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90 “tipo” e quanto à “categoria”, ainda classifica os

empreendimentos, como informa Bonfato (2006, p. 86-91), quanto aos:

a) Aspectos físicos:

1) Zoneamento urbano (residencial, residencial misto, comercial, industrial); 2) Uso e ocupação do solo (percentual de área ocupável, percentual de área edificável, limite de pavimentos, recuos frontais e laterais);

3) Tamanho e formato (até 4.000m², de 4.000 a 10.000m², acima de 10.000m²); 4) Adaptabilidade (tipo de solo, grau de declividade, área intangível – APA38

);

5) Condições de pavimentação

(urbanizada com pavimentação, urbanizada sem pavimentação, não urbanizada);

b) Aspectos de infraestrutura:

1) Infraestrutura básica (água, esgoto, energia);

2) Acesso (muito tráfego, pouco tráfego, deslocamento rápido);

3) Fornecedores para implantação (materiais de construção, equipamentos, utensílios);

4) Telefonia e comunicação eletrônica (disponibilidade de linhas, provedores, bandagem – banda larga/comum);

5) Atrações turísticas do município (atrativos edificados, atrativos naturais); 6) Ofertas de hotéis competitivos no município (concorrentes diretos, concorrentes indiretos);

7) Mercados geradores de demanda no município (beleza natural/paisagem, diferenciais de natureza, centros tecnológicos, proximidade de centros comerciais, proximidade de centros industriais, proximidade de centros educacionais).

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Para Bonfato (2006, p. 92) apesar de seu uso ser ainda incipiente, a utilização do SIG como ferramenta de análise de dados na área de hotelaria promete vir a tornar-se bastante “[...] útil aos analistas na avaliação de locais para a implantação de um empreendimento hoteleiro”.

Sejam independentes ou corporativos os empreendimentos hoteleiros são passíveis de serem avaliados pelo mercado e assim terem os seus desempenhos parametrizados. Segundo Bonfato (2006, p. 95) os parâmetros utilizados para a obtenção desse dimensionamento são:

 Imagem junto ao público – traduzida pela identidade adquirida e firmada junto ao público, usuário ou não. Sua imagem tanto pode corresponder a um produto sofisticado, mas em um grau que estimule o seu consumo, quanto a um bom produto no que tange ao custo/benefício.

 Instalações – de fácil análise, por ser um item tangível, compreende em analisar as instalações físicas do empreendimento hoteleiro comparando-o com o concorrente.

 Serviços – baseado no capital humano disponível no empreendimento para dar assistência aos hóspedes e qualificar os serviços prestados. Neste caso é imprescindível um bom nível de formação dos colaboradores.

 Demanda – traduzida pela verificação do foco de emissão de clientes, ou seja, verificar a possível concentração do público- alvo em determinada região. Outro fator passível de análise é a política de promoção e vendas dos hotéis concorrentes instalados na mesma região ou do mesmo segmento.

 Faixa de diárias – traduzidas no valor das diárias cobradas no balcão ou negociadas, que podem determinar uma concorrência mais direta ou não. Quando associadas ao tipo de serviço ou às instalações oferecidas é possível mensurar o custo/benefício de cada concorrente.

 Proximidade – este parâmetro é de caráter relativo, já que para alguns clientes a

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proximidade não é prioritária na análise da concorrência. Para determinados clientes não importa a distância em que se situa o hotel, mas sim outros fatores, como as instalações agregadas – quadras, piscinas, salas de reuniões etc. –, ou atrativos do entorno – praias, cachoeiras, centros empresariais etc.

2.5 CONCEPÇÃO ARQUITETÔNICA

O papel da arquitetura na escolha da hospedagem pelo cliente é fator decisório. (YÁZIGI, 2000, p. 21)

Apesar da configuração da arquitetura das edificações onde estão instalados os equipamentos hoteleiros terem uma importância bastante significativa na escolha do usuário em hospedar-se em um determinado hotel em detrimento de outro, a imagem que vai ficar registrada na mente destes é a da UH em si.

Sendo assim, desde o início do surgimento dos hotéis, foi dada à ambientação uma importante relevância, tanto em áreas comuns, como recepção, estar e salas de comer, quanto aos aposentos íntimos, como os quartos e suítes.

Faz-se, cada dia mais presente na história dos equipamentos hoteleiros, o comparecimento do traço de grandes arquitetos na compleição destes empreendimentos no mundo inteiro, sendo fortes agregadores de valor na acirrada disputa neste nicho de mercado, bastante concorrido.

A valorização dos hotéis, e das UH, apesar de não estar vinculada diretamente à arquitetura de interiores, esta relacionada com a localização dos apartamentos no pavimento bem como seu posicionamento na planta, pois segundo Duarte (2005, p. 42), “a posição geográfica (de frente para o mar, por exemplo) ou a sua própria localização no edifício (andares superiores) muitas vezes valorizam o preço do produto”. Entretanto, deve-se ir mais além, ou seja, cenários perfeitos complementam a arquitetura de interiores, pois podem ser consideradas como „molduras‟ para a boa ambientação.

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2.5.1 Padrão Construtivo

Os hotéis, e principalmente neste trabalho as UH, com suas ambientações, por se constituírem em edificações cujo princípio é a indução ou condução do cliente a vários níveis de envolvimento com os ambientes que deles fazem parte, necessitam que o projeto seja formado de um processo que identifique as reais necessidades dos atores/hóspedes, bem como a forma de desenvolvimento de meios e instrumentos que suprirão os anseios destes.

Segundo Topolian apud Weidle (1995, p. 15) é possível diagramar as necessidades de um projeto, da concepção à construção onde inicialmente, sejam identificadas as etapas de um processo decisório, da seguinte maneira:

a) Coleta de informações, onde se identificam as necessidades tanto do empreendedor quanto dos possíveis usuários, coletando os dados de maneira ordenada, identificando as prioridades. b) Interpretação das informações e a

identificação dos instrumentos que possam apoiar as decisões de projeto. c) Formulação da concepção e do

desenvolvimento de alternativas que possam ajudar o desenvolvimento do projeto.

d) Implementação das decisões, a partir da tomada de atitudes que estarão ligadas a todo o processo.

Em um hotel, assim como em qualquer outra edificação, o processo decisório é fundamental para definir os critérios de projeto por requisitos que deverão ser preenchidos pelo sistema construtivo adotado, que, por sua vez, definirá toda a estrutura do equipamento, e que, por consequência, definirá toda a distribuição interna de ambientes, inclusive conduzindo para determinada solução no emprego de materiais.

Para que se entenda o processo na formatação de espaços em hotéis também é necessário que se compreenda

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