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P ARECER A TUARIAL DO P LANO E MBRAPA B ÁSICO

No documento Relatório Anual de Informações (páginas 56-60)

C

USTOS DOS BENEFÍCIOS DO PLANO E COMPARAÇÃO COM OS CUSTOS DO EXERCÍCIO ANTERIOR

O plano sob análise é estruturado na modalidade de benefício definido, tendo por objetivo oferecer aos seus participantes e dependentes os benefícios previdenciários previstos em regulamento. Desde a implantação do Plano Embrapa-FlexCeres, em maio de 2007, o plano Embrapa Básico se encontra em extinção, estando fechado a novas inscrições. O plano de benefícios apresenta apenas um grupo de custeio.

O custo total do plano, composto pelo custo normal e extraordinário, situou-se em 34,043% sobre o total dos salários-de-participação dos seus participantes, tendo apresentado pequena variação em relação ao custo registrado na avaliação de 2011, cujo percentual foi de 34,061%. Tal variação pode ser imputada, principalmente, às mudanças cadastrais ocorridas no período.

Tabela 64. Custo do Plano de Benefícios – Plano Embrapa Básico

Tipo de Custo Total

Normal 16,437%

Dotação Inicial 2,320%

Extraordinário1 15,286%

Total 34,043%

Notas: (1) Neste custo está incluída a taxa de contribuição extraordinária dos assistidos de 0,280% sobre o valor do benefício, correspondente a 0,232% sobre a folha de salário-de-participação. O montante dessa contribuição extraordinária paga pelos assistidos atuais e futuros é de R$ 9.352.058, sendo R$ 4.312.739 referente aos atuais assistidos e R$ 5.039.319 relativos aos futuros assistidos.

P

LANO DE CUSTEIO PARA

2013

O plano de custeio para 2013 será mantido nos mesmos percentuais praticados no exercício de 2012, uma vez que as alíquotas de contribuição da patrocinadora e dos participantes e assistidos produzem um custeio na dimensão do custo total do plano.

Vale ressaltar que o prazo de financiamento da contribuição extraordinária necessário para integralizar a reserva a amortizar corresponde a uma média de 9,35 anos. Esse prazo é a média do tempo remanescente da elegibilidade à aposentadoria plena de cada participante.

A contribuição total prevista para a patrocinadora será de 21,266% do total dos salários-de-participação, enquanto para os participantes ativos se estima uma contribuição média de 12,545% e para os participantes assistidos de 0,232%, conforme apresentado na tabela nº 65. Os assistidos com data de início de benefício após 20/12/2002 e os aposentados que recebem abono de aposentadoria pagam contribuição de 8,28% sobre os benefícios. Os demais assistidos pagam 0,28% sobre os benefícios.

Tabela 65. Custeio do Plano de Benefícios para 2013 – Plano Embrapa Básico

Patrocinadora

Participante

Total

Ativo Assistido

21,266% 12,545% 0,232%(1) 34,043%

Notas: (1) Contribuição extraordinária dos assistidos de 0,280% sobre o valor do benefício, correspondente a 0,232% sobre a folha de salário-de-participação. Além dessa

contribuição, os assistidos pagam 8% incidentes sobre os benefícios.

Tabela 66. Plano de Custeio para 2013 – Contribuição Individual dos Participantes Ativos – Plano Embrapa Básico

% Sobre o Salário de Participação 1

Sobre o excedente do SP em relação

Contribuição Média À metade do Valor de Referência Ao Valor de Referência 2,180% a 4,378% 2,906% 15,816% 12,545%

NOTAS: (1) Calculada em função da idade do participante na data da inscrição. (2) Em % dos salários de participação na data desta avaliação.

P

RINCIPAIS RISCOS ATUARIAIS AOS QUAIS O GRUPO DE CUSTEIO ESTÁ EXPOSTO E SUGESTÕES PARA MITIGAÇÃO

O plano Embrapa Básico, por se tratar de um plano constituído na modalidade de benefício definido, está exposto aos riscos atuariais relacionados com fatores biométricos e ao risco financeiro. O monitoramento sistemático desses riscos é feito através das avaliações atuariais anuais, do acompanhamento mensal das provisões matemáticas, que são recalculadas mensalmente em bases atuariais, e da utilização de métodos de financiamento, regimes financeiros e hipóteses atuariais consistentes e aderentes à realidade dos participantes e assistidos do plano de benefícios.

S

OLUÇÃO PARA RESTABELECER A SUFICIÊNCIA DE COBERTURA DO GRUPO DE CUSTEIO

Não foi constatada insuficiência de cobertura do grupo de custeio, sendo as alíquotas de custeio definidas para 2013 suficientes para financiar os custos dos benefícios do plano.

V

ARIAÇÃO NO RESULTADO ATUARIAL E CAUSAS MAIS PROVÁVEIS

Quanto à situação atuarial, calculou-se uma provisão matemática total de R$ 2.541.437.397, composta por R$ 1.412.730.172 relativos aos benefícios concedidos R$ 1.467.715.423 referente aos benefícios a conceder e provisões matemáticas a constituir no valor de R$ 339.008.198, as quais possuem um efeito redutor no cálculo das provisões matemáticas totais.

Conforme se observa na tabela nº 67 apresentada a seguir, o plano registrou um déficit de R$ 5.631.345 no exercício de 2012, originado, principalmente, pela rentabilidade real líquida patrimonial de -1,79%. Contudo, o resultado acumulado em 31/12/2012 encontra-se superavitário em R$ 24.652.326, devido ao superávit de R$ 30.283.671 em 31/12/2011.

Tabela 67. Situação Atuarial do Plano de Benefíicos – Embrapa Básico, valor em R$

Rubrica 31/12/2011 31/12/2012 Variação

Patrimônio de Cobertura do Plano - PCP 2.385.824.486 2.566.089.723 7,56%

Provisões Matemáticas – PM 2.355.540.815 2.541.437.397 7,89%

Superávit Técnico 30.283.671 24.652.326 -18,60%

Superávit Técnico sobre as PM 1,29% 0,97% -

A rentabilidade dos investimentos do plano de benefícios no exercício de 2012 foi de 9,78%, em termos nominais. Considerando-se que a variação do INPC/IBGE de janeiro a dezembro de 2012 foi de 6,20%, então a meta mínima atuarial para o mesmo período foi de 11,77%, composta pela variação do INPC acrescida da taxa de juros real anual de 5,25%. Comparando-se a rentabilidade nominal obtida com a meta mínima atuarial, verifica-se que a rentabilidade patrimonial real líquida foi de -1,79% no ano, concluindo-se, portanto, que a rentabilidade patrimonial nominal em 2012 foi inferior à meta mínima atuarial.

R

ESULTADO ATUARIAL DE

31/12/2012

E SUA NATUREZA

Pelo exposto, concluímos que o plano de benefícios se encontra em situação de equilíbrio atuarial conforme a tabela abaixo, possuindo um superávit técnico de R$ 24.652.326, que será destinado à formação de reserva de contingência nos termos da legislação vigente. Em nossa opinião, o resultado do plano tem natureza estrutural.

A tabela seguinte mostra o balanço atuarial do plano de benefícios, onde se observam as contas de ativo compostas pelo patrimônio de cobertura do plano e contribuições futuras, bem como as contas de passivo, representadas pelos benefícios futuros e superávit técnico.

Tabela 68. BALANÇO ATUARIAL – 31/12/2012

Ativo Passivo

Patrimônio de Cobertura do Plano2.566.089.723 Benefícios Futuros 3.063.467.028 Contribuições Futuras 522.029.613 Benefícios Concedidos 1.412.730.172

Contribuição Normal 183.021.433 Benefícios a Conceder 1.650.736.856

Contribuição Extraordinária 323.482.678 Superávit Técnico 24.652.326

Jóia 15.525.520

Total 3.088.119.354 Total 3.088.119.354

Conforme foi comentado nos parágrafos anteriores, o superávit técnico registrado em 31/12/2012 será destinado à formação de reserva de contingência.

F

UNDOS PREVIDENCIAIS

Na data desta reavaliação atuarial, como também no exercício anterior, não existiam fundos previdenciais no plano sob análise.

No documento Relatório Anual de Informações (páginas 56-60)