Poderíamos entender um curso qualquer, independente do nível de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Superior) a que se destina, como um conjunto de disciplinas (matérias) interrelacionadas e ensinadas numa escola ou classe, de acordo com um determinado programa.
No âmbito do ensino superior existem inúmeros cursos em função da graduação pretendida, como, por exemplo: curso de Pedagogia, Direito, Engenharia e outros. Estes cursos são constituídos por uma série de disciplinas (matérias) interligadas e em seqüências, que são desenvolvidas durante um período de 3 ou 4 anos, com um número pré-determinado de horas-aula e dias letivos. Nas Instituições de Ensino Superior existem ainda outros cursos mais específicos, que são desenvolvidos a médio ou à curto prazo, como os cursos de extensão universitária, com um menor número de horas do que uma graduação e uma série de conferências/palestras sobre um assunto determinado. Cada tipo de curso apresenta a sua especificidade e as suas características particulares.
Para viabilizar um curso é fundamental definir suas metas e objetivos educacionais em função da realidade institucional. É justamente aí que surge em cena o planejamento pedagógico, que começaremos a estudar agora de uma forma mais aprofundada.
Basicamente existem três tipos de planejamentos pedagógicos, não sendo difícil estabelecer uma distinção entre eles: o Plano de Curso, Plano de Ensino e o Plano de Aula. Neste módulo você terá oportunidade de conhecê-los, entender sua importância e compreender seus elementos principais, de modo a favorecer a sua elaboração.
Quer saber mais? Na Educação Superior os cursos podem ser: - Graduação - Extensão - Seqüencial - Pós-graduação (ver art. 44 da lei 9394/96)
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Plano de curso (nível 1) é a organização de
um conjunto de matérias, que vão ser ensinadas e desenvolvidas em uma instituição acadêmica, durante um período relativo à execução do curso em si, exigido pela legislação ou por uma determinação explícita, que obedece a certas normas ou princípios orientadores (Menegolla e Sant’ Anna, 2000). Trata-se, assim, de um instrumento de trabalho, amplo, genérico, mas ao mesmo tempo, sintético, que serve de marco de referência às operações de ensino-aprendizagem que se desencadearão durante o curso em função dos fins a serem alcançados. (Sant’anna et al., 1995)
Este tipo de plano representa o trabalho de previsão de um ano letivo para as atividades de uma determinada disciplina, incluindo sua dependência com os anos anteriores e posteriores, e sua coordenação com outras disciplinas afins ou não, tendo em vista tornar o ensino mais eficiente, mais orgânico e com sentido de continuidade (Nérici, 1973).
É fundamental esclarecer que muitas vezes a expressão “plano de curso” pode ser utilizada no sentido de um “planejamento de disciplina (matéria) de curso”. Tal uso, comum no âmbito acadêmico, é no nosso entendimento considerado inadequado por confundir “disciplina (nível 2) com o curso em si (nível 1). Aqui, ao utilizarmos o termo Plano de Curso estaremos nos referindo ao curso em geral (nível 1), por exemplo, um curso de graduação (Engenharia Agrícola) - ver esquema 1 abaixo.
Esquema 1: Plano de Curso – Currículo do Curso de Engenharia Agrícola Discriminação Disciplinas
Matérias Básicas Matemática - Física – Química- Biologia e Geologia
Formação Profissional Desenho – Mecânica Geral – Resistência dos Materiais – Topografia – Foto- interpretação – Edafologia – Hidrologia – Agrometeorologia – Agricultura – Zootecnia – Economia Agrícola.
Dica do professor Em geral os professores não participam da elaboração do plano de curso, uma vez que o mesmo já existe na instituição de ensino desde que o curso foi
aprovado. Isso não significa que o professor não possa e/ou não deva participar na implementação de cursos, ou na reformulação dos existentes.
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Disciplinas Aplicadas Tratores – Máquinas Agrícolas – Eletrificação rural – Construções rurais – Hidráulica – Irrigação e drenagem – Conservação do solo – Processamento de Produtos Agrícolas.
Conforme o exemplo acima um Plano de Curso estabelece toda a estrutura e disciplinas de um curso, no caso o de Engenharia Agrícola.
Como vemos, trata-se de um tipo de plano sensivelmente diferente, do Plano de Ensino (nível 2), que tem como objetivo central estabelecer o que o aluno alcançará no final de cada componente curricular (disciplina). Possui um caráter geral. Sua duração é variável, ora podendo ser semestral ou anual, embora não sendo comum é possível durar períodos menores que um semestre.
O Plano de Aula (nível 3), por sua vez, possui uma esfera de atuação bem mais focal, considerando que o mesmo se destina ao planejamento da viabilização tão somente de uma única aula que leva em média 1 hora de duração. Trata-se, logicamente, de um planejamento mais simples e objetivo do que o Plano de Ensino, mas nem por isso, menos importante e necessário do que esse.
É importante destacar que ambos, o Plano de Aula e o Plano de Ensino devem ser entendidos como duas ferramentas complementares. O segundo só é possível através do primeiro e o primeiro só tem sentido a partir dos objetivos definidos no segundo.
O esquema 2 abaixo, apresenta um claro exemplo da estrutura completa dos três níveis: Nível 1 – Plano de Curso; Nível 2 – Plano de Ensino e Nível 3 – Plano de Aula). Analise com calma as diferenças entre eles. Tente percebê-la.
Dica do professor
Um plano de ensino contém uma série de aulas.
Assim uma
elaboração de plano de Ensino implicaria indiretamente em uma série de Planos de Aula.
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Vejamos então nas páginas seguintes o Plano de Ensino (nível 2) e o Plano de Aula (nível 3) de uma forma mais aprofundada. Fique tranqüilo, não existe nenhuma dificuldade nisso. Lembre-se de que estes modelos deverão ser seguidos à risca por você no momento em que for solicitada a construção de seu plano de ensino e de seu plano de aula.
ESQUEMA 2
CURSO BÁSICO DE COMPUTAÇÃO NÍVEL 1 – PLANO DE CURSO
Nível 2 – Plano do Ensino do Word
1ª Apresentação (aulas) 2ª Digitando dados
3ª Formatando documentos 4ª Tabelas
Nível 3 – Plano de Aula de utilização de tabelas (4ª unidade)
Objetivos:
Ao final da aula o aluno será capaz: Criar uma tabela;
Definir bordas e sombreamento para a tabela; Incluir e excluir linhas e colunas;
Autoformatar uma tabela.
Introdução à computação
Conhecimento básico de windows
Word Excell
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