4 OS MESTRADOS PROFISSIONAIS COM FOCO EDUCAÇÃO EM
4.2 PROCESSO DE CRIAÇÃO E INSTITUCIONALIZAÇÃO DOS
4.2.2 Pressupostos que orientam a oferta dos cursos
Neste item, trataremos de aspectos, tais como perfil e destinação profissional dos formandos do curso, consensos e dissensos com relação ao desenho curricular, acompanhamento da situação dos egressos com relação à destinação para o mercado de trabalho, entre outros que emergirem a partir da análise das entrevistas.
Dentre os objetivos da oferta do curso do Poleduc/UFC, destacam-se os seguintes:
O principal objetivo do Poleduc é preparar profissionais voltados à gestão de IES, tendo, ademais, os seguintes propósitos: propiciar visão abrangente e sólida acerca da realidade política que envolve a educação superior, no âmbito nacional e internacional; propiciar oportunidades de reflexão e produção de projetos inovadores, e socialmente relevantes; estimular o desenvolvimento da produção científica e da inovação tecnológica, nos campos das políticas públicas e da gestão da educação superior. (www.poleduc.ufc.br. Acesso em: 20 de maio de 2014) Grifos do autor.
No caso do curso do Mpgoa/UFPB, são estes os objetivos:
[...]Tem como foco o estudo dos processos de gestão e aprendizagem em organizações diversas, considerando a imbricação de tais processos como fatores de desenvolvimento social, humano e organizacional, produtividade, competitividade, sustentabilidade e emancipação. Objetiva
formar profissionais – gestores-educadores – para atuação inovadora no planejamento, monitoramento e avaliação em instituições públicas, privadas e do terceiro setor, segundo as perspectivas: sócio-educativa dos sistemas de trabalho; da educação ao longo da vida na organização aprendente; da democracia cognitiva; sociotécnica dos sistemas de trabalho; da melhoria contínua do processo gerencial; da multifuncionalidade (perspectiva holográfica); da gestão democrática; da sociedade e da economia do conhecimento; da transdisciplinaridade; da sustentabilidade social; das redes sociais e comunicacionais. (www.dci.ccsa.ufpb.br/mpgoa. Acesso em: 20 de maio de 2014). Grifos do autor.
No que se refere aos objetivos da oferta do curso de MPE/UFBA, temos entre os principais:
Possibilitar continuidade formativa de docentes atuantes na educação básica; Propiciar experiências que contribuam para a inovação das práticas pedagógicas pela investigação científica e pela incorporação de conhecimentos especializados nas linhas de pesquisa do MPE; [...] Proporcionar a abordagem das problemáticas educativas relacionadas com o currículo e as suas diferentes formas de expressão; Proporcionar a formação e a qualificação de profissionais para intervir nos processos educativos de forma inovadora. (www.mpe.faced.ufba.br. Consultado em 20 de maio de 2014). Grifos do autor.
É importante observar que, nos objetivos identificados para a oferta dos três cursos analisados,todos eles apresentam uma clara vinculação com as temáticas pertinentes ao campo da educação, com destaque para os cursos do Poleduc-UFC e do MPE-UFBA. Além disso, um termo chama a atenção na definição dos objetivos e que grifamos em função de sua repetição. Trata-se do termo inovação, que parece ser o elemento agregador da intenção de oferecer os cursos analisados, sejam eles voltados para prática pedagógica em espaços escolares ou não-escolares ou no campo da gestão. O discurso da inovação dos processos de trabalho é um dos elementos mais fortemente presentes nos documentos produzidos pela Capes para orientar a criação dos mestrados profissionais, entendido como possibilidade de melhorar a competitividade e a produtividade das empresas e das instituições brasileiras públicas e privadas. Parece que essa aproximação no nível do discurso se evidencia apesar das
resistências dos profissionais da área da educação à criação dos mestrados profissionais verificadas ao longo do tempo.
Portanto, marcado por um discurso em que a inovação se torna o foco do novo desenho institucional para a pós-graduação stricto sensu, exemplificado de forma mais efetiva por meio da criação dos mestrados profissionais, este traz à tona, agora com uma nova ênfase, como nos diz Saviani (2011), a importância da formação técnica como fundamento para alimentar a inovação, a produtividade e a competitividade do mercado brasileiro frente ao mercado global (Dale, 2004).
Com relação ao perfil do profissional a ser formado, também se podem evidenciar diferenças importantes com relação aos três cursos. No caso do Mpgoa/UFPB, para a gestão do que denominam “organizações aprendentes” e no caso do Poleduc/UFC, para a gestão de instituições de educação superior, estes afirmam atendertantoàs instituições públicas quanto às privadas, a partir da interseção entre o campo da educação e da gestão, com o foco na formação de profissionais com os seguintes perfis, respectivamente:
O egresso deste mestrado deverá corporificar visões, capacidades e competências, necessárias à efetividade educacional-organizacional em instituições dos setores público, privado e do chamado terceiro setor (www.dci.ccsa.ufpb.br/mpgoa. Acesso em: 30 de abril de 2014)
Propõe-se a preparar profissionais de visão, criativos e eficientes, dotando-lhes das teorias e ferramentas necessárias à gestão universitária. (www.poleduc.ufc.br. Acesso em: 20 de maio de 2014)
No caso da UFBA, o atendimento é voltado para a formação de profissionais que atuam nas redes públicas de ensino, conforme expresso nos termos abaixo:
Esta proposta tem por finalidade formar profissionais da educação, capazes de compreender processos complexos do cotidiano escolar, assim como de intervir e atuar no desenvolvimento de planos de ação, projetos e programas inovadores voltados para a qualidade dos sistemas de ensino, escolas e organizações encarregadas de processos de
formação humana. (www.mpe.faced.ufba.br. Acesso em: 20 de maio de 2014)
A informação sobre os objetivos dos cursos e o perfil profissional que constam dos sites institucionais dos programas da UFPB e da UFC se aproxima bastante do campo da gestão e incorporam termos inerentes a esse campo na contemporaneidade, tais como “[...] desenvolvimento de competências profissionais; produção de projetos inovadores; desenvolvimento da produção científica e da inovação tecnológica, nos campos das políticas públicas e da gestão da educação superior” (Poleduc-UFC); “[...] desenvolvimento social, humano e organizacional, produtividade, competitividade, sustentabilidade e emancipação; melhoria contínua do processo gerencial; da sustentabilidade social (Mpgoa-UFPB)
Mais uma vez o termo inovação é contemplado no que se refere ao perfil dos egressos. Esse é um termo que aparece com frequência nas orientações legais que regulam a oferta dos cursos, pois o que se espera desses cursos é que atendam à necessidade de transferência de conhecimentos inovadores para a sociedade, respondendo às demandas específicas e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou local, conforme prevê a legislação em vigor (CAPES, 2009).
Além disso, também se espera desses cursos que favoreçam a integração entre a formação profissional e as organizações produtivas de naturezas diversas, com o intuito de melhorar o desempenho e agregar competitividade às organizações públicas e privadas, elemento que se constitui na base de sua sustentabilidade por meio do autofinanciamento dos cursos, aspecto que será tratado no próximo item.
Esse discurso deixa evidente a expectativa de que os mestrados profissionais desenhem um novo percurso institucional, saindo de uma dimensão acadêmica voltada para a formação de pesquisadores e professores da educação superior, para uma dimensão de mercado, pautado agora numa vinculação direta com as necessidades das empresas para ampliar suas condições de competitividade e inserção no mercado global. É um aspecto que se tornou o elemento central dos argumentos contrários à oferta desse tipo de curso expressos pelos coletivos da área da educação.
Com relação aos aspectos que sustentam a oferta dos cursos, ao buscar aprofundar a discussão sobre o perfil dos profissionais a serem formados pelos cursos e sobre a sua destinação profissional em comparação com o que é realizado pelos mestrados acadêmicos, por meio das entrevistas com os coordenadores e professores atuantes nos programas, os depoimentos dos sujeitos trouxeram novos aspectos que merecem ser tratados, especialmente quando se trata do perfil do ingressante e não apenas do egresso, conforme segue.
Segundo os profissionais que atuam no Poleduc-UFC, a perspectiva com relação ao ingressante que encontramos foi de que
O perfil do aluno do Poleduc se diferencia do aluno do mestrado e do doutorado acadêmico na quantidade de horas destinadas a formação. O nosso aluno exerce uma profissão. É um profissional que já está assentado no mercado de trabalho, tem uma carga horária diária e não pode participar como um aluno meu do mestrado acadêmico que tem a possibilidade de estar vinculado a uma pesquisa minha. [...] Esse aluno do Poleduc sofre uma restrição com relação ao tempo destinado a sua formação. [...] Fica comprometida a sua participação em grupo de pesquisa, comprometida a execução de pesquisa científica, a participação em outras atividades além da sala de aula e da orientação. (Coordenador do Poleduc-UFC)
No início eu via com restrições essa questão dos mestrados profissionais. Por que eu achava que a gente devia priorizar mesmo os mestrados acadêmicos [...]. Mas os mestrados profissionais foram surgindo e aqui e acolá você encontra um aluno do mestrado profissional que está trabalhando bem ou mais até que um do mestrado acadêmico. [...] Hoje eu tenho menos restrições, mas continuo achando que o acadêmico deve ser priorizado. Eu também atuo no mestrado acadêmico de economia que é a minha prioridade e eu tenho alunos que tem dedicação exclusiva ao curso. Já no profissional eu trabalho algumas horas por dia e é outro ritmo. (Professor do Poleduc-UFC)
Esse tipo de afirmação se repete entre os profissionais dos outros programas analisados, conforme se pode ver na sequência. No caso do Mpgoa-UFPB, encontramos os seguintes depoimentos:
Nós somos impelidos a fazer um curso um pouco mais flexível do que o nosso mestrado acadêmico. No nosso mestrado acadêmico a gente aplica prova, a gente exige artigo, tem
disciplinas de outras áreas, como, por exemplo, estatística, e isso se reflete também na orientação. No mestrado profissional dado o regime de trabalho do aluno, dada as características das disciplinas que são concentradas, a gente é impelido a fazer diferente ao ver que nosso sistema acadêmico não vai dar certo. (Professora do Mpgoa/UFPB)
No caso do PME-UFPA, essa perspectiva também se evidencia, conforme se pode perceber a seguir:
A formação inicial não garante a formação específica [...] e aí você vai conseguir essa formação na pós. O mestrado profissional vem nesse sentido, ser algo melhor que uma pós
lato sensu, de qualidade duvidosa. [...] Mas nesse caso aqui
que é um curso de educação mesmo, o objetivo é melhorar a atuação desse profissional, pois a gente sabe que uma formação inicial ela é boa, ela abre a cabeça, mas o mestrado faz com que você reflita um pouco mais. Que você busque, que tenha outras atitudes, mesmo já sendo um profissional; para que venha a ter uma atitude de pesquisa, de análise, de reflexão. De buscar e de melhorar um pouco o que você esta se propondo a fazer. (Professora do MPE-UFBA)
Os aspectos identificados acima são significativos e demonstram o quanto ainda é preciso discutir para que se tenha mais clareza sobre o significado e o papel dos mestrados profissionais. De um lado, aparece uma percepção de que o perfil do ingressante é diferenciado, de que esse aluno tem dificuldades de acompanhamento do trabalho que está sendo realizado em função de sua falta de tempo para participar das atividades do curso, situação que seria decorrência de sua condição de profissional já inserido no mercado de trabalho. Por outro, parece que se confirma no discurso dos sujeitos que esse é um curso de menor exigência, ou de menor qualidade em função de tal perfil.
Nesse sentido, talvez o problema não esteja nos alunos ingressantes, mas na própria dificuldade que professores que atuam nessa modalidade de ensino para construir práticas com relação a uma formação mais voltada para a intervenção no mundo do trabalho, na atuação profissional.
Essa dificuldade aparece novamente no discurso da grande maioria dos professores entrevistados quando questionados sobre o desenho curricular do curso, sobre a formação promovida pelo mestrado e sobre a destinação profissional dos alunos, conforme se pode observar a seguir:
Nos trabalhos deles, embora se pautem em uma pragmática, de onde eles trabalham e que eles querem avaliar, mas eu não vejo algo que eles queiram apresentar como proposta. Que eles tragam: eu vou apresentar isso aqui para melhorar isto. [...] São muito mais no formato de tentar compreender aquilo ali e trabalhar em cima daquilo ali. Mas no meu entender eles deveriam trazer esse olhar para melhorar a realidade. Então eu estou achando que esses dois mestrados são muito parecidos [...]. O que estou colocando é que esse projeto não é sobre uma coisa que tenha aplicabilidade em termos de melhoria da qualidade de alguma coisa. [...] (Professora do Poleduc-UFC)
Sentimos bastantes dificuldades, pois tem duas questões diferentes. A maior parte dos professores vem do mestrado acadêmico e, além disso, de áreas diferentes. A gente tem muita dificuldade [...] de fazer essas pontes entre o mestrado profissional e o mestrado acadêmico. A gente teve dificuldade com o perfil do aluno, com o sistema de aula um pouco mais concentrada. Os alunos tiveram dificuldades com algumas metodologias e com professores que queriam ser mais rigorosos. Alguns professores não aguentaram e saíram do curso por essa questão específica de dizer que o nível dos alunos era diferente. Hoje o grupo da administração é menor do que o da educação muito em função disso, por que a gente teve essa dificuldade de adaptação e muitos saíram do curso [...]. (Professora do Mpgoa-UFPB)
[...] A gente pensa com a cabeça acadêmica. Isso eu tenho falada muito no colegiado. [...] Por que a gente pensa como acadêmico, a gente conhece o mundo acadêmico e se a gente faz isso como é que a gente pode eficientemente trabalhar com propostas voltadas para a necessidade do mercado. [...] Qual é finalmente o objetivo do mestrado profissional? Oferecer condições teóricas ou reflexivas para que o aluno possa através dessa reflexão teórica conciliar com seu problema prático e dar uma solução a ele? [...] A teoria deve servir para isso [...] Mas a gente também muitas vezes não pode fazer, ou não sabe fazer direito. [...] É ai que entra muitas vezes a incompatibilidade dos docentes para atender as necessidades do mercado. Por que muitas vezes você é um teórico e não é um especialista. (Coordenadora do Mpgoa-UFPB)
Eu me surpreendi com professores que estavam cobrando textos dos alunos, resenhas de textos, artigos, e que são instrumentos que nós estamos mais habituados a recorrer no mestrado acadêmico. Então, eu falei que não iria trabalhar assim, mas com alguma coisa que tivesse mais relação com intervenção. E aí fizemos um pouco essa discussão [...] como nós não tínhamos muita unidade sobre o que deveria ser precisamente o mestrado profissional nós partimos de um
embrião e com a idéia de aperfeiçoar isso na caminhada. (Coordenador do PPGE no período de criação do MPE-UFBA e atual professor MPE-UFBA)
Os depoimentos dos professores indicados acima apresentam uma convergência com relação às dificuldades encontradas para dar conta da formação dos estudantes que ingressam no mestrado profissional. Esse é um aspecto que nos chamou a atenção ao longo das entrevistas, pois revela uma dificuldade dos programas em compreender a própria identidade dos mestrados profissionais, o que foi verificado tanto no programa cujo objeto está diretamente voltado para o campo da educação, quanto naqueles cujos objetos são interdisciplinares com forte mediação com o campo da administração.
Além do aspecto indicado acima, também chama a atenção a informação dada pela professora que atua no Mpgoa-UFPB de que alguns professores da área da administração deixaram de participar do curso tendo em vista que os estudantes não atendiam às exigências feitas por eles durante os processos formativos e que esse número aumentou com relação aos professores da área da educação, o que pode levar a possibilidades de explicação diversas para o fenômeno. Nesse sentido, podemos supor que talvez os professores da área da educação, por terem como objeto de sua atuação os processos de ensino-aprendizagem que exige dos docentes uma maior reflexão sobre as questões pertinentes a esses processos, possam estar tendo maior sucesso junto aos estudantes, ou talvez essa área tenha flexibilizado e reduzido o nível de exigência a ser atendida no processo de formação. Ambas as possibilidades exige maiores investigações para que se possa chegar a conclusões mais precisas.
Quanto à capacidade do mestrado profissional para preparar ou ampliar as oportunidades dos estudantes no mercado de trabalho, conforme propõe a Capes, encontramos concordância entre todos os professores entrevistados, principalmente tendo em vista que os cursos atendem a um público de profissionais já atuantes no mercado de trabalho, como se pode observar nas afirmações que seguem:
Eu vejo como um atendimento integral a esse princípio, ou a essa orientação da Capes. O nosso aluno tem um perfil muito diferente do aluno que está no mestrado acadêmico. Aqui nós
temos pessoas com mais experiência; com mais tempo de atuação em uma profissão, em uma área específica na qual está vinculado o mestrado e com algumas lacunas que nosso aluno do mestrado acadêmico não tem, dentre as quais: o uso do método científico, a experiência com pesquisa. (Coordenador do Poleduc-UFC)
Bem, eu acho que se pode falar isso de modo ampliado pegando os mestrados profissionais em todas as áreas de conhecimento e a gente pode pegar isso recortado para o campo da educação. No campo da educação, no nosso caso, nós estamos trabalhando com gente que está inserido no mercado de trabalho. Nós não estamos preparando o sujeito para aumentar a sua empregabilidade ou aumentar as suas possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Mas eu não tenho a menor dúvida de que isso vai possibilitar a melhoria dos processos administrativos, pedagógicos e financeiros dentro da escola.(Coordenador do PPGE no período de criação do MPE-UFBA e atual professor MPE- UFBA)
A nossa proposta é uma proposta de inovação em dois sentidos. Ela oferece uma parte a distância, através do sistema
moodle, e ela abre vagas para as instituições sociais, o que a
gente chama de demanda social e essa demanda inclui, gestores de ONG, gestores de movimentos sociais, pessoas que trabalham em organizações sociais de uma forma geral. Agora, qual é a nossa exigência: que seja gestor para poder atender as características do curso, já que o curso se chama Gestão em Organizações Aprendentes. A exigência é que seja exatamente aquele que ocupa um cargo de gestor. (Coordenadora do MPGOA-UFPB)
Como se pode perceber nos três Programas analisados, coloca-se a exigência da vinculação profissional para o ingresso nos cursos seja ela a uma rede pública de ensino, no caso do MPE-UFBA, ou a alguma instituição social em que o ingressante atue como gestor, no caso do Mpgoa-UFPB, ou ainda que atue em IES, no caso do Poleduc-UFC. Talvez essa exigência tenha uma relação direta com a necessidade que os Programas têm de estabelecer convênios com instituições parceiras para que os recursos possam ser repassados e, assim, garantir a sua sustentabilidade, o que não poderia ser feito mediante a cobrança individual dos alunos.
Apesar desse critério, os candidatos ao Poleduc e ao Mpgoa podem se inscrever individualmente no processo seletivo, mas, caso sejam aprovados, só
poderão se matricular mediante a assinatura de convênio entre a instituição a que o candidato está vinculado e o Programa para que seja feito o repasse do valor correspondente às mensalidades, conforme está previsto nos editais do processo seletivo dos programas em questão, discussão que será retomada a seguir quando tratamos da gestão do curso.
Frente aos elementos expostos anteriormente, e considerando os problemas sinalizados pelos sujeitos entrevistados, quais são as principais dificuldades encontrados no dia a dia para a implementação dos cursos? Tratamos desses aspectos a seguir.