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R e d e d e P o s t o s d e S e r v i ç o
seu posto de número 200 para a revenda de combustíveis com ins- talações de GNV. O Auto Posto Pe- tro Chile, em Curitiba (PR), é um marco para a companhia e para a consolidação do mercado de gás veicular no país. Na opinião de Cle- nardo, a inauguração representa a superação de um desafio. “Quando assumimos este compro- misso, tivemos que resolver uma equação complicada: não se fazia posto com GNV porque não havia carro para consumir o produto. Por outro lado, não havia carro por- que faltava posto. Sem os dois, não existia gasoduto. Vencemos todas as adversidades e somos líderes no mercado. Hoje, temos uma rede operando com gás em praticamen-
te todo o Brasil e o meio ambiente agradece”, observa.
Todo esse crescimento se deve muito aos benefícios do Gás Natu- ral Veicular. No Rio de Janeiro, por exemplo, onde circulam 25 mil tá- xis, a opinião entre os profissionais é praticamente unânime. “O uso do GNV para o meu negócio é funda- mental. Rodo, em média, 300 qui- lômetros por dia e com o gás che- go a fazer uma economia de 70% no abastecimento em relação à ga- solina. A única coisa de que me ar- rependo é de não ter colocado o kit gás há muito mais tempo”, conta o taxista Luiz Sérgio de Souza.
O motorista particular Paulo Ro- berto Carvalho Viana também ade- riu ao GNV e não tem queixa. “An-
tes gastava por mês aproximadamen- te R$ 1.100 com combustível. Com a conversão do carro, passei a gas- tar R$ 300. Ao contrário do que muitos dizem, com o uso do gás vei- cular o carro não perde potência.”
V A N T A G E N S
Para os proprietários de frotas de veículos, a conversão também pode ser uma boa alternativa. “A econo- mia de até 70% no abastecimento, os ganhos em manutenção e a utili- zação de um combustível menos poluente são importantes atributos que o gás oferece. Além disso, a adaptação do veículo se paga rapi- damente com a economia que é fei- ta”, afirma Clenardo Fonseca.
Outra grande vantagem é o mai- or controle no abastecimento. “Com os combustíveis líquidos, o dono de frota está sujeito ao desvio do pro- duto. O GNV impossibilita esse tipo de ocorrência”, diz o gerente.
Atualmente, cerca de 650 pos- tos com GNV operam em todo o território nacional. Graças a essa crescente oferta é possível se des- locar de Porto Alegre até o Ceará utilizando gás natural em 70% des- se trecho.
H I S T Ó R I C O
A história do GNV no Brasil teve início na década de 80, quando o governo decidiu expandir o gás na- tural na matriz energética nacional. A partir de então, a Petrobras deu início ao estudo de novas técnicas para o uso do gás. Uma delas foi a aplicação do produto para uso vei- cular. A companhia começou a de- senvolver tecnologia de equipa- mentos e materiais para adaptar os motores ciclo diesel ao uso de GNV, principalmente no transporte urba- no. A substituição do diesel pelo gás era uma alternativa que contribuía em dois aspectos importantes para Desde o ano passado, a Pe-
trobras Distribuidora é patroci- nadora da única competição do automobilismo nacional que usa o Gás Natural Veicular (GNV) como combustível: a Copa BR Petrobras Pick Up Racing. A cada etapa do circuito, composto por nove provas em sete esta- dos, cerca de 10 mil especta- dores acompanham as disputas das 22 pick-ups com turbinados
BR MOSTRA A FORÇA DO GNV NAS PISTAS
motores V6, que chegam a atingir 200 km/h.
“A competição prova que o gás, além de ser econômico e menos poluente, é um combustí- vel seguro e de alto desempenho, qualidades fundamentais em uma competição automobilísti- ca”, explica Clenardo Fonseca, gerente de Automotivos 1 da BR. Um dos destaques do circuito é o miniposto itinerante de GNV da BR, que entrou em operação no segundo semestre do ano pas- sado. O posto acompanha as vá- rias etapas da competição, ofe- recendo duas bombas cobertas e quatro bicos de alta pressão ca- pazes de abastecer quatro pick- ups simultaneamente. Toda a es- trutura está ligada a duas carre- tas-feixe, cada uma com cerca de 4.500 m3 de GNV armaze-
nados em cilindros. Até mesmo as carretas são transportadas em caminhões especiais, movidos ex- clusivamente com GNV.
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o país: na economia, por permitir que o Brasil diminuísse as importa- ções de diesel, e na questão ambi- ental, já que o gás é um combustí- vel mais limpo e apresenta baixa for- mação de resíduos de combustão. Quando a conversão do motor é feita adequadamente, tanto em equipamentos quanto em compo- nentes, o resultado é uma combus- tão limpa, menos poluente e de maior rendimento.
A Petrobras participou ativamen- te no desenvolvimento dessa tecno- logia e, ao longo do processo, sur- giu a oportunidade de utilizar o gás natural em substituição à gasolina nos veículos leves. Em 1992, o governo liberou o uso do GNV para táxis e frotas cativas. Em 1996, permitiu sua utilização em qualquer veículo.
É importante ressaltar que, nes- te período, o GNV ganhou impor-
tância como âncora da expansão dos gasodutos das companhias con- cessionárias distribuidoras de gás natural. Quando a BR iniciou o pro- grama, só havia distribuição de gás natural nas áreas metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Nas demais regiões, o gás natural esta- va restrito ao segmento industrial, normalmente afastado do centro das cidades e, portanto, dos potenciais consumidores. “O Brasil é um país tropical e prescinde do uso do gás natural na calefação. Em países de temperatura muito baixa, a calefa- ção é o grande elemento de expan- são do mercado de gás. Esta de- manda elevada viabiliza os investi- mentos para que se leve o gás até o centro das grandes cidades”, ex- plica Clenardo.
A união dos interesses da Petro- bras Distribuidora em expandir o
programa de gás natural veicular, das companhias de distribuição de gás em ampliar sua rede de gaso- dutos e do próprio governo de di- versificar a matriz energética bra- sileira motivou uma ação conjunta. “A BR assinou contratos com as com- panhias concessionárias para aqui- sição de gás na sua rede de postos de serviço. Foi o comprometimento da companhia que viabilizou a construção dos gasodutos que hoje também abastecem os segmentos comerciais e residenciais”, diz Cle- nardo Fonseca.
Com a diversificação do uso do GNV no Brasil, muitas companhias começaram a investir nesta nova proposta. Empresas fornecedoras de compressores, de equipamentos e materiais para conversão, de cilin- dros de estocagem e prestadoras de serviços instalaram-se no Brasil. O uso do GNV possibilita uma economia de até 70% para o motorista
CLENARDO FONSECA é titular da Gerência de Automotivos 1 (GAT 1), responsável pela distribuição de toda a linha automotiva nos estados da Região Sul, além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. O objetivo da unidade é ampliar a liderança da companhia no mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes. ([email protected])
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38 SOLUÇÕES Instalações da Eletrobolt, em Seropédica, Rio de Janeiro. A térmica é uma das unidades de geração da energia que será comercializada pela BR no mercadoS o l u ç õ e s E n e r g é t i c a s
P
ois é justamente a partir des- te posicionamento que nasce sua mais nova atividade. A BR está atuando na comercialização de energia elétrica no mercado. Tra- ta-se, é importante frisar, de uma iniciativa em consonância com a missão da Petrobras, que vem fir- mando o conceito de empresa de energia.Hoje, a BR já comercializa ener- gia, mas não no mercado competi- tivo. As térmicas Brasympe, Breite- ner e Termoelétrica Potiguar, das quais a empresa é acionista, ven- dem sua produção para a Compa- nhia Brasileira de Energia Emergen- cial (CBEE). A partir de agora, a BR passará a negociar também a ener- gia gerada pelas usinas da Petro- bras integrantes do Programa Prio- ritário de Termeletricidade (PPT), só que no mercado competitivo.
A empreitada prevê a entrada da BR de forma agressiva no mer- cado de energia elétrica agregan- do mais um produto ao seu portfó- lio. A iniciativa é uma das faces da reestruturação por que está passan- do a Gerência de Soluções Ener- Do asfalto ao lubrificante e combustíveis; de insumos químicos a sofisticados sistemas de controle de abastecimento. Mais do que uma mera fornecedora de serviços e produtos, a
Petrobras Distribuidora tem se notabilizado como uma
provedora de soluções para os seus clientes.
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géticas (GSE), antiga Gerência de Gás. “Nossa intenção é ampliar o espectro de atuação da BR neste setor e consolidar a participação na venda de energia elétrica. A em- presa vai aumentar seu grau de competitividade no setor”, diz Fre-
derico Ventorim, coordenador de Negócios de Geração de Energia da GCSE, a Gerência de Comerci- alização de Soluções Energéticas (GCSE).
Os chamados clientes livres, com demanda superior a três me-
gawatts, serão o foco principal da BR. Na maioria dos casos, são indús- trias que podem escolher seu for- necedor de energia. “Temos uma grande vantagem: o forte perfil co- mercial da BR e a sua vasta capila- ridade de atendimento em todo o território nacional”, diz Frederico. O coordenador lembra ainda outro trunfo caseiro da companhia. “A car- teira comercial da Gerência de Grandes Consumidores reúne mais de 10 mil clientes, tradicionais par- ceiros da BR e, entre eles, poten- ciais compradores de energia.”
O serviço proporcionará inúme- ras vantagens para os consumido- res. Uma das principais é o fato de o cliente ter um único fornecedor de energia — tanto elétrica como de combustíveis —, o que permiti- rá a centralização das negociações. O consumidor contará ainda com todas as garantias possíveis, ao es- Frederico Ventorim, coordenador de Negócios de Geração de Energia da GCSE
ALEXANDRE PENNA RODRIGUES é o titular da Gerência de Soluções Energéticas, cujo objetivo é desenvolver a melhor resposta para a necessidade de energia de cada cliente, oferecendo produtos e serviços com alto grau de competitividade, qualidade e confiabilidade, dentro dos padrões adequados de rentabilidade. ([email protected])
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tabelecer um contrato com uma empresa com reconhecido lastro fí- sico para entregar a energia. Além disso, terá a segurança de estar contratando energia de um forne- cedor com notória saúde financei- ra, como o Sistema Petrobras. “Este é um fator muito importante: a cre- dibilidade da Petrobras e da BR. Os nossos clientes, em todas as áreas e mercados em que atuamos, já nos conhecem. Estão habituados a receber produtos e serviços com alto grau de excelência e nos pra- zos acordados. Este padrão e esta confiança também serão a marca do processo de comercialização de energia. Para o cliente, nada me- lhor do que estar cercado de ga- rantias”, afirma Frederico.
Outra característica do merca- do elétrico brasileiro que merece ser ressaltada é o livre acesso à rede de distribuição. A energia contrata- da junto à Petrobras entra no siste- ma interligado e é repassada ao cli- ente pela distribuidora local. O cli- ente só pagará à concessionária da região o valor referente ao uso da rede de distribuição, como prevê a regulamentação da Agência Naci- onal de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo Frederico Ventorim, a área comercial da GSE está desen- volvendo um forte trabalho de mar- keting. Para começar, vem man- tendo reuniões com os integrantes das demais gerências de venda da companhia, com o intuito de orien- tar as equipes sobre a estratégia de comercialização da energia elé- trica. Além disso, como forma de motivação, instituiu, em outubro deste ano, uma premiação aos co-
laboradores da GGC que trouxe- rem clientes capazes de gerar con- tratos de venda do insumo. “Um projeto deste porte depende fun- damentalmente de um trabalho em equipe. Embora ainda estejamos em uma fase de implantação, já percebemos um empenho e um
interesse muito grande das gerên- cias de vendas com relação à ini- ciativa”, declara.
Frederico enfatiza que a deci- são da BR de comercializar energia no mercado representa uma mu- dança de cultura e de linguagem dentro da companhia. “Estamos acostumados a negociar litros e to- neladas. Agora, passaremos a ven- der também megawatts-hora. Tra-
ta-se de uma transformação impor- tante da empresa.”
Renato de Andrade Costa, ge- rente de Comercialização de Solu- ções Energéticas, chama a atenção para outro ponto fundamental. “É vocação natural da BR atuar de for- ma integrada com a Petrobras, ven-
dendo energia de suas térmicas. A companhia é o braço comercial do Sistema Petrobras no varejo. Cabe à BR o compromisso de ampliar o conceito de produtos e serviços e fornecer, de fato, uma solução energética. Com esta postura e a sua carteira de clientes, a compa- nhia estará sempre contribuindo de maneira determinante para ampliar o mercado da Petrobras.” Renato de Andrade Costa, gerente de Comercialização de Soluções Energéticas