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MALEFICIÊNCIA

O pesquisador tem o dever de não causar mal e/ou danosao indivíduo.

PRINCÍPIO DA

BENEFICÊNCIA

o pesquisador deve contribuir para o bem-estar dos indi- víduos, avaliando a utilidade de seus atos, e pesando os riscos e custos.

PRINCÍPIO DO

RESPEITO À

AUTONOMIA

O pesquisador deve atuar no sentido de preservar os direi- tos fundamentais do homem, principalmente seu direito a ter seus pontos de vista, opiniões e convicções.

PRINCÍPIO DA

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Na defesa destes princípios devem ser incluídas todas as pessoas que possam vir a ter alguma relação com a pesquisa, seja o participante da pesquisa, o pesqui- sador, o trabalhador das áreas onde a mesma se desenvolve e, em última análise, a sociedade como um todo. A avaliação ética de um projeto de pesquisa na área da saúde baseia-se, pelo menos, em quatro pontos fundamentais: na qualificação da equipe de pesquisadores e do próprio projeto; na avaliação da relação risco-bene- fício; no consentimento informado e na avaliação prévia por um Comitê de Ética.  A qualificação da equipe de pesquisadores deve avaliar a competência dos seus membros para planejar, executar e divulgar adequadamente um projeto de pesqui- sa. A adequação metodológica do projeto de pesquisa é fundamental. Um projeto inadequado acarreta riscos e custos sem que seus resultados possam ser utilizados, devido a deficiências no método. Devem ser esgotadas todas as possibilidades de obter dados por outros meios, utilizando simulações, animais, culturas de células, antes de utilizar seres humanos. Os pesquisadores devem dar garantias de que os dados serão utilizados apenas para fins científicos, preservando a privacidade e a confidencialidade.

Na avaliação da relação risco benefício entram em jogo tanto o princípio da não maleficência como o da beneficência. O dano irreparável ou a possibilidade de morte, decorrente do projeto, impedem a realização do mesmo. Caso o risco real exceder ao previsto o projeto deve ser interrompido e revisto. Os projetos podem ser caracterizados tanto pelo risco quanto pelo benefício. A classificação pode ba- sear-se na não maleficência, utilizando o risco associado aos procedimentos (risco mínimo e risco maior que o mínimo). O critério da beneficência, quando utiliza- do, avalia se o indivíduo terá ou não ganhos terapêuticos com o estudo (projetos clínicos ou não clínicos).

O mais adequado, desde ponto de vista moral, seria permitir que as pesquisas fossem realizadas apenas quando houvesse indiferença por parte do pesquisador frente às alternativas a serem oferecidas aos participantes. A indiferença moral pos- sibilita a realização de uma ação, mas não é nem obrigatória (Bem) nem proibida (Mal). Resumindo, em estudos comparativos, sempre que uma das alternativas tiver um benefício maior que as demais, ela deve se tornar obrigatória. Da mesma forma, sempre que um procedimento tiver comprovadamente um risco maior que o outro, ele fica proibido de ser mantido neste projeto de pesquisa.

 A obtenção de consentimento informado de todos os indivíduos pesquisados é um dever moral do pesquisador. O consentimento informado é um meio de garantir a voluntariedade dos participantes, isto é, busca preservar a autonomia de todos os participantes. Desta forma, o consentimento informado deve ser livre

e voluntário, pressupondo-se que o indivíduo esteja plenamente capaz para exer- cer a sua vontade. A existência de uma relação de dependência pode invalidar o consentimento, neste grupo incluem-se os alunos, os militares, os funcionários de hospitais, membros de congregações religiosas e os presidiários. Nestes casos deve haver um cuidado especial para evitar a possibilidade de coerção. O processo de consentimento informado deve fornecer informações completas, incluindo os ris- cos e desconfortos, os benefícios e os procedimentos que serão executados. A sua redação deve ser adequada ao nível de compreensão dos indivíduos. É sempre re- gistrado em um documento por escrito, denominado de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, de acordo com a Resolução 196/96, que deve ter sua redação aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa. O fundamental é manter a caracte- rística do consentimento informado ser um processo, e não apenas um evento, uma assinatura de um documento. O consentimento informado deve ser visto como uma garantia de que a participação é efetivamente voluntária. Se ela aceitar deve ser merecedora de elogios, mas se negar a sua participação não é passível de qualquer censura ou desaprovação.

O último ponto fundamental é a avaliação prévia por um Comitê de Ética em Pesquisa independente. Neste Comitê devem participar pesquisadores de reco- nhecida competência, além de representantes da comunidade. Deve ser garantida a participação de homens e mulheres. O Comitê deve avaliar os aspectos éticos do projeto de pesquisa assim como a integridade e a qualificação da equipe de pesquisadores.

LEITURA

Termo de consentimento livre e esclarecido

Sua colaboração é importante e necessária para o desenvolvimento da pesquisa, porém sua participação é voluntária.

Título do Projeto de Pesquisa

Declaração de Idade: Eu declaro que tenho mais que 18 anos e que participarei por livre vontade do projeto de pesquisa conduzido pelo (a) pesquisador (a) ...

Objetivo (s) do Projeto de Pesquisa Procedimentos:

Riscos e benefícios: Riscos da pesquisa segundo a Res. 466/2012 - II. 22 – “Possibilida- de de danos à dimensão física, psíquica, moral, intelectual, social, cultural ou espiritual do ser

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humano, em qualquer pesquisa e dela decorrente;” Benefícios da pesquisa II. 4 – “Proveito direto ou indireto, imediato ou posterior, auferido pelo participante e/ou sua comunidade em decorrência de sua participação na pesquisa;”

5) Considerando os riscos apontados acima, tomamos os seguintes cuidados para sua minimização: a) Será garantido o anonimato e o sigilo das informações, além da utilização dos resultados exclusivamente para fins científicos; b) Você poderá solicitar informações ou esclarecimentos sobre o andamento da pesquisa em qualquer momento com o pesquisador responsável; c) Sua participação não é obrigatória, podendo retirar-se do estudo ou não permitir a utilização dos dados em qualquer momento da pesquisa; d) Sendo um participante voluntário, você não terá nenhum pagamento e/ou despesa referente à sua participação no estudo; e) Os materiais utilizados para coleta de dados serão armazenados por 5 (cinco) anos, após descartados, conforme preconizado pela Resolução CNS nº. 466 de 12 de de- zembro de 2012

Eu, ... , como voluntário da pesquisa, afirmo que fui devidamente informado e esclarecido sobre a finalidade e objetivos desta pesquisa, bem como sobre a utilização das informações exclusivamente para fins científicos. Meu nome não será divulgado de forma nenhuma e terei a opção de retirar meu consentimento a qualquer momento. E declaro também, ter recebido uma cópia do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Local, data.

Assinatura do participante da pesquisa Identificação dos responsáveis pelo estudo

RESUMO

A análise experimental refere-se à análise de comportamentos emitidos em situações de pesquisas experimentais. Já a análise funcional do comportamento refere-se à análise de comportamentos que ocorrem na vida cotidiana. Em ambas o ponto de vista teórico utilizado é o defendido por Skinner.

Em qualquer tipo de pesquisa científica, é importante que uma série de aspectos éti- cos sejam levados em consideração. Estes aspectos já se encontram definidos em resolu- ções específicas.

ATIVIDADES

Avalie a situação abaixo e preencha o quadro abaixo relacionando antecedente/compor- tamento/consequente. Maria é sobrinha de Paula. Todas as vezes que Paula chega à casa de Maria, primeiro ela entra e depois entrega sua carteira com os cartões de banco para Maria brincar. Maria, quando vê a carteira de dinheiro da sua mãe pergunta: Cadê tia Paula, mamãe? A tia de Maria Paula foi morar 3 anos na Espanha e nunca mais elas tiveram o con- tato. Todas as vezes que elas se falavam era pelo computador ou por e-mail. Maria deixou de associar a carteira a tia Paula.

ANTECEDENTE

COMPORTAMENTO

CONSEQUENTE

Caso clínico n°1 identificação: D, 22 a., 2°ano de Administração, solteira, mora só com

os pais.

Queixa: Muito medo do futuro -- "Não sei o que vou fazer". Indecisa, insegura -- "Tenho

medo de ficar sozinha em casa; medo de dormir sozinha". "Estou desligada, desatenta, de- sinteressada das coisas". Mãe e pai estão muito preocupados com ela, pois há +/- 1 ano está assim.

Relacionamento com a família: Considera ter um bom relacionamento com os pais,

que dão tudo a ela. Se dá melhor com a mãe (43a) que é alegre e expansiva. Seu pai (49a) é muito fechado, não é muito afetivo e ela tem muito respeito por ele. Ele se dava melhor com sua irmã (24a) que é falecida. Pais ficaram e ainda estão muito abalados com a morte da primeira filha, e agora estão muito preocupados com a cliente. A irmã da cliente faleceu há 1 ano (em 1988), e a família passou por um momento difícil. A irmã (segundo a cliente) era o "centro da casa". Ela trazia todas as notícias, e trabalhava com o pai na empresa que o pai possui. Era o "braço direito do pai".

Dados das entrevistas: Infância feliz no geral. Foi aluna regular, não era boa em maté-

rias decorativas. Repetiu duas vezes a 6ª. série. Em nov/88 terminou um noivado. Foi difícil, pois gostava muito dele, mas brigavam muito. Nas entrevistas fala muito de seus medos que a angustiam: toda noite lembra da irmã, reza muito. Lembra do que aconteceu com ela e diz

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que "a hora de dormir é horrível". Sempre tem esses pensamentos. Muitas vezes sonha com a irmã. Tem medo de barulhos à noite, imagina que alguém vai matá-la ou matar seus pais (a irmã foi assassinada por ladrão). Lembrar que não tem mais a irmã dá muita tristeza, sente muito sua falta. Quando sente medo acende a luz, liga o som, tranca a porta. Chora muito -- está pior há 2 meses -- sente-se muito triste e muito quieta, sem vontade de fazer as coisas. Não entende o que sente agora, pois sempre foi muito alegre, falante, "a alegria da casa". Sempre foi carinhosa e brincalhona com os pais. Quando a irmã morreu, ela queria animá-los para que não ficassem tão tristes, mas agora não consegue e não sabe o que fazer.

Levantamento de hipóteses e formulação comportamental

Antecedentes:

1. Pensar na morte da irmã (na hora de dormir) S. cognitivos 2. Barulhos à noite na casa (na hora de dormir) S. do ambiente 3. Ver tristeza dos pais (S afetivos do ambiente e cognitivos).

Consequentes: Respostas de ansiedade chorar, rezar (motoras), medo de ficar só,

medo do futuro, de morrer, da morte dos pais, ser morta, dormir só (cognitivas).

Respostas de evitação ativa (esquiva da ansiedade) -- acender luz, ligar som, trancar porta, rezar.

Consequência da Resposta: Depressão (desatenção, desligamento) e Indecisão. Formulação comportamental: A cliente parece evidenciar início de DEPRESSÃO por

não conseguir mais lidar eficientemente com sua ansiedade em relação à perda da irmã e às consequências afetivas desta perda para ela e para sua família. Seus comportamentos de desatenção, desligamento e insegurança.

Terapia: Trabalhar com a perda da irmã e suas consequências afetivas para ela e para

a dinâmica familiar. Trabalhar sua autoimagem, autoestima e sua necessidade de sempre corresponder às expectativas familiares. Trabalhar sua insegurança e diminuição da asserti- vidade e repertório social.

Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/44961426/ANALISE-FUNCIONAL-COM- PORTAMENTAL-DE-2-CASOS-CLINICOS#scribd>. * Inserir data de acesso

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A realização de

No documento Analise Experimental do Comportamento (páginas 36-43)