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No documento TESTES DE SOFTWARE (páginas 42-46)

Foi efetuada uma revisão sistemática nas Bibliotecas Digitais da ACM, IEEE e

Portal de Periódicos Capes com as seguintes strings de busca, em português e em

inglês3:

 Objetos de aprendizagem;

Learning Objects;

Open Education Resources;

 Recursos Educacionais Abertos.

No Gráfico 1, é apresentada a quantidade de trabalhos encontrados e suas

respectivas Bibliotecas Digitais.

Gráfico 1 – Resultados de busca com as strings: Learning Objects,

Objetos de Aprendizagem, OpenEducational Resources e Recursos

Educacionais Abertos

Fonte: o próprio autor.

Foi observado um total de 2080 Artigos, nos quais foi encontrada ao menos

uma das strings de busca. Analisando os resultados, obteve-se 10% de redundância

por título, que foram removidos para os passos posteriores de refinamento.

Foram utilizados os resultados anteriores do Gráfico 1 nos 1872 resultados e

se gerou um novo refinamento, utilizando as strings “qualidade” ou “quality”. Essa

quantidade reduziu para 238 Artigos, representando 12,72%.

O Gráfico 2 representa o resultado da quantidade de Artigos encontrados nesse

refinamento.

Gráfico 2 – Resultados de busca com as strings: qualidade – quality,

em resumos, palavras-chave ou títulos

Fonte: o próprio autor.

Uma nova releitura foi efetuada utilizando os 1872 Artigos, não incluindo a

pesquisa no Gráfico 2.

Neste refinamento, foram utilizadas as strings “teste”, “test” e “testing”, e foram

identificados 171 Artigos, representando 9,14% de todos os Artigos pesquisados.

O Gráfico 3 representa a quantidade de Artigos obtidos no refinamento dessa

busca.

Gráfico 3 – Resultados de busca com as strings: teste – test – testing,

em resumos, palavras-chave ou títulos.

O próximo passo foi revisar os Artigos que abordassem os temas de teste e

qualidade.

Nesse cruzamento de informações, verificou-se que o assunto teste teve

abordagens nos seguintes aspectos:

 O teste como OA ou REA;

 O teste como exercício de um OA ou REA;

 O teste como item no processo de criação de um AO;

 O teste como item avaliativo do OA ou REA.

O tema qualidade teve as seguintes abordagens:

 A qualidade de vida do usuário utilizando o OA ou REA;

 A qualidade de informações sobre apenas um tema abordado;

 A qualidade no processo de criação de um OA ou REA.

Baseando-se nessas buscas e efetuando o cruzamento das informações dos

Gráficos 2 e 3, que englobam os assuntos respectivos, foi detectado apenas o Artigo

de Camilleri (2014) que abordava de forma direta todos os assuntos das strings de

busca.

Outro Artigo que foi tratado à parte foi o de Almendro e Silveira (2017), que

aborda testes e qualidade somente em REA.

Dentre os trabalhos pesquisados, não foram encontradas propostas ou

Framework que deem suporte diretamente aos aspectos de qualidade e teste nos

REA.

No contexto dessa revisão sistemática, apresenta-se a Tabela 1, com a seleção

de Artigos que se relacionam de forma direta a este Trabalho.

Ainda que os mesmos trabalhos apresentem forte relação com a temática desta

Tese, vale ressaltar que cada autor abordou os assuntos ou de forma mais incisiva ou

de forma mais indireta.

Tabela 2 – Correlação autores e assuntos

Autor Qualidade

Quality

Testes - Test

– Testing

OER - REA LO - OA

Camilleri (2014) X X X X

Braga (2015) X X X

Almendro; Silveira/(2017) X X X

Kurilovas (2011) X X

Atenas (2014) X X

Neste levantamento, os Artigos não citam mecanismos de validação, nem de

REA nem de OA. Suas abordagens concentram-se, principalmente, no processo de

criação, e não em reuso ou utilização de Recursos Educacionais prontos.

Ressalta-se que o trabalho de Camilleri (2014) aborda unicamente os REA

grandes e fornece uma visão geral das abordagens no processo de criação,

mostrando conceitos de qualidade para REA, com o objetivo de identificar políticas de

ações para o incentivo de desenvolvimento e uso de OER na Europa.

O autor concentra-se na educação e na produção de conteúdo para o ensino

superior, mostrando formas e procedimentos, desde a ideia, processo de

desenvolvimento, validação e testes, fazendo analogia a diversos processos que

também fazem parte da Engenharia de Software.

Camilleri também faz uma abordagem de construção pedagógica de um Objeto

de Aprendizagem.

Braga (2015) propõe um ciclo de vida para a construção de OA, que tem como

uma de suas linhas a base em Engenharia de Software. A autora estabelece o início

da construção de um OA, bem como o momento em que se definem os diversos tipos

de testes pertinentes em cada fase da construção do OA. Ela aborda somente OA,

não envolvendo REA.

Almendro e Silveira (2017) propõem um mecanismo de validação e testes para

REA, permitindo que designers instrucionais, ou outras pessoas, e Organizações que

atuam, principalmente, na atividade de remixagem de REA, possam ter referências de

testes e qualidade, para que assim possam obter a confiança acerca do REA que é

produzido e do REA que será remixado.

Para tanto, esses mecanismos são inspirados nos princípios de verificação e

validação oriundos da Engenharia de Software, que abordam a análise de requisitos

e os Testes de Software, bem como em critérios de qualidade utilizados no contexto

de Objetos de Aprendizagem (OA).

Kurilovas et al. (2011) apresenta um modelo com vários métodos para a

avaliação de OA e tem seu foco principal nas formas de reutilização de OA. Os autores

citam que o grande desafio é o grau de subjetividade que aparece nas avaliações de

qualidade e, para isso, mostram as diversas abordagens para minimizar o nível de

subjetividade nas avaliações de qualidade de OA.

Sua proposta é analisar a abordagem de critérios múltiplos para a identificação

de critérios de qualidade de decisão. Para tanto, utiliza teoria de decisão em grupos,

requisitos de normalização de critérios, método de escalonamento e, por fim, o método

Fuzzy trapezoidal para otimização de qualidade – abordagem que irá influenciar o

Framework proposto por esta Tese, como pode ser visto no Capítulo a seguir.

Atenas et al. (2014) abordam o problema de que a busca e a recuperação de

REA a partir de repositórios pode ser uma tarefa desafiadora, pois os materiais são

difíceis de localizar e recuperar e, às vezes, impossíveis de se fazer uma cópia para

serem adaptados, traduzidos ou atualizados.

Outro aspecto levantado pelos autores é que o uso de conteúdo aberto para

ensino e aprendizagem sofre problemas de adoção, vez que os princípios de abertura

defendidos por Wiley (2006) não vêm sendo devidamente incorporados aos recursos

que se autodenominam REA (OKADA, 2007).

No documento TESTES DE SOFTWARE (páginas 42-46)