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R ELATÓRIO DO C OMITÉ R EGIONAL

ORÇAMENTO-PROGRAMA DA OMS PARA 2012-1013 (documento AFR/RC60/17)

166. O projecto de Proposta de Orçamento-Programa para 2012-2013 foi apresentado ao Comité Regional, para discussão e comentários. O Orçamento- Programa para o biénio 2012-2013 é o último do Plano Estratégico a Médio Prazo (MTSP) para 2008-2013. Foi referido que a estrutura do MTSP se manteve na mesma,

com os seus 13 objectivos estratégicos (OE). Os OE do MTSP pretendem definir as orientações gerais e as prioridades.

167. O Comité Regional foi informado de que a proposta do Orçamento-Programa para 2012-1013 reflecte uma avaliação dos recursos disponíveis no panorama financeiro, assim como a real capacidade de implementação da Organização em 2008-2009. Reafirma o compromisso do Secretariado num melhor alinhamento da gestão dos recursos com a prestação planeada em todos os OE e nos principais escritórios, especialmente no que diz respeito aos OE prioritários, que continuam a ser subfinanciados. Mantém o compromisso da Organização de reforçar o apoio de primeira linha aos países e oferecer o apoio adequado, a nível regional e global. A esse respeito, o princípio "70%-30%" continua a presidir à distribuição geral dos recursos entre as regiões e a Sede.

168. O total da proposta do Orçamento-Programa para 2012-1013 é de 4804 milhões de dólares americanos. O aumento de 264 milhões em relação ao orçamento aprovado para 2010-2011 refere-se principalmente ao ajustamento dos programas especiais, acordos de colaboração e aos orçamentos da resposta a surtos e crises às realidades do respectivo financiamento e da sua implementação. A proposta do Orçamento-Programa para 2012-1013 tem 3 componentes: 1) Programas de base: a OMS detém em exclusivo o controlo estratégico e operacional sobre as actividades correspondentes e quando à escolha dos meios, localização e calendário da implementação; 2) Programas especiais e acordos de colaboração: são actividades totalmente integradas na hierarquia dos resultados da OMS e sobre os quais a Organização detém autoridade executiva, mas que são empreendidas em colaboração com parceiros; 3) Resposta a surtos e crises: estas actividades são governadas por eventos externos e prementes.

169. Prevê-se que o Orçamento-Programa proposto para 2012-2013 seja financiado em 20% pelas contribuições fixas e em 80% pelas contribuições voluntárias, muitas destas minuciosamente especificadas. Propõe-se que o nível das contribuições fixas a nível mundial se mantenha como no biénio 2010-2011. Propõe-se que a afectação das contribuições fixas por escritório principal permaneça igual à de 2010-2011. 170. O Comité Regional foi informado de que a monitorização e avaliação do desempenho do Orçamento Programa ocorrerá ao fim de um período de 12 meses (revisão intermédia) e após terminado o biénio (avaliação do desempenho do Orçamento-Programa). O relatório da revisão intermédia será disponibilizado à

Comissão do Programa, Orçamento e Administração do Conselho Executivo, ao próprio Conselho Executivo, à Assembleia Mundial da Saúde e às sessões dos comités regionais que ocorram após o primeiro ano do biénio. O relatório da avaliação será apresentado aos mesmos órgãos, nas sessões após o final do segundo ano do biénio.

171. O Comité Regional congratulou-se com a apresentação do Orçamento- Programa da OMS para 2012-2013 e verificou, com preocupação, o facto de cerca de 80% do orçamento proposto não estar garantido, em especial no contexto da crise económica mundial. Foi também notado que, mesmo no caso de as contribuições voluntárias aumentarem, a sua disponibilidade não será suficientemente flexível para que a OMS possa dar resposta às prioridades, com base nas solicitações dos países.

172. Face às incertezas relacionadas com a mobilização de 80% do orçamento, o Comité Regional questionou se estavam implementadas modalidades ou estratégias inovadoras, capazes de melhorar a disponibilidade e a flexibilidade dos fundos voluntários, para a execução do Orçamento Programa. Foi solicitada uma clarificação sobre o significado e as implicações dos conceitos "fundos totalmente e altamente flexíveis" e "fundos de média flexibilidade" e sobre os processos de decisão e execução dos fundos não especificados. Os delegados sublinharam a ideia de que cabe aos Estados-Membros a responsabilidade de advogar em favor de fundos mais abundantes e mais flexíveis, para garantir que a OMS cumpra o seu mandato e responda melhor às solicitações dos países.

173. O Secretariado agradeceu as úteis contribuições dos delegados e o interesse manifestado pelo Orçamento-Programa. O Secretariado esclareceu que "fundos totalmente e altamente flexíveis" são fundos nucleares voluntários que são flexíveis a vários níveis: quanto aos Resultados Esperados a Nível da Organização, quanto ao escritório principal e quanto ao tema. Foi referido que a incapacidade de mobilizar fundos adequados poderia resultar na perda de competências bem desenvolvidas e na falência em prestar o apoio técnico aos países. O Secretariado informou os delegados que tinha preparadas estratégias de âmbito mundial e regional para a mobilização de recursos, incidindo no reforço das capacidades internas, sobretudo a nível de país, e numa melhor comunicação dos sucessos da OMS. O Secretariado solicitou aos Estados-Membros que continuassem a fazer advocacia em favor de recursos adicionais mais abundantes e mais flexíveis para a OMS.

174. Ao encerrar a sessão, o Presidente do Comité Regional apelou aos Estados- Membros para que mobilizassem financiamentos adicionais e fizessem advocacia nesse sentido, de modo a apoiar a execução do Orçamento-Programa na Região Africana.

O FUTURO DO FINANCIAMENTO DA OMS (documento AFR/RC60/18)

175. Ao apresentar o documento, o Director Regional lembrou que, em Janeiro de 2010, a Directora-Geral convocou um debate informal sobre o futuro do financiamento da OMS. A reunião consultiva não tinha por objectivo a tomada de decisões, mas sim encetar uma conversação estratégica, destinada a identificar os principais problemas relacionados com as actividades da OMS, aos níveis mundial, regional e nacional; reconhecer as diferenças de opinião onde elas existem; e traçar o rumo a seguir, o que irá trazer o debate para o âmbito mais formal dos Órgãos Directivos da OMS. As principais questões relacionavam-se com as funções centrais da OMS; saúde e desenvolvimento; parcerias; apoio da OMS aos países; colaboração técnica; as implicações na governação da OMS; definição de prioridades e comunicação; e implicações para o financiamento. Ficou acordado que um relatório formal sobre as questões levantadas durante a consulta seria apresentado pelo Secretariado ao Conselho Executivo, em Janeiro de 2011, e que o relatório incluiria os pontos de vista dos Estados-Membros, obtidos através de uma consulta técnica via Internet e debates durante a sessão do Comité Regional de 2010.

176. O Comité Regional Regional elogiou a informação de base fornecida pelo Director Regional a respeito do documento. Os delegados sublinharam a importância do documento, mas indicaram que não tinham tido tempo para analisá- lo. Dada a necessidade de rever os contributos dos Estados-Membros sobre este assunto, os delegados solicitaram mais tempo para reverem o documento e apresentarem, posteriormente, os seus comentários ao Secretariado.

177. O Secretariado incentivou os Estados-Membros a enviarem as suas contribuições para o sítio Web ou para o Escritório Regional até Novembro de 2010, de modo a que as mesmas possam ser tidas em consideração durante a próxima reunião do Conselho Executivo da OMS, agendada para Janeiro de 2011.

CORRELAÇÃO ENTRE OS TRABALHOS DO COMITÉ REGIONAL, DO

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