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P ARECER A TUARIAL DO P LANO E MBRATER

No documento Relatório Anual de Informações (páginas 64-67)

C

USTOS DOS BENEFÍCIOS DO PLANO E COMPARAÇÃO COM OS CUSTOS DO EXERCÍCIO ANTERIOR

O plano de benefício não possui mais participantes ativos e, por esse motivo, não há necessidade de se calcular custos de benefícios, uma vez que o plano se encontra em fase de desacumulação de reservas matemáticas. O plano de benefícios possui apenas um grupo de custeio.

P

LANO DE CUSTEIO PARA

2013

O plano de custeio previsto para 2013 é composto de contribuições de 8% incidentes sobre os benefícios dos assistidos.

P

RINCIPAIS RISCOS ATUARIAIS AOS QUAIS O GRUPO DE CUSTEIO ESTÁ EXPOSTO E SUGESTÕES PARA MITIGAÇÃO

O plano Embrater Básico, por se tratar de um plano constituído na modalidade de benefício definido, está exposto aos riscos atuariais relacionados com fatores biométricos e ao risco financeiro. O monitoramento sistemático desses riscos é feito através das avaliações atuariais anuais, do acompanhamento mensal das provisões matemáticas, que são recalculadas mensalmente em bases atuariais, e da utilização de regimes financeiros e hipóteses atuariais consistentes e aderentes à realidade dos participantes e assistidos do plano de benefícios.

Atualmente, o plano de benefícios conta apenas com aposentados e pensionistas e não há mais patrimônio para cobertura das reservas matemáticas, sendo que os benefícios estão sendo pagos com recursos emprestados de outros planos de benefícios da entidade, por força de decisão judicial. Nos pareceres dos anos anteriores alertamos que a não adoção de uma solução que previsse o aporte imediato de recursos para o plano implicaria na completa exaustão do seu patrimônio e na conseqüente paralisação dos pagamentos de benefícios aos aposentados e pensionistas, o que só não vem acontecendo em virtude do fluxo de recursos que vem sendo aportado no plano sob comento originado dos demais planos e que vem configurando uma dívida financeira deste plano para com os demais.

Em 2012, não se registrou a solução definitiva para o equacionamento dos déficits atuarial e financeiro do referido plano, tendo ocorrido a continuidade dos pagamentos dos benefícios aos aposentados e pensionistas com base em decisão liminar da Justiça Federal - TRF, fato que obrigou a Direção da Ceres a utilizar recursos financeiros dos demais planos de benefícios, de forma proporcional aos respectivos patrimônios, para o cumprimento da decisão judicial.

Vale ressaltar que os recursos utilizados para pagar os benefícios, originários dos demais planos, estão sendo provisionados no plano Embrater Básico como empréstimo, os quais serão devidamente restituídos aos planos de origem quando da regularização

da situação sob comento. Os mencionados empréstimos estão sendo remunerados pela variação do INPC acrescida da taxa real de juros anual de 5,25%. Como conseqüência desse provisionamento, o plano de benefícios apresentou a insuficiência patrimonial destacada na tabela nº. 74.

Torna-se imprescindível que a administração da Ceres promova uma solução definitiva que permita o equacionamento do elevado déficit financeiro e atuarial a que o plano está exposto, de forma a não sobrecarregar financeiramente os demais planos, conforme determinado pela decisão judicial que respalda a prática atualmente em vigor.

S

OLUÇÃO PARA RESTABELECER A SUFICIÊNCIA DE COBERTURA DO GRUPO DE CUSTEIO

Dadas as peculiaridades desse plano de benefícios, o qual não possui mais participantes ativos em seu quadro, não há como analisar a suficiência do plano de custeio, uma vez que não são calculados os custos dos benefícios, já que o plano ultrapassou a fase de acumulação de reservas matemáticas.

V

ARIAÇÃO NO RESULTADO ATUARIAL E CAUSAS MAIS PROVÁVEIS

O plano sob análise foi estruturado na modalidade de benefício definido, tendo por objetivo oferecer aos seus participantes e dependentes os benefícios previdenciários previstos em regulamento.

Atualmente, o plano de benefícios tem uma massa de segurados composta exclusivamente por assistidos. Conforme se observa na tabela nº 74, apresentada a seguir, o plano registrou um déficit atuarial em 31/12/2012, fato este que vem se repetindo nas avaliações atuariais recentes.

Tabela 74. SITUAÇÃO ATUARIAL DO PLANO DE BENEFÍCIOS DO PLANO EMBRATER BÁSICO – VALORES EM R$

Rubrica 31/12/2011 31/12/2012 Variação

Insuficiência Patrimonial 22.664.250 29.288.455 29,23%

Provisões Matemáticas Totais 28.678.344 28.568.794 -0,38%

Insuficiência total (Déficit Atuarial +

insuficiência patrimonial) 51.342.594 57.857.249 12,69%

Insuficiência total sobre as Provisões Matemáticas -179,03% 202,52% -

A rentabilidade do patrimônio previdencial do plano Embrater Básico no exercício 2012 não foi calculada em função da insuficiência patrimonial observada.

As variações observadas nas provisões matemáticas decorrem, principalmente, das variações cadastrais ocorridas, dos reajustes nos valores dos benefícios e da adequação das hipóteses atuariais à realidade do plano de benefícios.

Quanto à insuficiência patrimonial, a elevação decorre das necessidades de recursos ao longo de 2012 para pagamento dos benefícios em fruição, bem como dos encargos inerentes à operação de empréstimo entre o plano Embrater Básico e os demais.

R

ESULTADO ATUARIAL DE

31/12/2012,

SUA NATUREZA E RECOMENDAÇÃO PARA EQUACIONAMENTO

O resultado atuarial do plano Embrater Básico foi uma insuficiência atuarial e financeira no montante de R$ 57.857.249, que vem sendo continuamente observada ao longo dos últimos anos, dada a situação peculiar em que o plano se encontra, o que nos leva a classificar esse déficit como de natureza estrutural.

A legislação em vigor prevê o equacionamento do déficit atuarial mediante um esforço conjunto de patrocinadora e participantes, incluindo-se os assistidos, na proporção de suas contribuições para o plano de benefícios. Todavia, o plano sob análise não conta mais com o patrocínio da Embrater, o que certamente dificulta a implementação de uma solução baseada unicamente nas normas vigentes, dado que imputar apenas aos assistidos o ônus do equacionamento do déficit exigiria deles um esforço financeiro praticamente impossível de ser cumprido.

F

UNDOS PREVIDENCIAIS

Na data desta reavaliação atuarial não existiam fundos previdenciais no plano sob análise.

No documento Relatório Anual de Informações (páginas 64-67)