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OS GÊMEOS – “CEREBRAÇÃO INCONSCIENTE” E O “VENTRILOQUISMO INCONSCIENTE”

Mas as mesas, após terem valsado, oscilado e virado, começaram a inclinar-se e a dar golpes. As batidas às vezes eram tão retumbantes quanto tiros de pistola. Que significa isso? Ouvi: “As testemunhas e os investigadores são

ventríloquos!”.

De Mirville remete-nos à Revue des Deux Mondes, em que se publicou um solilóquio dialogado bastante interessante, inventado por Babinet, à maneira do caldaico Ain-Soph dos cabalistas: “O que podemos dizer finalmente sobre todos esses fatos submetidos à nossa observação? Essas batidas se reproduziram? Sim. Quem produz esses sons? O médium. Por que meios?

Pelo método acústico comum dos ventríloquos.

Mas devemos supor que esses sons resultem de bater com os artelhos e os

dedos? Não, pois nesse caso eles sempre procederiam de um mesmo ponto, e

não é esse o caso”18.

“Agora”, indaga de Mirville, “o que devemos pensar dos americanos e de seus

milhares de médiuns que produzem as mesmas batidas diante de milhões de

testemunhas? „Ventriloquia, nada mais do que isso‟, responde Babinet. Mas como podeis explicar uma tal impossibilidade? É a coisa mais fácil do mundo; ouvi apenas: „Tudo o que foi necessário para se produzir a primeira manifestação na primeira casa na América foi um garoto de rua a bater à porta de um cidadão mistificado, talvez com uma bola de chumbo presa a um cordão; e se o Sr. Weekman (o primeiro crente da América) [?]19, quando esperou pela terceira vez, não ouviu nenhum clamor de risos na rua, foi por causa da diferença essencial que existe entre um moleque francês e um inglês ou transatlântico, sendo este último amplamente dotado daquilo que chamamos

uma alegria triste, „une gaieté triste‟.”20

19. Traduzimos verbatim. Duvidamos que o Sr. Weekman tenha sido o primeiro investigador.

20. Babinet, Revue des deux mondes, 1.º de maio de 1854, p. 511.

Em sua famosa resposta aos ataques de de Gasparin, Babinet e outros cientistas, de Mirville diz fielmente: “e assim, de acordo com o nosso grande físico, as mesas se viram muito rapidamente, muito energicamente, resistem mesmo e, como de Gasparin provou, elas levitam sem contato. Disse um ministro: „Com três palavras do próprio punho de um homem, aceito o encargo de o manter preso‟. Com estas linhas acima reproduzidas, aceitamos nós o encargo, por nosso turno, de lançar na maior das confusões os físicos de todo o mundo, ou antes de revolucionar o mundo – se pelo menos Babinet tivesse tido a precaução de sugerir, como de Gasparin, a existência de uma lei ou força desconhecida. Pois isso responderia a todas as questões”21.

21.De Mirville, Questions des esprits, p. 33.

Mas é nas notas relativas aos “fatos e teorias físicas” que encontramos o clímax da consistência e da lógica de Babinet na qualidade de investigador perito no campo do Espiritismo.

Poderia parecer que de Mirville, na sua narrativa das maravilhas manifestadas no Presbytère de Cideville22, tivesse ficado muito impressionado com a maravilha de alguns fatos. Embora tenham sido presenciados pelo júri e pelos magistrados, eles eram de uma natureza tão miraculosa, que forçaram o próprio autor demonológico a recusar a responsabilidade de sua publicação.

22.De Mirville, Des esprits, etc., vol. I, cap. XI.

Estes fatos são os seguintes: “No momento preciso predito por um feiticeiro” era um caso de vingança – “um violento estrondo de trovão foi ouvido acima de uma das chaminés do presbitério, depois do que o fluido desceu com um ruído

formidável por aquela passagem, lançou ao chão tanto os crentes quanto os céticos [graças ao poder do feiticeiro] que se aqueciam ao fogo da lareira; e, tendo enchido a sala com uma multidão de animais fantásticos, retornou à chaminé e, tendo subido por ela, desapareceu, depois de produzir o mesmo ruído terrível”. “Como”, acrescenta de Mirville, “já estivéssemos muito ricos de fatos, recuamos diante dessa nova enormidade que se ajuntou a tantas outras.”23

23.De Mirville, Questions des esprits, “Notes”, p. 38.

Mas Babinet, que, em comum com os seus cultos colegas, tanto havia mofado dos dois demonólogos, e que, por outro lado, estava determinado a provar o absurdo de todas as histórias desse gênero, sentiu-se obrigado a desacreditar o fato dos fenômenos de Cideville e apresentou um outro ainda mais incrível. Que o próprio Babinet nos fale.

A circunstância que se segue, que ele apresentou à Academia de Ciências a 5 de julho de 1852, pode encontrar-se sem qualquer comentário, e apenas como um exemplo de raio esferoidal, nas Oeuvres de F. Arago, vol. I, p. 52. Transcrevemo-la verbatim.

“Depois de um estrondo de trovão”, diz Babinet! “mas não imediatamente após, um aprendiz de alfaiate, que morava à Rua Saint-Jacques, estava terminando de jantar quando viu a tela de papel que cobria a cobertura da lareira cair como se tivesse sido impelida por um ligeiro golpe de vento. Imediatamente depois, percebeu ele uma bola de fogo, tão grande quanto a cabeça de uma criança, sair tranquila e suavemente da chaminé e mover-se lentamente pela sala, sem tocar os tijolos do chão. O aspecto dessa bola de fogo era o de um gato, de tamanho médio (...) que se movia sem o uso das suas patas. A bola de fogo era mais brilhante e luminosa do que quente ou inflamada e o alfaiate não teve nenhuma sensação de calor. A bola aproximou-se dos seus pés como um

gatinho que quer brincar com nossas pernas e nelas se enroscar, como é

habitual nesses animais; mas o aprendiz afastou dela os pés e, movendo-se com grande cuidado, evitou qualquer contato com o meteoro. Este permaneceu alguns segundos a mover-se ao redor das suas pernas, enquanto o alfaiate o examinava com grande curiosidade e se inclinava sobre ele. Depois de ter feito muitas excursões em direções opostas, mas sem deixar o centro da sala, a bola de fogo elevou-se verticalmente até o nível da cabeça do homem, que, para evitar ser tocado na face, atirou-se para trás na cadeira. Chegando a cerca de um metro do solo, a bola de fogo alongou-se ligeiramente, tomou uma direção oblíqua para um buraco da parede sobre a lareira, à distância de um

metro do consolo. Este buraco havia sido feito com o propósito de ali se colocar

um cano de estufa no inverno; mas, de acordo com a expressão do alfaiate, o

sala. A bola de fogo dirigiu-se diretamente para aquele buraco, descolou o

papel sem o danificar e subiu pela chaminé; (...) quando chegou ao topo, o que

fez muito lentamente, (...) pelo menos a dezoito metros do solo, (...) produziu uma explosão assustadora, que destruiu parcialmente a chaminé (...).”

“Parece”, observa de Mirville em sua resenha, “que poderíamos aplicar a Babinet a seguinte observação, feita a Raynal por uma mulher muito espirituosa: „Se não sois um cristão, não será porque vos falte a fé‟.”24

24.De Mirville, op. cit., “Notes”, p. 39.

Não foram apenas os crentes que foram surpreendidos com a credulidade mostrada por Babinet em sua persistência em chamar a manifestação de

meteoro; pois o Dr. Boudin menciona-a muito seriamente numa obra sobre o raio que ele estava justamente em vias de publicar. “Se estes detalhes são

exatos”, diz o doutor, “como parecem ser, dado que são admitidos por Babinet e por Arago, parece muito difícil conservar para o fenômeno a qualificação de

raio esferoidal. Todavia, deixamos a outros o cuidado de explicar, se puderem, a essência de uma bola de fogo que não emite sensação de calor, que tem o aspecto de um gato, que passeia lentamente por uma sala, que encontra uma maneira de se evadir subindo por uma abertura na parede coberta por um papel que ela descola sem danificar!”25

25. Ver a monografia: De la Foudre, considérée au point de vue de I‟ histoire, de la médecine

légale et de I‟ hygiène publique, de Boudin, Cirurgião Chefe do Hospital Militar de Roule.

“Somos da mesma opinião”, acrescenta o Marquês, “que o culto doutor, sobre a dificuldade de uma definição exata, e não vemos por que não termos no futuro raios em forma de cachorro, de macaco, etc., etc. Estremecemo-nos à simples idéia de toda uma ménagerie meteorológica, que, graças ao raio, viesse às nossas salas para nelas passear à vontade.”26

26.De Mirville, Questions des esprits, p. 40.

Diz de Gasparin, em seu monstruoso volume de refutações: “Em matéria de testemunho, a certeza deve cessar completamente no momento em que cruzamos as fronteiras do sobrenatural”27.

27. Des tables, etc., vol. I, p. 288. [Trad. ingl., I, p. 247.]

Não estando a linha de demarcação suficientemente fixada e determinada, qual dos oponentes está mais apto a levar a cabo essa difícil tarefa? Qual dos dois tem mais títulos para se tornar o árbitro público? Seria o partido da superstição, apoiado em seu testemunho pela prova de muitos milhares de pessoas? Por aproximadamente dois anos eles se comprimiram em todos os países em que

se manifestavam diariamente os milagres sem precedentes de Cideville, agora quase esquecidos no meio de outros fenômenos psíquicos inumeráveis; devemos acreditar neles ou nos rendermos à ciência, representada por Babinet, que, com o testemunho de um homem (o alfaiate), aceita a manifestação da bola de fogo, ou do gato-meteoro, e o considera como um dos estabelecidos fenômenos naturais?

O Sr. Crookes, no seu artigo publicado no Quarterly Journal of Science a 1º de outubro de 1871, menciona de Gasparin e a sua obra Science versus

Spiritualism. Ele observa que “o autor finalmente chegou à conclusão de que

todos esses fenômenos devem ser creditados à ação de causas naturais e não exigem a suposição de milagres, nem a intervenção de espíritos e de influências diabólicas. [De Gasparin] considera, como um fato plenamente estabelecido pelos seus experimentos, que a vontade, em certos estados do

organismo, pode agir à distância sobre a matéria inerte, e muito da sua obra é

consagrada à verificação das leis e das condições sob as quais essa ação se manifesta”28.

28. [Cf. Researches in the Phenomena of Spiritualism, 1874, p. 26.]

Perfeitamente; mas como a obra de de Gasparin provocou inumeráveis

Respostas, Defesas e Dissertações, foi então demonstrado por sua própria

obra que, como ele era um protestante, muito próximo do fanatismo religioso, era tão pouco digno de confiança quanto des Mousseaux e de Mirville. O primeiro é um calvinista profundamente piedoso, ao passo que os outros dois são católicos romanos fanáticos. Além disso, as próprias palavras de de Gasparin traem o espírito de partidarismo: “Senti que tinha um dever a cumprir. (...) Ergui alto a bandeira protestante contra o estandarte transmontano!” etc.29

Em questões como a da natureza dos chamados fenômenos psíquicos, nenhuma prova é fidedigna, exceto o depoimento desinteressado da Ciência e de testemunhas que julgam friamente e sem preconceitos. A verdade é uma só, e inumeráveis as seitas religiosas; cada uma delas pretende ter encontrado a verdade inalterável; assim como “o Diabo é a coluna fundamental da Igreja (Católica)”, assim também todo o sobrenaturalismo e todos os milagres cessam, na opinião de de Gasparin, “desde o apostolado”.

29. Des tables, etc., I, p. 313.

Mas o Sr. Crookes mencionou outro eminente erudito, Thury, de Genebra, professor de História Natural, que foi colaborador de de Gasparin nos fenômenos de Valleyres. Este professor contradiz sem rodeios as asserções do seu colega. “A condição primeira e mais necessária”, diz de Gasparin, “é a

cadeia (o círculo) por 24 horas consecutivas, sem obter o mínimo movimento.”30

30. Ibid., Cf. de Mirville, Question, etc., p. 72.

Isto prova apenas que de Gasparin não faz diferença entre fenômenos puramente magnéticos, produzidos pela vontade perseverante dos assistentes entre os quais não deve haver um único médium, desenvolvido ou não- desenvolvido, e os chamados psíquicos. Ao passo que os primeiros podem ser produzidos conscientemente por quase todas as pessoas que tenham uma vontade firme e determinada, os outros dominam o sensitivo muito frequentemente contra o seu próprio consentimento e sempre agem independentemente dele. O mesmerizador deseja uma coisa e, se ele for

suficientemente poderoso, essa coisa se produzirá. O médium, mesmo que ele

tenha um propósito honesto a cumprir, pode não conseguir nenhuma

manifestação; quanto menos ele exercita a sua vontade, melhor será o fenômeno; quanto mais ele se mostra ansioso, tanto menos provável é que consiga alguma coisa; mesmerizar requer uma natureza positiva; para ser um

médium é preciso ter uma natureza absolutamente passiva. Este é o Alfabeto do Espiritismo, e nenhum médium o ignora.

A opinião de Thury, como dissemos, discorda totalmente das teorias de de Gasparin sobre o poder da vontade. Ele o diz claramente, em algumas palavras, numa carta enviada em resposta a um convite do Conde para que ele modificasse o último artigo do seu mémoire. Como o livro de Thury não está à mão, traduzo a carta tal como ela foi citada no résumé da Défense de de Mirville. O artigo de Thury, que tanto chocou o seu amigo religioso, referia-se à possibilidade da existência e da intervenção naquelas manifestações “de

vontades outras que não a dos homens e a dos animais”.

“Compreendo, Senhor, a justeza de vossas observações em relação às últimas páginas deste mémoire: elas podem provocar disposições muito ruins para mim por parte dos cientistas em geral. Lamento-o ainda mais que a minha determinação parece vos afetar tanto; não obstante, persisto em minha resolução, porque considero-o um dever; esquivar-me a ela seria uma espécie de traição.

“Se, contra todas as expectativas, há alguma verdade no Espiritismo, abstendo-me de dizer em nome da ciência, tal como a concebo, que o absurdo

da crença na intervenção de espíritos ainda não está completamente demonstrado cientificamente (para tanto servem o résume e a tese das últimas

páginas do meu mémoire); abstendo-me de dizer isso àqueles que, tendo lido o meu livro, se sintam inclinados a experimentar os fenômenos – eu me arriscaria

a seduzir tais pessoas a seguirem um caminho cuja maior parte das saídas é

equívoca.

“Sem deixar o domínio da ciência, tal como a compreendo, perseverarei no meu dever até o fim, sem qualquer reticência de que minha glória se aproveitasse, e, para usar vossas próprias palavras, „como o grande escândalo aí reside‟, não desejo assumir a vergonha disso. Ademais, insisto em que „minha opinião é tão científica quanto qualquer outra‟. Se eu quisesse defender agora a teoria da intervenção de espíritos desencarnados, não teria nenhum

poder para fazê-lo, pois os fatos observados não são suficientes para a

demonstração de tal hipótese. Sendo assim, estou em situação de resistir vitoriosamente a todas as objeções. De bom grado ou não, todos os cientistas devem aprender, pela experiência e pelos seus próprios erros, a suspender o seu julgamento concernente às coisas que não examinaram suficientemente. A lição que a eles dais neste sentido não deve ser perdida.

“GENEBRA, 21 de dezembro de 1854.”31

31. [De Mirville, Questions des esprits, p. 156-57; e La magie au XIXme siècle, p. 263-64.]

Analisemos esta carta e tentemos descobrir o que o autor pensa, ou antes, o que ele não deve pensar a respeito dessa nova força. Uma coisa é certa, pelo menos: o Prof. Thury, físico e naturalista ilustre, admite, e até prova cientificamente, que diversas manifestações ocorrem. Como o Sr. Crookes, ele não acredita que elas sejam produzidas pela interferência de espíritos ou de homens desencarnados que viveram e morreram na Terra; pois ele diz em sua carta que nada demonstrou essa teoria. Certamente ele não mais acredita nos diabos ou demônios católicos, pois de Mirville – que cita esta carta como uma prova triunfante contra a teoria naturalística de de Gasparin –, tendo chegado a esta frase, apressa-se em enfatizá-la com uma nota de rodapé que diz: “Em Valleyres – talvez, nas também por toda parte!”32, mostrando-se ansioso em transmitir a idéia de que o professor só se referiu às manifestações de Valleyres, negando que foram produzidas por demônios.

32. De Mirville advoga aqui a teoria do diabo, naturalmente.

As contradições e, lamentamos dizê-lo, os absurdos em que de Gasparin se permite cair são numerosos. Enquanto critica asperamente as pretensões dos faradayanos ilustres, atribui coisas que declara mágicas a causas perfeitamente naturais. “Se”, diz ele, “tivéssemos de nos ocupar apenas de tais fenômenos (como os que foram testemunhados e explicados [?] pelo grande físico), faríamos melhor em nos calarmos; mas fomos além disso; e que bem poderiam agora, eu perguntaria, fazer esses aparelhos que demonstram que uma pressão inconsciente explica tudo? Ela explica tudo, e a mesa resiste à

pressão e à ordem dada! Ela explica tudo, e um móvel que ninguém toca segue o dedo apontado para ele; ele levita [sem contato] e se vira de pernas para o

ar!”33

33. Des tables, vol. I, p. 116. [Ed. Ingl., I, p. 114.]

Mas, apesar de tudo isso, ele toma para si o encargo de explicar os fenômenos.

“As pessoas defenderão os milagres, dizeis – magia! Toda lei nova parece-lhes um prodígio. Acalmai-vos; assumo voluntariamente a tarefa de aquietar os que estão alarmados. Diante de tais fenômenos, não cruzamos de maneira alguma as fronteiras da lei natural.”34

34. Ibid., vol. I. p. 217. [Ed. Ingl., I, p. 191.]

Certamente que não. Mas podem os cientistas afirmar que têm em suas mãos as chaves dessa lei? De Gasparin acredita que sim. Vejamos.

“Não me arrisco a explicar; não é da minha conta [?]. Constatar a autenticidade de simples fatos e sustentar uma verdade que a ciência deseja sufocar é tudo o que pretendo fazer. Entretanto, não posso resistir à tentação de mostrar àqueles que nos tratariam como um entre tantos illuminati ou feiticeiros que a manifestação em questão comporta uma interpretação que concorda com as

leis comuns da ciência.

“Suponhamos um fluido, que emana dos experimentadores, e, sobretudo, de

alguns deles; suponhamos que a vontade determinasse a direção tomada pelo

fluido – e compreendereis facilmente a rotação e a levitação daquela perna de mesa para a qual foi emitida, com mais ação da vontade, um excesso de fluido. Suponhamos que um vidro permitisse que o fluido se escapasse – e compreendereis como um copo colocado sobre a mesa pode interromper a rotação e que o copo, colocado em um dos lados, causa a acumulação do fluido no lado oposto, que, em consequência, é levantado!”35

35. [Op. cit., I, p. 218.]