CAPÍTULO 3 - AUTODISCIPLINA MORAL NA INTERNET
3.1 Primeiras linhas sobre a autodisciplina na Internet
A autodisciplina, que de uma maneira geral enquadra-se na compreensão da questão moral, enquanto um modo de exteriorização das suas diretivas, se faz presente em certos grupos sociais com algum grau relevante de autonomia, os quais não serão controlados de forma plena e efetiva pelo Estado, principalmente se este tentar forçar a prevalência de instituições por vezes ultrapassadas. O autorregramento se consolida no estabelecimento de regras de conduta correta que deverão prevalecer naquele grupo social, sob pena de sanção.
No entender de Nader (2001, p. 46-47), a moral é uma espécie de instrumento de controle da sociedade e as suas regras se impõem, de maneira fundamental, dentro da consciência. Explica Chauí (2005, p. 306):
o senso moral e a consciência moral referem-se a valores (justiça, honradez, espírito de sacrifício, integridade, generosidade), a sentimentos provocados pelos valores (admiração, vergonha, culpa, remorso, contentamento, cólera, amor, dúvida, medo) e as decisões que conduzem a ações com conseqüências [sic] para nós e para os outros. Embora os conteúdos dos valores variem, podemos notar que estão referidos a um valor mais profundo, mesmo que apenas subentendido: o bom ou o bem. [...] o senso e a consciência morais têm como pressuposto fundamental a idéia [sic] de liberdade do agente.
Há um certo conteúdo autodisciplinar em qualquer grupo formado por pessoas, por ser impossível adotar a sanção como única solução possível para questões conflituosas, ou seja, as regras consideradas adequadas para a conduta humana devem ser respeitadas pela maioria dos que compõem o grupo social para que sejam efetivas e, por consequência, passem a ser reconhecidas como válidas. Ao que parece, nos grupos sociais formados com menos
29 Sob o aspecto metodológico, predomina a utilização de um estudo comparativo do material levantado até o momento na pesquisa, além da observação de casos concretos que se mostram como tendências comportamentais no ciberespaço (tópico 3.6). No que tange à bibliografia utilizada, foram levantadas as menções feitas pelos pesquisadores do direito eletrônico a respeito da autodisciplina na Internet e, para um estudo aprofundado, foram buscadas obras que consideraram sobre a formação de ordens sociais autônomas liberalistas em contraponto ao usual crescimento de intervenção estatal, notadamente: Direito, Legislação e Liberdade, de Friedrich Hayek, e Autoridade e o Indivíduo, de Bertrand Russel. Afinal, o principal argumento de validade pela prevalência da autodisciplina é justamente a necessidade de que seja garantida a maior liberdade e autonomia ao indivíduo.
coesão social a tendência é que as regras estabelecidas sejam mais respeitadas, conforme explica Russel (2005, p. 23):
o mecanismo original da coesão social, como ainda pode ser encontrado entre as raças mais primitivas, foi um que operou através da psicologia individual sem a necessidade de qualquer coisa, que pode ser chamado de governo. Houve, sem dúvida, os costumes tribais que todos tinham que obedecer, mas deve-se supor que não havia impulso à desobediência destes costumes e nenhuma necessidade de magistrados ou policiais para aplicá-las.
(tradução nossa).30
Na esfera física da vida social em que um número considerável de habitantes convive no território de uma nação, a qual é governada pelos representantes do Estado, predomina o respeito às leis estabelecidas em nome desta convivência social, sendo que o descumprimento delas por uma minoria faz com que a coação seja utilizada - mas se toda a população do território não reconhecer a lei posta como legítima, torna-se impossível para o Estado obrigá-la. A respeito do poder do Estado sobre o indivíduo, entende Russel (2005, p. 28-29):
desde o século quinze até o tempo presente o poder do Estado com relação ao indivíduo tem continuamente aumentado, no início principalmente como um resultado da invenção da pólvora. Assim como, nos dias anteriores de anarquia, os homens mais pensativos adoraram o Direito, então durante o período de aumento do poder estatal houve uma tendência crescente a se adorar a liberdade. Os séculos dezoito e dezenove foram em um nível memorável o sucesso do aumento de poder do Estado para o que seria necessário na preservação da ordem, e deixando apesar disso, uma grande medida de liberdade para os cidadãos que não pertenciam às baixas camadas sociais. O impulso em direção à liberdade no entanto parece agora ter perdido muito de sua força entre os reformadores; isso foi substituído pelo amor à igualdade que foi largamente estimulada pelo crescimento do poder dos novos magnatas da indústria sem a tradicional vocação à superioridade, e a existência de uma guerra total (Primeira Guerra Mundial) persuadiu quase todos que um sistema social mais unido e coeso é mais forçoso do que aquele que satisfazia aos nossos avós. (tradução e inserção nossas).31
30 No original: "The original mechanism of social cohesion, as it is still to be found among the most primitive races, was one which operated through individual psychology without the need of anything that could be called government. There were, no doubt, tribal customs which all had to obey, but one must suppose that there was no impulse to disobedience of these customs and no need of magistrates or policemen to enforce them".
31 No original: "From the fifteenth century to the present time the power of the State as against the individual has been continually increasing, at first mainly as a result of the invention of gunpowder. Just as, in the earlier days of anarchy, the most thoughtful men worshipped law, so during the period of increasing State power there was a growing tendency to worship liberty. The eighteenth and nineteenth centuries had a remarkable degree of success in increasing State power to what was necessary for the preservation of order, and leaving inspite of it a great measure of freedom to those citizens who did not belong to the lowest social grades. The impulse towards liberty, however, seems now to have lost much of its force among reformers; it has been replaced by the love of equality, which has been largely stimulated by the rise to affluence and power of new industrial magnates without any traditional claim to superiority. And the exigencies of total war have persuaded almost everybody that a much tighter social system is necessary than that which contented our grandfathers".
Logo, na vida social como um todo, o autorregramento se faz presente pela boa ação da maioria das pessoas, ainda que o estabelecimento das regras do corpo social seja predominantemente transferido ao ente estatal; enquanto numa ordem social autônoma em que predomine de fato a autodisciplina as regras são estabelecidas pelos próprios agentes envolvidos e posteriormente convalidadas pelo Estado, o que se mostra necessário porque nenhuma ordem social pode ser tão autônoma a ponto das atitudes tomadas em seu âmbito não atingirem a sociedade como um todo e é função do Estado preservá-la.
O que difere a ordem estatal de uma ordem social autônoma é o processo de formação, não sendo possível olvidar que uma ordem pode interferir na outra, como expõe Hayek (1998, p. 37) ao diferenciá-las:
existem diversos termos disponíveis para descrever cada tipo de ordem. A ordem feita que nós já temos referido como uma ordem exógena ou um arranjo pode novamente ser descrita como uma construção, uma ordem artificial ou, especialmente onde nós temos que lidar com uma ordem social dirigida, como uma organização. A ordem crescente, de outro lado, que nós temos referido enquanto uma ordem autogerada ou endógena, é em Inglês mais convenientemente descrita como uma ordem espontânea. A Grécia Clássica foi mais afortunada em possuir distintas palavras específicas para dois tipos de ordens, nomeadamente taxis para uma ordem feita, assim como, por exemplo, uma ordem de batalha, e kosmos para uma ordem crescente, significando originalmente "uma ordem de direito em um estado ou em uma comunidade". [...]
Não seria exagero dizer que a teoria social começa com a - e tem objeto apenas por causa da - descoberta de que existem estruturas ordenadas que são produto de ação de muitos homens mas não são resultado do desejo humano. Em alguns campos isso é agora aceito universalmente. Embora exista um tempo quando homens acreditavam que até mesmo linguagem e morais foram inventadas por alguns gênios do passado, todos reconhecem agora que eles são os resultados de um processo de evolução cujos resultados ninguém previu ou desejou. Mas em outros campos muitas pessoas ainda tratam com suspeita a alegação de que os padrões de interação de muitos homens pode mostrar uma ordem que é de tomada deliberada de ninguém; [...]. (tradução nossa).32
32 No original: "There are several terms available for describing each kind of order. The made order which we have already referred to as an exogenous order or an arrangement may again be described as a construction, an artificial order or, especially where we have to deal with a directed social order, as an organization. The grown order, on the other hand, which we have referred to as a self-generating or endogenous order, is in English most conveniently described as a spontaneous order. Classical Greek was more fortunate in possessing distinct single words for the two kinds of order, namely taxis for a made order, such as, for example, an order of battle, and kosmos for a grown order, meaning originally 'a right order in a state or a community'. [...]
It would be no exaggeration to say that social theory begins with-and has an object only because of-the discovery that there exist orderly structures which are the product of the action of many men but are not the result of human design. In some fields this is now universally accepted. Although there was a time when men believed that even language and morals had been 'invented' by some genius of the past, everybody recognizes now that they are the outcome of a process of evolution whose results nobody foresaw or designed. But in other fields many people still treat with suspicion the claim that the patterns of interaction of many men can show an order that is of nobody's deliberate making; [...]".
A Internet desponta como o espaço para a formação de um grupo social autônomo, integrado pelos internautas, os quais estabelecem entre si regras de conduta numa velocidade muito superior à aptidão legislativa estatal, sendo que estas, ao menos de maneira geral, valem não só para os usuários de um determinado território, mas para todos aqueles que participam do grupo, já que a Internet é uma rede difusa e global. Sabendo disso, o participante da comunidade virtual já se acostumou com a maior liberdade a ele conferida, mais do que isso, alterou seu modo de vida para adequá-lo à era da informatização. Embora o caráter liberalista da rede mundial de computadores seja evidente, em nenhum momento se descartou que também nela seria necessário o respeito aos preceitos éticos.
O indivíduo adquire cada vez maior importância na rede mundial de computadores, notadamente porque se encontra lado a lado a uma vasta gama de outros indivíduos. Neste sentido, Howe (2006) descreve crowdsoursing, uma tendência originária da rede mundial de computadores que evidencia o empodeiramento das multidões. Algo que antes somente poderia ser feito por profissionais torna-se passível de realização por internautas, por exemplo, comediantes profissionais não são tão necessários quando é possível promover um programa de TV baseado apenas em vídeos gratuitamente produzidos e enviados pelos internautas, ou então tendências que antes somente eram levantadas por especialistas podem ser detectadas mediante contribuição de uma massa de internautas. Considerado o barateamento de custos, muitas são as empresas que estão aderindo à prática. (HOWE, 2006).
A vantagem é a visualização do indivíduo que possui acesso à Internet como um potencial colaborador para empresas de todo o país, mas a desvantagem é a possível manipulação desta massa unicamente visando a ampliação de lucros e não uma melhora na autonomia individual.
Segundo Dupas (2000, p. 90), a sociedade pós-moderna tem como marco o niilismo, ou seja, o fenômeno espiritual ligado à morte de Deus, já previsto por Nietzsche, e por isso demanda por novos valores, por uma nova busca axiológica, mas para formular uma Nova Ética é preciso voltar aos primeiros princípios, sem os quais nenhuma Ética é possível. Assim, como entende Dupas (2000, p. 88), as sociedades pós-modernas têm se libertado das amarras dos valores de referência, mas ao mesmo tempo a demanda por Ética e preceitos morais é crescente. Para Dupas (2000, p. 92), a Nova Ética deverá ser uma ética razoável, conciliando valores e interesses, embora devam ser obedecidas certas normas éticas fundamentais.
Neste sentido tem se firmado uma Ética na Internet: com muitas questões novas e polêmicas, mas com um preocupação crescente em não deixar de lado os preceitos éticos consagrados para o estabelecimento das regras de conduta em seu âmbito, isto é, na formação do conteúdo autodisciplinar. Afinal, acima de tudo, a rede não pode ser vista como alheia à
sociedade, já que as atitudes nela praticadas produzem relevantes reflexos no plano físico da sociedade, inclusive por vezes com um efeito potencializador.
Sobre o estudo da ética na computação, aponta Masiero (2004, p. 18):
os computadores estão tão presentes em nossa sociedade que sua importância é inquestionável. Eles estão mudando nossa forma de estudar, trabalhar, divertir e comunicar. O estudo da ética na área de computação é o estudo das questões éticas que aparecem como conseqüência [sic] do desenvolvimento e uso dos computadores e da tecnologia da computação.
Envolve identificar e divulgar as questões e problemas que fazem parte de seu escopo, aumentando o conhecimento da dimensão ética de uma situação particular. Envolve também abordar essas questões e problemas visando avançar nosso conhecimento e entendimento deles, bem como sugerir soluções sábias.
Defende o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais (2007, p. 07-10) que, assim como ocorre em outros meios de comunicação, a pessoa e a comunidade de indivíduos são centrais para avaliar uma ética na Internet, sendo que o princípio ético fundamental que deve guiar a utilização da rede é o de que a pessoa e a comunidade são a finalidade e a medida do uso dos meios de comunicação social; assim, o uso das novas tecnologias de informação e da Internet deverá ser ponderado e orientado por um compromisso voltado à prática da solidariedade e ao serviço do bem comum, promovendo a justiça, a paz e o amor.
Em um primeiro momento, a Moral irá nortear a ação do próprio usuário, que deixará de tomar certas atitudes porque, no seu íntimo, entende que contrariam a ética. "Poder-se-ia dizer que a pessoa é a medida da individualidade, pois quando um indivíduo se coloca perante o outro, respeitando-se reciprocamente, ambos se põem como pessoas" (REALE, 2002, p.
279). É nessa relação de respeito recíproco que se mostra presente o agir moral na Internet, ou seja, o respeito às leis éticas independentemente da existência de uma norma jurídica e da coação. Entretanto, no caso de um agente que não consiga controlar suas inclinações e aja de maneira contrária à moral, os usuários da rede irão lhe aplicar uma sanção, não necessariamente pré-estabelecida, mas que sempre possuirá um cunho repressivo. Justamente, na aplicação das regras morais entre os usuários independentemente de uma legislação específica prévia, ou seja, na elaboração de diretivas de ação pelos internautas que compõem o grupo social, se faz presente a autodisciplina enquanto um modo de regulamentação de conflitos prevalente no ciberespaço.
Assim, a possibilidade de ação dos usuários da Internet regulamentando as situações que nela ocorrem, aplicando sanções e denunciando violações é chamada pela doutrina de autorregulamentação, que pode ser conceituada como o rol de condutas dos usuários do
ciberespaço apto para determinar as suas ações no uso da rede mundial de computadores com o fim de estabelecer um agir ético unitário e sancionar aqueles que não o obedeçam.
No entender de Paesani (2006, p. 19), a adequação da sociedade a uma autorregulamentação é um desafio atual, bem como o exercício da liberdade responsável sem os excessos da intervenção estatal. A autora defende a autorregulamentação porque ela traz uma possibilidade de uniformização de condutas sem prejuízo do caráter liberalista da rede.
Nessa linha, explica Paesani (2006, p. 37):
das novas situações criadas, podem surgir contrastes de difícil composição entre os diversos sistemas de leis dos países interessados. O recurso direcionado à autodisciplina permitiria manter a liberdade da rede e, ao mesmo tempo, disciplinar toda forma de comportamento mantida na Internet por operadores e usuários.
Ainda neste sentido, reforça Lévy (2003, p. 186) que uma das facetas da democracia eletrônica consiste em encorajar a expressão e a elaboração dos problemas da cidade virtual pelos cidadãos, a auto-organização das comunidades eletrônicas locais e a participação nas deliberações por parte dos grupos diretamente afetados pelas decisões no ciberespaço.
Vale lembrar que "a chave para manejar as consequência éticas e morais da tecnologia enquanto a alimentação da economia cresce é regular o uso da tecnologia sem banir ou restringir a sua criação"33 (tradução nossa) (ABELSON; LEDEEN; LEWIS, 2008, p. 14). Por isso, a autodisciplina na Internet surge como uma alternativa de qualidade para a solução dos conflitos no ciberespaço sem que se perca nos seus caracteres fundantes, de forte cunho liberal e democrático.
Há que se fazer uma observação final a respeito do conteúdo autodisciplinar: embora ele envolva predominantemente, e de forma mais relevante para este estudo, a previsão pelo grupo social de regras que se aproximam da Moral, também podem ser por ele abarcadas regras costumeiras, ou seja, de etiqueta - neste caso, a violação de um preceito de etiqueta é menos importante que o desrespeito a um preceito moral, não havendo a relação de compatibilidade com o Direito que autoriza a ponderação de direitos fundamentais caso a violação seja levada ao Poder Judiciário, diante da irrelevância do bem jurídico.
A soma das regras da autodisciplina na Internet, das que se aproximam mais da Moral e das que se correlacionam à etiqueta social, tem recebido o nome de netiqueta, inclusive sendo comum a divulgação de diversos códigos de ética para determinados grupos e cartilhas com diretrizes gerais para o agir ético no ciberespaço.
33 No original: "The key to managing the ethical and moral consequences of technology while nourishing economic growth is to regulate the use of technology without banning or restricting its creation."
A Wikipédia, que constitui uma espécie de enciclopédia livre eletrônica, diariamente atualizada pelos próprios usuários da Internet, traz uma página específica abordando o que seria a netiqueta e qual o seu conteúdo, destacando que se tratam de regras criadas paulatinamente pelos próprios usuários, buscando uniformizar a conduta desses na Internet, tanto sob o aspecto da moral, quanto sob o aspecto dos costumes.
Netiqueta é uma etiqueta que se recomenda observar na Internet. A palavra pode ser considerada como uma gíria, decorrente da fusão de duas palavras:
o termo inglês net (que significa "rede") e o termo "etiqueta" (conjunto de normas de conduta sociais). Trata-se de um conjunto de recomendações para evitar mal-entendidos em comunicações via Internet, especialmente em e-mails, chats, listas de discussão, etc. Serve, também, para regrar condutas em situações específicas [...] Estas regras de etiqueta aplicadas à Internet não são oficiais, nem estão documentadas em nenhum lugar. (WIKIPÉDIA, 2012b).34
Por exemplo, não criar uma página ofensiva a outrem na rede é uma atitude moral, por exteriorizar o valor do respeito ao próximo, relevante a ponto de ser um dever jurídico, posto que a honra é um bem jurídico relevante; já não utilizar apenas letras maiúsculas para se comunicar e não abusar dos recursos gráficos são regras de etiqueta, posto que o incômodo proporcionado não afeta gravemente aquele que recebe a mensagem, embora possa ser inconveniente e até mesmo soar agressivo, o que é insuficiente para atingir um bem jurídico relevante e permitir a intervenção subsidiária do Direito pela normativa constitucional.
As afirmações de que a autodisciplina despontou como uma tendência na rede mundial de computadores existem, mas ainda não se sabe ao certo como propiciar que o conteúdo autodisciplinar seja cada vez mais condizente com os preceitos éticos consolidados em sociedade e, com isso, cumprido de uma forma crescente, questões que serão estudadas daqui em diante, não sem antes compreender as justificativas e a validade desta tendência.