DO UTÓPICO AO REAL
4.7. Os cursos, as disciplinas, os coordenadores
Ho uve uma avaliação do s curso s mediant e quest io nário . Os curso s do Pro grama Licenciat ura Plena Parcelada t êm recebido crít icas, co nfo rme divulgado na imprensa, principalment e so bre a qualidade do ensino que o ferece, crít icas que devem levar em co nsideração as diferenças e a realidade para a qual o s curso s se dest inam, para pro fesso res em at ividade do cent e, diferent e da realidade do s curso s regulares.
Não é o bjet ivo dest a pesquisa est abelecer uma co mparação de qualidade ent re o s curso s regulares e o s curso s do PLPP, no ent ant o , est a co mparação fo i det ect ada na o pinião co lhida do s pro fesso res-acadêmico s: “superou a
expectativa que eu tinha, até dos cursos regulares”(professor-
acadêmico /Pedago gia-16); “adequação às minhas exigências, porque estava
em outro curso (regular) mas não preenchia as minhas
expectativas”(professor-acadêmico/Letras-9); “é bom, tenho trocado idéias com alunos de outras entidades e percebo que não há diferença”(professor-
acadêmico –Mat emát ica-3); “é muito bom, porque temos tido oportunidade de
ter bons professores e apesar de ser parcelada, tem contribuído muito na minha vida profissional” (professor-acadêmico/Geografia – 4); “penso que é um dos melhores, porque fornece conhecimento de várias áreas me dando
oportunidade de ser um indivíduo interdisciplinar” (pro fesso r-
acadêmico /Pedago gia-11).
O reco nheciment o da qualidade de seu curso se fez present e em declaraçõ es do s pro fesso res-acadêmico s “é excelente nos proporciona uma
oportunidade nunca oferecida” (pro fesso r-acadêmico /Pedago gia-7); “é
excelente, porque é através deste que tenho adquirido aperfeiçoamento
profissional e venho realizando-me como profissional” ”(professor-
acadêmico /Geo grafia-2); “é excelente, e o curso que eu gostaria de fazer e as
disciplinas estão de acordo, os professores também são muito competentes”
(pro fesso r-acadêmico /Pedago gia-5); “considero excelente, pois veio completar
com aquilo que eu já havia adquirido a muito tempo, ou seja, a prática”(professor-acadêmico/Letras-9); “tenho descoberto um conhecimento
riquíssimo através deste curso, excelente, aprendi muito, pena que não fiz antes de eu casar, pois estaria me ajudando na educação de meus filhos, não teria cometido os erros que fiz” (professor-acadêmico/Pedagogia-2).
Gráfico 44: Da avaliação do s curso s pelo s pro fesso res-acadêmico s.
0 2 4 6 8 10 Geografia História Matemática Letras Pedagogia Excelente Ótimo Muito Bom Bom
Fon t e: Qu est i on á r i o a p l i ca d o a os p r ofessor es- a ca d êm i cos, 2 0 0 3 .
E m o ut ras indicaçõ es, o s pro fesso res-acadêmico s reco nhecem o curso co mo ó t imo , muit o bo m o u bo m: “o meu curso é ótimo, pois está dando
oportunidade a nós, professores, de nos habilitarmos com excelente aplicabilidade e alto nível” (professor-acadêmico/Pedagogia-3); “é um curso que me agrada sinto-me muito honrada em estar fazendo, pois é um desafio muito bom, que a gente sempre sonhou”(professor-acadêmico/História-6); “é muito bom e necessário para todo profissional que queria trabalhar na educação porque ele visa a proporcionar os conhecimentos, habilidades e as atitudes requeridas para levar adiante o processo educacional”(professor-
acadêmico /Mat emát ica-1); “é ótimo, porque tem me ajudado muito em minha
prática docente, adquiri novos conhecimentos que me ajudam a me desenvolver mais como profissional”(professor-acadêmico/Pedagogia-13).
T o rna-se necessário salient ar que nenhum do s pro fesso res-acadêmico s co nsidero u o seu curso fraco o u regular.
Quando sugerido , em quest ão abert a, que relacio nassem aspect o s po sit ivo s o u negat ivo s de seu curso , o bt eve-se as mais variadas respo st as do s pro fesso res-acadêmico s, que dest acaram co mo aspect o s po sit ivo s de seu curso
“a oportunidade de conhecer e poder trabalhar com várias metodologias, auxiliando a nossa prática docente” (professor-acadêmico/Pedagogia-7); “ ele me trouxe mais ânimo e conhecimentos para a realização de um trabalho melhor e conhecimento de novos métodos educacionais” (professor-
acadêmico /Pedago gia-21); “a oportunidade de conhecer e melhorar a prática
pedagógica em sala tem nos ajudado a ver o mundo e a educação com uma nova visão” (professor-acadêmico/Letras-11); “me permitiu interações com a prática docente, maior conhecimento, realização pessoal e profissional”
(pro fesso r-acadêmico /Mat emát ica-4); “conciliação com o tempo de trabalho” (pro fesso r-acadêmico /Hist ó ria-2); “me permitiu a adequação às exigências
legais melhoria de conhecimentos e melhoria salarial.” (professor-
acadêmico /Pedago gia-6); “eu mudei a minha maneira de administrar aulas
idéias e me sinto mais importante como pessoa” (pro fesso r-
acadêmico /Pedago gia-19).
Merece ainda ser dest acado que quase 50% do s pro fesso res-acadêmico s levant aram a quest ão da qualidade e capacidade do s do cent es: “bons
profissionais, atuantes, com metodologias inovadoras que dosam o conteúdo
dentro do programa” (pro fesso r-acadêmico /Let ras-4); “excelentes
orientadores” (professor-acadêmico/Geografia-2), “bons orientadores que tem permitido a união teoria/prática com a escolha de bons textos” (professor-
acadêmico /Hist ó ria-4); “temos professores com alto nível de conhecimento
didático, pedagógico teórico e metodológico” (pro fesso r-
acadêmico /Pedago gia-5); “professores qualificados e capacitados” (professor- acadêmico /Pedago gia-16); “temos mestres com alta qualificação profissional,
que procuram nos orientar da melhor maneira possível, sendo compatível com
os cursos regulares de ensino desta mesma área” (pro fesso r-
acadêmico /Pedago gia-10).
Observe-se que o s pro fesso res-acadêmico s não se negaram a list ar o s po nt o s fraco s e ent re o s aspect o s negat ivo s apo nt ado s po r est e em seus curso s vê-se: “dez aulas com o mesmo professor em um dia”, (professor- acadêmico /Geo grafia-5); “carga horária estressante no período intensivo.” ( pro fesso r-acadêmico /Pedago gia-15,6 e 9).
Gráfico 45: Do s fat o res negat ivo s do s curso s 0 2 4 6 8 Geografia História Matemática Letras Pedagogia Cansaço Prédio
Pouco tempo para trabalhos
Carga horária cansativa 10 aulas com o mesmo professor
Fon t e: Qu est i on á r i o a p l i ca d o a os p r ofessor es- a ca d êm i cos, 2 0 0 3 .
Verifico u-se, junt o às co o rdenaçõ es do s curso s, info rmalment e, so bre a quest ão de serem o ferecidas o it o ho ras-aulas co m o mesmo pro fesso r em um dia, o que, para o s pro fesso res-acadêmico s é cansat ivo . A just ificat iva dada fo i que, no s curso s o nde há uma só t urma, no caso Geo grafia, Hist ó ria e Pedago gia–Co nvênio IV, é difícil co nseguir que o pro fesso r venha de o ut ra cidade, co m t o do s o s cust o s po r sua co nt a, para dar so ment e quat ro ho ras- aulas. T o rna-se impo rt ant e levant ar a necessidade de uma maio r at enção po r part e do s gest o res a est e pro blema, po rque é o pro fesso r-acadêmico que est á sendo penalizado po r algo que não é de sua co mpet ência.
O cansaço , cit ado significat ivament e, po de ser explicado pela carga ho rária semanal do pro fesso r, pela preo cupação da pro fesso ra/mãe/espo sa o u pro fesso r/pai/espo so , co nsiderando que a grande maio ria do s pro fesso res- acadêmico s que est udam no Pó lo Universit ário de Palmeiras de Go iás levant am po r vo lt a de 4:00 ho ras em suas cidades e co meçam a viajar ent re 5:00 e 6:00 ho ras para est arem no Pó lo , para o início das aulas, às 7:00 ho ras.
E st es pro fesso res-acadêmico s residem em diverso s município s, alguns mais dist ant es, cerca de 80 quilô met ro s, co mo Go iânia, Aparecida de Go iânia, Sant a Helena, Paraúna, Firminó po lis o u mais pró ximo s, co mo Indiara, Varjão , Nazário , Cezarina, Guapó , Aurilândia, Trindade, Jandaia, e Turvânia, ent re o ut ro s. Est es se lo co mo vem para a cidade de Palmeiras em veículo s co lo cado s
à sua dispo sição pelas prefeit uras municipais, quando há um número co nsiderável de aluno s, e, em o ut ro s caso s, alguns aluno s cust eiam o pró prio t ranspo rt e, lo cando veículo s de maio r po rt e o u usando seus pró prio s carro s.
No deco rrer do semest re o s pro fesso res/acadêmico s cursam, em média, seis disciplinas algumas são mais valo rizadas po r est es. Verifico u-se que est es preferem as disciplinas vo lt adas para a sua prát ica do cent e, co mo Prát ica de Ensino , Didát ica e Est ágio . São muit o apreciadas igualment e, as disciplinas específicas do s curso s, quais sejam:
- no curso de Geo grafia: Bio geo grafia, Geo grafia Regio nal e Cart o grafia;
- no curso de Let ras: Inglês, Po rt uguês, Lingüíst ica e Lit erat ura;
- no curso de Mat emát ica: Info rmát ica, Geo met ria e Mat emát ica;
- no curso de Hist ó ria: Psico lo gia e Hist ó ria;
- no curso de Pedago gia: So cio lo gia da E ducação , Psico lo gia da E ducação e Hist ó ria da E ducação .
T o davia, expo st a a preferência do s pro fesso res-acadêmico s po r algumas mat érias é mist er realçar que a análise do s dado s o bt ido s indica que est es “preferem”, mat érias o u disciplinas “út eis”, não havendo assim nenhum esfo rço real de fo rmação mult i-facet ada, de aquisição do co nheciment o pelo prazer do co nheciment o . Talvez seja o caso de uma visão mercant ilist a, t alvez seja o caso expo sição ext erna de co nt eúdo . Fo rquim (1993, p. 16) disco rre que:
[. . . ] a educa çã o escola r nã o consegue ja ma is incor por a r em seus pr ogr a ma s e seus cur sos senã o um espect r o est r eit o de sa ber es, de compet ência s, de for ma s de expr essã o, de mit ose de símbolos socia lment e mobiliza dor es. Que é pois que, nos cont eúdos vivos da cult ur a , na s significa ções que a t ua lment e t êm poder de int er pela r nossos pensa ment os e de r egula r nossa s exist ência s, pode ser consider a do como t endo um ‘va lor educa t ivo’ ou uma per t inência socia l suficient e se pa r a just ifica r os ga st os de t odos os t ipos exigidos por um ensino sist emá t ico e ma nt ido pelo Est a do.
No quest io nário dist ribuído ao s pro fesso res-acadêmico s fo ram so licit adas sugest õ es para a melho ria de suas disciplinas, bem co mo uma avaliação dest as quant o ao seu co nt eúdo , impo rt ância para a fo rmação e relação ent re t eo ria e prát ica, e o bt eve-se dado s que merecem ser analisado s.
Observe-se as respo st as do s pro fesso res-acadêmico s do curso de Pedago gia quando sugeriram, ent re o s aspect o s a serem melho rado s nas disciplinas, a pro po st a de “elaborarem e discutirem melhor as ementas para
não chocar conteúdos”; “espero que ao elaborarem as novas ementas sejam mais atenciosos para que não ocorra repetição de conteúdos”.
Gráfico 46: Da relevância das disciplinas po r co nt eúdo especifico pelo s pro fesso res-acadêmico s.
0 5 10 15 Geografia História Matemática Letras Pedagogia Nunca Raramente Na média Quase sempre Sempre
Fon t e: Qu est i on á r i o a p l i ca d o a os p r ofessor es- a ca d êm i cos, 2 0 0 3 .
A quest ão da repet ição do s co nt eúdo s em disciplinas diferent es fo i percept ível, nas declaraçõ es do s pro fesso res-acadêmico s e merece uma maio r at enção po r part e de pro fesso res e co o rdenado res do s curso s no planejament o do co nt eúdo , vist o que as ement as das disciplinas fo ram elabo radas pela co o rdenação do PLPP. Nest e mo ment o , t o rna-se essencial evidenciar que, no s quest io nário s aplicado s ao s pro fesso res e co o rdenado res do s curso s, surgiu a quest ão da necessidade de reuniõ es para discussão de ement as e planejament o das aulas para melho r adequá-las à realidade.
A eficácia educat iva expressa-se na fo rma de sua o rganização e de seus pro gramas, de mo do que est es levem em co nt a o cenário só cio -po lít ico - eco nô mico -cult ural. Para Gramsci (1982, p. 132-133),
[. . . ] cr it ica r os pr ogr a ma s e a or ga niza çã o disciplina r da escola significa menos do que na da , se nã o se leva m em cont a est a s condições. Assim, r et or na -se à pa r t icipa çã o r ea lment e a t iva do
a luno na escola , que só pode exist ir se a escola for liga da à vida .
A avaliação das disciplinas pelo s pro fesso res-acadêmico s quant o à revelância para a fo rmação pro fissio nal recebeu a indicação de 8% do s pro fesso res de que elas rarament e t êm impo rt ância para sua fo rmação pro fissio nal.
Gráfico 47: Da impo rt ância das disciplinas para fo rmação pro fissio nal do s pro fesso res-acadêmico s po r curso .
0 5 10 15 Geografia História Matemática Letras Pedagogia Nunca Raramente Na média Quase sempre Sempre
Fon t e: Qu est i on á r i o a p l i ca d o a os p r ofessor es- a ca d êm i cos, 2 0 0 3 .
Os demais, 92 % do s pro fesso res-acadêmico s do s curso s de Pedago gia, Let ras, Hist ó ria, Mat emát ica e Geo grafia dest acaram que as disciplinas o ferecidas no s respect ivo s curso s quase sempre o u sempre t êm co nt ribuído para o desenvo lviment o de sua fo rmação pro fissio nal. Po rt ugal (2001, p. 170) esclarece que:
[. . . ] É difícil que num pr ogr a ma de for ma çã o a ssegur e que t odos os for ma ndos t enha m int er ior iza do t oda s a s compet ência s t r a ba lha da s. C ont udo, ent r e a lguns a spect os nega t ivos de um pr ogr a ma de for ma çã o, a r elevâ ncia de cont eúdos é um deles. A r elevâ ncia t em a ver com o gr a u de consist ência da for ma çã o com a s necessida des ou int er esses dos for ma ndos.
Uma fo rmação mais humana é aquela que o bjet iva algo mais que um pro fissio nal bem qualificado . Trabalha co m a ampliação de ho rizo nt es, co m um o lhar so cial, co m a fo rmação que leva uma pesso a a ser mais co mpreensiva, t o lerant e e abert a.
Gráfico 48: Da relevância das disciplinas para fo rmação humana do s pro fesso res-acadêmico s
0 5 10 15 Geografia História Matemática Letras Pedagogia Nunca Raramente Na média Quase sempre Sempre
Fon t e: Qu est i on á r i o a p l i ca d o a os p r ofessor es- a ca d êm i cos, 2 0 0 3 .
E st a relevância é dest acada nas declaraçõ es: “têm permitido conhecer
cada vez mais os métodos já existentes e criar novas técnicas para aplicar
melhor os conteúdos e se adaptar a realidade” (pro fesso r-
acadêmico /Pedago gia-2); “inovar, criar dinâmicas para aprendizagem” (pro fesso r-acadêmico /Let ras-2); o u “desenvolver mais estratégias
construtivistas e que levem o aluno a utilizar seu raciocínio e sua criatividade” (professor-acadêmico/Pedagogia-3).
As o pçõ es “nunca” e “rarament e” não fo ram assinaladas pelo s pro fesso res-acadêmico s quando det ect o u-se que, para 84% deles, as disciplinas o ferecidas em seus curso s, sempre o u quase sempre, t em impo rt ância para sua fo rmação humana, o que po de ser expresso não só em índices percent uais, mas em seus depo iment o s: “tem me auxiliado de forma proporcional e crescente, a
cada encontro semanal que me acrescenta conhecimento e amplia cada vez mais meus horizontes” (professor-acadêmico/Pedagogia-5) ou, quando afirma
que nest e curso , po r meio das suas disciplinas, “eu passei a conhecer melhor
as relações do meio em que trabalho, ver o outro lado, ver o lado social de cada um e a importância da minha profissionalização para ajudar os outros na área em que trabalho” (professor-acadêmico/Pedagogia-19) ou “tem me ajudado a ver o mundo e a educação com uma nova visão” (professor-
Out ro fat o r a ser analisado na avaliação das disciplinas é a int er-relação t eo ria e prát ica. A t eo ria est rut ura a prát ica supera-a, apo nt a seus limit es, sua evo lução e seu po t encial de cresciment o , revelando assim t o do o mo viment o de fo rmação e de cresciment o do sujeit o . A t eo ria legit ima-se na prát ica, mas uma prát ica sem co nst ant e apro fundament o t eó rico perde sua co nsist ência. Observe- se que a t eo ria, o co nheciment o t eó rico reflexivo é part e int egrant e do perfil de um pro fesso r co nscient e e qualificado . Veiga (1998, p.163) disco rrendo so bre a impo rt ância da t eo ria, declara que:
[. . . ] O domínio de um cor po t eór ico, a t ua liza do pela r eflexã o colet iva , poder á confer ir a os pr ofessor es a ut onomia de a çã o, cr ia t ivida de, possibilida des de const r uçã o de inst r ument a l didá t ico, a lt er na t iva s met odológica s, em sínt ese, ca pa cida de de gest ã o.
Gráfico 49: Da relevância das disciplinas quant o a relação t eo ria/prát ica para o s pro fesso res-acadêmico s.
0 5 10 15 Geografia História Matemática Letras Pedagogia Nunca Raramente Na média Quase sempre Sempre
Fon t e: Qu est i on á r i o a p l i ca d o a os p r ofessor es- a ca d êm i cos, 2 0 0 3 .
E nt re o s pro fesso res-acadêmico s, 79 % indicaram que as disciplinas t êm sempre, o u quase sempre, relação ent re a t eo ria e a prát ica. Deve ser evidenciado que as o pçõ es “nunca” e “rarament e” não fo ram indicadas pelo s pro fesso res-acadêmico s, que afirmaram que as disciplinas, em geral, “têm
ajudado muito em minha prática docente, adquiri novos conhecimentos que me
ajudam a desenvolver mais como profissional” (pro fesso r-
acadêmico /Pedago gia-4) o u “a minha prática mudou muito depois que estou
cursando Pedagogia”, (professor-acadêmico/Pedagogia-7) ou, ainda, quando
base teórica para o que então só existia na minha prática” (professor-
acadêmico /Pedago gia-8).
É impo rt ant e mo st rar que alguns pro fesso res-acadêmico s dest acaram e so licit aram que, a part ir do t rabalho do s pro fesso res em cada disciplina, seja buscado um po nt o que permit a “mais coerência entre teoria e a prática” (pro fesso r-acadêmico /Pedago gia-10) o u, ainda, “meu desejo é que pudéssemos
viver na prática, o que aprendemos em sala, mas até mesmo os mestres entram em contradição com esta frase “faça o que eu falo e não o que faço”
(pro fesso r-acadêmico /Pedago gia-11) o u, que o pro fesso r deve buscar em sua disciplina “melhorar no sentido da relação teoria-prática e buscar trabalhar
com novas tecnologias e dinâmicas” (professor-acadêmico/Matemática-3).
O últ imo quesit o a ser analisado na avaliação das disciplinas é a discussão de no vo s pensament o s educacio nais.
E nt re as indicaçõ es de que as disciplinas discut em ino vaçõ es educacio nais rarament e o u na média, o índice percent ual é de 12%. Os ent revist ado s se expressaram quando levant aram a necessidade dest a discussão e afirmaram ser preciso “discutir mais sobre novos pensamentos educacionais.
Acho muito importante para nossa prática pedagógica” (professor-
acadêmico /Let ras-2). To davia, 88% do s pro fesso res-acadêmico s indicaram que est a discussão est eve present e nas disciplinas de seus curso s.
Alguns pro fesso res-acadêmico s apresent aram, co mo aspect o s a serem melho rado s na disciplina, um nível maio r de ut ilização de recurso s didát ico s po r part e do do cent e, po is o uso de “mais recursos didáticos proporcionará
uma interação mais completa” (professor-acadêmico/Pedagogia-9).
Um fat o r que merece ser dest acado e levado em co nsideração , não só nest a pesquisa, mas na discussão de ement as e at é na criação de no vo s curso s e suas cargas ho rárias é a relação ent re quant idade e qualidade do s co nt eúdo s. Os pro fesso res-acadêmico s assim expressaram suas co lo caçõ es em relação à quant idade do co nt eúdo : “é muito corrido com alguns professores/disciplinas” (pro fesso r-acadêmico /Let ras-2), “é pouco tempo para tanto conteúdo, não