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Partes: ge : general neralid idad ades es, concei , conceito to; p ; pri rincí ncíp pios ios inform informat ativ ivos os

Partes: ge: generalneralididadadeses, concei, conceitoto; p; pririncíncíppios ios informinformatativivosos

Os sujeitos parciais do processo são as partes, titulares de direitos, poderes e faculdades, e os correspondentes deveres, sujeições e ônus,todos processuais, pelo que a relação jurídica que se forma no processo põe em confronto os

sujeitos parciais da lide, sob o comando do juiz, como representante do Estado na composição da lide.

O processo pressupõe pelo menos duas partes, denominadas autor, aquele que pede a proteção jurisdicional, e réu, aquele em face de quem essa proteção é pedida; não sendo exagerado dizer que o processo é um processo de partes.

A configuração da relação jurídica processual, na sua completude, envolve também o juiz, que é sujeito do processo, mas não parte, atuando na condição de prestador da jurisdição em nome do Estado.

A relação jurídica processual, na sua feição mais simples, envolve a participação de, pelo menos, duas partes, sendo uma no polo ativo (autor) e outra no polo passivo (réu), podendo acontecer que num dos polos da relação processual se coloque mais de um autor ou mais de um réu, surgindo a figura dolitisconsórcio.

Se todo aquele que é parte no processo é também sujeito processual, a recíproca não é verdadeira, pois nem todo sujeito é parte. Assim, o autor e o réu são partes e, portanto, sujeitos parciais do processo; mas o juiz, embora sujeito indispensável do processo, não atua na condição de parte. O juiz se coloca no processo numa posição de superioridade à das partes, para poder, mediante aplicação do direito objetivo, solucionar a lide.Frequentemente, os sujeitos parciais do processo são também os titulares dodireito material controvertido, mas essa relação jurídica material não se identifica com arelação jurídica processual .

A relação jurídicamaterial interliga duas pessoas, atribuindo a uma o direito de exigir alguma coisa da outra (uma indenização, a entrega de uma coisa, o pagamento de um crédito etc.), diversa darelação jurídica processual , que, muitas vezes, surge para servir à relação material; podendo acontecer, no entanto, que haja relação jurídica processual sem estar em lide nenhuma relação jurídica material.

A pretensão do autor pode se limitar à declaração deinexistência de uma relação jurídica material, mediante uma ação declaratória negativa, caso em que o processo servirá a uma mera pretensão processual, mas não de tutela da relação material, porque o que se pretende é exatamente uma declaração judicial de certeza, de que essa relação não existe.

A relação jurídica processual, diversamente da relação material, interliga três sujeitos, um dos quais o Estado-juiz, no exercício do seu poder soberano de prestar jurisdição.

Sendo o titular do direitomaterial , quase sempre, também o sujeito da relação processual , a doutrina tradicional oucivilista identificava os sujeitos do processo com os sujeitos de direitos e obrigações decorrentes da relação material.

Entendia-se, então, que as partes, no processo, eram os titulares do interesse subordinante e do interesse subordinado, por força da relação material controvertida, sendo o autor o credor, e o réu, o devedor.

Percebeu-se, depois, que muitas vezes o devedor é o autor no processo, e o credor, o réu, como acontece, por exemplo, no pagamento em consignação ou no depósito de coisa, pelo que a doutrina civilista perdeu fôlego.

Desvendado também o fenômeno da substituição processual ,8 em que o substituto processual defende em juízo, em nome próprio, direito alheio, e, não obstante, não seja titular do direito material, é parte no sentido processual, a concepção tradicional ou civilista acabou por desmoronar.

A partir daí, passou a doutrina a buscar um conceito de parte que satisfizesse às exigências técnicas do processo, independentemente da sua posição na relação de direito material.

Várias concepções foram preconizadas com esse objetivo, mas a que mereceu o aplauso da doutrina foi a formulada por Chiovenda, que ficou conhecida como aconcepção moderna de parte.

Para Chiovenda, parte é aquele que pede em seu próprio nome, ou em cujo nome é pedida, a atuação de uma vontade de lei, e aquele em face de quem essa atuação é pedida.

Quem pede no seu próprio nome, ou em cujo nome é pedida a atuação da lei, é o autor, e aquele em face de quem essa atuação é pedida é o réu. Tanto o autor quanto o réu pedem, sendo que o autor pede em primeiro lugar, e o réu pede depois do autor.

Enquanto o autor pede a tutela jurisdicional para o seu direito, lesado ou ameaçado de lesão, o réu pede ao juiz que denegue a tutela pretendida.9 O autor pede uma sentença condenatória, declaratória, constitutiva, atos de execução ou providências cautelares; mas parte é, também, aqueleem cujo nome se pede a tutela jurisdicional.

Certas pessoas, como o incapaz, embora possuam capacidade de ser parte, não possuem capacidade para estar em uízo, ou seja, de capacidade processual (legitimatio ad processum).10 O incapaz, por exemplo, possui a primeira (pode

ser parte), mas não a segunda (não pode estar em juízo sozinho); pelo que estará em juízo por intermédio do seu representante legal (pai, mãe, tutor ou curador). Se pretender ajuizar uma ação de investigação de paternidade, ou de alimentos, terá de fazê-lo por intermédio da sua genitora, que irá formular o pedido, não no seu próprio nome, mas no do representado. O autor da ação será o menor, mas representado pela mãe.

Ao se referir ao réu, alude Chiovenda àquele “em face de quem essa atuação é pedida”, por ser essa expressão mais ampla do que “contra quem essa atuação é pedida”; observando ele que, nas ações declaratórias negativas, não há pedido do autor contra o réu, mas para valerem face do réu.

É importante determinar o alcance do conceito de “ parte” no processo, em face das consequências de ordem prática que daí resultam, como, por exemplo, para verificar se ocorre litispendência ou coisa julgada; e, ainda, para se constatar se ocorre, em determinadas circunstâncias, o impedimento ou a suspeição.

Conforme a natureza da ação, as partes recebem uma denominação específica: na ação de demarcação de terras, promovente (autor) e promovido (réu); na ação reivindicatória, reivindicante e reivindicado; na ação penal privada,

querelante e querelado; na execução, exequente e executado; nas reclamações trabalhistas, reclamante e reclamado.11 As partes são regidas, no processo, pelos seguintes princípios informativos: a) da dualidade das partes; b) da igualdade das partes; ec) do contraditório.

a) Princípio da dualidade das partes – Todo processo pressupõe, necessariamente, pelo menos duas partes, autor e réu, do que resulta que ninguém pode ser, a um só tempo, autor e réu.12

Quando ocorre a colisão de interesses, entre um menor e seu representante legal, determina a lei que o juiz dê um curador especial ao menor.13

Pode acontecer, também, de vários autores e vários réus litigarem, conjuntamente, num mesmo processo, mas pelo menosum autor e um réu constituem o elenco mínimo do processo.

b) Princípio da igualdade das partes – As partes devem merecer igualdade de tratamento no processo, porquanto todos são iguais perante a lei, sendo esse princípio chamado também de paridade de tratamento.

Não desvirtuam esse princípio certas vantagens concedidas ao autor ou ao réu; mas, quando a parte é o Poder Público, o Código de Processo Civil é tão pródigo na concessão de benesses processuais a ele, que chega mesmo a afrontar o princípio da democratização do processo.

c) Princípio do contraditório – Segundo esse princípio, ao ataque deve ser assegurada a defesa, não podendo a pessoa ser condenada sem que tenha tido a oportunidade de se defender. Se não se defende, é outra coisa; não terá havido

infração ao princípio, porque ninguém pode ser obrigado a se defender no processo civil ou trabalhista, quando não queira.

Sempre que o autor se manifestar no processo, fazendo alegações ou juntando documentos, deve ser o réu ouvido a respeito; o mesmo acontece quando é o réu que faz uma alegação ou junta um documento, devendo ser ouvido o autor. O princípio do contraditório tem assento constitucional.

Noâmbito penal , ainda que o réu não o queira, o juiz tem por lei o dever de lhe nomear um defensor, sob pena de nulidade do processo.

Com a instituição dos Juizados Especiais Criminais estaduais e federais, foi permitida a aceitação, pelo réu, da proposta de aplicação imediata de pena que não seja privativa de liberdade (art. 72), quando então haverá condenação por aceitação do acusado; sendo a pena nesses casos a prestação de serviços à comunidade ou a concessão de cestas básicas.

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