de Remunerações
Informação sobre a Política de Remunerações dos membros dos órgãos de administração e fiscalização prevista no artigo 450.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho.
Princípios Gerais
1. Processo de definição/revisão da política de remuneração: A preparação (e revisão) da Política de Remu-nerações resulta de um processo participado pelo que integra colaboradores com independência funcional e capacidade técnica adequada, do Departamento de Capital Humano e do Departamento de Legal, tendo sido obtido o parecer das áreas de controlo - Departamento de Compliance (Compliance) e Departamento de Risco, responsáveis de funções de controlo interno. Uma vez concluída a fase de elaboração da Política de Remunerações, a mesma é submetida à Comissão de Nomeações e Remunerações (CNR).
2. Posteriormente, sob proposta da CNR é submetida à aprovação do Conselho de Administração, na parte respeitante à remuneração dos Colaboradores e à aprovação da Assembleia Geral, na parte respeitante à remuneração dos membros do órgão de administração e do órgão de fiscalização e Colaboradores com impacto no perfil de risco.
3. A CNR do Banco foi constituída na Assembleia Geral de 20 de dezembro de 2018, atendendo ao disposto nos artigos 115.º-B e 115.º-H do RGICSF e ao n.º 4 do artigo 7.º do Aviso n.º 3/2020, ao artigo 399.º do Código das Sociedades Comerciais, cujas competências estão previstas no respetivo Regimento. A Comissão de Nomeações e Remunerações é composta por dois pela Presidente do Conselho de Administração Dra. Conceição Lucas, pela Vogal Não Executiva do Conselho de Administração Dra. Cândida Peixoto e pelo Presidente do Conselho Fiscal Dr. Fernando Ferreira Pinto. A periodicidade de reunião mínima é anual, tendo no exercício de 2020 sido realizadas seis reuniões esta Comissão.
4. Elementos que integram a componente variável: Tendo presente o disposto no n.º 3 do artigo 115.º-E do RGICSF– que sujeita o pagamento de pelo menos 50% (cinquenta por cento) da remuneração variável através ações, instrumentos equivalentes ou outros instrumentos financeiros representativos de capital da Instituição – e atendendo ao facto do ATLANTICO Europa não dispor, em carteira, nem ser emitente, até à data, de instrumentos de tal natureza.
Nessa medida, nomeadamente em virtude da sua dimensão, do seu modelo de negócio e do seu estádio de atividade e tendo presentes os aludidos princípios de adequação e proporcionalidade, a remuneração variável a atribuir aos membros executivos do órgão de administração e aos Colaboradores com impacto no perfil de risco da Instituição assenta na respetiva participação nos lucros da Instituição, com obser-vância dos limites previstos na Política de Remunerações e nos Estatutos do Banco, garantindo-se uma harmonização entre os incentivos atribuídos e os interesses a longo prazo da Instituição. O Banco reserva--se, contudo, no direito de, por deliberação do órgão social competente, poder vir futuramente a atribuir parte da remuneração variável em ações ou instrumentos financeiros a emitir pela Instituição, em termos a regular oportunamente, sendo esse o caso.
Remuneração dos Membros Executivos do Órgão de Administração
A avaliação de desempenho individual dos administradores executivos é efetuada pela Assembleia Geral, após apreciação pela Comissão de Nomeações e Remunerações, com base nos Key Performance Indicators (KPIs) aprovados.
2. Os critérios predeterminados para a avaliação de desempenho individual em que se baseia o direito a
uma componente variável da remuneração.
De modo a assegurar o alinhamento da remuneração variável com os interesses de longo prazo da Instituição, a avaliação de desempenho dos membros executivos do Conselho de Administração é efetuada, nos termos da Política de Remunerações, por referência a um quadro plurianual de 3 anos determinada em função da avaliação anual acumulada da sua performance - tendo em conta todos os tipos de riscos atuais ou futuros e bem assim o custo dos fundos próprios e de liquidez necessários - sendo comunicada aos respetivos destinatários previamente ao período a que se reporta.
A atribuição da componente variável da remuneração para os administradores executivos terá por referência, entre os demais fatores aqui previstos e a avaliação dos respetivos KPIs, os seguintes critérios de avaliação, previstos na Política de Avaliação de Desempenho (“PAD”):
ø Concretização de objetivos individuais e institucionais relacionados com a atividade do Banco;
ø Dedicação, qualidade, capacidade de trabalho, conhecimento do negócio e contributo para a imagem e reputação da Instituição;
ø Real crescimento da Instituição;
ø Riqueza efetivamente criada para os acionistas;
ø Implementação de medidas com vista à proteção dos interesses dos clientes e dos investidores; ø Sustentabilidade a longo prazo da instituição;
ø Extensão dos riscos assumidos;
ø Cumprimento das regras aplicáveis à atividade da Instituição.
3. A importância relativa das componentes variáveis e fixas da remuneração, assim como os limites máxi-mos para cada componente.
A componente da remuneração é paga numa base de 14 meses/ano, determinada tendo por base o posi-cionamento competitivo do Banco face ao universo de empresas de referência nacional com características semelhantes a esta instituição. A remuneração fixa anual do conjunto dos Administradores Executivos repre-senta pelo menos 50% da remuneração global anual.
A componente variável da remuneração obedecerá aos limites que forem fixados anualmente pela Assembleia Geral do Banco, não representando uma proporção superior a 50% (cinquenta por cento) da remuneração total, nos termos do RGISGF e da Política de Remuneração do Banco.
A aprovação pela Assembleia Geral de um rácio de remuneração variável superior a 50% (cinquenta por cen-to) da remuneração total anual deverá obedecer aos seguintes procedimentos (desde que essa componente variável não exceda o dobro da componente fixa da remuneração):
ø No momento da convocatória para a Assembleia Geral, deverá ser apresentada à Assembleia Geral uma proposta pormenorizada relativa à aprovação de um nível máximo mais elevado da componente variável da remuneração, o qual deverá indicar o rácio máximo proposto, os fundamentos e o âmbito da proposta, incluindo o número de Colaboradores afetados, as suas funções e a demonstração de que o rácio proposto é compatível com as obrigações prudenciais da Instituição, nomeadamente, manutenção de uma base sólida de fundos próprios;
ø A proposta deverá ser aprovada por maioria de dois terços dos votos emitidos na Assembleia Geral, desde que estejam presentes ou representados acionistas titulares de metade das ações representativas do capital social, ou, caso tal não se verifique, por maioria de três quartos dos votos dos acionistas presentes ou representados; ø Os Colaboradores diretamente afetados pelos níveis máximos mais elevados da componente variável da remuneração não são autorizados a exercer, direta ou indiretamente, quaisquer direitos de voto enquan-to acionistas.
Nos termos do disposto no artigo 35.º n.º 2 dos estatutos do ATLANTICO Europa e do disposto nos números 2 e 3 do artigo 399.º do Código das Sociedades Comerciais, e na Política de Remunerações do Banco, o so-matório da remuneração variável que vier a ser atribuída, em cada ano, ao conjunto dos membros executivos do órgão de administração não pode exceder 20% (vinte por cento) dos lucros distribuíveis do exercício.
4. Informação sobre o diferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do período de diferimento.
Uma proporção correspondente a 50% (cinquenta por cento) da remuneração variável será diferida por um período de 3 (três) anos face ao período a que reporta a atribuição.
5. O modo como o pagamento da remuneração variável está sujeito à continuação do desempenho positivo da instituição ao longo do período de diferimento.
A remuneração variável, incluindo a parte diferida, só será paga se tal for sustentável face à situação finan-ceira do Banco no seu todo e bem assim se se justificar à luz do desempenho da instituição, da unidade de estrutura em causa e do administrador em questão, tendo em conta todos os tipos de riscos atuais e futuros o custo dos fundos próprios e da liquidez necessários.
De igual modo, verificando-se uma regressão no desempenho da Instituição, ou caso o mesmo seja ne-gativo, a remuneração variável poderá ser reduzida, tendo em conta tanto a remuneração atual como as reduções nos desembolsos de montantes auferidos anteriormente, nomeadamente através de regimes de agravamento ou de recuperação e sem prejuízo da aplicação dos princípios gerais da legislação contratual e laboral nacional.
6. Informações sobre os critérios de desempenho nos quais se baseiam os direitos a ações, opções ou as componentes variáveis da remuneração.
Não aplicável.
7. Os principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros benefícios não pecuniários.
A atribuição de uma componente de remuneração variável aos administradores executivos é determinada com base nos resultados da avaliação de desempenho, a realizar nos termos anteriormente descrita, reali-zada num quadro plurianual, em função da avaliação anual acumulada da performance dos administradores executivos, tendo em conta todos os tipos de riscos atuais ou futuros e bem assim o custo dos fundos próprios e de liquidez necessários.
8. A remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e ou de pagamento de prémios e os motivos por que tais prémios e ou participação nos lucros foram concedidos.
A remuneração variável é paga sob a forma de bónus de desempenho e é justificada pelo resultado da avaliação de desempenho de acordo com a Política de Avaliação de Desempenho.
9. As compensações e indemnizações pagas ou devidas a membros do órgão de administração devido à cessação das suas funções durante o exercício.
Relativas ao exercício de 2020 não foram pagas nem são devidos quaisquer tipos de compensações e indemnizações a membros do órgão de administração devido à cessação das suas funções durante este exercício.
Remuneração dos Membros não Executivos do Órgão de Administração
Foi aprovado em Assembleia Geral que, os membros não executivos do Conselho de Administração deverão receber, uma remuneração fixa pelo exercício das respetivas funções, sujeita a todos os descontos e retenções legalmente exigidos. O pagamento da remuneração fixa será efetuado numa base de 12 meses/ano.
Em caso de destituição por justa causa ou de cessação de funções com origem num inadequado desem-penho de funções, não haverá lugar ao pagamento de qualquer compensação ou indemnização, incluindo pagamentos relacionados com a duração de um período de pré-aviso ou cláusula de
Remuneração dos Membros do Órgão de Fiscalização
Foi aprovado em Assembleia Geral que, os membros do Conselho Fiscal, Presidente e Vogais Efetivos, deverão receber, uma remuneração fixa pelo exercício das respetivas funções, sujeita a todos os descontos e retenções legalmente exigidos. O pagamento da remuneração fixa será efetuado numa base de 12 meses/ano.
Remuneração dos Colaboradores
1. Os órgãos competentes da instituição para realizar a avaliação de desempenho individual.
A avaliação de desempenho individual dos Colaboradores (doravante “os Colaboradores”) é efetuada pelo órgão de administração. A avaliação de desempenho dos Titulares de Funções Essenciais e Colaborado-res com impacto perfil de risco do Banco é submetida à apreciação prévia da Comissão de Nomeações e Remunerações.
2. Os critérios predeterminados para a avaliação de desempenho individual em que se baseie o direito a
uma componente variável da remuneração.
A atribuição da componente variável da remuneração dos Colaboradores terá por referência os critérios de avaliação detalhados no respetivo processo de avaliação de desempenho para cada categoria profissional. 3. A importância relativa das componentes variáveis e fixas da remuneração, assim como os limites máxi-mos para cada componente.
A componente da remuneração fixa é estruturada por níveis, tendo em conta o grau de complexidade e o grau de responsabilidade associadas a cada função, sendo determinada pelo Conselho de Administração por referência aos níveis salariais pagos no mercado.
Nos termos do artigo 115.º - F do RGICSF, a componente da remuneração variável da remuneração não pode exceder o valor da componente fixa da remuneração, sendo a mesma determinada em função da avaliação de desempenho do colaborador, tendo em conta todos os tipos de riscos atuais e futuros e o custo dos fundos próprios e de liquidez necessários.
4. O modo como o pagamento da remuneração variável está sujeito à continuação do desempenho positivo da instituição ao longo do período de diferimento.
A remuneração variável, incluindo a parte diferida, só será paga se tal for sustentável face à situação finan-ceira do Banco no seu todo e bem assim se se justificar à luz do desempenho da instituição, da unidade de estrutura em causa e do Colaborador em questão, tendo em conta todos os tipos de riscos atuais e futuros, tendo em conta o custo dos fundos próprios e da liquidez necessários.
De igual modo, verificando-se uma regressão no desempenho da Instituição, ou caso o mesmo seja negativo, a remuneração variável poderá ser reduzida, tendo em conta tanto a remuneração atual como as reduções nos desembolsos de montantes auferidos anteriormente, nomeadamente através de regimes de agravamento ou de recuperação e sem prejuízo da aplicação dos princípios gerais da legislação contratual e laboral nacional. 5. Os critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções e indicação do período de diferimento e do preço de exercício.
Não aplicável.
6. Os principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros benefícios não pecuniários.
A atribuição de uma componente de remuneração variável aos Colaboradores é determinada com base nos resultados da avaliação de desempenho, a realizar nos termos anteriormente descritos, realizada num quadro plurianual de 3 anos, em função da avaliação anual acumulada da performance dos Colaboradores, tendo em conta todos os tipos de riscos atuais ou futuros e bem assim o custo dos fundos próprios e de liquidez necessários.
desempenho assentará única e exclusivamente no desempenho do Colaborador e da sua unidade orgânica – não sendo influenciado pela avaliação de desempenho financeiro da área de negócio em que as funções de controlo são desenvolvidas –, tendo em conta o cumprimento dos objetivos específicos associados às fun-ções exercidas previstos no respetivo processo de avaliação de desempenho, nomeadamente o cumprimento das obrigações legais a que o ATLANTICO Europa se encontra sujeito (“compliance”), de gestão de riscos e de auditoria interna, em conformidade com o disposto no Aviso do Banco de Portugal n.º 3/2020, ajustável face a todos os tipos de riscos, atuais ou futuros e atendendo ao custo dos fundos próprios e de liquidez necessários bem como aos objetivos corporativos alcançados pela Instituição.
Informação, elaborada de acordo com o artigo 47.º do Aviso do Banco de Portugal n.º 3/2020, relativa à remuneração paga pela Instituição no exercício de 2020, e em conformidade com o artigo 115.º-C do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras e o artigo 450.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho.
Membros do Órgão de Administração
1. O montante anual das componentes fixas e variável da remuneração e o número de beneficiários: