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Origem e Evolução do DinHeiro

No documento PLANEJAMENTO E CONTROLE FINANCEIRO (páginas 139-157)

A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução. No início, não havia moeda, as pessoas produziam coisas somente para o seu próprio sustento, como arroz, feijão e outras mercadorias. Até chegarmos na moeda que conhecemos, a sociedade passou por um longo processo de desenvolvimento e evolução, conforme é apresentado a seguir.

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a) Escambo

O Banco Central do Brasil (s.d.) afi rma que a moeda tradicional, que utilizamos hoje no nosso cotidiano, é fruto de uma longa evolução. No início da nossa sociedade organizada utilizava-se o escambo, troca de mercadorias, que não possuíam uma equivalência de valor. As trocas se davam pelo excedente de produtos que cada indivíduo ou família produzia ou extraía. Por exemplo, para quem pescasse mais peixes do que o necessário para sua alimentação poderia trocar por arroz ou feijão. O Banco Central do Brasil (s.d.) afi rma que algumas mercadorias passaram a ser mais procuradas do que outras e estas passaram então a ter uma função de moeda, seria a moeda-mercadoria. Exemplos de moeda-mercadoria: gado, sal, café, entre outros.

Uma curiosidade interessante é que estas moedas deixaram suas referências na origem de algumas palavras até hoje utilizadas quando nos referimos a dinheiro. Segundo o Banco Central do Brasil (s.d.), o salário tem origem na moeda mercadoria sal, que era trocada por serviços prestados na Roma Antiga. Pecúnio (dinheiro) e pecúlio (riqueza acumulada) são derivados do latim pecus, que se refere ao gado. Já a palavra capital, deriva do latim capta, que signifi ca cabeça, em referência às cabeças de gado.

Com o passar do tempo, segundo o Banco Central do Brasil (s.d.), os volumes de negócios passaram a fi car maiores e então a moeda-mercadoria passou a trazer alguns inconvenientes, como o fato de ser perecível, difi cultando o acúmulo de riquezas.

b) Metal

A partir do momento em que o homem descobriu o metal, este passou a utilizá-lo nas suas aplicações cotidianas, como a forja de armas e utensílios domésticos. Segundo o Banco Central do Brasil (s.d., p. 1), por satisfazer os padrões de “entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor”. Então, o metal começou a ser trocado sobre as mais variadas formas, como joias, in natura, na forma de utensílios etc.

Para uma transação comercial, utilizando-se os metais em formatos variados, era necessária uma aferição, uma comprovação do grau de pureza e do peso de material dado em troca, para então atribuir o seu valor.

Uma nova evolução ocorreu com a padronização da forma de apresentação do metal, com um peso específi co e uma marca indicativa de valor que permitia identifi car também quem havia emitido esse metal-moeda.

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Capítulo 6

No início, as moedas tiveram formas de réplica de utensílios, como faca e chave, por exemplo, estas eram encontradas no Oriente Médio. O talento, segundo o Banco Central do Brasil (s.d.), era uma moeda de cobre, que possuía o formato de pele de animal, com circulação na Grécia e em Chipre.

c) Moeda tradicional

Segundo o Banco Central do Brasil (s.d.), a moeda nos formatos mais próximos dos que circulam atualmente só foram surgir a partir de século VII a.c.

Eram pequenos objetos de metal, com peso e valor padronizados, identifi cando o emissor, que garantiria o valor da moeda.

Na Grécia, eram produzidas moedas de prata, e na Lídia um lingote oval com ouro e prata, que era denominado eletro.

Na época, o processo de cunhagem de uma moeda era totalmente manual e arcaico, fazendo com que as moedas não tivessem uma padronização na sua forma.

Até o século XIX, as moedas eram cunhadas em materiais preciosos, como ouro e prata, seu valor equivalia e era intrínseco. Assim, segundo o Banco Central do Brasil (s.d., p. 2) “uma moeda na qual haviam sido utilizados vinte gramas de ouro, era trocada por mercadorias deste mesmo valor”.

Ao fi nal do século XIX, as moedas passaram a ser cunhadas de outros metais, e seus valores passaram a representar o valor determinado em sua face, não guardando mais referência ao material em que era produzida.

d) Moeda de papel

Segundo o Banco Central do Brasil (s.d.), na Idade Média, era comum as pessoas armazenarem suas riquezas com ourives e este, como forma de garantia, lhes atribuía um recibo. Este recibo passou, então, a circular como forma de pagamento e passaram a exercer a função de moeda. No país, segundo o Banco Central do Brasil (s.d.), os primeiros bilhetes que foram negociados foram emitidos pelo Banco do Brasil, em 1810, e possuíam grafados à mão o seu valor comercial, assim como as conhecidas folhas de cheques. Com o passar do tempo, os governos assumiram o controle de emissão de cédulas e moedas para coibir a falsifi cação e garantindo o poder de pagamento. Os Bancos Centrais assumem este papel na imensa maioria das nações.

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e) Sistema Monetário

O sistema monetário, segundo o Banco Central do Brasil (s.d., p. 3), refere-se à forma de organização das moedas de um determinado país: “o conjunto de cédulas e moedas utilizadas por um país forma o seu sistema monetário”. Existe uma regulação própria que rege este sistema e ele é baseado em uma legislação específi ca.

Conheça maiores detalhes do sistema monetário atual do país, acessando o link: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9069.

htm>.

O Banco Central do Brasil afi rma que praticamente todas as nações utilizam-se como menor unidade divisional da moeda o centésimo, no qual a menor unidade monetária em circulação equivale a um centésimo da sua unidade de valor. Assim, no Brasil, a unidade monetária corresponde ao real, e a menor unidade em circulação é a moeda de um centavo, correspondente a um centésimo do valor de um real.

Costuma-se aplicar os maiores valores em cédulas e os menores valores em moedas. A tendência é de que as necessidades diárias dos estabelecimentos comerciais, sobretudo os pequenos negócios, sejam mais volumosas em moedas, haja vista que estas possuem uma durabilidade muito maior do que as cédulas. Assim, para pequenos negócios, as moedas em metal representam uma unidade monetária bastante importante na operação fi nanceira do caixa dos comércios em geral.

f) Moeda Bancária - Cheques

Existe uma moeda denominada moeda bancária, também denominada de moeda escritural, os tradicionais cheques aos quais estamos habituados a conviver no comércio. Esta moeda corresponde, segundo o Banco Central do Brasil (s.d.), a depósitos à vista e substituem as cédulas e as moedas. Apesar de costumeiros, os cheques pré-datados são uma inovação não reconhecida pelos bancos, apesar de ser frequente a sua menção em disputas com órgãos de proteção ao crédito. Na essência, o cheque equivale a um depósito à vista.

Os bancos, geralmente, fornecem folhas de cheques aos seus correntistas de modo que estes possam emiti-los nos valores desejados para realizar

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Capítulo 6

pagamentos que serão compensados, confrontando o saldo de conta com o valor escriturado no cheque.

O Banco Central do Brasil (s.d.) afi rma que os cheques possuem como vantagens a facilidade de movimentar grandes quantias, sem a necessidade de saques de valores em espécie, economizando tempo e evitando furtos de valores.

O uso do cheque pode cair em descrédito devido às garantias de existência de fundos para quitar a promessa de compra ou saque na conta corrente do emissor, seria o temor pelo conhecido cheque sem fundos. Para o Banco Central do Brasil (s.d., p. 4) “os benefícios propiciados pelo uso do cheque só são possíveis onde leis rigorosas punem os emitentes de cheques sem fundos, amparando, assim, sua circulação”.

g) Cartões de crédito e débito

Um outro substituto das moedas em cédulas são cartões de plástico, emitidos por instituições fi nanceiras, bancos e estabelecimentos comerciais. Estes cartões possuem uma sequência numérica que identifi cam o pagador, e através de uma senha, ou código de verifi cação é possível que seus proprietários possam realizar compras ou pagamentos, e assumindo um compromisso com o pagamento deste valor em data futura, junto à instituição que emite o cartão, ou seja, o comerciante recebe o dinheiro em um curto espaço de tempo, em um ou dois dias, e o cliente possuirá um prazo para pagar que pode variar de alguns dias a até mais de um mês, normalmente.

O comerciante paga um pequeno percentual pela utilização deste serviço e o cliente poderá pagar anuidade pelo uso do cartão. Alguns emissores fornecem descontos progressivos para alguns clientes em função dos volumes de transação realizados no cartão de crédito. Um dos maiores benefícios do uso do cartão de crédito é a possibilidade de realizar transações diretamente pela internet. Cartões de débito possuem uma funcionalidade parecida com os cartões de crédito e sua diferença principal é que o valor é diretamente debitado da conta corrente do usuário, o que diminui alguns riscos para o lojista e a entidade emissora do cartão, neste caso, normalmente os bancos tradicionais. Segundo o Banco Central do Brasil (s.d.), existem algumas variáveis de cartões de débito, como os smartcard, que são cartões pré-pagos, no qual você paga uma fatura que adiciona crédito ao cartão e ele vai sendo consumido como se fosse um cartão de débito vinculado a uma conta corrente em um banco. Existem também os cartões pré-pagos a serem utilizados em viagens internacionais, nos quais são creditados valores na moeda corrente do país ao qual o viajante se destina.O Banco Central do Brasil (s.d., p.

5) afi rma que:

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[...] o dinheiro, seja em que forma se apresente, não vale por si, mas pelas mercadorias e serviços que pode comprar. É uma espécie de título que dá a sua portadora faculdade de se considerar credor da sociedade e de usufruir, por meio do poder de compra, de todas as conquistas do homem moderno.

Assim, a evolução do dinheiro tradicional, na forma que o conhecemos na sua essência, evoluiu conforme a nossa abordagem até aqui. No entanto, atualmente estamos vivenciando uma nova etapa, uma quebra de paradigma com o surgimento de novas moedas, as quais abordaremos a seguir.

h) Novas Moedas

Academicamente, ainda estamos tão habituados ao nosso sistema fi nanceiro tradicional, que existe pouca literatura disponível sobre novas moedas e moedas virtuais. Talvez pela sua difi culdade em reconhecê-las como moedas, ou talvez seja pela novidade do tema. Não conseguimos saber com precisão. Para compreendermos este tema, realizamos pesquisas em artigos científi cos recentes e publicações de profi ssionais especializados na área, assim como em entidades internacionais e intergovernamentais de prevenção a fraudes no sistema fi nanceiro.

Para Barreto (2017), quando falamos em moedas virtuais, não necessariamente estamos falando de algo essencialmente novo. Por exemplo, um programa de pontuação no cartão de crédito pode ser considerado uma moeda virtual. Um programa de milhagem de companhias aéreas também, assim como um simples cupom de desconto.

Segundo a Financial ActionTask Force - FATF (2014) a moeda virtual é uma representação digital de um valor que pode ser negociado no universo virtual. A moeda virtual funciona como um meio de troca; e/ou uma unidade de conta; e/ou uma loja câmbio, mas não tem status de moeda legal. Quando a moeda virtual é ofertada a um determinado credor, é considerado uma oferta de pagamento válida. Uma outra característica é de que as moedas virtuais não são emitidas e nem garantidas por qualquer instituição governamental.

Esta validade das moedas virtuais ocorre por um consenso admitido entre os usuários deste tipo de moeda.

A moeda virtual se distingue da moeda tradicional, do dinheiro real, mas em alguns casos pode ser convertida neste, ou seja, em alguns casos pode-se trocar moeda virtual por dinheiro real.

Segundo a Financial ActionTask Force-

FATF (2014) a moeda virtual é uma representação digital de um valor que pode ser negociado

no universo virtual.

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A FATF (2014) alerta para a distinção da moeda virtual do chamado e-money, que é uma representação digital da moeda tradicional utilizada para transferir dados eletronicamente denominados em moeda tradicional.

Assim, podemos verifi car alguns elementos novos na moeda virtual, um deles é a ausência de um controle de emissão e circulação por parte de uma entidade controladora do sistema fi nanceiro nacional, ou seja, nas moedas virtuais não existe um banco central dando garantias de que aquela moeda virtual poderá ser aceita em determinadas transações nem a sua equivalência de valor e muito menos a sua autenticidade.

A FATF - Financial ActionTask Force -, ou força tarefa de ação fi nanceira, numa tradução literal é um órgão intergovernamental criado em 1989 pelos ministros de seus estados membros, dos quais o Brasil é um destes. Os objetivos da FATF é estabelecer padrões e promover a implementação efetiva de medidas legais, regulamentares e operacionais para combater lavagem de dinheiro, o fi nanciamento do terrorismo e outras ameaças relacionadas à integridade do sistema fi nanceiro internacional. Conheça mais sobre o trabalho realizado pela FATF, através do link: <http://www.fatf-gafi . org/home/>.

Segundo a FATF (2014), há dois tipos básicos de moedas virtuais, aquelas conversíveis e aquelas não conversíveis:

Moedas virtuais conversíveis: este tipo de moeda corresponde àquelas para as quais há um mercado ativo, ou seja, alguém que oferta dinheiro real e outra pessoa que aceita vender a moeda. Veja que, como não há uma regulação, uma obrigação de venda, o mercado deve ser recíproco, deve existir tanto pessoas desejando a compra da moeda quanto pessoas aceitando vendê-las. Um exemplo bastante recente deste tipo de moeda virtual conversível é o bitcoin, o qual vamos explorar mais à frente com maiores detalhes.

Moedas virtuais não conversíveis: estas moedas foram criadas para serem utilizadas em ambientes específi cos, em comunidades virtuais defi nidas. Assim, não há permissão pelo emissor para a conversão destas moedas em dinheiro real, e caso isso ocorra é comum a previsão

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de punições para quem realizou a venda. FATF (2014) alerta que mesmo que algumas moedas virtuais não sejam conversíveis, é comum que ocorra a existência de uma espécie de mercado paralelo, no qual estas moedas são transacionadas. Este é um caso típico dos programas de milhagens de companhias aéreas, nos quais há um ambiente específi co para aquisição e acumulação de pontos (milhas), os quais podem ser trocados por passagens aéreas ou então por produtos específi cos em redes comerciais parceiras.

Ainda segundo o FATF (2014), as moedas virtuais podem ser centralizadas ou não centralizadas.

As moedas virtuais não conversíveis são todas centralizadas: isto ocorre pela sua defi nição, pois existe um emissor central que estabelece regras que as tornam não conversíveis. Em contrapartida, as moedas virtuais conversíveis podem ser tanto centralizadas ou descentralizadas.

Moedas virtuais centralizadas: as moedas virtuais centralizadas possuem uma única autoridade de administração, isto é, um terceiro que coordena todo o sistema. Um administrador emite a moeda, estabelece as regras para seu uso, mantém um livro-razão de pagamento central e tem autoridade para retirar a moeda de circulação. A taxa de câmbio de uma moeda virtual conversível pode ser fl utuante, ou seja, determinada pela oferta e demanda do mercado para a moeda virtual - ou vinculada - ou seja, fi xada pelo administrador em um valor fi xo medido em moeda real. Atualmente, a maioria das transações de pagamentos em moeda virtual envolvem moedas virtuais centralizadas. Exemplos: reservas de bilhetes aéreos com pontos de milhagem, reserva de hotel ou pagamento de combustível com pontos do cartão de crédito.

Moedas virtuais descentralizadas: estes são tipos específi cos de moedas virtuais não tão usuais nas transações comerciais. As moedas virtuais descentralizadas são distribuídas ponto a ponto e baseadas em programas matemáticos que não possuem autoridade central de administração e nenhum monitoramento ou supervisão central. Um exemplo deste tipo de moeda é o bitcoin.

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Quando se fala em moedas virtuais, ou moedas digitais, especifi camente as criptomoedas (bitcoin, por exemplo), você poderá se deparar com o termo peer-to-peer, ou ponto-a-ponto, esta é uma arquitetura de rede de computadores na qual há comunicação direta entre dois computadores, sem a necessidade de um servidor central, e tanto um ponto quanto outro da rede enviam e recebem informações.

O Quadro 22 resume a taxonomia adotada pela FATF (2014) para conceituar as moedas virtuais.

Quadro 22 – Taxonomia de moedas virtuais

Centralizada Descentralizada

Conversível

Possui administrador central, comer-cialização; existe terceiro que valida as operações; pode ser

trocado por moeda real.

Exemplo: Second Life Linden Dollars.

Usuários (não administrador);

não existe terceiro que valida as operações; pode ser trocado por moeda fi duciária.

Exemplo: Bitcoin.

Não Conversível

Administrador centralizado não con-versível, existe terceiro que valida as operações; não pode ser trocado por moeda real.

Exemplo: Programas de pontos de companhias aéreas.

Não existe.

Fonte: Adaptado de FATF (2014, p. 8).

Taxonomia: taxonomia é uma ciência de classifi cação. Esse termo vem das ciências naturais, onde existe uma constante busca por classifi cação, descrição e catalogação de espécies de seres vivos.

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i) Exemplos de Moeda Virtual

Segundo Barreto (2017), temos uma diversidade de tipos de moedas virtuais e pelas suas características podemos classifi cá-las conforme suas propriedades de conversibilidade e centralização.

Uma característica intrínseca das moedas virtuais, como o FATF (2014) descreve, é o fato de não serem emitidas por um agente governamental e serem aceitas em um ambiente virtual como um tipo de pagamento válido. Barreto (2017) traz alguns exemplos de moedas virtuais, as quais vamos descrever com mais detalhes:

Moedas virtuais vinculadas a jogos eletrônicos

Este tipo de moeda virtual é bastante conhecido do público jovem e com afi nidade com a tecnologia - jogos eletrônicos para ser mais preciso. Uma moeda muito citada em periódicos científi cos é o Second Life Linden Dollars. Second Life é uma plataforma virtual em terceira dimensão na qual os jogadores simulam diversos aspectos da sua vida em um ambiente virtual e utilizam uma moeda virtual, Second Life Linden Dollars, para realizar transações unicamente nesta plataforma. O Second Life Linden Dollars possui um equivalente em moeda real e pode ser convertido pelo usuário do programa. No entanto, essa não é uma regra para moedas virtuais vinculadas a jogos eletrônicos. Segundo a FATF (2014), as moedas podem ser não conversíveis, como a World of Warcraft Gold.

Uma característica destas moedas é a de centralização, pois são emitidas e controladas por um único administrador, geralmente o fabricante do referido software computacional.

Esse tipo de moeda pode ser adquirido diretamente pelos usuários dos jogos eletrônicos na plataforma ou ser recebido por recompensa em atividades exercidas dentro do próprio jogo. A conversibilidade auxilia no atrativo para compra da moeda, pois o usuário poderá revertê-la em moeda real caso desista de utilizá-los na plataforma virtual, contudo, há sempre uma taxa de câmbio na conversão, tanto para compra, quanto para venda.

Programas de recompensa ou fi delidade

Mariotto (2015, p. 39) afi rma que “os Programas de Fidelidade são esquemas estruturados pelas empresas permitindo a concessão de benefícios de forma sistemática ao cliente”. Os benefícios identifi cáveis pelo usuário dos programas de fi delidade são os descontos ou prêmios, mas também existem as sensações de status, participação de um grupo social, agradecimento e reciprocidade.

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Quando se fala em moeda virtual, um dos tipos de programa de fi delidade utilizados como exemplo por Barreto (2017) são os programas de milhas aéreas.

Esse tipo de programa de fi delidade surgiu junto às companhias de aviação, que premiam seus usuários pela fi delidade em voar sempre com a mesma companhia aérea. Assim, ao conquistar determinada quantidade de milhas, que pode variar conforme a distância viajada e/ou o valor das passagens adquiridas, o usuário

Esse tipo de programa de fi delidade surgiu junto às companhias de aviação, que premiam seus usuários pela fi delidade em voar sempre com a mesma companhia aérea. Assim, ao conquistar determinada quantidade de milhas, que pode variar conforme a distância viajada e/ou o valor das passagens adquiridas, o usuário

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