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56 (2005, p 25), o Golden Tower São Paulo Hotel, o L‟Hotel, o

Emiliano, e o Unique. E, na sequência, o Fasano. Todos, empreendimentos independentes.

Novembro de 1996, marca a publicação da Deliberação Normativa n° 367, criando a Matriz de Classificação Hoteleira pela EMBRATUR. A partir dela os empreendimentos hoteleiros passam a ser classificados não só por estrelas – 1, 2, 3, 4 ou 5 estrelas –, mas também de acordo com o tipo de serviço oferecido, ou seja, H (Hotel); HH (Hotel Turístico); HL (Hotel de Lazer); P (Pousada).

Tabela 1 – Meios de hospedagem de turismo e suas características

Tipo Localização Natureza da Edificação Clientela Preferencial Infraestru- tura Hotel – H – Preferencial mente urbana. Normalmente, edificações com vários pavimentos (partido arquitetônico vertical). Mista, com executivos e turistas, predominando, ora uns, ora outros. Hospedagem e, dependendo da categoria, infraestrutura para lazer e negócios. Hotel Histórico – HH – Em prédios, locais ou cidades históricas (urbanas ou rurais). Prédio tombado pelo IPHAN, de significado histórico ou valor regional reconhecido. Mista, com executivos e turistas, com variação de uns e outros. Normalmente, restrita à hospedagem. Hotel de Lazer – HL – Áreas rurais ou local turístico fora do centro urbano. Normalmente, partido arquitetônico horizontal. Turistas em viagens de recreação e lazer. Áreas, instalações, equipamentos e serviços próprios para lazer e hóspede. Pousada – P – Locais turísticos, normalment e fora do centro urbano. Predominantem ente, partido arquitetônico horizontal. Turistas em viagens de recreação e lazer. Restrita à hospedagem.

Fonte: O autor (2013), adaptado de EMBRATUR/INMETRO: Regulamento e matriz de classificação dos meios de hospedagem de

turismo. Disponível em:

<http://www.classificacao.turismo.gov.br/MTUR>. Acesso em: 23 nov 2013.

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Atualmente do parque hoteleiro do país é composto por 464.477 quartos distribuídos entre 9.681 hotéis, segundo dados da HIA (2013). Sendo que deste total a maioria se encontra nos empreendimentos isolados ou independentes, ou seja, pertencentes a famílias sem tradição no ramo hoteleiro, correspondendo a 91,5% (noventa e um vírgula cinco por cento) do total de quartos oferecidos.

Tabela 2 – Total de hotéis e flats no Brasil

Hotéis % Quartos %

Hotéis e flats de marcas

nacionais

377 3,9% 55.947 12,0%

Hotéis e flats de marcas

internacionais

423 4,4% 74.822 16,1%

Hotéis independentes com até 20 qtos

3.502 36,2% 38.699 8,3%

Hotéis independentes com mais de 20 qtos

5.379 55,6% 295.009 63,5%

Fonte: Hotel Investments Advisors: Hotelaria em números Brasil 2013, São Paulo, HIA, 2013, p. 7.

Destes dados concluí-se que, comparativamente, os empreendimentos independentes (geralmente com gestão familiar) possuem uma grande responsabilidade pelos serviços de hospedagem no Brasil, representando segundo dados da HIA (2013) 71,8% (setenta e um vírgula oito por cento) dos leitos disponíveis de hotéis. Valendo considerar que, através de informações do Hotel Investments Advisors (2013), os hotéis independentes, ou seja, aqueles pertencentes a famílias sem tradição no ramo hoteleiro, ainda são majoritários, principalmente os existentes nos grandes centros.

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Legenda: 1 – Hotéis e flats de marcas nacionais; 2 – Hotéis e flats de marcas internacionais; 3 – Hotéis independentes com até 20 quartos; 4 – Hotéis independentes com mais de 20 quartos.

Figura 1 – Percentual de participação de hotéis e quartos no Brasil no

ano de 2013.

Fonte: O autor (2013), baseado em dados da HIA (2013).

Os gráficos (Gráfico 1 – Hotéis no Brasil, e Gráfico 2 – Quartos no Brasil) apresentados acima (Figura 1) traduzem as informações apresentadas na Tabela 2 (pag. 51), e reforçam a expressiva participação que os empreendimentos independentes têm no mercado hoteleiro brasileiro. No caso dos hotéis (Gráfico 1), somando os de marcas nacionais ou internacionais, estes representam 8,3% (oito vírgula três por cento), enquanto os independentes representam 91,8% (noventa e um vírgula oito por cento) do parque hoteleiro brasileiro. O Gráfico 2 apresenta a oferta de quartos nos hotéis brasileiros. Os hotéis pertencentes às cadeias nacionais e internacionais representam 28,2% (vinte e oito vírgula dois por cento), enquanto que nos hotéis independentes a oferta é de 71,8% (setenta e um vírgula oito por cento), conforme informado anteriormente.

Bonfato (2006, p. 20) afirma que a contribuição das novas redes internacionais para o desenvolvimento da atividade hoteleira no Brasil baseia-se em quatro aspectos. A saber:

1. Evolução para uma atividade hoteleira

segmentada, com áreas físicas,

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voltados e adaptados às necessidades de determinados nichos de mercado.

2. Foco na rentabilidade do negócio, ou seja, a operação da unidade hoteleira volta- se para a geração de riqueza dos investidores, contribuindo para o aperfeiçoamento dos processos de gestão e operação e reforçando, portanto, o conceito do hotel como negócio rentável a médio e longo prazo.

3. Parcerias estratégicas entre diferentes empreendedores, sejam eles operadores tradicionais, organizações investidoras com experiência em outras áreas, construtoras, fundos de pensão ou até microinvestidores, a fim de obter capital para instalação e operação da unidade hoteleira.

4. Criação de novos produtos hoteleiros ou renovação de antigos produtos, como a hotelaria econômica e supereconômica, que, apesar da longa existência, agora é vista como elemento estratégico pelas redes, que passam a investir nesse nicho.

E continua apresentando o cenário atual e os seus novos atores, responsáveis pela crescente profissionalização da área, que antes se restringia a redes, hoteleiros independentes e a um ou outro investidor em flats. Neste ramo adentraram outros participantes como fundos de pensão, pequenos investidores e grandes construtoras, que veem nesta forma de parceria um promissor campo de oportunidades de ganho. Estes novos investidores aumentaram sua participação no setor hoteleiro de maneira bastante acentuada, principalmente entre os anos de 1998 e 2003 nos grandes centros urbanos, voltados ao turismo de negócios (BONFATO, 2006, p. 22).

Ainda segundo Bonfato (2006, p. 22) “de forma geral, a expansão da participação de redes hoteleiras no mercado trouxe benefícios à hotelaria nacional”, pois gerou entre os hotéis independentes uma onda de necessidade de aprimoramento na qualidade de seus serviços e de suas instalações, na busca pela manutenção de seus lugares no mercado. Na outra ponta o cliente viu o seu custo-benefício aumentar.

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