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3 OUTROS ASPECTOS DO COMPORTAMETO DA LUZ

OS TIPOS DE OBJETIVAS

3 OUTROS ASPECTOS DO COMPORTAMETO DA LUZ

a) A Lei da Queda da Luz nos diz que: "A queda da luz é

igual ao inverso do quadrado da distância que ela percorre". Esta lei aparentemente complicada significa simplesmente que a luz perde a sua energia com muito maiz rapidez do que pensa- mos. Por exemplo, se temos um objeto que se encontra a um metro de distância de uma fonte de luz pensariamos que a dois metros ( o dobro da distância) ele receberia a metade da luz. A verdade porém

é que a luz seria quatro vezes menos. Isto pode ser fácilmente veri- ficado com o uso de um fotometro. Na fotografia da Fig. 5.18., ve- mos que o fotómetro colocado a 5cm da vela da uma leitura bastante alta para um filme ISO 100; f22. Já a uma distância de aproximada- mente 15cm a leitura caiu bastante para f8 ou seja quase nove vezes menos. A 30cm a leitura ja está indicando f2.8 ou seja quase 64 vezes menos luz do que a 5cm.

b) A Lei da Falha da Reciprocidade

Este fenômeno acontece quando filmes são expostos com velociades de obturador muito mais curtas ou muito mais longas do que o normal. Nesta circumstância a sensibilidade do filme não é mais reciproca à velocidade do obturador resultando numa condi- ção de sub-exposição. Esta condicão é chamada de Falha da reci- procidade. Para se resguardar de tal efeito é necessário consultar o guia do filme sendo utilizado ou tabelas publicadas pelo fabricante. Muitos filmes vem acompanhados de uma bula com recomendações de exposição filtragem e revelação para tais situações.

c) A relação de contraste

A relação de contraste da luz refere-se à diferença de luz existente entre as altas luzes e as sombras de uma cena. Se a dife- rença de ilulminação entre as altas luzes e as sombras de uma cena fôr de um diafragma, a cena possui uma relação de contrase de 1:2 (um por dois). Ou seja; as sombras tem duas vezes menos luz que as altas luzes. se a diferença é de um diafragma e meio a relação é de 1:3 (um por tres). Ainda; se a diferença é de dois pontos de dia- fragma a relação é de 1:4 (um por quatro). Normalmente filmes co- merciais e cenas na maioria dos filmes são feitas com uma relação de contraste de entre 1:3 e não ultrapassando 1:4. A classica rela- ção hollywoodiana é de 1:2 .

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do espectro. Por incrível que pareça um objeto preto age como um buraco negro pois absorve toda a luz que recebe. Já um objeto branco não absorve nada e reflete todas as faixas do espectro.

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1. 2. 3.

d) As Unidades Fotométricas

O sistema utilizado para medir a quantidade ou intensidade de luz existente é os sistema conhecido como Unidades Fotométricas. A unidade fotométrica internacional hoje é o lux mas também se utiliza muito a medida anglo-saxônica conhecida como pé vela (footcandle), ( Ver figura 5.18.). Apesar disto,,poucos fotometros hoje são calibrados para medir a luz em qualquer um desses dois siste- mas.

A maioria dos fotometros de hoje registram a luz em unida- des chamdas de Valores de Exposição ou E.V. (Exposure Value). Estes valores vão de -8 até 24 . Para termos uma ideia de como este sistema funciona uma cena ilumiada ao meio dia num dia ensolarado, teria um E.V. de entre 7 e 8. Apontar o fotometro direta- mente para o por de sol daria um valor de 17 e um valor de -2 iria requerer uma exposição de mais de 1 minuto para cada fotograma

Fig. 5.18. As unidades fotometricas : O Pé Vela e o Lux são medidas realizadas com a luz emitida por uma vela especial fabricada sob condições muito rigorosas. O Pé Vela equivale ao fluxo luminoso recebido por uma seperficie com um pé qudrado à distância de um pé. O lux representa o fluxo luminoso de um metro quadrado a um metro de distância. O fluxo luminoso recebido por essas superfícies equivalem a um pé vela e um lux respectivamente.

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Sueprficie com um pé qudrado a um pé de distâcnia da vela

Fig 5.17. A fotografia acima mostra como a queda da luz obedece a lei do

inverso do quadrado caíndo radicalmente na medida em que a distância aumen- ta. Acima o fotômetro colocado a aproximadamente 5, 15 e 30 cm da vela. Na ultima posição a luz está quase sessenta e quatro vezes mais fraca que a 5 cm.

de filme com um filme ISO 100. A maioria dos fotometros sómente indicam um determinado E.V. na forma de uma combinação de abertura/velocidade necessária para a correta exposição do filme. O fotógrafo pode açeitar essa combinação ou procurar uma nova de acordo com o tipo de fotografia que ele deseja priorizar. Um exem- plo seria se ele deseja priorizar velocidade alta para congelar o mo- vimento. Outra opção sería se priorizar a profundidade de campo . Essa liberdade de escolha constitui parte integrante do arsenal cri- ativo que o fotógrafo pode usar para pre-determinar as caracteristicas da imagem que será criada.

e) Fotometros

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zado para determinar a quantidade de luz disponivel no momento de uma tomada ou de uma fotografia. Porém a quantidade ou intensida- de de luz acaba sendo sómente um fator importante para o fotógrafo ou cinegrafista . O fotógrafo, diretor de fotografia ou operador de câ- mara desejam mesmo saber qual é a intensidade de luz de uma cena com as suas variantes nas altas luzes e sombras para tranformar esta informação num resultado prático que é a abertura de diafragma ne- cessária para obter a exposição correta do filme.

Mais do que um simples medidor de luz, o fotômetro moderno funciona como um computador de exposição pois nele são registrados dados sobre (1) a sensibilidade do filme, (2 ) a velocidade da toma- da (do obturdor), que no ato de se medir a luz (a quantidade ou inten- sidade de luz da cena), irão resultar numa indicação de abertura do diafragma. (veja figs. 5.21 e 5.22.)

Hoje em dia, fotômetros podem ser tão pequenos que são em- butidos dentro do sistema optico da câmara de forma a avaliar a quantidade de luz que passa para o filme ou para o dispositivo de captação da câmara. Muitas câmaras até regulam o diafragma automáticamente de acordo com esta ponderação.

Embora este tipo de dispositivo facilite muito a operação de leitura da luz e exposição correta do filme, poucos fotógrafos e dire- tores de fotografia se apoiam exclusivamente nestes resultados e fa- zem as suas próprias leituras com fotometros manuais para conferir ou modificar as aberturas indicadas pelo sistema automático.

Isto se deve principalmente ao fato de que é necessária uma certa experiência para interpretar leituras de fotômetro em relação ao efeito a ser obtido no filme (ler sobre o sistema de zonas mais adiante). Uma leitura automática sómente pode dar um valor médio ou aproximativo. Existem duas formas de se fazer uma leitura de luz. Entre as quais a primeira é sempre mais precisa. Trata-se de leituras de luz incidente, e refletida.

f) Luz Incidente e Luz Refletida

A leitura de luz incidente mede a quantidade de luz incidindo sobre o

Fig 5.19 O sistema de fotocelula incorporado na maioria dos

fotometros possui (1) a celula fotovoltaíca que ativada pela luz envia carga ou postiva ou negativa para um galvanômetro ( 2 ) este por sua vez está ligado a uma agulha que mede luz numa escala ( 3 ).

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Fig. 5.20 Fotómetro Luna-Pro F da marca Gossen . O fotómetro possui

uma fotocelula (ver fig. 5.20 ) que mede o fluxo luminoso sendo recebido e o compara com ; 1) a sensibilidade do filme (ISO), 2) a velocidade do obturador e fornece uma abertura de diafragma a ser utilizada. A direita o modelo Luna Pro F t que mede luz incidente, luz

refletida e flash de estúdio. Com este fotômetro é possível estabelecer a relaçao de contraste da cena. Uma grande facilidade deste tipo de fotômetro é que ele mostra todas as combinações possíveis ao zerar a agulha. ( Ver desenho na página seguinte.)

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57 Entrada de luz

Agulha medidora Velocidade do obturador ( em fra- ções de segundo, segundos ou mi- nutos)

Sensibilidade do filme (Sistema ASA)

Abertura de diafragma a ser uti- lizada

Fig 5.21.

Fotometro: Gossen

motivo independentmente de sua cor ou refletância. Já o metodo mais usado, inclusive por fotômetros embutidos na câmara mede a quan- tidade de luz refletida pelo objeto. É evidente que um objeto preto reflete menos luz que um objeto branco (peloprincípio da absorção). Isto irá causar uma diferença entre a leitura de um e do outro que pode comprometer a exposição.

A ilustração 5.22. deve deixar o problema mais claro desde que tenhamos em mente o principio da refletância de 18%. Deve ser evidente que ao se fazer uma leitura pelo sistema de luz refletida o fotometro irá dar registrar medidas bastante diferentes para a bola preta e a bola branca porque cada uma tem uma refletância bem diferente da outra. Digamos que a bola branca reflita 90% e a bola

preta 7%. O fotômetro porém ao medir a luz proveninte de um as- sunto preto não tem colo saber que ele é preto. Por este motivo to- dos os fotômentros são calibrados para dar uma leitura média de 18% o que seria a média dentro de uma cena com diversas luminâncias. O fotómetro portanto não está apenas medindo a luz ele está de fato avaliando a luz e fornecendo um resultado prático abertura de diafragma e velocidade de obturador que representem a cena como uma média. Seja mantendo equilibrio entre as altas luzes e as sombras. Como se pode ver a leitura reletida é muito mais precisa quando ha uma gama maior de refletâncias na cena. Se o assunto principal é tudo preto ou tudo branco e estes ocupam a mai- or parte da cena a possibilidade de erro é maior. As medidas de luz incidente evitam este problema pois o fotômetro está medindo

Luz incidente. O fotometro

é colocado na posição do motivo voltado para a a fonte de luz (ou câmara).

A cor e refletância do objeto ( bola preta ou bola branca) não afetam a medida pois está sen- do medida sómente a luz que incide sobre o objeto.

Luz refletida. O

fotometro é colocado na posição da câmara e mede a luz refletida pelo motivo. A leitura varia de acordo com a cor e a refletância do motivo.

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sómente o fluxo luminoso efornecendo uma leitura independente da cor o refletância dos assuntos.

g) Fotometria e exposição:

Como já vimos, de forma geral a fotometria e a exposição estão estreitamente ligadas ao resultado final de uma fotografia e por isso tem grande importância. Grandes fotografos sempre se pre- ocuparam com esta questão porque sabiam que a super exposição quando não vela o filme produz exesso de contraste na cena. Por outro lado a sub-exposição quando consegue produzir uma imagem o faz com baixo contraste e quase nada de altas luzes. A exposição correta portanto é primordial para se ter uma fotografia bem equili- brada e vibrante, com detalhe nas sombras e nas altas luzes seja ela preto e branco ou colorida.

Sabendo disso os fabricantes tanto de filmes como de equi- pamentos não pouparam esforços para resolver as questões relati- vas à medição da luz e a exposição. Hoje as câmaras mais avança- das utilizam sistemas de fotometria matriciais e ponderados. Isto significa que não somente um ponto da imagem é medido mas di- versos pontos são avaliados simultâneamente (5 ou mais) dentro da area do visor de forma que uma exposição incorreta é quase impos- sível. Somado a isto, os filmes tem passado por uma evolução tão radical que poderiamos chamar de revolução. A descoberta dos grãos T diminuiu a granualaridade a pontos infinitessimos e a latitu- de dos filmes é tão grande que mesmo errando por varios diafrag- mas obtem-se resultados aceitaveis. (ver capitulo sobre o filme).

Seja como for, todos ainda concordam que uma exposição correta fornece os melhores resultados e a pergunta mais ouvida é como melhor medir a luz?

A verdade é que existem diversas técnicas para melhor me- dir a luz e que por perfeitos que sejam os sistemas de medição da câmara nada substitui a inteligencia e a experiência do fotógrafo.

Esse assunto será tratado no capítulo 8 devido a sua impor-

tância.

No que tange a exposição, o mestre fotografo Ansel Adams criou um sitema de zonas e de “pré visualização” pelo qual torna-se possível ter uma ideia concreta do que será o resultado final antes mesmo de realizar a fotografia. Esse sistema se apoia em três hipoteses fundamentais, 1) conhecer a luz (a câmara e a exposição), 2 conhecer o material (filme e a revelação) e 3) dominar a técnica da cópia ( o papel) . O resultado de suas pesquisas ficou publicado em uma série de três livros, A Camara, O Negativo, e A cópia (the Print) Adams escreve na sua apresentação: “O conçeito de visualização proposto nesta série representa uma aborda- gem criativa e subjetiva para a fotografia. A pré-visualiação é um processo conciente de projetar a imagem fotografica na mente antes mesmo de assumir os procedimentos para se registrar o motivo... Antes de entender os princípios da sensitometria aplicada... Eu expunha os meus negativos por metodos de erro e acerto apoiado pela crescente experiência sobre os meus motivos com as suas súteis variações de luminância e contraste. Quando começei a ensinar a foto- grafia tornou-se evidente para mim que deveria haver algu- ma forma de fazer a ponte entre a teroria básica do meio e uma forma potencialmente criativa de aplicação... Dessa ne- cessidade nasceu o sistema de Zonas que formulei emquanto na ART CENTER SCHOOL of Los Angeles com a cooperação do instrutor Fred Archer.” ( 1.)

O SISTEMA DE ZONAS

Partindo do principio que a fotografia é antes de mais nada uma interpretação (subjetiva) da realidade e de forma muito simples, o sistema de zonas tem o intuito de permitir ao fotografo controlar criativamente os valores tonais de uma cena de forma que sejam representados da forma adequada para os fins do fotógrafo.

59 intensidade que variam muito (e que extrapolam os limites do meio).

O sistema de zonas simplifica essa enorme gama de valores redu- zindo-os a dez valores chamados de“zonas”. Esses valores vão do preto total ao branco total. (Ver fig. 5.24.) Zero é o valor de preto total (sem detalhe), e X (dez) é o branco total (sem detalhe). Os valores entre I e IX representam as gradações tonais de branco texturizado ao cinza escuro. O trabalho do fotógrafo é colocar as diferentes luminâncias da cena dentro de cada uma dessas zonas. O que fazer quando o alcance dinâmico da cena ultrapassa essas zonas ou se o assunto é de tão baixo contraste que não possui a gama toda? Ao verificar que esta situação existe (depois de medir todas as zonas da cena) o fotôgrafo irá expor o filme para um determinado tipo de revelação. Esse procedimento permite “comprimir” os valo- res muito extensos para que caibam dentro da escala ou “expandir” valores para obter uma escala maior quando o assunto é debaixo contraste. O tipo de revelaçào a ser aplicada recebe a nomenclarutra N (para normal) N+1 para aumentar o contraste, N-1 para baixar o contraste podendo ir até N+2 ou N-2. Essa combinação exposição / revelação permite controlar as mais diversas situações e faz do sis- tema de zonas uma versátil ferramenta para controle da fotografia criativa. Embora criado para a fotografia em preto e branco Adams soube adaptar as técnicas para a fotografia em cores e para diapo- sitivos.

( 1.) ANSEL ADAMS THE NEGATIVE. LIittle, Brown and Co. Boston Mass. 1982

I III IV V VIII VII IX

A direita, temos um exemplo tirado da página 54 do livro O Negativo de Ansel Adams. Vê-se uma cena fotografada em contraluz com os diversos valores de diferentes zonas da cena. Note-se que são utilizados algarismos romanos para designar as diferentes zonas para evitar confusão com outros tipos de medidas principalmente os valores EV do fotômetro.Escolhemos este exemplo entre cente- nas de outras fotografias produzidas por Adams porque ele mesmo o escolheu para ilustrar em seu livro a extraordinária capacidade de registrar detalhe nas sombras que a sua técnica era capaz de proporcionar. É bom salientar que apsear

FIG.5.23

de tratar-se de uma fotografia feita em “contraluz” - o detalha na sobmbras é de maravilhar. Adams desenvolveu a sua técnica duarnte incontaveis anos de experi- mentação principalmente em campo pois apesar de ter produzido notáveis retra- tos e fotografias comerciais ele é sem dúvida o maior fotógrafo paisagista de todos os tempos.

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CAPITULO VI : OS FILTROS

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O

s filtros exercem multiplas e importantes funções nos processos fotográficos. São aplicados não somente na fotografia mas na re-fotografia e nos laboratórios. A função mais evidente dos filtros é de modificar ou alterar a qualidade ou qantidade de luz que passa pela objetiva para fo filme.

De forma geral existem três classes de filtros que podemos clas- sificar da forma seguinte: