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Pesquisa dois

No documento TESTES DE SOFTWARE (páginas 76-115)

3.3 Pesquisa

3.3.3 Pesquisa dois

Esta pesquisa foi enviada para trinta pessoas de diversas atuações na Área

Educacional e de Instituições de Ensino. Desse grupo, tivemos a participação de

quatorze pessoas, sendo que duas atuam como designers instrucionais, duas como

produtoras de vídeo, duas como coordenadoras de cursos e quatro como docentes,

conforme o Gráfico 8:

Gráfico 8 – Gráfico de Setores – Participantes Pesquisa 2

Fonte: o próprio autor.

Exibiram-se, nesta pesquisa, quatro vídeos e, para cada um, quatorze

perguntas relacionadas aos testes aplicados para o Recurso Educacional Vídeo.

Nos Apêndice C e D, estão descritos os itens de pesquisa, bem como o

questionário aplicado.

A cada questão, são apresentados os testes voltados para vídeos educacionais

abertos, inspirados nos Testes da Engenharia de Software.

No questionário, é reforçado que um vídeo não é um software e que os testes

se tratam de uma reinterpretação dos testes em seu contexto original.

Designers

instrucionais

20%

Produtores de

vídeo

20%

Docentes

40%

Coordenadores

de cursos

20%

Participantes

Outra observação feita foi que as questões da pesquisa se referem a testes em

Recursos Educacionais com o formato de vídeo, reforçando, também, que estão

sendo avaliados vídeos convencionais e sem recursos interativos.

Pediu-se aos participantes que apontassem para cada um dos testes desta

pesquisa o grau de validação em seu julgamento.

A importância de cada teste se baseou na seguinte escala:

 0 zero – Apresenta problemas com frequência;

 100 cem – Não apresenta problemas neste quesito.

A seguir, para demonstrar os resultados, foi criado um subitem, para facilitar a

organização desta pesquisa.

3.3.3.1 Vídeo 1

O Vídeo 1 é um conteúdo sobre como higienizar as mãos com álcool gel, que

foi inserido no repositório da Ferramenta OERTrust no site da Ferramenta, no link:

http://www.agpinformatica.com.br/OERT, e tem um minuto e cinquenta e três

segundos.

A seguir, captura de telas do Vídeo 1, na Figura 19:

Figura 19 – Vídeo 1 – Higienização das mãos com álcool gel

O vídeo foi avaliado na pesquisa por todos os quatorze participantes. Após a

tabulação dos dados de todos os participantes sobre o vídeo, chegou-se ao valor

médio para cada teste.

Atribuindo-se os valores na Ferramenta OERTrust, obteve-se o índice de

confiabilidade de 85,2% de tendência a ser bom e 14,8% de tendência a ser ruim.

Um dado a se considerar é que se encontrou a máxima de 96% e a mínima de

77% para esse vídeo, conforme demonstra o Gráfico 9:

Gráfico 9 – Índice OERTrust – Média gerada para o Vídeo 1

Fonte: o próprio autor.

Na Figura gerada pela Ferramenta OERTrust, é possível analisar que o Vídeo

1 tem garantida de utilização, baseando-se no apontamento realizado na conferência

de seus testes (vide Apêndices E e F).

Nota-se que, no vídeo 1, o teste com menor pontuação foi o Teste de

Configuração, pois não foi informado se no vídeo havia sido feita alguma alteração.

O teste que teve validação maior foi o Teste de Volume. Esse valor pode ter

sido influenciado, pois 75% dos entrevistados citaram que os vídeos com mais de 15

minutos acabam sendo cansativos e por este se tratar de um vídeo com tempo inferior,

estimulou validação maior.

3.3.3.2 Vídeo 2

O Vídeo 2 é uma remixagem do vídeo 1. Neste recurso, foi inserido o áudio,

narrando os procedimentos de como higienizar as mãos com álcool gel.

Mantiveram-se as legendas, bem como a música ao fundo. Uma obMantiveram-servação é que o Vídeo 1 já

possui legendas para a descrição dos processos, bem como a música de fundo.

A seguir, captura de telas do Vídeo 2, na Figura 20:

Figura 20 – Vídeo 2 – Higienização das mãos com álcool gel REMIXADO

Fonte:

http://www.agpainformatica.com.br/OERTrust/higieniza%C3%A7aocorretadasmaoscomalcoolgelcoml

ocucao.php.

O Vídeo 2 foi submetido à pesquisa e obteve o índice médio, utilizando a

Ferramenta OERTrust, de 93% de tendência a ser bom e 7% de tendência a ser ruim.

Um aspecto notado é que, nesse caso, o Teste de Configuração ficou com o

índice melhor que no Vídeo 1, pois teve sua participação estimulada pela mudança,

no caso, a inserção da narração.

O Teste de Volume ficou com o valor aproximado com o do Vídeo 1.

Os designers instrucionais avaliaram melhor o Vídeo 2 nos Testes de Interface

e Configuração, pressupondo-se que o Vídeo 2 tende a ser melhor pela inserção

harmoniosa do áudio, facilitando a compreensão dele, conforme demonstra o Gráfico

10, a seguir:

Gráfico 10 – Índice OERTrust – Média gerada para o Vídeo 2

Fonte: o próprio autor.

Ao compararmos o Gráfico 9 ao Gráfico 10, fica evidente que o Vídeo 2, com a

inserção da narração, recebeu um olhar diferenciado nos Testes de Configuração e

Integração, garantindo que o remix também pode ajudar a melhorar um recurso

educacional.

Nessa comparação entre os Vídeos, notou-se que o teste com menor

pontuação foi o Teste de Caixa-preta. Já o teste que teve a validação mais pontuada

foi o Teste de Integração.

Esse valor pode ter sido influenciado após a inserção do áudio ao Vídeo 1,

facilitando o entendimento dele.

Já os demais testes acabaram seguindo a mesma linha anterior ao Vídeo 1,

pois não tiveram alterações significativas.

Isso ajuda a reforçar a ideia em que os versionamentos vindos de recursos já

validados tendem a se manter estáveis, vez que não esteja alterando o recurso

educacional por completo.

3.3.3.3 Vídeo 3

O Vídeo 3 trata da lavagem das mãos como procedimento de higienização.

Este vídeo tem três minutos e vinte e quatro segundos e foi inserido propositalmente,

para termos dados comparativos entre os demais vídeos. Pressupôs que a atenção

do usuário tenha convergido para alguns quesitos como áudio, enquadramento,

legendas e informações sem sentido no contexto que aparece no vídeo, espelhamento

da captação do vídeo por outro ângulo, uma pessoa filmando com outra câmera

aparecendo no vídeo e padrão de legenda desorganizado, entre outros erros, defeitos

ou falhas que não foram apontadas.

Esse vídeo foi submetido à pesquisa e foi classificado com o índice OERTrust

de 77,8% com tendência a ser bom e com 22,2% tendendo a ser ruim.

Nesse vídeo, tivemos a máxima de 82% e a mínima de 66% na avaliação dos

participantes. Os designers institucionais e produtores de vídeo atribuíram notas

baixas em todos os quesitos do vídeo, talvez pelo olhar mais crítico.

A seguir, captura de telas do Vídeo 3, na Figura 21:

Figura 21 – Vídeo 3 – Higienização das mãos

Fonte: http://www.agpainformatica.com.br/OERTrust/higianizacaodasmaos.php.

Os docentes e os coordenadores mantiveram um padrão de comportamento

diferente do padrão dos designers e dos produtores, atribuindo notas maiores e, nesse

mesmo grupo, não ocorreu alinhamento nas respostas, mas sim, oscilação nos

valores dos itens nesta pesquisa, conforme apresentado no Gráfico 11:

Gráfico 11 – Índice OERTrust – Média gerada para o Vídeo 3

Fonte: o próprio autor.

Observando o Gráfico OERTrust do Vídeo 3, ele demonstra um padrão

aceitável, porém com muitas restrições, que devem ser observadas individualmente

nos testes que foram gerados na pesquisa (Vide Apêndice G).

3.3.3.4 Vídeo 4

O Vídeo 4 mostra a higienização das mãos com álcool gel. Esse vídeo tem um

minuto e quatro segundos e também foi inserido propositalmente para termos dados

que detenham a atenção do usuário e o ajudem a refletir em sua resposta.

Os quesitos como granularidade de imagem, enquadramento, sem legenda e

câmera balançando foram alguns dos itens identificados como maior problema nesse

vídeo.

Figura 22 – Vídeo 4 – Higienização das mãos com álcool gel

Fonte: http://www.agpainformatica.com.br/OERTrust/videoplayback.php.

Ele foi submetido à pesquisa e classificado na Ferramenta OERTrust com o

índice médio de 68% tendendo a ser bom e 32% tendendo a ser ruim.

Nesse caso, tivemos a máxima de 76% e a mínima de 59% para esse vídeo,

conforme mostrado no Gráfico 12:

Gráfico 12 – Índice OERTrust – Média gerada para o Vídeo 4

Nesse caso, os designers institucionais e os produtores de vídeo deram as

notas baixas em todos os quesitos desse vídeo, por terem um olhar mais crítico.

Os docentes e os coordenadores mantiveram um comportamento parecido com

o Vídeo 3, porém atribuindo valores menores aos testes envolvidos no vídeo 3 (Vide

Apêndices G e H).

4 CONCLUSÃO

Fundamentado na problemática demonstrada e nos resultados obtidos pelas

pesquisas e testes efetuados na Ferramenta Computacional que implementa o

Framework OERTrust, comprova-se a hipótese inicial de que é possível estabelecer

um padrão de validação para REA, fornecendo um índice indicativo de sua qualidade

por meio da adaptação de Testes baseados na Engenharia de Software, desde que

reinterpretados de acordo com o tipo do REA a ser aferido.

Ainda que a prova de conceito da Ferramenta – e, por conseguinte, do

Framework – tenha sido realizada apenas com um tipo de REA (no caso, vídeos

educacionais), a metodologia empregada permite a expansão da Ferramenta de forma

a suportar outros tipos de REA, sem alterar os princípios propostos no trabalho.

A contribuição desta Tese está no fato de que ela propõe, de maneira pioneira,

um indicador quantitativo da qualidade de um REA.

Até o momento de sua finalização, não havia na Literatura índices de

mensuração de qualidade dos REA, como indicado na Revisão Sistemática realizada.

Dada à quantidade de Recursos Educacionais que são criados, modificados e

disponibilizados, a pertinência do tema desta Tese justifica-se pela necessidade de

mecanismos de verificação de qualidade de tais recursos.

Para atingir o objeto de estudo desta Tese, que é a aplicabilidade dos princípios

de Testes da Engenharia de Software na aferição de qualidade de REA, fez-se um

recorte metodológico para um tipo de REA específico, no caso, vídeos educacionais.

A escolha deu-se propositalmente, considerando-se que os vídeos guardam poucas

similaridades com software.

Para prova de conceito, foi implementada a Ferramenta OERTrust, baseada no

Framework de mesmo nome, proposto por Almendro e Silveira (2017), para validação

dos testes.

Para os demais tipos de REA, uma vez analisado e reinterpretado o conjunto

de testes adequado a um determinado recurso, basta inserir os pesos relacionados a

cada tipo de teste associado ao REA a ser avaliado, para que ele possa gerar o índice

de confiabilidade.

Há de se ressaltar que nem todos os tipos de Testes de Software são

adequados para validação os REA.

Dentro do escopo de REA do tipo vídeo, a reinterpretação dos testes fez com

que eles tivessem de ser submetidos a modificações específicas por terem seu

direcionamento voltado explicitamente à natureza de softwares.

Dessa maneira, em alguns casos, coube apenas a essência do teste como linha

mestra para sua reinterpretação. Uma particularidade que foi identificada é que os

nomes dos testes (os quais não foram modificados) podem não ser claros para as

pessoas que não estejam acostumadas com jargões de desenvolvimento de software.

Este fato pode ter sido um elemento de dificuldade na interpretação do contexto de

algum teste.

A arquitetura do Framework OERTrust, assim como a Ferramenta

Computacional implementada, é expansível e pode ser aplicada a qualquer tipo de

REA e mesmo a outros tipos de testes, não sendo limitados aos testes da Engenharia

de Software, sendo possível implementar testes de naturezas distintas, como aferição

de qualidade desde um ponto de vista puramente pedagógico ou, ainda, Testes de

Usabilidade e de Acessibilidade.

Juntamente com o Grupo Focal, foi criada uma listagem de tarefas que cada

teste deve possuir. A partir da primeira pesquisa desses tipos de testes, foi calculado

o peso que cada item deveria possuir no contexto de vídeos educacionais. Não foi

efetuado o levantamento desses pesos para os demais tipos de REA, pelo tempo e

número de pessoas reduzidos.

Com o auxílio da pesquisa 2, foi possível validar a Ferramenta que implementa

o Framework OERTrust com os resultados obtidos por meio dos quatro casos

utilizados. Esses dados foram importantes para os testes da Ferramenta, pois

permitiram conferir e visualizar os índices de tendências gerados por ela.

Ressalta-se que os REA necessitam de mecanismos de aferição de qualidade

em diversos aspectos, a fim de que os potenciais usuários possam ter uma referência

para sua seleção, seja para simples utilização, seja para modificação, seja para

remixagem.

Nesta tese, os Testes de Software reinterpretados foram aplicados

basicamente aos aspectos técnicos do REA.

Já os aspectos pedagógicos possuem uma complexidade distinta, e os Testes

de Aferição de qualidade sob esta ótica possivelmente não teriam a inspiração vinda

diretamente da Engenharia de Software, devido à natureza mais tecnicista do que se

Ressalte-se que, como já afirmado, tais testes poderão ser inseridos na

Ferramenta OERTrust, como os testes demonstrados nesta Tese, abrindo variados

caminhos para trabalhos futuros.

A Ferramenta OERTrust é disponibilizada sob licença aberta para software, de

modo que pode ser livremente modificada. Uma modificação futura diz respeito à sua

internacionalização. Outro trabalho futuro refere-se à integração da Ferramenta

OERTrust em repositórios ou indexadores de REA, o que pode dar aos usuários a

segurança de que determinado REA foi testado na íntegra ou parcialmente.

Ainda, demais trabalhos futuros apontam no refinamento dos testes para

vídeos, bem como na expansão da Ferramenta de forma a suportar testes de outros

tipos de REA.

Há de se ressaltar que REA do tipo software educativo podem ser analisados

utilizando o Framework e a Ferramenta associada, sem a necessidade de

reinterpretação dos testes.

Ademais, a extensão da Ferramenta de modo a suportar testes de caráter

pedagógico requer estudos aprofundados a respeito dos conjuntos de aspectos

importantes a serem testados, de acordo não apenas com o tipo do REA, mas também

com o perfil do público-alvo.

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WILLINSKY J. The access principle: the case for open access to research and

ANEXO A

FRAMING INTERNATIONAL DEVELOPMENT EDUCATION IN THE POST-2015

ERA: SUGGESTIONS FOR SCHOLARS AND POLICYMAKERS

Targets

 By 2030, ensure that all girls and boys complete free, equitable and quality

primary and secondary education leading to relevant and Goal-4 effective learning

outcomes;

 By 2030, ensure that all girls and boys have access to quality early childhood

development, care and preprimary education so that they are ready for primary

education;

 By 2030, ensure equal access for all women and men to affordable and

quality technical, vocational and tertiary education, including university;

 By 2030, substantially increase the number of youth and adults who have

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