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Por ser o Brasil um país de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e uma população

de 187 milhões de habitantes é o quinto país do mundo tanto em extensão quanto em

população e representar o 7º maior mercado do mundo em número de consumidores, não

só pelo tamanho do mercado, mas também pela sua estabilidade política e econômica

fazem do Brasil um mercado de interesse para os países vizinhos e Peru faz parte de estes.

2.1. Antecedentes

A economia brasileira cresce a taxas consideradas elevadas comparativamente às

taxas das três últimas décadas. Entre 1990 e 2003, o crescimento não foi aquele que se

esperava chegando a uma média de 2,7% anual, durante os últimos quatro anos o PIB

cresceu mais do que 4,5%.

Os investimentos diretos estrangeiros tiveram uma média de crescimento de 3%

desde o ano 2000 até 2008, registrando neste último ano 45 bilhões de dólares, este

processo positivo para a economia brasileira foi impulsionado pela atratividade de setores

vinculados a commodities que estabilizaram seus preços em alta, este processo fortaleceu o

aumento do PIB dos últimos anos. O Gráfico Nº3 mostra a Evolução do Investimento

estrangeiro Direto em Brasil.

Gráfico Nº3

Evolução do IDE no Brasil 2000-2008

33,5

22,5

16,4

10,1

18,2

15,2

18,8

34,6

45

0

10

20

30

40

50

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Ano

B

il

hõe

s U

$

Em 2007 o PIB cresceu 5,4%, foi o maior crescimento registrado desde 1994, só

superado pelo 5,7% de 2004, sendo o motor do crescimento durante este período o setor

exterior, já em 2007 foi decorrente de fatores internos.

Com este resultado, o crescimento médio da economia durante os anos do governo

Lula (2003-2007) foi de 3,8% anual, frente à média de 2% de 1999 a 2002 últimos anos do

governo Cardoso. O crescimento registrado em 2008 foi de 5,2% do PIB, isto se deve à

demanda interna; A previsão de crescimento para 2009 é de 3,9%.

Durante o ano de 2008 a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em comparação a

2007, aumentou em 14,9%, o consumo das famílias 6,7% e o consumo do governo 3,6%.

Em decorrência das taxas elevadas de consumo, as indústrias tiveram que aumentar

sua produção e claro sua participação no PIB. No primeiro semestre de 2008 cresceu 6,9%

em relação ao mesmo período do ano anterior. Esta expansão se deveu principalmente ao

crescimento da indústria de transformação que foi de 7,3% e da construção civil de 8,8%

impulsionada pelo crédito imobiliário.

O setor serviços teve uma variação de aproximadamente de 5% em relação ao

mesmo período do ano anterior. Além do forte crescimento do setor bancário e financeiro,

cabe destacar o aumento de 9,5% do setor de serviços de informação. O comércio

aumentou em 7,7% e distribuição de serviços públicos em 5,5%.

O setor agropecuário teve menor crescimento de 2,4%, explicado por mudanças na

metodologia de cálculo do PIB neste setor.

A pesar da demanda doméstica em alta, os dados mostram uma menor diferença

entre o consumo das famílias e a capacidade produtiva da indústria nacional. A indústria

nacional, depois da maduração dos fortes investimentos aumentou a oferta em 7,3% e o

consumo das famílias em 6,6%.

A forte demanda interna teve contraste com os resultados do setor exterior. A taxa

acumulada dos últimos quatro trimestres mostra um aumento das exportações e

importações de 4,6% e 20,4% respectivamente.

2.2. Análise de Algumas Variáveis Econômicas

2.2.1. O Produto Interno Bruto – PIB

A partir do ano 2000 o Brasil vem mostrando uma continua recuperação na sua

economia, especialmente no relacionado ao crescimento do seu Produto Interno bruto –

PIB, a estabilidade dos preços, ou seja, inflação decrescente, também melhores níveis de

emprego. Em 2008 o PIB cresceu 5,1% a pesar das quedas dos vários setores da economia

brasileira por motivos da crise internacional financeira. Depois dessa queda brutal no

último semestre de 2008 principalmente nos setores que dependem de créditos, como

automóveis e bens duráveis a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento – OCDE

estima visíveis sinais de melhora na economia brasileira.

2.2.2. Inflação

Manter a inflação sob controle foi a principal preocupação dos governos de

Fernando Henrique Cardoso.

A inflação, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi

baixando através dos últimos anos, passando de 7,6% em 2004 a 5,69% em 2005 e 3,14%

em 2006. Em 2007 a inflação acabou ligeiramente abaixo do previsto pelo governo, 4,46%

frente a 4,5% que era o previsto.

Mesmo assim, desde o início do ano 2008 e devido ao aumento generalizado do

preço das commodities agrícolas e metálicas, a inflação voltou a aumentar, somando-se a

esta alta de preços nos mercados internacionais a grande demanda interna, favorecida pelo

aumento de crédito e aumento da renda disponível.

A situação inflacionária era preocupante até o mês de maio, mas, o Índice de Preço

ao Consumidor Amplo registrou um aumento de 0,79%, quase o triplo da taxa do mesmo

período em 2007. A inflação que até então parecia concentrada nos alimentos, também

aumentou em outros produtos e serviços. Dos bens e serviços que compõem o IPCA,

71,35% aumentaram em maio, frente ao 61,98% de abril.

Contrariamente, um dos grupos mais sensíveis à demanda e núcleo que exclui

alimentos e preços administrativos diminuiu e 67,2% dos bens do indicador aumentaram

no mês de junho, indicando que as pressões inflacionárias se encontram menos

generalizadas, pois mesmo sendo essa queda positiva, ainda é elevada e está acima da

média histórica de 61,9%.

A incerteza do preço internacional do commodities continuou pressionando o

aumento da inflação. No segundo semestre o Banco Central decidiu aumentar a taxa

SELIC em 0,75% superior ao aumento esperado de 0,5% ocupando o nível mais alto desde

janeiro de 1007. Com esta política se espera que o resultado de esta ação não seja

percebido até o segundo semestre de 2009, quando a taxa SELIC poderia cair reativando

assim a economia. Assim acabou o 2008 com uma inflação de 5,9%, menor que a previsão

do governo que era de 6,5%.

2.2.3. Emprego e Taxa de Desemprego

Nos últimos anos a taxa de desemprego urbano teve uma queda significativa graças

à reativação econômica fechando o 2007 com 7,4% da população ativa, que até então se

aproximava de 13%.

Este dinamismo se manteve nos primeiros meses de 2008, chegando ao mês de

junho com 7,8%.

Cabe destacar o crescimento do emprego formal. Segundo dados do Cadastro Geral

de Empregados (CAGED) o país criou só nos primeiros cinco meses de 2008 mais de um

milhão de empregos com “carteira assinada”. Com este resultado a taxa média de

desemprego chegou a 7,9% durante o ano de 2008, segundo dados do CAGED14.

Em 2008, o País registrou uma redução de 10,2% na geração de emprego em

relação a 2007, segundo o Registro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do

Ministério do Trabalho. Até outubro de 2008 tinham se criado 2,1 milhões de postos

formais de emprego. Em novembro, depois da crise financeira global se perderam 40.000

novos postos de trabalho e em dezembro aumentou a 652.000.

Estas cifras de desemprego não refletem a realidade e em muitos aspetos chegam a

níveis mais elevados nas periferias das grandes cidades (favelas).

Calcula-se uma população economicamente de 97,5 milhões de indivíduos até

dezembro de 2007. Sendo que o setor primário emprega o 21% de essa população. Por sua

parte o setor industrial participa com um 15% de empregados já o restante porcentual da

população é ocupado pelo setor serviços.

2.2.4. Distribuição de Renda

A partir dos anos 90 Brasil vem registrando redução da pobreza de forma

considerável decorrente dos câmbios sociais.

Segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) a diferença

entre as pessoas ocupadas nas maiores cidades metropolitanas do país está diminuindo.

Entre 2003 e 2007 o 10% dos ocupados tiveram um aumento de 22% no salário mínimo e

os que têm salários mais altos aumentaram em 4,9%.

A pesar dessas melhoras o Brasil apresenta ainda deficiências educativas e

sanitárias e a desigual distribuição de renda. Esta realidade se dá também a nível

geográfico, assim a soma da participação dos sete maiores estados – São Paulo, Rio de

Janeiro, Minas Gerais. Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Santa Catarina – representa o

75 % da economia brasileira. A renda dos habitantes da região sudeste é quatro vezes mais

que a renda dos habitantes do Nordeste. Entre os Estados, o mais rico do país é São Paulo

com 33,9% de participação do PIB total, em tanto que o estado mais pobre, Roraima, da

região norte, só chega ao 0, 15% do PIB brasileiro.

2.2.5. Contas Públicas

O gerenciamento do orçamento público do Brasil está pautado em linhas gerais pela

disciplina imposta tanto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, a partir do Plano Real e que

pressiona os três primeiros níveis da administração pública, federal, estadual e municipal,

poupar o máximo de 60% do arrecadamento para gastos do pessoal, ou seja, salários.

Significando que os arrecadamentos orçamentais provêm dos impostos e da negociação

contínua de títulos públicos o que origina o crescimento da dívida pública interna.

Em setembro de 2008 o aumento do superávit primário (economia para pagar os

juros da dívida) de 3,8% para 4,3% do PIB que permitiu a redução da dívida pública.

Esse resultado se explica em parte pelo aumento dos depósitos fiscais, decorrente

dos maiores benefícios empresariais e o aumento da renda familiar a pesar da redução das

importações. A demanda doméstica em grande escala e a queda do preço dos commodities

garantem o crescimento dos depósitos fiscais.

A Tabela Nº3 apresenta a evolução de algumas variáveis econômicas a partir do

ano 2000 até o 2008.

Tabela Nº 3

Principais Indicadores Econômicos - Bra

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

PIB (MUSD a preços correntes

644984,00 553771,00 504359,00 553603,00 663783,00 882439,00

1088911,00

1333818,00

1573321,00

Taxa de varaiação

4,30

1,30

2,70

1,10

5,70

3,20

4,00

5,70

5,10

INFLAÇÃO

Anual %

5,97

7,67

12,53

9,30

7,60

5,69

3,14

4,46

5,90

EMPREGO E TAXA DE PARO

População milhões habitantes

169800,00 174468,00 174904,00 175985,00 181586,00 183487,00

188349,00

189185,00

186690583,00

Taxa de desemprego da população ativa

10,50

10,90

9,60

8,30

8,40

7,40

6,80

DEFICIT PÚBLICO ANUAL

Primário (% do PIB)

-3,22

-3,35

-3,55

-3,89

-4,18

-4,35

-3,86

-3,97

-4,25

Nominal (% do PIB)

3,39

3,29

4,16

4,65

2,43

2,97

3,00

2,26

2,15

DÍVIDA PÚBLICA

% do PIB

45,60

48,40

50,60

52,40

47,00

46,50

44,70

42,70

36,00

EXPORTAÇÕES

Em MUSD

55100,00

58200,00

60400,00

73100,00

96500,00 118308,00

137470,00

160649,00

197942,00

% variação em relação ao período anterior

14,70

5,70

3,70

21,10

32,00

22,63

16,19

16,86

23,20

IMPORTAÇÕES

Em MUSD

55851,00

55602,00

47243,00

48326,00

62836,00

73600,00

91351,00

120617,00

173197,00

% variação em relação so período anterior

13,30

-0,40

-15,00

2,20

30,00

17,20

24,20

31,97

43,60

SALDO BALANÇO COMERCIAL

Em MUSD

-732,00

2685,00

13196,00

24877,00

33841,00

44929,00

46456,00

40032,00

24745,00

% do PIB

-0,11

0,46

2,59

4,47

5,07

5,07

4,31

3,05

1,57

SALDO BALANÇO CONTA CORRENTE

Em MUSD

-24200,00

-23200,00

-7600,00

4100,00

11700,00

14129,00

13276,00

14260,00

28300,00

% do PIB

17,20

20,56

21,35

21,95

24,03

1,60

1,24

0,11

1,79

DÍVIDA EXTERNA

Em MUSD

216900,00 209900,00 210700,00 214900,00 203000,00 168860,00

168867,00

197697,00

200000,00

% do PIB

33,62

37,90

41,77

38,81

30,58

19,13

15,82

14,80

12,71

INVESTIMENTO EXTRANJEIRO DIRETO

EM MUSD

103014,51

21041,70

18778,30

12902,41

20265,34

21521,57

22231,30

34585,00

45060,00

Fonte: Banco Central de Reserva/Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE/Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministério do Trabalho

Adaptado

2.3. Produção e Recursos Econômicos

2.3.1. Setor Agropecuário e Pescaria

As atividades agrícola e pecuária são diversificadas, fruto do seu clima e das vastas

áreas disponíveis.

Conforme à publicação “Levantamento Sistemático da Produção Agrícola”

divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE15, a produção de

cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 145,8 milhões de toneladas em 2008 em uma

área de 47,2 milhões de hectares. Em 2009 a área a ser colhida deve atingir 47,6 milhões

de hectares e deverá ser 7,6% menor que em 2008.

Segundo o IBGE dos vinte e cinco produtos selecionados, sete apresentam alta na

produção durante o início de 2009, amendoim em casca, arroz em casca, cana-de-açúcar,

cebola, feijão em grão, mamona em baga e mandioca. Os outros dezoito produtos poderão

ter queda na produção: algodão herbáceo em caroço, amendoim em casca 1ª safra, aveia

em grão, batata inglesa 1ª e 2ª safra, feijão em grão 2ª e 3ª safra, cacau em amêndoa , café

em grão, cevada em grão, feijão em grão 2ª e 3ª safra, laranja, milho em grão 1ª e 2ª safra,

soja em grão, sorgo em grão, trigo em grão e tricale em grão.

Segundo publicação intitulada “Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura

2007” pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a produção de este setor

totalizou 12,1 bilhões de reais em 2007, a silvicultura (florestas plantadas) teve uma

produção de 8,3 bilhões de reais em 2007, ou seja, 68,7% do total, participação maior que

65,6% de 2006. Já o extrativismo vegetal caiu de 34,05% em 2006 para 31,34% em 2007,

chegando a uma produção de 3,8 bilhões de reais, a menor registrada desde 1990, cabe

ressaltar que 3.2 bilhões de reais foram provenientes da produção de madeira.

15 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, disponível em:

Foram 17 produtos do sub-sector de extrativismo vegetal que apresentaram queda

de produção durante os anos 2006 e 2007, entre eles destacam-se os produtos Alimentícios

como a castanha de caju -1%, erva mate -3,2%, mangaba -6,2%, palmito -7,5%, pinhão -

6,1% e umbu -3,1%, houve exceção da castanha-do-pará e do açaí. Na produção das

Borrachas houve uma queda na produção do látex coagulado de seringueira -1,4% e de

sorva -26,7%; já no grupo dos Oleaginosos diminuiu a produção de amêndoas de babaçu -

1,9% e de tucum -7,6%. A produção de lenha diminuiu em 2,8% e a de madeira e 8,9%, só

a produção de carvão do extrativismo vegetal apresentou um ligeiro acréscimo de 1%.

Consta nos últimos dados publicados pelo IBGE, que o Brasil possui o principal

rebanho comercial bovino do mundo, atingindo em 2007, o efetivo de 199.752.244O de

animais, a pesar que teve uma queda de 3% em relação a 2006. Esta diminuição se deveu à

descapitalização dos produtores de rebanho bovino em 2006, o que levou ao não

investimento no ano seguinte, e à reavaliação das estimativas após a realização do Censo

Agropecuário 2006. O abate de matrizes, por sua vez, resultou numa menor oferta de

carne, o que contribuiu, ao lado da demanda aquecida, para a manutenção dos preços

elevados em 2007. Não se tem ainda dados oficiais de 2008.

Quanto à produção de leite, o Brasil atingiu 26,1 bilhões de leite em 2007,

alcançando atender a demanda do seu mercado interno.

A avicultura tem um papel importante e contribui com as exportações com

aproximadamente dois milhões de toneladas conforme dados do Ministério de agricultura.

O Brasil está no 27º lugar do ranking mundial de produtores de pescados. Com a

criação da Secretaria de Pescaria para melhorar esse quadro, a expectativa é que o projeto

de aqüicultura em lagos de reservatórios possa aumentar em dezoito vezes a produção

nacional, que agora já passa o milhão de toneladas de pescado. E o programa de

modernização da frota pesqueira, irá criar condições para que Brasil possa explorar o

potencial da Zona Econômica Exclusiva - ZEE que lhe corresponde.

2.3.2. Setor Mineiro

O Brasil Produz e exporta minério de ferro participando com 19% da produção

mundial e ocupando o segundo lugar só atrás da China, e o terceiro produtor de manganês

e alumínio com 13,3% e 9,4% da produção mundial, respectivamente. A atividade de

exploração mineral é realizada por empresas privadas e controladas pelo Departamento

Nacional de Produção Mineral - DNPM, representante do governo federal.

As reservas provadas de petróleo são de aproximadamente 11,2 bilhões de barris,

concentradas no estado de Rio de Janeiro responsável pelo 79,4% das reservas nacionais.

No relacionado ao gás natural, as reservas nacionais são de aproximadamente 326,1

bilhões de metros cúbicos e se concentram nos estados de Rio de Janeiro e São Paulo,

responsáveis por 36,5% e 24,1% respectivamente. Como a produção nacional de gás

natural não abastece o consumo interno o Brasil importa da Bolívia através do gasoduto

Bolívia-Brasil (Gasbol) e da Argentina através do gasoduto Uruguaiana – Porto Alegre.

2.3.3. Outros Possíveis Dados de Interesse Econômico

Cabe ressaltar alguns possíveis dados de interesse econômico:

• Percebe-se na economia brasileira certo movimento de “nacionalização” de

setores que foram privatizados como o setor elétrico, infra-estrutura, telecomunicações e

financeiro.

• Criação do Fundo Soberano do Brasil (FSB). O Governo Federal enviou o

passado 3 de Julho de 2007 à Câmara dos Deputados o projeto de lei para a criação do

FSB. Inicialmente os recursos do Fundo serão o equivalente ao 0,5% do PIB prometido

pelo governo para o 2008. No futuro esses recursos se incrementarão com os impostos

arrecadados da exploração das reservas de petróleo anunciadas pela Petrobrás. O objetivo

do fundo é potencialmente fiscal.

2.4. Abertura Comercial

A pesar que o processo de abertura comercial do Brasil se iniciou faz

aproximadamente uma década, atualmente Brasil é um país com potencial de crescimento

tanto para as exportações quanto para as importações.

Segundo o informe publicado pelo Banco Mundial em 17 de junho de 2008, Brasil

é um país com uma das economias mais fechadas, ocupando o 92 lugar de um ranking de

125 países conforme as barreiras que cada um aplica às importações. Este mesmo informe

afirma que o regime alfandegário com uma média de 8,7%, continua sendo o mais

protecionista da América Latina e o Caribe. Com as barreiras não alfandegárias – com a

exigência de licenças de importação não automáticas, a manutenção dos preços mínimos

de importação, as rígidas regulamentações sanitárias e fito-sanitárias, as regulamentações

técnicas e normas de controle de qualidade, barreiras relacionadas com a propriedade

intelectual e restrições ao transporte marítimo – também é ainda fechada.

Para atenuar estas deficiências o Ministério de Desenvolvimento apresentou no

inicio de 2008 duas medidas.

Primeiramente ações que compõem a “Estratégia Brasileira de Exportações e a

Estratégia Nacional de Simplificação de Comércio Exterior”. Sendo seus principais

objetivos aumentar a base exportadora, manter e ampliar a participação das exportações

brasileiras nos mercados de destino e a rede de acordos internacionais assim como

incrementar as exportações de serviços. Estas medidas pretendem aumentar a transparência

dos procedimentos e aumentar a participação das exportações brasileiras no mercado

mundial de 1,18% na atualidade para 1,25% nos próximos anos. Entre outras ações

inovação como forma de estimular o desenvolvimento da agro-energia e o crescimento do

número das micro e pequenas empresas no mercado internacional.

No segundo lugar em 2008 o Ministério da Indústria e Comércio aumentou a meta

das exportações do ano de 180 bilhões para 190 bilhões de dólares, mas superou essa

expectativa chegando a 197,942 bilhões de dólares.

Com as economias desenvolvidas em desaceleração, assim como as quatro maiores

economias conhecidas como BRICs, formados por Brasil, Rússia, Índia e China, as

economias dos países emergentes como de Latino América foram afetadas pelo impacto da

recessão refletido na queda das cotizações internacionais e restrições financeiras.

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