tem a propriedade de dotá-lo de uma VONTADE ABSOLUTA, qualidade que lhe permite CONTRUIR SEU CERCO INTERIOR sua ARQUÊMONA ODAL, receber sua primeira iniciação hiperbórea das mãos dos SIDDHAS LEAIS, o qual lhe permite COMPREENDER A SERPENTE, o LABIRINTO INTERIOR. Afirmado em sua PRAÇA ODAL si se afirma em uma VONTADE ABSOLUTA se afirma em sua ARQUÊMONA INICIÁTICA TIRODAL e se transmuta em VIRYA BERSERKR desde o mesmo poderá ingressar à segunda iniciação hiperbórea na qual se arma como CAVALEIRO TIRODAL SENHOR DO CÃO E DO CAVALO; nesta condição ética sua vontade é puro VALOR INFINITO sua TIRODAL se transforma na TIRODAL DA VITÓRIA; o Virya pleno de furor poderá CORTAR A CABEÇA DA SERPENTE, quer dizer, tem o poder em seu presente para DESINTEGRAR O LABIRINTO INTERIOR.

O Virya quando decide MATAR A SERPENTE, é um SER DA GUERRA, um GUERREIRO SÁBIO decidido a conseguir sua LIBERTAÇÃO. Situado em seu Eu verdadeiro, cria seu OPPIDUM  INTERIOR, e na conjunção carismática com seus

camaradas emerge no mundo um CENTRO CARISMÁTICO, estruturado em uma PRAÇA LIBERADA e em uma Estratégia Psicossocial.

Internamente, o virya consegue esclarecer sua esfera de sombra, com TIRODINGUIBURR (Vontade absoluta) marcha armado decidido a romper com o determinado, o meramente humano; avança sobre sua consciência, transpõe o umbral de consciência e desce da consciência à inconsciência, ao mundo dos Arquétipos (reversão gnóstica). Recordemos que no virya, sempre está sujeito seu Eu aos conteúdos arquetípicos de seus sujeitos anímicos, às representações (complexos, mitos e fantasias) estruturadas no modelo cultural que participa de sua realidade gnosiológica, ontológica e axiológica. Em resumo, o SISTEMA REAL KALACHAKRA estruturado em sua MEMÓRIA ARQUETÍPICA (tema que se estuda no texto O SANGUE GRAL DO VIRYA BERSERKR) define este mundo de ILUSÃO, como o mundo real do virya perdido e do homem pasú, o mundo que os Siddhas Traidores afirmam como a única REALIDADE INTELEGÍVEL ou VISÍVEL; é indubitável, inquestionável compreender que esta “verdade” somente afirma a DOR e do mesmo somente os mais VALENTES SE LIBERTAM. Inegavelmente, para poder escapar deste mundo e do modelo cultural que está incrustado no sujeito consciente, o virya deve resignar o LABIRINTO interior e ter uma HOSTILIDADE TOTAL AO LABIRINTO EXTERIOR. O labirinto é análogo a uma ÁRVORE que cresce cada vez mais, pleno de espinhos, e suas ramificações se estendem interminavelmente até os nove mundos da criação, tendendo sua copa a chegar ao CÉU e sua raiz afirmar-se cada vez mais no INFERNO. Esta Árvore do BEM E DO MAL é a mesma ÁRVORE no qual foi crucificado Wotan, de forma análoga está crucificado o Eu do Virya perdido. Em sua esfera de consciência se acha aprisionado o EU ETERNO ao modelo cultural que rege seu sujeito consciente, e em sua esfera de sombra à memória filogenética estruturada em sua memória arquetípica, ao seu sangue mamífero e reptiliano que determina o inconsciente, o que o individuo humanamente É. Nele, estrutura-se a raiz da árvore do CONHECIMENTO (árvore que é análoga ao desígnio caracol), nela está a vontade do DRAGÃO, em seus ramos e copa se acha ENROLADA a SERPENTE (desígnio Serpente) e é tal árvore que deverá CORTAR com seu MACHADO o GUERREIRO SÁBIO para desintegrar seu Labirinto de Ilusão, porque a ÁRVORE É O LABIRINTO E O QUE É O LABIRINTO É ÁRVORE. Indubitavelmente, o virya, deve primeiro armar-se com a TIRODINGUIBURR e cercar seu sujeito consciente, criando neste espaço de significação seu CERCO INFINITO TIRODAL, amuralhar-se e equipar-se protegido pelas suas muralhas; mas, para isto, deverá resignar seu modelo cultural, e sem dúvida, esta é a primeira batalha que lançará o virya. O GUERREIRO SÁBIO DEVERÁ CORTAR A ÁVORE E COM SUA MADEIRA CONSTRUIR SEU BARCO COM O QUAL NAVEGARÁ PELO OCEANO DA INCONSCIÊNCIA, COMO ODISSEU, ATRAVESSAR O MAR E AS TORMENTAS PARA CHEGAR À PÁTRIA DA ORIGEM.

O virya avança com a TIRODINGUIBURR a construir sua ARQUÊMONA TIRODAL: modifica primeiro sua Semântica psicológica, instituindo em seu sujeito consciente sua Semântica noológica Hiperbórea, a qual se constrói com as trezes runas arquetípicas e as forças provenientes de suas forças noológicas; o virya compreende com sua Semântica

noológica, sua realidade (o modelo cultural e seu sujeito consciente), o labirinto, e dentro de sua ARQUÊMONA ODAL entende que esse labirinto interior, ao qual já podou sua copa, resignando seu modelo cultural, tem existência real graças ao labirinto exterior e aos inimigos que estão sustentando esse Mistério do Terror. Compreende que ele deverá ser grande como Apolo, Wotan, ser um guerreiro e armar-se, porque unicamente cortando até a última raiz desta Árvore, o labirinto se desintegrará. Este é o grande dilema que tem o guerreiro: descer e cortar a raiz da Árvore da Dor, e logo marchar contra os que PLANTARAM ESTA ÁRVORE, os que sustentam no mundo o LABIRINTO EXTERIOR, os inimigos da verdade das runas absolutas, os Siddhas Traidores, sustentadores do Mundo Real de Ilusão do labirinto exterior.

Com TIRODINGUIBURR, o virya, desintegra sua Semântica psicológica, adquire o domínio total de sua energia vital e do sujeito consciente; mas deverá adquirir a Ética noológica do Guerreiro Berserkr, se pretende descer à sua esfera de sombra e modificar a quadrangularidade ôntica de sua memória arquetípica, resignar o desígnio serpente e caracol. Ação de guerra que lhe permitirá libertar-se da Árvore do Terror e plantar no inconsciente, em sua esfera de sombra, a luz não-criada das Runas Eternas, incrustando sobre ela sua RUNA TIRODAL DA VITÓRIA. Este tema, estudamos anteriormente, mas é importante compreender as diferenças das forças noológicas entre a sagrada TIRODAL e a eterna TIRODAL DA VITÓRIA. As treze runas arquetípicas e TIRODINGUIBURR vão dotando ao Eu de um poder e uma força absoluta, poder com o que se vivencia os êxtases rúnicos de cada uma delas, afirmando, definitivamente, sua Graça Luciférica em sua ARQUÊMONA TIRODAL. O virya é VONTADE, e seu Eu verdadeiro, consegue com seu sangue compreender a Verdade absoluta das runas não-criadas e do Signo da Origem. Verdades que emanam das linguagens das runas protetoras e das runas conduzentes: GIBUR, SIEG, TYR e HAGAL, runas não-criadas da GUERRA.

Este mistério, que estamos analisando, tem como finalidade compreender a runa conduzente TIRODAL DA VITÓRIA, O VIRYA INICIADO HIPERBÓREO, EM PRESENTE COMPREENSIVO (fundamento básico da Ética noológica e da Graça Luciférica) adquire a faculdade estratégica para localizar-se e deslocar-se em um espaço de significação transversal (em geometria: transversal ou transversalidade, como o que atravessa, em sentido contrário ao longitudinal) aos espaços de significação do tempo transcendente do Demiurgo. Para a Sabedoria Hiperbórea, este postulado é um dos princípios fundamentais da OPOSIÇÃO ESTRATÉGICA, ESTA AÇÃO NOOLÓGICA SITUA AO VIRYA TRANSVERSALMENTE AO TEMPO TRANSCENDENTE, ação estratégica que situa ao INICIADO HIPERBÓREO EM PRESENTE COMPREENSIVO; e esta perspectiva gnóstica hiperbórea lhe permite abranger pela VERTICALIDADE de seu EU VERDADEIRO, que lhe dá a TRANSVERSALIDADE, toda a extensão e compleição do LABIRINTO. Tal VERTICALIDADE INTERIOR lhe permite compreender de forma GNÓSTICA os fatos e fenômenos culturais emergentes na superestrutura cultural macrocósmica do Demiurgo, visualizar todo o LABIRINTO DE MAYA. Este posicionamento estratégico, o virya, adquire na Primeira Iniciação Hiperbórea, quando compreende as RUNAS NÃO-CRIADAS e entende que elas são as ARMAS do GUERREIRO SÁBIO. As runas são construções

noológicas que protegem ao virya, dentro de seus limites, das estratégias e dos ataques que empreende o inimigo interno, o DEMIURGO desde o designado a ALMA CRIADA e dos SIDDHAS TRAIDORES desde o Valplads, a ORDEM CRIADA.

A runa TIRODAL faz do virya INVISÍVEL.

A runa TIRODAL DA VITÓRIA faz do Virya Berserkr INVENCÍVEL.

Para compreender a mutação da runa TIRODAL em TIRODAL DA VITÓRIA prosseguimos na análise semiótica destas runas. As duas runas, TYR e ODAL, se complementam afirmando a sagrada TIRODAL. Este signo noológico afirma ao virya na individualização, isolando o Eu verdadeiro das estruturas arquetípicas do sujeito consciente (esfera instintiva, emocional e racional). A TIRODAL propicia o kairos que permite ao Virya INGRESSAR À SABEDORIA DOS SIDDHAS DE AGARTHA, receber a Primeira Iniciação Hiperbórea, a runa TIRODAL DA VITÓRIA, propicia o kairos que o transmuta ao VIRYA EM VIRYA BERSERKR, o dispõe de frente a sua verdade eterna, seu ser não-criado, o dispõe para transmutá-lo em SIDDHA.

O Virya Iniciado Hiperbóreo, Indivíduo Absoluto, vai à busca, heroicamente, da Segunda Iniciação Hiperbórea; ela lhe permitirá afirmar-se definitivamente no Eu Infinito e no Selbst. O virya deve afirmar seu Selbst, para isto, deve estar situado na PRAÇA ODAL, em sua arquêmona TIRODAL. Nimrod afirma: “o virya somente tem que “olhar” interiormente para localizar o SELBST, o mesmo está situado no horizonte do EU, como uma luz interior, raio verde que se manifesta como um flash de luz não-criada, como um “astro interior”, como um “planeta Vênus”. O Virya iniciado hiperbóreo em sua arquêmona TIRODAL tem uma referência eterna da luz não-criada da Runa HAGAL; uma estrela brilhante sempre presente na PERSPECTIVA OBLÍQUA de seu espaço interior, na força absoluta do EU verdadeiro. Mistério rúnico que lhe dá a máxima orientação estratégica, e afirma em sua Primeira Iniciação Hiperbórea, sua VONTADE ETERNA. Esta manifestação do Selbst é coincidente com uma ação heróica que desencadeia uma TENSÃO DRAMÁTICA, porque o virya, ao resignar a luz mandálica de seus chakras, ascende à NEGRURA INFINITA DE SI MESMO, e esse aspecto terrível de si mesmo é o labirinto que deve resignar (memória arquetípica, esfera de sombra), devendo, o virya, apelar à sua máxima VONTADE ABSOLUTA para poder resistir ao olhar da SERPENTE e do DRAGÃO. Se o virya resiste aos seus olhares (o camarada sentirá um poder libertador) se conectará carismaticamente com seu Selbst interior, visualizando no horizonte do Eu, o olhar de seu EU INFINITO (do Siddha Leal que participa desde o princípio de sua LINHAGEM e que está esperando para RESGATAR ao camarada do mundo de Maya). O virya, na Praça Tirodal, dentro do PONTO TAU, e no SELBST, pode marchar decididamente me busca de sua libertação, de sua Segunda Iniciação, recebe em seu SANGUE o poder do VRIL proveniente do SELBST; o virya, VONTADE ABSOLUTA, CONSEGUIU ISOLAR O EU E COMPREENDER O SELBST; jamais perderá a orientação estratégica e a referência infinita da origem, porque seu sangue participa do poder do VRIL e é no VRIL ONDE SE ACHA A CONDIÇÃO ÉTICA HERÓICA DO EU VERDADEIRO, O PODER DO VIRYA BERSERKR.

O guerreiro sábio em sua ação total de libertação deverá realizar um deslocamento, movimento estratégico de guerra, se pretende receber a Segunda Iniciação Hiperbórea, tática que propicia sua libertação. Esta ação, movimento estratégico, somente a empreendem os viryas mais ousados, os mais valentes; para isto, se deve resignar a distância que separa o SELBST da ORIGEM. O virya deverá construir sua ESCADA CARACOL, sistema real artificial (ponte, escada caracol) que lhe permitirá percorrer a distância entre o Selbst e a Origem, e receber sua Segunda Iniciação Hiperbórea. Ação que transmuta sua VONTADE em PURO VALOR, condição imprescindível para poder receber sua Segunda Iniciação e armar-se com as três RUNAS NÃO-CRIADAS, as armas do VIRYA BERSERKR. Armado e com o Valor infinito, seu sangue terá o poder do VRIL,

No documento Yoga Hiperboreo.port2 (páginas 170-177)

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