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Planejamento no Ensino Superior

No documento Disciplina PLANEJAMENTO EDUCACIONAL (páginas 57-62)

Maria Esther Araujo

A

ULA

3

Ap

resent

a

ção

Ao longo desta disciplina já falamos sobre diversos âmbitos do planejamento: planejamento educacional, de currículo, de ensino. Como vimos, o ato de planejar é relevante em todos os níveis educacionais. Esta aula dedica-se diretamente a uma discussão sobre o planejamento no ensino superior, foco de sua formação. Nela analisaremos o novo perfil do educador, tomando por base a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Discutiremos os aspectos pertinentes à formação deste educador para, enfim, pensarmos especificamente sobre o professor universitário. Para fechar esta aula, discutiremos especificamente o planejamento na docência superior.

Objeti

vo

s

Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:  Refletir sobre o novo perfil do educador;

 Analisar as competências indispensáveis à formação do educador;

 Discutir as características do professor universitário e os conhecimentos indispensáveis a esta atuação;

 Compreender a importância do planejamento no ensino superior.

Aula 3 |Planejamento no Ensino Superior 58

Apresentação

No dia 20 de dezembro de 1996, o presidente da República Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96), depois de oito anos de discussões no Congresso Nacional. A Lei incorporou uma série de inovações pedagógicas, dentre as quais podemos destacar:

 Poderão ser criadas universidades especializadas por campo do saber, sem a exigência da multidiversidade;

 Não há mais exclusividade do exame vestibular para ingresso no ensino superior. Serve outro processo seletivo, como as notas tiradas durante o ensino médio.O MEC realizará o Exame Nacional de Ensino Médio, aberto a todos os concluintes, valendo para o ingresso no 3º grau;

 Para ser credenciada como universidade, a instituição deve ter no mínimo um terço dos seus professores com títulos de mestre ou doutor;

 Instituições de ensino superior que tenham alto padrão de excelência poderão gozar dos benefícios da autonomia universitária, segundo o art. 54 §2 da Lei 9394/96. E, no caso oposto, Universidade poderão ser descredenciadas pelo Conselho Nacional de Educação (quando não tiverem a desejada qualidade). Parte dessa realidade, ainda que bastante criticada por seus critérios, foi levantada pelo “provão”;

Apresentação 58

Introdução 60

O novo perfil do educador 62

A formação do educador 66

O professor universitário______68 O planejamento no ensino

superior___________________ 71 Conclusão_________________ 76

Aula 3 |Planejamento no Ensino Superior 59

 A Lei 9394/96 criou o processo nacional de avaliação das Instituições de Ensino Superior (IES) – e também do rendimento escolar dos alunos do ensino fundamental, médio e superior;

 O MEC poderá descredenciar cursos, intervir nas instituições, suspender temporariamente suas prerrogativas de autonomia e até descredenciar a instituição, depois de um processo que passa pelo Conselho Nacional de Educação;

 A Lei 9394/96 procura valorizar o magistério, estabelecendo critérios de ingresso e progressão, criando as bases para a estruturação da carreira.

A lei pretende uma ‘organização do sistema de ensino”, exigindo uma maturidade na gestão das IES. Com tantas inovações, como fica o professor universitário? Que papel ele assume em meio às mudanças? Como buscar excelência em suas tarefas? A formação pedagógica é necessária? Planejar é realmente importante?

Espera-se que este módulo contribua na elucidação destas questões e possa representar uma contribuição efetiva no aperfeiçoamento do professor universitário na relação ensino-aprendizagem e no novo cenário da educação brasileira.

Aula 3 |Planejamento no Ensino Superior 60

Introdução

Esta Aula pretende conduzir a uma reflexão sobre o significado e o sentido de ser professor e as condições e formação essenciais para o profissional do magistério nos dias de hoje.

Quando usamos o termo significar, estamos relacionando-o a valor, se algo não tem significado não tem valor algum. Significar, portanto, é valorizar algo, positiva ou negativamente. Na verdade os valores valem quando influem em nossas decisões e ações. Quando os valores nos fazem tomar decisões e/ou nos conduzem a ações, estão funcionando como fonte do sentido de nossas opções, escolhas e atitudes.

Quando usamos o termo sentido, estamos relacionando ao ser e querer ser, a razão de nossas escolhas, nossa auto-realização a busca pela realização de nosso potencial.

Nossos valores devem ser vividos e expressados de forma a “contagiar” nosso próximo, principalmente quando nos colocamos na posição de professores. De nada vale falar de justiça, cidadania ou mesmo sobre a formação profissional se todo o tempo praticamos injustiças, deixamos de cumprir nossos deveres ou o delegamos/impomos a outro. Como falar de ética profissional e posição política se desconhecemos ou deixamos de participar e atender convocações de nossos conselhos ou sindicatos?

O ato de educar não trata apenas de aulas expositivas. Devemos criar oportunidades educativas que conduzam a vivências de situações reais, presentes no dia-a-dia profissional. Situações aparentemente simples, são capazes de incorporar de forma consciente valores e significados atribuídos à vida como: uma

Para refletir

Pense em algo que tenha valor para você. Agora pense em algo que você não dá valor algum. Qual o conceito que você formou sobre valor em sua reflexão? Para pensar Considerando sobre significado e sentido, responda objetivamente: 1 – Qual o significado da educação em sua vida? 2 – O que o fez optar pelo magistério? 3 – O que pesou em sua escolha por esta profissão?

4 - Que sentido tem esta escolha em sua vida?

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pesquisa de campo, uma programação cultural/esportiva, uma campanha de voluntariado, leituras e debates sobre o momento atual no pais e da profissão, atendimento a comunidade com propostas informativas e preventivas dentre outras.

As práticas e vivências educacionais devem ser planejadas de forma a facilitar as discussões, identificação e incorporação de valores e técnicas, possibilitando ao educando a oportunidade de vivenciá- la. Dessa forma, os valores serão associados à formação conceitual-teórica e a técnica, que aplicadas (prática), conduzirão ao conhecimento, discernimento, avaliação e ação.

Neste caminho, o verdadeiro educador não pode contentar-se em ser apenas um conteudista, um “transmissor” de informações. O ensino deve estar repleto de significados (O que, Por que e Para Que). O processo educativo deve ser uma conseqüência desta posição.

Identificar, incorporar e viver valores e significados é o grande desafio na formação do educando. As práticas e vivências no dia-a-dia das universidades e das comunidades são exercícios que colocam gestores, educadores e educandos diante de si mesmo, do mundo, de seus desafios e valores: o significado e sentido de suas escolhas pessoais e profissionais.

Este é um esforço que converge para alcançar os desafios da educação no século XXI, definidos pelo relatório Jacques Delors, publicado pela UNESCO, que defende a idéia de que educar é desenvolver no ser humano quatro competências básicas:

Para refletir

Como você tem vivido seus valores? Como podem ser vividos de forma a exercer influência construtiva na vida de seus alunos?

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 Competência Pessoal (Aprender a Ser);  Competência Relacional (Aprender a

Conviver);

 Competência Produtiva (Aprender a Fazer);  Competência Cognitiva (Aprender a

Conhecer).

A buscar da qualidade no ensino superior depende não só de textos legais, mas também de seus docentes, imbuídos de outra mentalidade. Esta qualidade apoia-se basicamente na formação dos docentes.

Qual a Universidade que ser quer e para que serve ela? Como alcançá-la? Qual o papel do professor universitário? As respostas a essas questões nem sempre coincidirão com a multiplicidade de cursos existentes, planejamento e procedimentos educacionais adotados no país.

No documento Disciplina PLANEJAMENTO EDUCACIONAL (páginas 57-62)

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