63 Semana
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Semana 2
Semana 3
Semana 4
Semana 5
Semana 6
Semana 7
Semana 8 Planeamento
Definição de recompensas Orçamento
Material de divulgação Produção de vídeo e teasers
Inserção na plataforma Campanha
Liberação de recursos Organização
dos investidores Produção: produto/ ação Produção de recompensas Entrega de recompensas
i) Inserção na plataforma Escolha da plataforma:
− Referências visuais;
− Identidade visual, imagens e vídeos;
− Vídeo promocional;
− Texto de apresentação;
− Objetivo, justificativa e público-alvo;
− Recompensas;
− Orçamento;
− Transparência.
c) Análise da Desejabilidade
3. Divulgação: Redes sociais e Apoiantes tradicionais a) Análise das Redes Sociais Digitais
b) Análise da capacidade atual de financiamento 4. Plano de ação: Planeamento e Capacidade de execução
a) Estratégia de comunicação: planeamento e execução
− História e motivo da campanha
− Título da campanha
− Categoria da campanha
− Tipo de campanha
− Imagem
− Vídeo promocional
− Descrição da campanha
− Meta financeira
− Duração da campanha
− Recompensas
− Conclusão
3.3.1. PROPONENTE
VARIÁVEIS-‐CHAVE: CREDIBILIDADE E IDENTIDADE PÚBLICA
A Credibilidade e a Identidade pública do proponente, ou a Identidade institucional da empresa que o proponente possui, são variáveis determinantes do ponto de vista do crowdfunding, na medida em que ambas têm relevância na tomada de decisão do público investir o seu dinheiro no projeto, mesmo que pouco.
São duas variáveis distintas que aparentemente parecem ser a mesma coisa. O ideal seria que ambas se desenvolvessem lado a lado, mas, na maioria dos casos, não estão no mesmo patamar. Têm comum a dependência da trajetória percorrida pelo proponente. O que vai diferenciar as duas é a forma como são construídas. A Credibilidade do proponente pode ser comprovada por meio de documentos (ações docu-mentadas, certidões negativas, relatórios de prestação de contas entregues, etc.), e não depende diretamen-te da percepção pública andiretamen-terior. De um modo geral, está relacionada aos valores éticos e à capacidade de gestão do proponente, por comprometem a boa execução dos projetos, o uso correto dos recursos, tanto a alocação quanto a forma, e os resultados alcançados através deles. Essas conquistas e avaliações positivas dependerão, para além dos valores éticos dos dirigentes do projeto, da capacidade de execução da equipa disponível, do conhecimento e da experiência acumuladas, da organização administrativa, entre outras variáveis que podem ser relacionadas à capacidade técnica do proponente.
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No caso da Identidade pública ou Identidade empresarial, pode-se dizer que depende de todos estes fatores, aos quais se soma o interesse que é despertado no público pela causa defendida e pela capacidade de comunicação do proponente. O primeiro ponto, o da causa defendida, poderá ser controverso especial-mente quando se trata da captação privada de recursos. Nem todas as causas despertam a mesma empatia no público e algumas causas podem até ser consideradas inadequadas por outros. Podem relacionar tam-bém, ainda nesse mesmo sentido, a abrangência territorial das atividades e o público beneficiado. Quanto maior a abrangência territorial e maior o público beneficiado pelo proponente, maiores são as oportunida-des para a construção de uma Identidade pública com alcance de massa.
Para a construção sólida de uma Identidade pública é preciso uma estratégia de comunicação bem ar-ticulada e em sintonia com os interesses do proponente e do seu público. Um dos benefícios do crowd-funding será a de atenuar esta dificuldade através da facilidade em aceder ao perfil do público que se inte-ressariam por causas e temas com baixa penetração no conjunto da sociedade (efeito da “cauda longa”).
Assim, é necessário desenvolver uma estratégia de comunicação eficiente e bem direcionada, com premis-sas no conhecimento do público, onde estas se encontram, e no estabelecimento de canais eficientes para se comunicar com este público.
Podemos então falar de Credibilidade e Identidade pública dirigida. Mesmo que poucos conheçam, ou se interessem pelo trabalho do proponente, ele é bem feito e sua comunicação atinge este público. Isso, em tese, poderia anular os vetores mais desfavoráveis ao crowdfunding, dependendo do envolvimento e da capacidade financeira dessa base.
SÍNTESE:
− A Credibilidade do proponente é uma premissa para a construção da Identidade pública do proponente;
− Apesar de uma causa ser menos universal, não significa ser determinante para o insucesso da capta-ção, poderá vir a restringir o alcance especialmente se faltar conhecimento d do público que poderia apoiar o projeto, que é e onde está este público;
− Tanto a Credibilidade quanto a Identidade pública, dependem da trajetória do proponente;
− Quanto menor a experiência do proponente, maior a dependência no envolvimento da rede para o convencimento de outros apoiantes;
− O cumprimento destas variáveis isoladas não são suficientes para determinar o sucesso do projeto de crowdfunding.
O PROPONENTE DEVERÁ QUESTIONAR:
a) Análise do Perfil profissional
− Percurso profissional/Portfólio:
• Quanto tempo tem de existência profissional?
• Qual é o percurso profissional?
• Possui reconhecimento na sua área profissional?
• Possui projetos anteriormente publicados? Possui trabalhos relevantes de inovação tecnológica no âmbito do design social e do design sustentável?
• Possui experiência acumulada no crowdfunding?
− Visão/Missão/Causa que defendida pelo proponente:
• Qual é a relação da causa que pretende defender com a sociedade em termos de sensibilidade e afinidade das pessoas?
• A causa sensibiliza a maioria das pessoas?
• A causa sofre de preconceitos?
• Qual é taxa de rejeição?
− Abrangência territorial:
• O proponente atua em território internacional, nacional, regional ou local?
− Equipa/Colaboradores:
• Quem são os elementos que constituem a equipa?
• Qual é a área de experiência profissional dos colaboradores?
• Quais são as suas experiências profissionais?
• Quais são as suas competências?
SÍNTESE:
− Quais são os pontos fortes do proponente? Quais são os pontos fracos?
b) Análise da Comunicação/Imagem do proponente
− Relações Públicas:
• Possui um plano estratégico de comunicação? Coloca em prática?
− Assessoria de Imprensa:
• Recebe apoio de assessoria de imprensa profissional para divulgar o seu trabalho?
− Agência de publicidade:
• Possui uma agência que trabalha no material de comunicação?
− Presença digital:
• Faz uso das redes sociais? Website, Blog, Linkedin, Facebook, Youtube, Twitter?
• Faz a gestão destas redes?
• Gera informações e conteúdo para alimentar estes canais?
SÍNTESE:
− Quais são os pontos fortes da comunicação? Quais são os pontos fracos?
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3.3.2. PROJETO
VARIÁVEIS CHAVE: APELO E CLAREZA NA EXECUÇÃO
Para analisar um projeto para captação de recursos no modelo do reward-based crowdfunding, é pre-ciso observar os 3 pontos fundamentais (adaptados da metodologia do design thinking):
a) Análise da Viabilidade
− Projeto financeiramente possível (para o proponente e para os limites dessa modalidade de captação):
• Orçamentação correta e bem feita (explícita para os backers);
• Adequação do montante a ser captado à realidade do crowdfunding nos dias de hoje, tanto geral (quanto maior o valor, mais difícil será captá-lo), quanto específica (tamanho e envolvimento da rede de backers do proponente);
• Custos e a logística para entregar as contrapartidas prometidas.
b) Análise da Praticabilidade
− Projeto tecnicamente crível de serem transformados em realidade.
A praticabilidade, em teoria, será comprovada pela experiência anterior, pela equipa executora da or-ganização designada para a tarefa, somados a uma orçamentação precisa e uma estimativa de tempo crível (um cronograma realista).
Não há um corte ideal de tempo de execução do projeto, mas é incentivado que o proponente selecio-ne, nesse processo inicial de construção da base dos backers, projetos menores, com execução mais curta, especialmente se houver algum produto tangível como resultado final do projeto que servirá também co-mo uma das contrapartidas aos backers.
c) Análise da Desejabilidade
− Projeto que crie desejo nas pessoas.
A desejabilidade implica que o projeto deva, em simultâneo, resolver um problema e agradar os bac-kers. Será necessário colocar-se na posição do backer e não se prender apenas àquele se interessa pela causa e a apoiaria apenas pela sua natureza. É preciso ter clareza da importância de se produzir um bom vídeo, com conteúdo informativo e com apelo comercial (vender a ideia/ projeto) e ser criativo para pensar em contrapartidas atraentes e desejáveis, que sejam viáveis para o proponente, tanto financeiramente, quanto do ponto de vista da logística para sua efetivação.
Por fim, observando-se esses 3 pontos e tendo clareza do perfil dos backers, é possível encaminhar um projeto com chances de sucesso na procura de captação através do crowdfunding.
SÍNTESE:
− Quanto menor a experiência acumulada e a rede de backers, maior a necessidade de se investir na divulgação do projeto e mais desejáveis devem ser as contrapartidas;
− Projetos cujo resultado se traduza em algum produto tangível que possa, ao final, ser entregue como contrapartida aos backers, parecem ter mais apelo e mais chances de sucesso nessa modalidade de fi-nanciamento;
− Quando o resultado do projeto não gerar um produto tangível, pode-se pensar em materiais de divul-gação da causa, ou mesmo promover um evento cuja entrada é uma das contrapartidas propostas;
− Entender o que motiva a rede a apoiar a causa do proponente e a trabalhar com estes elementos quan-do estiver a estruturar o vídeo e a pensar na recompensa aos backers.
O PROPONENTE DEVERÁ QUESTIONAR:
− Qual é o objetivo do projeto?
− Qual é o tempo de execução do projeto?
− Qual é o custo do projeto? A produção do vídeo, das recompensas, o envio das recompensas, contra-partidas, etc., já estão contemplados nos custos do projeto?
− Qual é o resultado esperado no fim do projeto? Qual é a sua efetividade social?
− Quais são os riscos envolvidos na execução do projeto? Pode não acontecer mesmo com o financia-mento?
− Qual é o guião do vídeo para divulgar o projeto? Qual é a sua mensagem? Quem vai produzir o ví-deo? Quais são os custos?
− O projeto vai gerar uma recompensa como resultado? Quais são os custos?
− Quais são as contrapartidas do projeto? Serão viáveis e, ao mesmo tempo, atraentes para os backers?
Quais são os custos?
SÍNTESE:
− Quais são os pontos fortes do projeto? Quais são os pontos fracos?
3.3.3. DIVULGAÇÃO
VARIÁVEIS CHAVE: REDES SOCIAIS E APOIANTES TRADICIONAIS
Tão importante quanto a campanha em si, é a divulgação pelas redes sociais. Sem esta etapa não será possível conseguir o número suficiente de colaborações em dinheiro. É importante lembrar que as pessoas não doam por caridade, doam porque acreditam no projeto e porque sentem tocadas pela causa.
O primeiro passo é divulgar aos familiares e amigos do proponente, dependendo do número de pes-soas que conhece o proponente, e poderá já à partida obter algumas doações iniciais. Divulgar o projeto nas redes sociais do proponente: esta etapa é opcional, no entanto, colocar as redes sociais do proponente à disposição do público dá mais credibilidade, porque o público pode ver quem é o proponente e pode pes-quisar sobre o trabalho do proponente, tornando o processo mais credível.
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Ao criar a campanha na plataforma, ficará disponível um link para a página da campanha, que facili-tará ao público o acesso direto da informação ao projeto na plataforma. Durante a campanha, o site será a página da campanha na plataforma, por forma que disponibilizar este link pelas as redes sociais irá maxi-mizar a difusão do projeto e envolvimento do público. Falar da campanha, disponibilizar o link, colocar o(s) vídeo(s) no Youtube, Facebook, Twitter, Blog, assim como noutras redes que considere importantes.
Em apresentações públicas sobre a campanha, referir o link ao falar com a audiência, ou, fazer cartões de onde que conste o link da campanha e distribuir pela audiência. Enviar emails sobre o projeto para a lista que de pessoas que o proponente possui. Divulgar diariamente no Facebook. Em qualquer destas media, disponibilizar o link.
O PROPONENTE DEVERÁ QUESTIONAR:
a) Análise das Redes Sociais Digitais
− Quantifica a interação do público nas redes sociais onde publica o seu projeto? Quantas pessoas exis-tem nas redes sociais com que que trabalha? Quantos likes exis-tem a sua página no Facebook? Quantos seguem o seu Twitter? Quantos hits tem o seu YouTube? Quantos leitores visitam o seu Blog?
− Qual é o perfil socioeconómico do público?
− O público é engajado?
− Qual é a percentagem de pessoas que poderia ajudar a divulgar o projeto?
− Qual é a percentagem da rede que poderia apoiar financeiramente o projeto?
− Qual seria o valor médio que as pessoas estariam dispostas a desembolsar?
− Existem pessoas com as quais poderia contar para desembolsar acima da média? Quem são? Qual é o valor que estariam dispostas?
b) Análise da capacidade atual de financiamento (apoiantes tradicionais)
− Há já quem já esteja a apoiar o projeto?
− Há empresas que costumam financiar a mesma atividade a que se propõe?
− O registo dos apoiantes está organizado?
− Os apoiantes também fazem parte das Redes Sociais Digitais?
− Existem canais abertos e eficientes para comunicação junto aos apoiantes?
− É possível mobilizar apoiantes para apoiar o projeto?
− Os apoiantes ajudariam a financiar o projeto? Faz sentido para o proponente eventualmente reorientar a capacidade de financiamento dos apoiantes para o projeto?
3.3.4. PLANO DE AÇÃO
VARIÁVEIS CHAVE: PLANEAMENTO E CAPACIDADE DE EXECUÇÃO
Um bom plano de campanha e capacidade de executá-lo serão, em última instância, os responsáveis pelo sucesso de uma campanha de arrecadação através do crowdfunding.
Para que o plano seja bem desenhado, honestidade e realismo no diagnóstico do potencial tanto do proponente quanto do projeto em sensibilizar, engajar, mobilizar e converter estas pessoas em backers.
É importante ter clareza da mensagem, do público-alvo, dos meios necessários para criar impacto no público-alvo, orientar o público-alvo para a plataforma e convencê-lo a colaborar com o projeto. Assim, o processo deve estar claro para o proponente aquando do planeamento das ações. A estratégia de comuni-cação deverá fazer com que as pessoas deem vários passos para apoiarem o projeto.
a) Estratégia de comunicação: planeamento e execução
− Passo 01: encontrar as pessoas certas;
− Passo 02: contar para estas pessoas sobre o projeto e despertar o seu interesse;
− Passo 03: solicitar apoio para que ele seja viabilizado;
− Passo 04: levar as pessoas até à plataforma de crowdfunding;
− Passo 05: convencê-las a apoiar seu projeto.
O plano de campanha deverá seguir uma estratégia clara e estar baseado na realidade. É fundamental fazer um plano inicial e ir adaptando-o à medida que o for desenvolvendo, baseado na realidade encontra-da. É preciso ter critérios de avaliação e metas claras para decidir quando se deve agir de forma contrária ao que foi planeado inicialmente. Utilizar o senso comum aplicado ajuda, assim como a intuição. Para se intuir e para antever um problema é preciso estar engajado, é preciso estar comprometido com o sucesso do projeto. Não adianta um plano detalhado, sem que aponte quem irá se responsabilizar por cada uma de suas ações, seus prazos e suas metas e se cobre, ou se faça isso.
SÍNTESE:
− Quanto maior o número de pessoas envolvidas na execução do plano, maior o nível de detalhe e mais claros devem estar as atividades, responsáveis, prazos e metas.
− Trazer as pessoas que irão executar para ajudar a pensar o plano contribui para o envolvimento da equipa e potencializa os resultados.
− Fazer um bom diagnóstico, uma boa estratégia, gestão e monitoramento constantes.
O PROPONENTE DEVERÁ QUESTIONAR:
a) Planeamento
− Quem vai fazer o planeamento de campanha?
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− Qual é a experiência acumulada para planear a campanha?
− Quem pode contribuir para pensar sobre a campanha?
− Quem pode fazer parte da coordenação da campanha?
− Quais são as metas da campanha? Quais são os prazos para atingi-las?
− Qual é o prazo máximo em caso de necessidade de reorientação da campanha?
− Qual é o papel dos apoiantes tradicionais na campanha? É possível contar com eles para ajudar a di-vulgar a campanha junto as suas redes pessoais?
− A equipa com o proponente irá trabalhar (os colaboradores) irão ajudar e vão-se engajar para o suces-so da campanha? Como é que esta convocação será feita? Quando?
b) Execução
− Quem vai trabalhar na execução do que foi planeado para a campanha?
− Quem irá fazer o monitoramento do andamento da campanha?
3.3.5. HISTÓRIA E MOTIVO DA CAMPANHA
Uma campanha de financiamento coletivo é movida pelas palavras, solidariedade, reciprocidade e humildade contida na mesma. Portanto, antes de começar, ter em mente que será preciso a ajuda das pes-soas: ser humilde, reportar a verdade dos factos e ser generoso na descrição justificativa do porquê do pro-jeto. Não fazer uma análise descritiva em que empregue muitos termos técnicos sobre os custos ou como irá ser feito o projeto.
Para conseguir o apoio das pessoas, é preciso uma história que conecte o lado emocional do público, utilizando os gatilhos mentais de história, prova, reciprocidade, simplicidade. Falar com paixão sobre o projeto, ter carisma, conquistar e seduzir o público a participar na causa.
3.3.6. TÍTULO DA CAMPANHA
Depois de ter bem definido a história e o motivo da campanha que toque o lado emocional do públi-co, será necessário um título que transpareça do que a campanha se trata. O título precisa ir direto ao as-sunto, explicando em poucas palavras qual é o objetivo da campanha e simultaneamente convencer e con-vidar a pessoa a explorar o projeto.
O título deve ser bem claro e objetivo. Deve ser incluído o nome algum elemento do projeto, dar in-dícios do que se trata a campanha. A pesquisa de campanhas nos sites apenas encontra palavras que estão contidas no título.
3.3.7. CATEGORIA DA CAMPANHA
A plataforma é segmentada por categorias, deste modo a seleção da categoria em qual a campanha melhor se adequa é fundamental para enquadrar o projeto na plataforma e melhor orientar o público.
3.3.8. TIPO DE CAMPANHA
Algumas plataformas possuem as duas opções de campanhas, Tudo ou Nada e Flexível. A maioria das plataformas de crowdfunding cobra uma percentagem de pouco mais de 10% do arrecadado, sendo o restante para o proponente.
Será possível realizar o projeto se conseguir todo o dinheiro que está a ser solicitado aos backers? Se sim, a campanha deve ser Tudo ou Nada. Este tipo de campanha é o da Kickstarter.
Se for possível viabilizar o projeto com menos do que o valor da meta a atingir, a campanha é Flexível.
− Tudo ou Nada: o proponente receberá o valor arrecadado somente se atingir ou ultrapassar a meta e a taxa administrativa; cada plataforma tem o seu formato relativamente às taxas aplicadas. Caso você não consiga o valor estimado ao termino da campanha, a plataforma reembolsa o valor da doação aos doadores e o proponente fica sem nada.
− Flexível: o proponente leva o valor arrecadado independente de atingir a meta. A plataforma cobra uma percentagem maior (geralmente mais de 15%) e repassa o restante para o proponente.
3.3.9. IMAGEM
A imagem da campanha deve representar o projeto, ilustrar o produto ou serviço que é pretendido viabi-lizar. Inserir desenhos feitos à mão, fotomontagens, imagens renderizadas, fotografias, vídeos explicativos.
− A inserção de fotos é importante se o produto for físico, considerando que as fotos conseguem tornar o produto tangível para o público.
− As fotografias pessoais são mais efetivas e passam maior credibilidade, mesmo utilizando uma foto amadora. Os potenciais backers querem ver a cara do proponente, identificar quem é e o que faz.
3.3.10. VÍDEO PROMOCIONAL
É possível inserir um vídeo na página da campanha, onde o proponente pode falar e seduzir sobre o projeto. Um vídeo promocional bem feito, com todas as estratégias já referidas, é um passo para o sucesso da campanha.
Antes de gravar o vídeo promocional, é útil ver outros vídeos de outras campanhas pois ajudará a perceber como poderá desenvolver o seu próprio vídeo.
Através do vídeo, o proponente mostrará a cara, expondo o projeto de uma forma mais vendedora e interessante. Portanto, os vídeos são fundamentais e obrigatórios, sendo essencial que tenham uma boa qualidade (som, imagem e roteiro). A recomendação é que ele seja descritivo, falando como funciona o projeto e deixando claro que a finalidade é a arrecadação de fundos pela plataforma (o vídeo estará na in-ternet e outras pessoas poderão assistir ao vídeo sem estar dentro da plataforma). Explicar como as pesso-as podem ajudar e o que o backer ganhará com a sua contribuição. Dar a cara, quem é o proponente ou qual é a equipa que está por detrás (torna o projeto mais pessoal). Falar da história do projeto e como o valor arrecadado será gasto. O ideal será conseguir fazer de forma efetiva, uma conexão emocional e tocar nos pontos sensíveis do público, principalmente na parte da história e da pertença, de forma a envolver o
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público. Não ser extremamente detalhista, mas demonstrar credibilidade e que tem um projeto a ser reali-zado. Usar, em média, de 2 a 4 minutos para passar a mensagem, pois nesses casos o vídeo tem mais chance de ser assistido por completo.
3.3.11. DESCRIÇÃO DA CAMPANHA a) Descrição curta
Escolher um parágrafo que descreva de forma sucinta e clara o que significa a campanha. Esta curta descrição ficará exposta na miniatura da campanha, tanto na pesquisa quanto na página inicial.
b) Descrição completa
Na seção da descrição pormenorizada do projeto, deve ser explicado: porque o projeto é relevante, porque o proponente precisa de arrecadar fundos, porque o público deve contribuir, o que o proponente vai fazer com o dinheiro investido pelos backers e o que o público vai receber como recompensa.
O texto deve ser claro, sintético, objetivo e informativo. Não descrever o projeto com informações técnicas, a maioria do público não vai compreender e vai achar a descrição cansativa.
3.3.12. META FINANCEIRA
Definir a meta que pretende ser obtida no financiamento coletivo como sendo o mínimo necessário para a realização do projeto, é fundamental no crowdsourcing.
Deve existir uma base de contactos que sustente esta meta. Quando maior a meta, maior deve ser o número de pessoas engajadas na campanha. Se necessário, expor o orçamento. Explicar ao público porque é necessário o seu investimento e como será investido.
Sendo o objetivo principal de uma campanha a arrecadação de fundos é essencial saber quanto será necessário arrecadar. Torna-se fulcral elaborar um orçamento do projeto, economizando no que for possí-vel, menos na qualidade do produto final. Não colocar uma meta muito alta que ultrapasse a quantidade de dinheiro que é necessária. No orçamento, colocar o valor necessário para o projeto e também a percenta-gem que a plataforma leva sobre os custos de divulgação da campanha, valor que varia de plataforma para plataforma.
É importante ter a lista de orçamento na própria descrição da campanha, com tudo que será necessá-rio para a realização do projeto juntamente com o preço, para que o público saiba porquê que é necessária a quantia total.
3.3.13. DURAÇÃO DA CAMPANHA
A duração da campanha de financiamento coletivo pode variar consoante a plataforma escolhida.
Quanto mais tempo de campanha, mais chances de arrecadar. Algumas plataformas tem um prazo de X dias para dar o dinheiro ao proponente depois de a campanha estar encerrada, por isso ter em consideração um prazo que tenha cabimento no cronograma que irá elaborar.