III. 1.1.4.3. Cativos
III.1.1.5. Operações de Encerramento
O quadro seguinte releva as operações de encerramento da CGE de 2015, da responsabilidade da DGO, concretizadas em articulação com a tesouraria do Estado, cuja gestão cabe ao IGCP.
Conta Geral do Estado de 2015
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QUADRO 55 – Operações de encerramento da CGE2015
(Euros)
Fonte: Direção-Geral do Orçamento (SGR/SCR) Notas:
(a) Os movimentos negativos em AF e em RNAP foram registados com data-valor de 19/02/2016.
(b) O movimento negativo em RNAP foi registado com data-valor de 17/05/2016.
(c) Inclui, com data-valor de 03/06/2015, a aplicação em 2015 do remanescente do produto de empréstimos que transitou de 2014, no valor de 7 025 415 358,40 euros (no seguimento do fecho da CGE/2014).
A primeira operação apresentada, de «antecipação» dos saldos do Capítulo 60 do orçamento de despesa de 2015 do MF («Despesas excecionais»), traduz um aumento de 100,9 milhões de euros nos fundos entrados, escriturados no ano de 2015 como RAP.
De acordo com o artigo 128.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Lei do Orçamento do Estado para 2015), os saldos das dotações afetas às rubricas de classificação económica
«Transferências correntes», «Transferências de capital», «Subsídios», «Ativos financeiros» e «Outras despesas correntes», inscritas no OE2015, no «Capítulo 60 – Despesas excecionais» do Ministério das Finanças, podiam ser utilizados em despesas cujo pagamento fosse realizável até 15 de fevereiro de 2016, desde que a obrigação para o Estado tivesse sido constituída até 31 de dezembro de 2015 e
Valor Data-valor Data do
movimento Antecipação do Saldo do Capítulo 60 do MF do OE 2015
Contabilização de RAP da DGTF em 2015 (a) 100 944 531,1 31/12/2015 14/03/2016
Antecipação de RNAP de 2016
Contabilização de RAP da SG MAOTE em 2015 (b) 4 072,0 31/12/2015 17/05/2016
Contabilização de RAP da DRAPLVT-MAM em 2015 (b) 45 657,5 31/12/2015 17/05/2016
Contabilização de RAP do IGeFE-MEdu em 2015 (b) 12 969,5 31/12/2015 17/05/2016
Contabilização de RAP da DGES-MCTES em 2015 (b) 2 315,2 31/12/2015 17/05/2016
Contabilização de RAP do GEP-MTSSS em 2015 (b) 118,7 31/12/2015 17/05/2016
Receita multi-imposto (excessos) – AT
Movimentos de janeiro a dezembro (execução provisória) (c) 72 856 814 063,0
Movimentos de dezembro (execução provisória) 6 115 022 253,6 31/12/2015 11/01/2016 Operações de encerramento (apuramento)
Fecho provisório da execução orçamental -4 082 713 288,6 31/12/2015 15/02/2016
Apuramento final/Encerramento da CGE -6 967 943,3 31/12/2015 27/05/2016
74 882 155 084,7 Designação dos movimentos
contabilizados no SGR da DGO
Operações de encerramento da CGE 2015
fosse nessa data conhecida ou estimável a quantia necessária. Para o efeito, os valores são depositados em conta especial destinada ao pagamento das respetivas despesas (113,3 milhões de euros, dos quais 12,7 milhões de euros para fazer face a pagamentos de subsídios e indemnizações compensatórias, 2,1 milhões de euros para pagamento de «Ativos financeiros» e 98,6 milhões de euros para pagamento de comissões e outros encargos). Tendo-se constatado a existência de saldo, a DGTF procedeu à sua entrega em 19 de fevereiro de 2016 na tesouraria do Estado como RNAP (98,9 milhões de euros) e como «Ativos financeiros» (2,1 milhões de euros). Esta operação de retroação do saldo entregue em 2016 para a execução de 2015, através da sua escrituração como RAP, permitiu corrigir o empolamento «artificial» da despesa paga no ano de 2015.
As outras operações de antecipação estão sustentadas pelo n.º 1 do artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 36/2015, de 9 de março (estabelece as normas de execução do OE2015), remetendo para o n.º 4 da Circular n.º 1341, Série A, da Direção-Geral do Orçamento (DGO), de 21 de abril de 2008. A sua necessidade reside no facto de:
A DRAPLVT carecer de regularizar Reposições emitidas em 2016, devendo, para o efeito, serem tratados os Documentos Únicos de Cobrança (DUC) necessários para assegurar a consistência do mapa de fluxos de caixa e acertar a conta de gerência;
A Secretaria-Geral do MAOTE (SGMAOTE) ter reconhecido uma guia RAP no sistema local, no montante de 372,33 euros, mas o tratamento realizado no sistema de receita do Estado (SGR) se ter traduzido na liquidação e cobrança de um DUC no valor de 372,23 euros. A diferença de 0,10 euros é necessária para assegurar a cobertura dos pagamentos líquidos efetuados em 2015, e, para o efeito, procedeu-se à retroação de parte de uma guia de RNAP de 2016. Também a SGMAOTE emitiu, a 28 de dezembro de 2015, duas RAP para liquidação do fundo de maneio do Gabinete do Ministro do Ambiente e do Gabinete do Secretário de Estado da Energia, ainda que o pagamento dos DUC tenha acabado por não ser viável em 2015, pelo que foram anulados. Em 2016, foram então reemitidos DUC pelo mesmo valor, mas como Reposições Não Abatidas aos Pagamentos (RNAP), pelo que houve que as fazer retroagir a 2015, como RAP, por forma a regularizar os pagamentos líquidos do ano;
O GEP-MSESS ter solicitado, para poder conciliar/regularizar os fundos saídos/pagamentos, a retroação da RNAP/2016 de 118,7 euros para RAP de 2015;
No Agrupamento de Escolas Professor Óscar Lopes, de Matosinhos, a reposição
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entidade a considerar o valor em causa como RAP; assim, o IGeFE solicitou esta retroação por forma a que seja assegurada a regularização financeira dos pagamentos realizados em face das dotações disponíveis em 2015;
A DGES-MCTES ter solicitado que o valor de uma RNAP, de 4 de fevereiro de 2016, e respeitante a estornos de pagamento de bolsas de estudo efetuados com verbas do Fundo Social Europeu, fosse convertida em RAP de 2015, bem como que essa verba fosse reconhecida como saldo de Fundos Europeus a transitar e a utilizar em 2016.
A operação contabilística relacionada com a receita multi-imposto (excessos) consubstanciou-se na realização de um estorno meramente escritural, com o qual a informação de cobrança líquida existente no «Capítulo 17 – Operações extraorçamentais» a título de receita multi-imposto, foi imputada a capítulos de receita orçamental correspondentes aos impostos que esse tipo de guias costuma representar: IRS, IRC e IS.
Para a tesouraria do Estado, a cobrança existente no Capítulo 17 (apesar de, em termos de classificador orçamental, ser uma receita extraorçamental) também dá cobertura a despesa orçamental, uma vez que também representa entrada de fundos na tesouraria do Estado, pelo que a manutenção desta cobrança no Capítulo 17 iria provocar um desfasamento entre a receita orçamental e a despesa orçamental e um desequilíbrio orçamental entre a receita e a despesa. Para obviar a essa situação, realizou-se o estorno referido, com o intuito de assegurar o equilíbrio orçamental, tal como determinado pela Lei de Enquadramento Orçamental.
Por outro lado, em sustento da realização daquele movimento escritural também relevou o facto de se entender que, mesmo tratando-se de valores que poderão não constituir receita do Estado, para todos os efeitos, enquanto a restituição aos terceiros não for realizada, como previsto no artigo 35.º do Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho, a realidade é que existiu entrada de valores na tesouraria do Estado a título dos três impostos acima referidos.
A operação final de encerramento da CGE consiste na realização dos movimentos contabilísticos necessários à existência do equilíbrio entre a despesa total paga e a receita total arrecadada (incluindo os valores contabilizados em «Ativos financeiros» e os que, até esse momento, já foram registados em «Passivos financeiros») no subsetor Estado. Salienta-se que o fecho provisório da tesouraria do Estado se regista até 15 de fevereiro do ano seguinte (n.º 2 do artigo 42.º do Decreto-Lei n.º 191/99, de 5 de junho, que aprova o regime da tesouraria do Estado); já o fecho definitivo da CGE realiza-se até 30 de junho do ano seguinte (n.º 1 do artigo 73.º da Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto – LEO, alterada e republicada pela Lei n.º 41/2014, de 10 de julho).