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TEMPOS MAIS CURTOS = MENOS LUZ!

OS TIPOS DE OBJETIVAS

TEMPOS MAIS CURTOS = MENOS LUZ!

Não pode se esquecer que o obturador afeta a luz porque regula o TEMPO que esta atinge o filme. Um exemplo: a quantidade de luz x será reduzida 100 vezes se utilizarmos a velociadade 1/ 100 em vez de 1 (segundo)! É por isto que velocidades mais curtas

Fig 4.7.

Anel de regulagem das velociadades em objeti- va Mamiya Sekor . Logo abaixo as regulagens do diafragma. A velocidade escolhida 1/60 com aber- tura f16 como evidencia- do pelo ponto de referên- cia (ponto vermelho).

exigem aberturas maiores da obejtiva.

Devemos lembrar que o inverso desse axioma tambem é ver- dade! Isto quer dizer que VELOCIDADES MAIS LENTAS = MAIS LUZ. Isto possibilita o uso de tempos mais longos para permitir que a luz ( mesmo bastante fraca ) pentre para o filme por mais tempo. O conhecimento dese fator é uma das sete chaves da fotografia e per- mite gravar momentos como os retratados a seguir em que veloci- dades lentas permitiram a luz fazer o seu trabalho de “ pintar” ima- gens

Existem inúmeros outros exemplos mas não é só por essas razões que as velocidades lentas podem ser usadas. Na realidade toda situação enfrentada pelo fotografo representa um desafio em que um leque de possibildades expressivas se abre e entre as quais ele tera de escolher para determinar como essa cena será rtegistrada. A maquina registra o fotógrafo interpreta.

Fig. 4.9 A escolha de velocidade lenta para esta fotografia foi intencional

mas a câmara foi sustentada num monopé de forma que só o movimento das dancarinas fosse registrado e não a trepidação da maquina. Tempo de exposição 1/8”. Imagem Nikon F-5. T.W.M.H

4.8. Las Vegas, Nevada vista a noite. Tempo de exposição; 2” f 8

4.10 Tempo de exposição de 1’” (um segundo) em parque de diversões em

pleno movimento à noite. A câmara foi depois invertida para fazer uma segun- da exposição criando uma imagem espelho.

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Fig.4.12

A primeira fotografia à esquer- da foi feita com um tempo de 1/15 de segundo. Este tempo foi suficiente para registrar o casal na moto mas deixar o fundo borrado dando mais di- namismo a foto. A segunda fo- tografia foi feita com uma ve- locidade 1/500. Nóte se que esta velocidade melhor regis- tra todos os pormenores com nitidez. Isto comprova que quando o movimento do as- sunto é maior a velocidade de obturação também deve ser maior.

Note-se também que a questão de congelar ou não o movimento depende muito do que desejamos mostrar. Geralmente em fotos de espor- tes é recomendável utilizar ve- locidades de obturador mais curtas de 1/500 , 1/1000 ou mesmo superiores se a câma- ra permitir. Mas em fotos como a utilizada no exemplo a sen- sação de movimento é mais bem mostrada utilizando uma velocidade mais lenta e acom- panhando o assunto em panorámica.

Imagens digitais Fuji Finepix S607Z c. Thomaz .W. Mendoza-Harrell 2001 REGISTRANDO OU CONGELANDO O MOVIMENTO COM A

AJUDA DO OBTURADOR CONGELANDO O MOVIMENTO COM AS VELOCIDADES DOOBTURADOR Com os avanços técnicos que permitiram elevar a sensibili- dade dos filmes na década de 50 e aumentar as velocidades do obturador, congelar movimentos rápidos se tornou praxe na fotogra- fia moderna. Este é afinal um dos grandes trunfos da fotografia e um item de grande apelo. Esta é afinal uma das sete chaves! É tambem um instrumento de pesquisa. Pequenas frações de tempo congela- das numa fotografia propiciam um modo inédito de analisar eventos que acontecem com muita rapidez para serem observados pelo olho humano.

O fotógrafo que não sabe lançar mão deste recurso acaba perdendo muitas oportunidades pois está ignorando um fantástico elemento da linguagem fotográfica e uma das suas sete chaves.

Fig. 4.13

Reação hodro estática a uma gota d´agua fotografada com velocidade de 1/5000 de segundo e luz de flash eletronico TWMH 2002

Fig 4.14

Garotas pulando no ar. Fotografia feita com velocidade de obturador em 1/500. O angulo baixo esconde o fato de elas estarem apenas alguns centimetros do chão.

Camara Nikon F-5. Thomaz Mendoza- Harrell

c.2001

NOTA: Na fotografia acima vemos uma cena

fotografada com dois tempos de obturador di- ferentes (e duas aberturas diferentes também). Note-se que a fotografia em alta velocidade congelou o movimento. O casal, a moto enfim tudo está estático. Congelar o movimento por si só não é sempre a melhor solução. A foto- grafia em que foi usado um tempo de exposiçào mais lento e o motivo foi seguido pela câmara em panorâmica registrou o casal nitidamente e borrou o fundo dando maior dinâmica ao mo- vimento.

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CAPITULO V: A

TEORIA DA LUZ

A.U.

U.V.

R.X.

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O que conhecemos por LUZ representa apenas uma pequena parte - menos de uma vigésima parte - do total de energia eletro- magnética existente no universo e que chamamos de espectro ele- tromagnético . Como se sabe, o espectro eletromagnético é com- posto de uma grande variedade de ondas de energia que vão desde os raios gama, e raios x até ondas de rádio e TV. ( ver Fig 5.3.)

A parte visível do espectro eletromagnético é a que mais nos interessa na fotografia e portanto quando falarmos de luz estare- mos nos referindo ao espectro visível (Fig.5.2.) assim como a uma pequena faixa da luz ultra-violeta e infra-vermelha que embora invisíveis afetam o filme e os processos fotográficos em geral.

De maneira muito elementar podemos dizer que aquilo que chamaremos aqui da teoria da luz tange nessa pequena faixa de energia eletromagnética para a qual os nossos órgãos receptores (olhos) são sensíveis. Também é de se notar que as outras formas de energia conforme o seu comprimento de onda tem a sua própria nomenclatura e não recebem mais o nome de luz. Estas vão dos raios cósmicos até as onda longas de rádio e T.V.

1. A LUZ

Fig 5.2 O ESPECTRO VISÍVEL

FIG.5.3 O ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO