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PRÁTICAS PARA UM BOM MODELO DE GORVERNANÇA

No documento Gestão e saúde (páginas 40-42)

Relacionando-se t odos os int eressados na quest ão (st akehol ders), vemos que o modelo propost o deverá abranger algumas especifi cidades import ant es e que nos dão a exat a dimensão da complexidade das unidades em est udo.

De uma maneira genérica, para caract erizar um bom modelo de Governança para empresas de mercado, é necessário que:

Sej am adot ados os procediment os de regulação defi nidos pelos f ormuladores e acordados com o set or, em conf ormidade com seus administ radores;

Sej am priorizados esf orços em busca da t ranspa- rência na gest ão da Governança, em relação às defi ni- ções est rat égicas e das relações com o governo;

Exist a um Conselho de Administ ração indepen- dent e da Diret oria Execut iva, a fi m de permit ir a boa gest ão organizacional;

O principal execut ivo da organização não sej a o President e do Conselho;

A quant idade de Conselheiros ext ernos sej a supe- rior à de Conselheiros oriundos da própria Inst it uição; e O Diret or President e sej a profi ssional especial- ment e cont rat ado e devidament e habilit ado no set or de serviços a que se dedica.

Deverá inexist ir qualquer confl it o de int eresses ent re os component es da Diret oria e do Conselho, mes- mo em suas at ividades ext ernas.

Do pont o de vist a das relações ext ernas com o Gest or Local, é da mesma f orma import ant e que as re- gras de Governança Inst it ucional sej am capazes de es- t ender a sua infl uência à cont rat ualização desenvolvida e que sej am respeit adas as quest ões est rat égicas con-

cernent es a cada Inst it uição, sem as quais as medidas int ernas t ornam-se vazias de int eresse e de result ado prát ico. Ou sej a, de nada adiant a defi nir um modelo de Governança que t enha a preocupação explícit a com boas prát icas, t ransparência, profi ssionalização e responsa- bilidade social, caso a Inst it uição t enha que – para so- breviver – submet er-se a cont rat o que desconsidera suas necessidades e principais caract eríst icas.

O Gest or Local, t endo que regular uma est rut ura de Hospit al Universit ário, às vezes mais complexa que o habit ualment e encont rado em sua própria administ ra- ção, necessit a receber apoio para a adoção de boas prá- t icas de Governança ele próprio, mesmo que em alguns casos j á est ej a em bom caminho com a at uação do Con- selho Municipal de Saúde e out ros inst rument os.

Resumindo, Governança é o conj unt o de prát icas que t em por fi nalidade ot imizar o desempenho de uma organização ao prot eger t odas as part es int eressadas, t ais como fi nanciadores, t rabalhadores, f ornecedores e credores, f acilit ando o acesso ao Invest iment o.

A análise das prát icas de Governança aplicada às polít icas públicas deverá envolver, principalment e: t ransparência, equidade de t rat ament o dos int eressados e prest ação de cont as.

Para os diversos grupos de int eresse, a análi- se dest as prát icas auxilia na decisão de invest iment o/ f orneciment o, pois a governança det ermina o nível e as f ormas de at uação que est es podem t er na Organização, possibilit ando-lhes exercer infl uência no desempenho da mesma e/ ou alcançar seus obj et ivos cient ífi cos ou co- merciais, ou mesmo de campo de t rabalho confi ável.

C A D E R N O S F G V P R O J E T O S : G E S T Ã O E S A Ú D E 2 40 | 41

CONCLUSÃO

O obj et ivo das corporações em aument ar o valor da companhia pela adoção de regras de boa Governança, post o que boas prát icas nesse campo repercut em na redução de seu cust o de capit al, aument ando sua viabilidade no mercado, pode ser pensado para o set or público de saúde como uma base para a análise e garant ia de valor para a socie- dade (nesse caso, represent ada pelos fi nanciadores) em sua decisão de invest iment o.

Para exemplifi car a necessidade dest e j uízo de valor, devemos lembrar que os invest idores fi nanciam companhias suj eit ando-se sempre ao risco de apropriação inde- vida de parcela do lucro do seu invest iment o.

A adoção de boas prát icas de Governança Corporat iva const it ui um conj unt o de mecanismos, at ravés dos quais invest idores, incluindo cont roladores, se prot egem cont ra desvios de at ivos por indivíduos que t êm poder de infl uenciar ou t omar decisões em nome da companhia.

Organizações com um sist ema de Governança que prot ej a t odos os invest idores, e os demais at ores que nelas t enham int eresses, t endem a gerar mais valor, porque os invest idores reconhecem que o ret orno dos seus invest iment os será usuf ruído igual- ment e por t odos.

Da mesma f orma, Inst it uições Públicas de Saúde – como são os de complexos Hospit ais Universit ários – ao adot arem boas prát icas de governança corporat iva como modelo, passam a gerar credibilidade (valor) para a sociedade que nelas invest e e ali busca ret ribuição por seu esf orço fi nanceiro, sej a na f ormação de recursos humanos e no desenvolviment o t ecnológico, sej a na prest ação de serviços resolut ivos, com garan- t ia de acesso e qualidade.

ARTIGO

Contratos de gestão e sistema

No documento Gestão e saúde (páginas 40-42)