• Nenhum resultado encontrado

Disciplina PLANEJAMENTO EDUCACIONAL

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Disciplina PLANEJAMENTO EDUCACIONAL"

Copied!
119
0
0

Texto

(1)

1

Disciplina

(2)

Disciplina

PLANEJAMENTO

EDUCACIONAL

Antonio NEY

Carly MACHADO

Esther ARAÚJO

Fabiane MUNIZ

Patrícia da COSTA

Vilson CARVALHO

www.avm.edu.br

(3)

Sobre

os

auto

res

Eu me chamo VILSON SÉRGIO DE CARVALHO e atuo no Instituto AVM desde 1996, dando aulas nos cursos presenciais de pós-graduação e como membro da equipe pedagógica de seus cursos na modalidade a distância. Me formei em Psicologia pela UFRJ, universidade onde conclui meu bacharelado, licenciatura e mestrado em psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, onde tive a oportunidade de estudar a Educação Ambiental e suas múltiplas relações com o desenvolvimento de comunidades. Recentemente conclui meu doutoramento em Ecologia Social também pela UFRJ. Atuo também na área de consultoria ambiental em comunidades e instituições sensíveis ao tema, integrando equipes interdisciplinares.

Olá, caro aluno sou ANTONIO NEY, Mestre em Educação pela UFF - área de confluência Trabalho e Educação - com graduação em Engenharia Mecânica pela UFF. Atualmente estou cursando o Doutorado na mesma instituição. Destaco que fiz pós-graduação “lato sensu” em Engenharia de Segurança pela Fundação da Escola de Engenharia da Souza Marques, em Gestão da Qualidade Total no Programa de Formação de Executivos da Grifo Enterprise, especialização em Política e Estratégica pela ADESG e em Logística e Mobilização Nacional pela ESG. Tenho formação de docente em Matemática para o Ensino Fundamental e Médio e de Gestão Escolar pela Candido Mendes.

Trabalho como docente no programa de pós-graduação “A Vez do Mestre” desde o ano de 2000 e no programa de ensino a distância, tendo elaborado já vários módulos para os cursos de pós-graduação, principalmente nas áreas de Política Educacional, Planejamento e Gestão. Ministrei disciplinas técnicas em Escolas Técnicas desde meado dos anos 70.

MARIA ESTHER ARAÚJO. Normalmente me apresento como ESTHER ARAÚJO. Sou graduada em Fonoaudiologia com Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior e Saúde e Meio Ambiente. Sou Mestre em Gestão Ambiental e minha Linha de Pesquisa foi em Saúde e Educação, cujo foco principal foi a Saúde do Trabalhador Docente e Ambiente de Trabalho.

Sempre participo de eventos relacionados a Políticas na área de Saúde e Educação buscando um aperfeiçoamento constante. Atualmente, além de docente em aulas presenciais, atuo com Educação a Distância (EAD) e coordeno um curso de Graduação na modalidade presencial.

Meu nome é CARLY MACHADO. Tenho graduação em Psicologia pela UFRJ, mestrado em Psicologia Social nesta mesma instituição e Doutorado em Ciências Sociais pela UERJ. Fiz também Pós-Doutorado na Universidade McMaster, no Canadá. Sou professora do Instituto A Vez do Mestre – IAVM - desde 1999 e trabalho nos cursos a distância desta instituição desde 2001. Atualmente sou Coordenadora de Educação a distância do IAVM. Sou também professora na Universidade Estácio de Sá, nos cursos de Psicologia. Minha área de pesquisa inclui debates sobre tecnologia, sociedade, mídia e religião. Espero que você aproveite bastante esta disciplina. Estou à disposição para contatos através do email [email protected]

Oi Queridos! Meu nome é FABIANE MUNIZ. Sou psicóloga e sempre me interessei muito pela área da sexologia. Desde 1990 já atendia pessoas com problemas sexuais. Depois entrei na pós-graduação em sexualidade e logo em seguida no mestrado. E hoje estou aqui como professora de vocês. Grande abraço! Depois deste curso façam o de sexualidade, heim!! Estou aguardando vocês!

(4)
(5)

Su

m

ári

o

07

Apresentação

09

Aula 1

Planejamento: abordagem

sistêmica e conceitual

33

Aula 2

Planejamento participativo e

projeto político pedagógico

57

Aula 3

Planejamento no ensino superior

81

Aula 4

Plano de ensino

99

Aula 5

Plano de aula

115

AV1

Estudo dirigido da disciplina

(6)
(7)

Planejamento

Educacional

C

ADERNO

DE

E

STUD

O

S

Ap

resent

a

ção

Nesta disciplina trataremos de um tema fundamental à prática docente: o planejamento educacional. Sabemos que planejar é importante em diversos âmbitos de nossa vida, mas nesta disciplina focalizaremos a importância do planejamento na área educacional. Ao longo deste Caderno de Estudos conceituaremos o planejamento em diversos âmbitos: educacional, de currículo e de ensino. Discutiremos o Planejamento Participativo e as características e importância do Projeto Político Pedagógico. Encaminharemos nosso estudo para o planejamento no ensino superior, analisando especificamente o Plano de Curso, o Plano de Ensino (de uma disciplina) e o Plano de Aula.

Objeti

vo

s

ger

ais

Este caderno de estudos tem como objetivos:

 Conceituar planejamento educacional, e sua centralidade no processo educativo;

 Diferenciar planejamento educacional, de currículo e de ensino;  Refletir sobre o Planejamento Participativo, seus desafios e

possibilidades;

 Estimular a compreensão do Projeto Político Pedagógico na estruturação de uma proposta educativa;

 Analisar os diferentes níveis de Planejamento Educativo: Plano de Curso, Plano de Ensino e Plano de Aula;

 Destacar a articulação indispensável entre os programas de curso, de ensino (disciplina) e de aula;

 Instrumentalizar o aluno para a elaboração de um Plano de Ensino e um Plano de Aula.

(8)
(9)

Planejamento:

abordagem sistêmica

e conceitual

Patrícia Maneschi Duarte da Costa

A

ULA

1

Ap

resent

a

ção

Nesta Aula, caminharemos pelas questões filosóficas, conceituais e metodológicas do planejamento. Procuramos dar ao tratamento das questões um caráter reflexivo, embora se façam necessários apontamentos conceituais através dos quais tentamos clarificar as especificidades da pedagogia enquanto prática da educação e a sua importância no que se refere ao ato de planejar. Caminhamos por nossa aula da seguinte maneira: traçamos uma breve introdução do assunto correlacionando-o às dimensões histórico-sociais do momento contemporâneo em que vivemos. Após, entramos nas questões filosóficas, comentando as propostas da

Lei da Educação (Lei 9.394/96).

Ob

jeti

vo

s

Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:

 Compreender a importância do planejamento na prática docente;

 Discutir os fundamentos filosóficos do ato de planejar;

 Analisar as abordagens sistêmica e conceitual do planejamento;

(10)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 10

Introdução

Nas diferentes tarefas do dia-a-dia, buscamos solucionar situações problemáticas a partir de idéias que forneçam um arcabouço de possibilidades passíveis de resposta que conduzam à solução positiva sobre o problema. Mas com estas possibilidades teremos que traçar um caminho, escolhendo entre as melhores opções que conduzem a solução. E, assim, construímos um PLANEJAMENTO. Ao desenvolvermos este tema, não temos a pretensão de abranger todos os aspectos referentes ao assunto, visto que a gama de conhecimentos construída hoje não nos permite a especialidade tão pretensiosa. A intenção proposta será de abordar os aspectos mais relevantes que fundamentam e auxiliam na construção de PLANEJAMENTOS, em especial na área educacional.

Há um desassossego no ar. Temos a sensação de estar na orla do tempo, entre um presente quase a terminar e um futuro que ainda não nasceu. O

desassossego resulta de uma

experiência paradoxal: a vivência

simultânea de excessos de

determinismos e de indeterminismo. Os primeiros residem na aceleração da rotina. As continuidades acumulam-se, a repetição acelera-se. A vivência da

vertigem coexiste com a de

bloqueamento. A vertigem da

aceleração é também uma estagnação

vertiginosa. Os excessos do

indeterminismo residem na

desestabilização das expectativas. A eventualidade de catástrofes pessoais e coletivas parece cada vez mais provável. A ocorrência de rupturas e de descontinuidades na vida e nos projetos de vida é o correlato da experiência de acumulação de riscos inseguráveis. A coexistência destes excessos confere ao nosso tempo um perfil especial, o tempo caótico onde ordem e desordem se misturam em combinações turbulentas. Os dois exces

Dica da professora

Esperamos que você possa atingir esse objetivo ao final desta Aula Introdução 10 Fundamentos flosóficos da “ação-planejar” 14 Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 19

(11)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 11

sos suscitam polarizações extremas que, paradoxalmente, se tocam. As rupturas e as descontinuidades, de tão freqüentes, tornam-se rotina e a

rotina, por sua vez, torna-se

catastrófica.

(Boaventura Souza Santos, 2000) O mundo contemporâneo trouxe uma série de mudanças na vida cotidiana das pessoas. As informações hoje circulam em tal nível de aceleração que se torna impossível pensar em obter-se domínio ou controle dos conhecimentos referentes a um fato qualquer. Mas, nos séculos XVII e XVIII, o conhecimento produzido na ciência levou-nos a crer neste domínio ou controle sobre os fatos descobertos ou anunciados. Neste momento da história enxergava-se um mundo “mutável”, porém com certas restrições, ou seja, as mudanças poderiam acontecer mediante uma regularidade na natureza e na sociedade, confinada a previsões, cálculos e precisões. A previsibilidade fundamentava as transformações. E estas trariam o progresso consigo. Mas um progresso calcado no desenvolvimento e no aperfeiçoamento da técnica e sua manipulação.

Os estudos científicos voltaram-se para as descobertas cada vez mais valorizadas na área de produção de artefatos de consumo que contribuíssem e facilitassem a sobrevivência humana. Entretanto, todo este movimento de conquistas científicas esqueceu-se de fundamentar suas produções na verdadeira essência da vida: o próprio ser humano constituído no conjunto afetivo, social e principalmente capaz de deliberar de forma consciente e crítica.

Este frenético desenvolvimento técnico mobilizou toda a economia vigente na época e juntamente com a crença do poder racional do homem sobre as coisas alargou os campos de atuação destes domínios sobre todos os aspectos que constituíam a vida. Nesta

Dica da professora Você já percebeu como essas mudanças vão se dando numa velocidade cada vez maior. Procure pensar outros exemplos de áreas cujos conhecimentos tenham se desenvolvido consideravelmente. Dica da professora

Você concorda com essa ausência do ser humano desse projeto de modernidade, comente com suas palavras o que seria possível fazer para reverter essa situação.

(12)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 12

extensão da ciência sobre os campos da vida humana, surge na área da administração uma teoria que se incumbiu de aperfeiçoar os processos de produção dos objetos, isto significava a possibilidade de controle cada vez mais eficiente e eficaz sobre o produto, além de aumentar a quantidade a ser oferecida para aquisição nos mercados. É a Teoria de Sistemas, trazendo como idéia-chave o fato de que “tudo” é um processo, constituído de partes, que, se bem controlada, cuidada, pensada e repensada, poderia dar conta do melhor produto, com maior quantidade em menos tempo.

Essa teoria contribuiu decisivamente para a área de educação, de modo particular na visão de educação como o referido “processo”, sendo aplicado na intenção de alcançar eficiência e eficácia no ensino-aprendizagem. Nesta perspectiva, o planejamento torna-se fundamental como se fosse a “vivência de um sistema”. Na visão de que o planejamento corresponde a um sistema, diz Ricardo Díez-Hochleitner (1965):

Planejamento é um instrumento para canalizar todos os conhecimentos que se têm sobre o ensino e matérias relacionadas com ele, na preparação e

execução de planos de

desenvolvimento a longo e curto prazo.

(Ricardo Díez-Hochleitner, 1965) Num primeiro momento, os planejamentos em educação apresentaram a característica correspondente à visão da ciência que a tudo procurava responder. Este paradigma perpetuou-se por séculos, porém, com o passar do tempo, o desenvolvimento rebuscado, a técnica e manipulação da mesma, levou-nos a tal aceleração nas produções, atingindo principalmente o setor da informação. No atual século XXI, a comunicação é praticamente instantânea, permitindo confluências de idéias simultaneamente, como em nosso caso neste exato momento. Um exemplo claro da

Quer saber mais? Ludwig Von Bertalanffy é o autor da teoria de Sistemas. Sua proposta objetiva produzir modelos conceituais que auxiliem o homem a lidar com problemas. Com essa intenção percebe a necessidade de integração das diferentes ciências existentes unificadas através de pontos comuns sistematicamente trabalhados. Dica da professora Essa é uma

definição bem ampla do conceito de planejamento. O que você acha da mesma? Não deixe de ir anotando suas opiniões.

(13)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 13

dimensão deste fato foi o “Caso do Sandro – o assaltante de ônibus”, lembra-se? Enquanto acontecia o assalto no Brasil, os países do mundo assistiam à violência por suas antenas de TV ou Internet. Mas você vai me perguntar o que isso tem a ver com a educação e o planejamento. Vamos lá!

A existência deste fato fez com que o ritmo de vida das pessoas fosse modificado. Não vamos entrar no mérito se essas transformações foram boas ou ruins, apesar de ser uma questão bastante instigante, mas no momento o que nos interessa é saber como estas transformações chegaram à educação e, especialmente, às escolas em forma de ação em nossos planejamentos para a construção do ensino, no dia-a-dia de professores e alunos.

O novo paradigma que desenha a ciência contemporânea traz as idéias de incertezas, porque quando o homem se deu conta de que toda a tecnologia produzida com intenção de se trazer benefícios, em termos de sobrevivência, não foi capaz de cumprir esta função, e muito pelo contrário, lutamos hoje com as questões da falta de água, alimentos, guerras, doenças, ou seja, foi criado um mundo onde se elevam os riscos de sobrevivência da própria espécie humana ameaçada de extinção. Então, o homem chega à conclusão de que este caminho da visão especializada não foi o que ele esperava. E retorna a pensar sobre o seu PROJETO DE VIDA, O SEU PLANEJAMENTO DE FELICIDADE.

Onde foi que o direcionamento do objetivo não foi perseguido ou desviado de tal forma que não se alcançou os objetivos propostos? E podemos conectar este tipo de pensamento à educação a partir da visão mais simples sobre ela: a instância comum a todos os homens, que cuida de socializar o conhecimento às

Quer saber mais? A autora se refere ao conhecido caso do seqüestro ocorrido no ônibus 174 no Rio de Janeiro no ano de 2000, onde uma professora foi assassinada. Tal foi a repercussão deste triste acontecimento que o mesmo foi tema de um documentário chamado “Ônibus 174”. Dica da professora

Essa é uma das funções mais importantes do planejamento. Ajudar o homem a aproveitar melhor cada segundo precioso que a vida lhe concede.

(14)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 14

futuras gerações, garantindo o desenvolvimento e a manutenção da cultura e da sociedade.

E, finalmente, chegamos à organização desta educação nas representações políticas dos Estados-Nação nos seus respectivos Sistemas de Ensino nas diversas esferas - Federal, Estadual e Municipal. As escolas serão o reflexo destas relações sociais, políticas, econômicas, históricas, culturais, com a ciência e com a educação em si, presentes no dia-a-dia das pessoas em permanente construção e desconstrução de PROJETOS E PLANEJAMENTOS.

Pois bem, quando o homem tornar a pensar quais as condições em que gostaria de viver, ele estará avaliando o produto e também estará pensando em como alcançar um outro tipo de produto. Aqui, ele poderá não só manter os objetivos e realizar mudanças nas metodologias e práticas de como realizar o inverso, mudar objetivos e manter metodologias e práticas, para retornar ao processo de construir novo ou repetido produto.

E, assim, participamos diariamente de processos, não apenas ao nível social, mas em âmbito pessoal também.

Fundamentos

filosóficos

da

“ação-planejar”

NA EDUCAÇÃO

Hoje, vivemos na busca de condições que privilegiem a “melhor forma” do homem existir no mundo, ainda não temos certeza da “melhor forma”, e quem sabe se a teremos ou não? Parecendo, assim, que há uma incerteza sobre as relações construídas até os dias de hoje para edificar as idéias humanas e sua

Dica da professora

É bom saber que você é uma dessas pessoas que sabe o que quer da vida e se esforça para atingir seus

(15)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 15

existência. Há um imperativo que ouvimos a todo instante: “estamos em uma crise de valores”. E surgem os questionamentos: Sabe este homem o que quer, e para fazer o que, e para onde vai?

Essas idéias refletem-se diretamente na educação. Porque é na educação que encontramos a herança cultural, histórica, econômica, política e social do homem, ou seja, a educação como forma de transmitir toda carga de vida da sociedade humana às futuras gerações, possibilitando as condições de sobrevivência da humanidade, mesmo que ela não seja o único motor para tal incumbência.

A educação, nos diz Dewey,

é um processo social dinâmico onde se organizam e reorganizam experiências pelas quais se dá sentido e se habilita para direcionar o curso das idéias.

Podemos dizer que o dinamismo sugerido por Dewey está presente na educação, gerando uma “educação complexa” – pela variedade de idéias – que está apoiada no aumento da informação (trazida pelo desenvolvimento tecnológico e científico).

Esta informação causa uma mudança acelerada na vida do homem em seus costumes, tradições e instituições; ao mesmo tempo em que induz o homem a agir com rapidez e a comprometer-se com o momento, abrindo-se intelectualmente para adquirir condições de fazer frente às NOVAS SITUAÇÕES da vida. Diante deste fato, não só foi necessário como se luta hoje para se atribuir à educação a pretensão de que ela seja oferecida a TODOS em igualdade de condições, ou seja, que todos tenham oportunidade de progredir e desenvolver suas potencialidades – na idéia de igualdade e sociedade justa. Então, se todos hoje devem receber a melhor educação possível, faz-se

Dica da professora

Essa, no entanto, é uma decisão pessoal que sabemos nem todos os

profissionais de educação ou de outras áreas optam por aderir.

Para navegar

Para saber mais sobre Dewey e sua contribuição para a Educação consulte o site:

http://afilosofia.no.s apo.pt/DEWEY.htm

(16)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 16

necessário e essencial que esta educação/ensino seja constituída do máximo de eficiência e eficácia. Atribuindo-se aos professores e demais profissionais da educação envolvidos neste processo a preparação adequada nas instâncias técnicas e pessoais. Estes profissionais e professores devem estar preparados para exercer o PLANEJAMENTO, projetando, atualizando-se, informando-se e, principalmente, acompanhando a dinâmica do processo.

Podemos, assim, pensar em preparar o homem para viver a época de mudanças e rupturas bruscas, difíceis de serem previstas, onde participar é a forma de se colocar de maneira direta e intensiva como protagonista de seu mundo. As escolas, como instituição responsável pela organização sistematizada do processo educativo em sua essência, agora estão postas frente à necessidade de acompanhar o mundo, tornando sua dinâmica aberta, flexível e atualizada. Incorporando, assim, as características da empresa, em seu modo de realização da tarefa educativa, aproximando-se, “organizacionalmente”, da estrutura da Teoria de Sistemas, traçando a trajetória até os Programas de Qualidade Total em Educação.

A escola passa hoje não somente por uma questão de adaptação às mudanças do meio, mas pela questão da evolução para acompanhar a realidade no sentido de preparar o homem para este novo paradigma. E, para realizar esta tarefa, procura projetar as necessidades do “amanhã” na forma de planejar sua atuação. Assim, a dinâmica escolar, seu processo de desenvolvimento e atuação no mundo estão hoje intimamente relacionados ao planejamento desta ação.

Até aí conseguimos entender que o envolvimento da educação e seu papel funcional na

Dica da professora

Esse é de fato o novo desafio das instituições de ensino.

Especialmente no sentido de formar cidadãos preparados para lidar com essa dinâmica.

(17)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 17

sociedade estão atrelados a valores ditados pelo desenvolvimento globalizado que se apresenta no mundo. E quando pensamos na real situação de funcionamento escolar, verificamos que todos esses valores proclamados como um bem maior ao ser humano, ou seja, valores que o conduziriam a uma vida cidadã e política não são legitimadores dos valores que, na realidade, acontecem nas escolas. Então, como

seguir valores postos em discursos que não legitimam a vida real?

É neste liame que a Filosofia vem questionar a prática do planejamento. Há um Planejamento Educacional, previsto em Lei, que não corresponde às necessidades, e muito menos legitima a prática da realidade da escola. Em tese, iniciaríamos mudanças a partir das questões: Educar para quê? E por quê? E não partindo do que está posto socialmente como determinação de um sistema econômico. Não podemos nos esquecer das dimensões de utopia e realidade na construção de um planejamento, bem como da avaliação para recondução do caminho aos objetivos. Planejar em uma dimensão filosófica inclui pensar e refletir sobre estes aspectos, tentando ao máximo a coerência entre as questões levantadas acima neste parágrafo.

No pensamento de Gandin (2000), encontramos comentários sobre o pensamento do uso do planejamento como ferramenta importante nas propostas pedagógicas. Ele nos diz: a nova Lei de

Diretrizes e Bases da educação nacional tem entre as

“incumbências” de todas as escolas a de elaborar e executar sua proposta pedagógica, e que os professores devem participar da elaboração desta proposta. Para pensar Como você responderia essa questão?Que idéias/sugestões você teria a dar nesse sentido?

Dica da professora

Essa é a essência do que a autora queria dizer ao se referir a filosofia implícita no ato de planejar.

(18)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 18

Assim colocada, há algo de muito positivo a salientar:

pela primeira vez o pensamento educacional brasileiro (ele se reflete na lei, não é criado por ela) toma o planejamento como ferramenta mais importante do que o regimento para a

implementação de processos

pedagógicos. O que, de fato, a obrigação de uma proposta pedagógica sobrepõe-se, no texto da lei, à do regimento. E se a educação, sobretudo a escolar, não trabalhar com igualdade de importância nestas duas dimensões (a produção de idéias e a organização de ferramentas para torná-las realidade) não acontecerão as transformações necessárias.

Então, podemos concluir que a questão do planejar a educação não pode referir-se somente a conceitos ou a legislações, mas, principalmente, em refletir sobre as condições em que está se realizando esta tarefa.

No planejamento da educação, hoje, no Brasil, devemos considerar alguns pontos relevantes para se pensar este projeto a partir das realidades de uma sociedade globalizada:

 A mudança do paradigma econômico que está

ocorrendo no mundo – o neoliberalismo com a hegemonia econômica.

 As conseqüências deste novo paradigma para

os países capitalistas periféricos, entre os quais se insere o Brasil, onde ocorrem relações de subordinação total do sistema político e de sua cultura ao fator econômico.

 Os deslocamentos de propriedades e os

perigos encobertos por esse novo paradigma na prática social da educação e, conseqüentemente, na gestão desse processo.

Para refletir

Dentre estas realidades

destacadas, qual é a que você considera mais desafiante para a escola no sentido de preparar os alunos para esta sociedade.

(19)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 19

Assim, precisamos estar atentos ao planejar que as mudanças de prioridades sociais, econômicas, políticas, apresentam uma nova forma de pensar a sociedade, o Estado e a Gestão da Educação.

Planejamento: abordagem sistêmica e

conceitual

SISTÊMICA

Vamos abordar a aplicação da teoria de sistemas que surgiu na área Administrativa com interesse e enfoque empresarial, sendo aplicada na escola com a intenção de um alcance efetivo de melhoria do processo ensino-aprendizagem.

É necessário esclarecer que vários autores comungam favoravelmente desta forma sistêmica de atuação da educação, porém alguns argumentam as limitações desta visão no sentido de trazer fragmentações no ensino entendendo diretamente aos interesses hegemônicos do neoliberalismo.

De modo geral, podemos dizer que um sistema se refira a:

Um conjunto complexo de elementos

ou componentes, direta ou

indiretamente relacionados em uma rede causal, de tal modo que cada componente esteja relacionado pelos menos com alguns outros em uma forma mais ou menos estável, dentro de certo período de tempo.

(Bordenave, 1998) Os sistemas possuem uma característica peculiar que é o dinamismo que o impulsiona às modificações necessárias à sua manutenção e evolução em direção ao estado ideal. Um sistema compreende componentes que ao interagirem entre si movem objetivos a serem

Para navegar

Se queres conhecer mais sobre essa abordagem sugerimos consultar o site: http://www.possibili dades.com.br/ps/por que_ps.asp

(20)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 20

alcançados, bem como trabalha para evitar desvios. Um sistema pode ser classificado em aberto ou fechado em função das trocas que realiza com o meio ambiente. Quanto mais interações com o meio forem realizadas, mais aberto um sistema é.

Vejamos abaixo um modelo simples de sistema aberto (aquele que se comunica com o meio exterior, sofre e influencia este meio também) – figura 1.

 Insumos ou input  influências que o sistema recebe do ambiente.

 Produtos ou output  as modificações que o sistema produz em seu ambiente, que podem ser objetos materiais e também serviços.  Meio  é o ambiente.

Insumos Produtos

Ambiente

(FIGURA 1)

Neste tipo de sistema (aberto), os componentes e as partes que interagem no processo influenciam-se, mutuamente, realizando trocas com o meio ambiente.

Há um outro elemento, a realimentação ou feedback, funcionando como uma resposta ou retorno do resultado ou produto com a perspectiva de visualizar melhor o funcionamento do processo permitindo uma avaliação dos objetivos, com vistas à manutenção, prevenção e modificações das novas produções.

Dica da professora Procure pensar outros exemplos aplicáveis a essa lógica de sistemas input e output.

(21)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 21

O enfoque de sistemas tem contribuído para uma melhor percepção dos seguintes fenômenos:

 Assim como o sistema está composto de partes que interagem, ele mesmo pode ser considerado parte de um sistema maior, com vários subsistemas. Um exemplo na educação é (figura 2):

Sistema Educacional Sistema de Ensino Sistema Escolar

Objetivo comum: EDUCAR

(figura 2)

 Não se pode modificar uma parte do sistema sem afetar as outras;

 Um sistema não pode ser analisado em si mesmo, isolado do meio externo com o qual interage. Como exemplo, citamos a avaliação de uma instituição que não é real se for considerado somente o seu funcionamento interno, é necessário considerar a atuação da comunidade;

 Há uma diferença considerável entre os objetivos declarados ou “oficiais” de um sistema e os objetivos reais ou “operacionais” do mesmo. Exemplo: um aluno pode declarar que seu objetivo na escola é aprender, mas, na verdade, seu objetivo real é tirar boas notas para adquirir prestígio, popularidade ou simplesmente “passar” de ano;

Para pensar É realmente interessante pensar o papel da escola dentro dessa abordagem sistêmica. Especialmente no que se refere ao seu papel como

agenciadora de transformações sociais. O que você pensa sobre essa questão? Não deixe de anotar suas observações.

(22)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 22

 Um elemento importantíssimo de todo sistema é o mecanismo de realimentação. É importante pelo fato de que toda a ação de um sistema está sujeita a engano, a erro, ou ainda, a desvio de sua trajetória.

Vejamos de uma maneira prática um exemplo de como ocorrem estas contribuições em uma instituição educativa: entre os insumos, estão os alunos e os professores e tudo mais que recebe do ambiente, incluindo as necessidades sentidas pela sociedade em relação às influências e serviços que uma escola pode lhe dar. As unidades de operação são as facilidades de ensino – aulas, laboratórios, bibliotecas, campos - organizadas em unidades funcionais chamadas departamentos e em complexos funcionais, que são as Faculdades, Escolas, Institutos e Centros. Os processos

de elaboração são as atividades de ensino, pesquisa e

extensão e todos os demais mecanismos que lhes dão base logística: organização, direção, administração, comunicação, os produtos imediatos são as transformações ou mudanças que o insumo aluno (e os professores) sofrem em seus conhecimentos, habilidades intelectuais, valores e atitudes, hábitos e destrezas.

Além destes efeitos individuais, os produtos

mediatos do sistema educacional sobre a sociedade

são: o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, o avanço cultural, o melhoramento da convivência social e as eventuais mudanças na estrutura social. Abaixo: exemplo de uma visão sistêmica do processo educativo ao nível social (figura 3).

Importante Resumo: Insumos: Alunos; professores e demandas da sociedade; Unidades operacionais: facilidades de ensino; Unidades funcionais: departamentos e complexos funcionais; Processos de elaboração: atividades de ensino; Produtos imediatos: mudanças. Dica da professora

É óbvio que esses produtos mediatos e imediatos só serão possíveis se os demais forem garantidos. Isso é não adianta cobrar resultados da escola sem o devido investimento que esta necessita.

(23)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 23

CONCEITUAL

Vamos partir da seguinte questão: o que é planejamento e qual a sua importância?

Ao executarmos uma atividade, como por exemplo, irmos à uma festa e para tal procuramos nos preparar. Nesta preparação, precisamos de informações precisas que nos situem, tais como: saber o dia, a hora, o tipo de roupa, como chegar, como voltar, o tipo de comemoração – se trata-se de um aniversário de 15 anos, uma reunião de amigos ou um casamento, ou bodas de prata, por exemplo, pois, para cada tipo, compraremos um presente referente à ocasião e nos vestiremos de acordo. A partir destas informações, traçamos o que precisamos para comparecer e nos divertirmos, tirando o máximo proveito do momento. E após a festa, analisaremos tudo que fizemos, se deu certo ou não, precisando se algo saiu errado para não repetirmos, pois, afinal de contas, precisamos saber se a festa foi proveitosa ou não. Assim, através desse exemplo cotidiano, poderemos entender como se caracteriza o processo de planejamento.

O planejamento é hoje uma necessidade em todos os campos da atividade humana. Normalmente,

Para refletir

Você já pensou o quanto nós utilizamos o planejamento como uma ferramenta útil em nosso dia-a-dia? Reflita sobre outros exemplos como fazer uma viagem ou alcançar um objetivo qualquer.

(24)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 24

ele está associado a uma solução, a um problema ou uma situação a realizar. Além disso, a importância maior que se dá ao planejamento está associada à complexidade dos problemas que configuram o cotidiano nas sociedades contemporâneas ou pós-modernas. Com isto, quanto mais complexos forem os problemas, maiores serão as necessidades de planejamento.

Paulo Freire, da mesma forma, ajuda-nos a entender a importância do planejamento através de exemplos simples e de nosso cotidiano:

Tinha chovido muito toda noite. Havia enormes poças de água nas partes mais baixas do terreno. Em certos lugares, a terra, de tão molhada, tinha virado lama. Às vezes, os pés apenas escorregavam nela, às vezes, mais do que escorregar, os pés se atolavam na lama até acima dos tornozelos. Era difícil andar. Pedro e Antônio estavam a transportar, numa caminhonete, cestos cheios de cacau, para o sítio onde deveriam secar. Em certa altura, perceberam que a camioneta não atravessaria o atoleiro que tinham pela

frente. Pararam, desceram da

camioneta, olharam o atoleiro, que era um problema para eles. Atravessaram a pé uns dois metros de lama, defendidos pelas suas botas de cano longo. Sentiram a espessura do lamaçal; pensaram, discutiram como resolver o problema. Depois, com a ajuda de algumas pedras e de galhos secos de árvores, deram ao terreno a consistência mínima para que as rodas da caminhonete passassem sem atolar. Pedro e Antônio estudaram. Procuraram compreender o problema que tinham de resolver e, em seguida, encontraram uma resposta precisa. Não se estuda apenas nas escolas. Pedro e Antônio estudaram enquanto trabalhavam. Estudar é assumir uma atitude séria e curiosa diante de um problema. (Leite, I.: 1979, p. 68-69) Dica da professora Veja que interessante esse exemplo de planejamento citado por Freire. Ele dá uma boa dimensão do quanto o planejamento é utilizado em nosso dia-a-dia.

(25)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 25

Donde concluímos que o ato de planejar está relacionado também a estudar, ou seja, “assumir uma atitude séria e curiosa diante de um problema. Diante de um problema, procura-se refletir para decidir quais as melhores alternativas de ação possíveis para alcançar determinados objetivos a partir de certa realidade”.

Os autores Martinez e Lahore (1979) definem planejamento como:

um processo de previsão de

necessidades e racionalização do emprego dos meios materiais e dos recursos humanos disponíveis, a fim de alcançar objetivos concretos, em prazos determinados e em etapas definidas, a partir do conhecimento e

avaliação científica da situação

original.

Uma reflexão interessante sobre planejamento, pode também ser encontrada em Gandin (1997). Sua visão está baseada na referência que cada pessoa faz, a ação concreta pessoal ou na referência à ação do grupo ao qual pertence. Analisando a ação do “outro”, poderíamos compreender esta ação e refletindo sobre a mesma descobrirmos que tais ações poderiam nos ser úteis, indicando novos rumos e direções a tomar, o que facilitaria o trabalho de planejamento. E, no caso, seriam conceitos ou definições do “DEVER SER”, não do que acontece, ou melhor, dizendo: “do que acontece com sucesso, no caso em que “O QUE É” coincide com o “DEVER SER”.

E partem para a proposta de que, ao planejar, devem olhar para o grupo e tentar definir:

 Os pontos essenciais comuns a todos;

 Comparar as definições do grupo com outras que conhece ou vive;

Para navegar Para compreender melhor a visão de Gandin e se aprofundar no conceito de planejamento. É interessante consultar o site: http://www.pedagog iaemfoco.pro.br/fun dam02.htm

(26)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 26

 Questionar todas as definições em função da prática do grupo e da teoria que tenta explicar esta prática;

 Se for o caso, optar por uma das definições e/ou elaborar outra.

Gandin (1997), registra algumas definições que nos posicionam com relação ao “o que é planejar”, são elas:

 Planejar é transformar a realidade numa direção escolhida;

 Planejar é organizar a própria ação – se grupo, sobretudo;

 Planejar é implantar “um processo de intervenção na realidade”;

 Planejar é agir racionalmente;

 Planejar é dar clareza e precisão à própria ação;

 Planejar é explicitar os fundamentos da ação do grupo;

 Planejar é pôr em ação um conjunto de técnicas para racionalizar a ação.

 Planejar é realizar um conjunto orgânico de ações, proposto para aproximar uma realidade a um ideal;

 Planejar é realizar o que é importante (essencial) e, além disso, sobreviver se isso for essencial (importante).

Na visão sistêmica, considera-se que o planejamento é a “previsão metódica de uma ação a ser desencadeada e a racionalização dos meios para atingir os fins”. Turra (1986), ao caracterizar o planejamento, considera dois aspectos unânimes; a

previsão metódica de uma ação a ser desencadeada e a racionalização dos meios para atingir os fins. Porém,

desta perspectiva tecnicista, encara-o afirmando que os

Dica da professora

Esteja atento a esses itens, pois eles são essenciais a qualquer tipo de planejamento eficiente.   Dica da professora É evidente que ninguém consegue prever com segurança o futuro. Mas o planejamento é uma ferramenta que nos ajuda a pensar alternativas possíveis diante do que o futuro pode oferecer.

(27)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 27

estudos científicos favorecem o estabelecimento de diretrizes realistas, e que não devemos pensar um planejamento pronto, imutável e definitivo.

Nos processos de planejamento, procurar responder às seguintes perguntas que facilitam a elaboração:

 O que pretendo alcançar?

 Em quanto tempo pretendo alcançar?  Como posso alcançar isso que pretendo?  O que fazer e como fazer?

 Quais os recursos necessários?

 O que é e como analisar a situação a fim de verificar se o que pretendo foi alcançado? O nível de trabalho com perguntas não deve bastar-se na dimensão de apenas respondê-las. Na proposta de Gandin (1997), as perguntas servem para ser pensadas em nível dialético e acrescenta três para esta reflexão:

 O que queremos alcançar? – na perspectiva de buscar um posicionamento a respeito do homem, da sociedade e da pedagogia. Apresentando uma dupla posição: na política e na pedagógica;

 A que distância estamos daquilo que queremos alcançar? – está baseada no diagnóstico. Este diagnóstico não seria uma mera descrição da realidade, mas um juízo sobre ela. Tentar pensar no que está se contribuindo para existência daquilo que se quer alcançar;

 O que faremos concretamente (em tal prazo) para diminuir esta distância? – o que seria possível concretizar: o que se faz e o que se de

Importante

Essas são perguntas chave em qualquer tipo de planejamento. Se bem respondidas há grandes chances do plano funcionar.

(28)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 28

veria fazer, consistindo em programar. Incluem-se aqui os objetivos e as políticas de ação que irão ser realizadas em determinado período.

Todas as concepções apresentadas aqui serão passíveis de aplicação, dependendo da filosofia educacional que está mencionada nas suas respectivas instâncias: Plano Nacional de Educação, Lei de Diretrizes e Bases do Ensino, e logo após as instâncias estaduais e municipais; atendendo a respeito das diferenças regionais e por fim à gestão do Projeto Político-Pedagógico de cada escola.

EXERCÍCIO 1

Com base nas reflexões sobre os conceitos de planejamento, podemos dizer que planejar é:

( A ) Estabelecer somente estratégias de ensino-aprendizagem;

( B ) Escolher o melhor caminho a ser seguido;

( C ) Pôr em ação um conjunto de técnicas para racionalizar a ação em direção a um objetivo; ( D ) Marcar as metodologias principais adotadas pela

escola; ( E ) Programar aulas. Importante Atente para o conteúdo deste parágrafo no que se refere a adaptação e aplicabilidade das concepções de planejamento aqui citadas

(29)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 29

EXERCÍCIO 2

A teoria de sistemas contribuiu decisivamente para a concepção atual de análise organizacional. Nesta teoria, os "insumos" e o "meio" correspondem respectivamente:

( A ) Às influências ambientais/ambiente; ( B ) Aos estímulos internos/organismo; ( C ) Aos estímulos externos/organismo; ( D ) Às influências internas/instrumento; ( E ) Ao condicionamento/estímulo.

EXERCÍCIO 3

Aprendemos nesta aula que se faz necessário considerar alguns pontos relevantes para se pensar o projeto educativo a partir das realidades de uma sociedade globalizada. Que pontos relevantes são esses e como o Planejamento Educacional deve adaptar-se a esta realidade? ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________

(30)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 30

EXERCÍCIO 4

Faça uma análise da Teoria de Sistemas, de origem na Administração, e sua aplicação na área de Educação.

____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________

RESUMO

Vimos até agora:

 As escolas são o reflexo de relações sociais, políticas, econômicas, históricas, culturais, com a ciência e com a educação em si, presentes no dia-a-dia das pessoas em permanente construção e desconstrução de PROJETOS E PLANEJAMENTOS;

 Profissionais da educação e professores devem estar preparados para exercer o PLANEJAMENTO, projetando, atualizando-se, informando-se e, principalmente, acompanhando a dinâmica do processo;  A escola passa hoje não somente por uma

questão de adaptação às mudanças do meio, mas pela questão da evolução para acompanhar a realidade no sentido de preparar o homem para um novo paradigma;  A questão do planejar a educação não pode

referir-se somente a conceitos ou a legislações, mas, principalmente, em refletir sobre as condições em que está se realizando esta tarefa.

(31)

Aula 1 | Planejamento: abordagem sistêmica e conceitual 31

 A teoria de sistemas, que surgiu na área Administrativa com interesse e enfoque empresarial, pode ser aplicada na escola com a intenção de um alcance efetivo de melhoria do processo ensino-aprendizagem;

 Nos processos de planejamento, procurar responder às seguintes perguntas que facilitam a elaboração: o que pretendo alcançar? Em quanto tempo pretendo alcançar? Como posso alcançar isso que pretendo? O que fazer e como fazer? Quais os recursos necessários? O que é e como analisar a situação a fim de verificar se o que pretendo foi alcançado?

(32)
(33)

Planejamento

Participativo e

Projeto Político

Pedagógico

Patrícia Maneschi Duarte da Costa

A

ULA

2

Ap

resent

a

ção

Nesta Aula vamos analisar diferentes âmbitos do Planejamento. Apresentaremos o planejamento educacional, o planejamento do currículo e o planejamento de ensino. Nosso foco específico nesta aula será o planejamento de ensino, sua importância, etapas e componentes. Em seqüência, tratamos dos aspectos referidos na Lei sobre o Planejamento Participativo e o Projeto Político-Pedagógico, buscando dar referências sobre a textura dos mesmos na prática escolar. E finalizamos com sugestões de modelos de Planos de educação em algumas áreas de atuação. Fazemos nossa avaliação e bom curso a todos!

Objeti

vo

s

Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:  Diferenciar planejamento educacional, de currículo e de ensino;  Reconhecer a importância do planejamento de ensino;

 Identificar os componentes básicos do planejamento de ensino;  Discutir a relevância do planejamento participativo;

 Reconhecer as características e o sentido do projeto político pedagógico.

(34)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 34

Planejamento da educação, do currículo e

do ensino

Partindo do princípio que qualquer ação exige planejamento, verificamos que a educação não está isenta desta exigência. A abrangência deste se classifica em três tipos de planejamento:

 Planejamento Educacional;  Planejamento do Currículo;  Planejamento de Ensino.

O PLANEJAMENTO EDUCACIONAL

Este tipo de plano versa sobre as decisões a serem tomadas sobre a educação no conjunto do desenvolvimento geral do país, onde os objetivos são propostos a longo prazo, desenhando a política de educação pretendida.

Segundo Coaracy (1972), planejamento educacional é:

processo contínuo que se preocupa com o – PARA ONDE IR (objetivo) e QUAIS AS MANEIRAS ADEQUADAS PARA SE CHEGAR LÁ (metodologia), tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda

tanto às necessidades do

desenvolvimento da sociedade quanto às do indivíduo.

Ou ainda:

um processo de abordagem racional e científica dos problemas da educação, incluindo definição de prioridades e levando em conta a relação entre os

diversos níveis do contexto

educacional. Estão previstos neste planejamento o desenvolvimento de um processo que seja contínuo e siste-

Para navegar

Sobre planejamento educacional

indicamos também para consulta o site: http://members.trip od.com/educacao/C ap5P.htm Planejamento da educação, do currículo e do ensino 34 Planejamento participativo e projeto político-pedagógico 44 Sugestões de modelos de planos 48

(35)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 35

mático, a aplicação social, os princípios e as técnicas de educação, da administração, da economia e das finanças. É prevista a participação e o apoio da opinião pública nos níveis estatais e privados, no intento de garantir a qualidade da educação. As metas deverão ser claras e definidas de modo a proporcionar condições de garantia à participação do indivíduo na realização de suas potencialidades e

contribuições ao desenvolvimento

social, cultural e econômico do país. Esta definição foi instituída em 1958 no Seminário Interamericano sobre planejamento educacional.

Hoje a visão não se limita a traçar somente diretrizes e objetivos a longo prazo, mas tornou-se um grande projeto de pensar a educação na sua dimensão mais profunda de constituir-se: o que se deseja da educação, sua finalidade no mundo, as formas de construção do conhecimento e do sujeito, como resposta às necessidades sociais e políticas de interesse do Estado-nação.

O PLANEJAMENTO DO CURRÍCULO

Este tipo de planejamento visa formular os objetivos educacionais a partir dos guias curriculares oficiais: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

(no 9.394/96), Decretos, Pareceres, Resoluções e

Deliberações sobre a educação nas instâncias de ação; seja Federal, Estadual ou Municipal e os PCN`s (Ensino Fundamental e Médio).

Porém, na escola, não se deve apenas seguir o que está prescrito pelos órgãos oficiais, deve-se buscar a autonomia de interpretar e operacionalizar o que está menos determinado. É na instância escolar que são feitas as adaptações às situações concretas, a seleção das experiências significativas para aquela comunidade no sentido de alcançar os objetivos de ensino.

Dica de leitura

 

Para uma leitura crítica do que seja currículo e suas formas de planejamento vale a pena consultar a obra: Tomaz Tadeu da e Moreira, Antonio Flávio (orgs). Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos e culturais. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.

(36)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 36

A fundamentação teórica, calcada na dinâmica atual da educação, nos fornece uma nova perspectiva de construção do planejamento curricular, conceituando-o atualmente da seguinte forma:

Currículo é tudo o que acontece na vida de uma criança, na vida de seus pais e professor. Tudo o que cerca o aluno, em todas as horas do dia, constitui matéria para o currículo.

(Sperb, D. 1982, p. 64)

Vejamos outras definições de currículo:

Currículo significa muito mais que o conteúdo a ser aprendido – significa toda a vida escolar da criança. Um programa de ensino só se transforma em currículo após as experiências que a criança vive em torno do mesmo.

(Rego, M. S. e outros. Ensinando a criança, In: Reis, A, e Joullié, 1982, p. 64)

Consiste em experiências, por meio das quais as crianças alcançam a auto-realização e, ao mesmo tempo,

aprendem a contribuir para a

construção de melhores comunidades e de um melhor futuro.

(Ragan, W.R. 1973, p. 4) Do que vimos até aqui sobre Currículo, podemos concluir o seguinte:

 Tradicionalmente, currículo tem significado as matérias ensinadas na escola ou a programação de estudos;

 A tendência, nas décadas recentes, tem sido a de usar o termo currículo num sentido mais amplo, para referir-se à vida e a todo o programa da escola, inclusive à atividade extraclasse.

Dica do professor

Como você entende essas definições? Compare as mesmas com outras que você conhece.   Dica do professor Experimente fazer um quadro comparativo sobre como era e como é atualmente a concepção de currículo  

(37)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 37

No Planejamento do Currículo, considerando que o currículo é a soma de experiências vividas pelos alunos de uma escola, é fácil concluir que o planejamento do currículo é o planejamento dessas experiências. Cada escola deve elaborar o seu planejamento de currículo com a participação de todos aqueles que direta ou indiretamente estão ligados à dinâmica do processo educativo: diretor, supervisor pedagógico, orientador educacional e professores. Juntos definirão os objetivos finais, o conteúdo básico e delinearão os métodos e as estratégias de avaliação, pesquisando ainda os recursos que poderão utilizar.

Considerando a realidade de cada escola, as sugestões apresentadas pelo Conselho Estadual de Educação, baseadas nas diretrizes que emanam do Conselho Federal de Educação e que refletem a política educacional expressa na Constituição, são as seguintes:  Relação das matérias que podem construir a parte diversificada numa nova tentativa de atender peculiaridades locais;

 Normas de avaliação e recuperação de alunos.

O quadro da página seguinte apresenta o esquema da relação entre os níveis do planejamento e suas competências. Para refletir   Reflita sobre o processo educativo da sua escola. Quantos profissionais estão envolvidos no mesmo?   Dica da professora

O que não significa que você não possa levar em

consideração outros elementos a partir da sua realidade de trabalho. É só pesquisar que você saberá a resposta. 

(38)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 38

O PLANEJAMENTO DE ENSINO

Com base nas linhas diretivas de ação escolar, presentes no plano curricular, encontramos o planejamento de ensino em nível mais específico, ou seja, o planejamento de ensino será a especificação do planejamento do currículo.

No nível escolar, configura a atividade direcional, metódica e sistematizada da ação do professor junto aos alunos, visando objetivos definidos. Este plano sistematiza concretamente e operacionalmente a ação do professor em sala de aula, a fim de conduzir os alunos a alcançar os objetivos educacionais propostos.

Considera-se, para uma boa atuação docente, que o professor deva participar, elaborar e organizar seus planos em diferentes níveis de complexidade, procurando atender as diferenças individuais. Nesta

Para navegar No que se refere ao planejamento de ensino e sua importância não deixe de consultar o site do Conselho de Referência em Educação – CRE Mário Covas  http://www.crmarioc ovas.sp.gov.br/prp_ a.php?t=016  

(39)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 39

atuação, o envolvimento do professor e do aluno no processo ensino-aprendizagem torna-se significativo, contribuindo para o desempenho positivo não só do aluno como do processo em si. É necessário ao planejamento do ensino a previsão dos resultados desejáveis, bem como dos meios necessários para alcançá-los.

O sucesso do planejamento do ensino não está relacionado somente às questões técnicas de organicidade, coerência e flexibilidade, mas, em grande parte, às relações estabelecidas entre os sujeitos sociais e os indivíduos/pessoas que estão presentes neste contato presencial e também a questão da avaliação que é fundamental, visto que será a partir dela que os próximos procedimentos serão aperfeiçoados, bem como serão adotadas novas estratégias.

Um conceito simples estabelece bem esta relação de abertura às possibilidades, seja no campo de ensino-aprendizagem, como dos vínculos afetivos: o planejamento de ensino ser a previsão das situações específicas do professor em classe e fora dela. (Cappelletti, 1972)

Concluindo o conceito, segundo Piletti (2000), o planejamento de ensino é a especificação do planejamento de currículo; consistindo-se em traduzir em termos mais concretos e operacionais o que o professor fará na sala de aula, para conduzir os alunos a alcançar os objetivos educacionais propostos.

Um planejamento deve prever:

 Objetivos específicos/instrucionais estabelecidos a partir dos objetivos educacionais;

Importante   Portanto tenha cuidado e se acautele sempre de não esquecer esses elementos ao elaborar seu planejamento   Importante  

Estes são elementos essenciais em um planejamento pedagógico. Procure pensar concretamente a partir de sua realidade o que cada um representa. Não esqueça de ir anotando suas opiniões para uso futuro.

 

(40)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 40

 Conhecimentos a serem adquiridos pelos alunos no sentido determinado pelos objetivos;

 Procedimentos e recursos de ensino que estimulem as atividades de aprendizagem;  Procedimentos de avaliação que possibilitem

verificar, de alguma forma, até que ponto os objetivos foram alcançados.

IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DE ENSINO

Planejar as atividades de ensino é importante pelos seguintes motivos:

 Não caímos nas malhas da rotina e da improvisação;

 Auxilia na realização dos objetivos;  Promove a eficiência do ensino;

 Aumenta a produtividade, adequando o binômio tempo/energia;

 Sistematiza a direção do ensino, aumentando a segurança.

ETAPAS DO PLANEJAMENTO DE ENSINO

São quatro as etapas do planejamento de ensino:

 Conhecimento da realidade;  Elaboração do plano;

 Execução do plano;

 Avaliação e aperfeiçoamento do plano.

Podemos visualizar as etapas do planejamento de ensino através do gráfico:

Dica da professora Se lhe perguntassem afinal qual é a finalidade do planejamento? Esse é um bom resumo para construção de uma provável resposta.  

(41)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 41

COMPONENTES BÁSICOS DO PLANEJAMENTO DE ENSINO

Objetivos

A tarefa de formulação de objetivos é complexa e necessária à mobilização e ao envolvimento dos vários profissionais ao nível da questão que lhes cabem com relação aos aspectos gerais e aos relacionados ao campo do saber. Os objetivos indicam as metas que queremos perseguir, porém não definindo, a priori, o caminho que será percorrido. Este caminho se faz na medida em que o vivenciamos. Nossas utopias educacionais desempenham um papel importante durante todo o processo, onde visualizamos a

Dica de leitura

Conheça mais sobre os tipos de objetivos no planejamento pedagógico através da leitura da obra de: BORDENAVE, DÍAZ Juan e PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1992.

(42)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 42

necessidade de que se vá definindo objetivos menores para as situações de ensino-aprendizagem que vão sendo planejadas.

Tipos de Objetivos

Os objetivos podem ser:

 Educacionais (ou gerais) – são proposições gerais sobre a mudança comportamental desejada. Advêm da filosofia da educação e surgem do estudo da sociedade contemporânea e do estudo sobre o desenvolvimento do aluno e sobre os processos de aprendizagem.

 Instrucionais (ou específicos) – serão uma maior especificação dos objetivos educacionais e a operacionalização dos mesmos. Os objetivos instrucionais, portanto, são proposições específicas sobre mudanças no comportamento dos alunos, que serão atingidos gradativamente no processo ensino-aprendizagem.

Os objetivos educacionais e instrucionais, por sua vez, podem referir-se aos domínios cognitivo, afetivo ou psicomotor.

Geralmente, relacionam-se da seguinte maneira: Funções dos Objetivos Instrucionais

 Classificar as mudanças desejadas.

 Orientar na escolha de conteúdos, experiências de aprendizagem e processo de avaliação. Para navegar Compreenda melhor a importância de estabelecer estes objetivos através da análise de uma situação real. Para isso consulte o site:

http://www.abed.or g.br/antiga/htdocs/p aper_visem/marcelo _pagliarussi.htm

(43)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 43

Como definir os objetivos instrucionais:

 Devem indicar os comportamentos do aluno e não do professor;

 Devem indicar claramente a intenção do professor e não dar margem a muitas interpretações;

 Devem especificar o que aluno deve realizar para demonstrar que alcançou o objetivo proposto;

 Podem estabelecer as condições em que o aluno deverá demonstrar ser capaz de fazer – no final do curso, da unidade ou da aula – o que está previsto no objetivo.

É importante perceber que as reflexões sobre os objetivos planejados devem, sobretudo, articular as idéias gerais que temos sobre a educação com as atividades que estamos pretendendo desenvolver.

É preciso que o professor se pergunte como tornar importante e única cada atividade, cada tarefa, cada proposta para a vida de seu aluno. Como instalar

Dica da professora

É isso que torna cada planejamento uma realidade única.

(44)

Aula 2 | Planejamento participativo e projeto político pedagógico 44

de fato no aluno aqueles ideais amplos e generosos discutidos nas primeiras reuniões de planejamento. Ao traçar os objetivos, o professor pode sentir receio do novo trazendo a “desorientação”. A ansiedade muitas vezes nos faz pretender ter tudo sob controle (como se fosse possível). É preciso evitar a onisciência que pode levar à instalação de um dogmatismo que é a própria negação da cultura. Os objetivos em educação não dizem respeito apenas a um fragmento do real a testar, mas a uma compreensão da realidade humana que transcende os limites provinciais. Daí que não há como limitar o que em si já é limitado.

Planejamento participativo e projeto

político-pedagógico

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO

O Planejamento Participativo surge pela necessidade de que a ação seja direcionada para o bem de todos. Geralmente, um processo participativo institui-se onde se apresentam lacunas de injustiça caracterizadas pela falta de participação. E, neste contexto, a participação não significa a presença, o compromisso de fazer algo, ou “vestir a camisa da empresa” com decisões em pontos de irrelevante importância para o conjunto. A participação significativa é aquela que possibilita que todos usufruam dos bens. A participação inclui a distribuição do poder, a possibilidade de decidir na construção do “como”, do “com que”, no “o que” e no “para que” fazer.

A metodologia é caracterizada por desenvolver modelos, processos, instrumentos e técnicas visando o desenvolvimento coletivo e também o individual. O crescimento alcançado será o referencial de avaliação para propor a realização de novas práticas. Nesta proposta de planejamento, encontramos o fato de que

Dica da professora

Calma: O controle total de tudo que poderá vir a acontecer em sala de aula é uma utopia. Todo planejamento é limitado, não se pretende aqui fazer do mesmo uma espécie de “tábua de salvação”, mas apresentá-lo como uma ferramenta útil à didática.

Dica de leitura

Um dos autores mais citados sobre esse tipo de planejamento é GANDIN Danilo. De modo particular sugerimos que você suas obras: - Política do Planejamento Participativo. Edt. Vozes, 2002. - Planejamento como Prática Educativa. Edt. Loyola, 2000 (11ª. ed.)

Referências

Documentos relacionados

O objetivo principal deste projeto foi a observação da radiação X e radiação gama entre 50 KeV e 10 MeV e nêutrons térmicos de 0,100 eV a 10 MeV, no período compreendido

NACIONAL BR BRASIL Fornecimento de solução envolvendo hardware, software 143 2013 MAHVLA TELECOMM CONSULTORIA E SERVIÇOS EM TECNOLOGIA LTDA... NACIONAL BR BRASIL Contratação de

É através da contração muscular que movemos os nossos ossos, processo este que funciona basicamente como um sistema de alavanca, onde os tendões por serem estruturas

Para embalagens feitas de material tecido não tecido e material de filme plástico, LRVs de 6,38 (exemplo 3 de 99 lâminas se tornaram não estéreis após serem expostos a

Apesar do grande impacto que estas reflexões foram construindo, provocando eventos, tais como: a organização de professores-índios em diversos pontos do país, encontros regionais, o

Engenharia Metalúrgica (PPGEM), Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda (EEIMVR), Universidade Federal Fluminense (UFF), Volta Redonda, RJ - Brasil.. 8

Ao mesmo tempo em que o Banco apoia as medidas de urgência tomadas pelos governos dos países em desenvolvimento (clientes da instituição) para amenizar os impactos da pandemia – o

Posicionamento de Plataformas do gateway de voz e de grupos respectivos dos recursos de software de Cisco IOS® em termos da escolha a mais apropriada para suas