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ESCLARECIDO 112 APÊNDICE C MODELO DO TERMO DE CONFIDENCIALIDADE

2.1 EPT BRASILEIRA DE NÍVEL MÉDIO: UM BREVE HISTÓRICO DE SEU PERCURSO E UM PANORAMA GERAL DO SEU ATUAL CENÁRIO

2.3.3 Principais Políticas e Programas do MEC embasados pelo SISTEC

O SISTEC orienta algumas políticas e programas do MEC, fornecendo subsídios para sua criação, implantação, acompanhamento e avaliação. Será citado, neste trabalho, um dos mais importantes, o PRONATEC, que integra cinco outros programas: Expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica; Programa Brasil Profissionalizado;

12Apesar da Resolução CNE/CEB n. 03/99 obrigar somente o cadastro de cursos técnicos no SISTEC, em função

do Acordo de Gratuidade e por pertencer à Rede Federal, conforme modificação efetivada por meio da publicação da Lei n. 12.513/2011, o Sistema S também passa a ter que realizar o cadastramento de todos os tipos de cursos ofertados por suas unidades de ensino.

Rede e-Tec Brasil; Acordo de Gratuidade com os Serviços Nacionais de Aprendizagem; e a Bolsa Formação.

O PRONATEC tem como principais objetivos, “expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional e Tecnológica no país” e mais “busca ampliar as oportunidades educacionais e de formação profissional qualificada aos jovens, trabalhadores e beneficiários de programas de transferência de renda” (MEC, 2011). Buscando atender as diretrizes propostas pelo PNE sobre articulação e integração, o PRONATEC foi desenvolvido em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, com a participação do Sistema S e os Institutos Federais.

O SISTEC tornou-se ferramenta de gerenciamento de duas ações do PRONATEC: a bolsa-formação, que se divide em bolsa-formação estudante (destinada a alunos matriculados regularmente no ensino médio em instituições públicas para custeio de cursos de qualificação profissional e/ou cursos técnicos de nível médio) e bolsa-formação trabalhador (destinada a trabalhadores e beneficiários de programas federais de transferência de renda para realizar cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional) e o Fundo de Financiamento Estudantil para cursos técnicos.

Cabe ressaltar também a Rede e-Tec Brasil, que é um programa do governo federal que visa a oferta de EPT na modalidade à distância, e que também é gerenciado pelo SISTEC através do mapeamento da oferta dos polos de apoio presencial em todo Brasil. Esse programa foi instituído pelo Decreto n. 7.589, de 2011, e de acordo com o MEC “tem por finalidade expandir, ampliar e democratizar nacionalmente a oferta da Educação Profissional por meio da educação à distância”.

A partir da Lei n. 11.892, de 2008, que criou a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e instituiu os Institutos Federais, o SISTEC passou a servir de base para matriz orçamentária dos IF’s. O que foi permitido através de um Termo de Acordo de Metas e Compromissos firmado entre o MEC e a Rede Federal. Sendo assim, desde o ano de 2010, o SISTEC também passou a compor a matriz orçamentária da Rede Federal de Educação Profissional, com exceção das escolas técnicas vinculadas às Universidades Federais. Todos os dados das ofertas de matrículas dos alunos e cursos de instituições federais de EPT cadastrados no SISTEC geram indicadores que possibilitam a composição automática da matriz orçamentária o que possibilita a liberação de recurso por meio da descentralização orçamentária entre o MEC e sua Rede Federal, no que se refere aos recursos da Educação Profissional.

2.4 PLATAFORMA NILO PEÇANHA

Durante a pesquisa para realização deste trabalho, um novo ambiente virtual ligado ao governo federal entrou em vigor em caráter experimental, no ano de 2018, utilizando a base de dados de 2017, integrando também o universo das estatísticas da EPT, a Plataforma Nilo Peçanha. Essa plataforma foi pensada para ser um mecanismo de coleta, validação e disseminação das estatísticas oficiais da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica do MEC. Por estar diretamente ligada ao tema desta pesquisa, percebeu-se a necessidade de sua abordagem.

A concepção da PNP partiu da constatação de que não haviam ferramentas suficientes para se conhecer profundamente o cenário da EPT da Rede Federal, pela falta de indicadores. Percebe-se que ela surgiu para preencher lacunas deixadas pelos indicadores de gestão da RFEPCT, que geram anualmente um “Relatório de Análise dos Indicadores de Gestão das Instituições Federais de Educação Profissional, Científica e Tecnológica13”, criados pelo Acórdão n. 2.267 de 2005-TCU/ Plenário, que recomenda que a SETEC:

9.3.2 Inclua, no relatório de gestão das contas anuais, apreciação crítica sobre a evolução dos dados (indicadores e componentes) constantes do subitem 9.1.1 deste Acórdão, com base em análise consolidada das informações apresentadas pelas Ifets, destacando aspectos positivos e oportunidades de melhoria do sistema de rede de instituições federais de ensino tecnológico.

Vale ressaltar que esses relatórios não incluem as escolas técnicas vinculadas às Universidades e que apresentam uma série de indicadores que aparecem na PNP, sendo construídos com base no mesmo processo de extração de dados da plataforma, a partir de outros três sistemas governamentais, que serão apresentados no subcapítulo 2.4.2.

A PNP e a Rede de Coleta, Validação e Disseminação das Estatísticas (REVALIDE) foram instituídas pela Portaria da SETEC n. 01/2018, de 03 de janeiro de 2018, e de acordo com essa secretaria, a plataforma visa reunir dados sobre o “corpo docente, discente, técnico- administrativo e de gastos financeiros das unidades da Rede Federal, para fins de cálculo dos indicadores e de gestão monitorados pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação”.

De acordo com o MEC,

13 Os relatórios estão disponíveis em: http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=64721. Acesso em:

O objetivo é reunir os dados completos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que conta com mais de 640 unidades de ensino, e assim subsidiar a avaliação dos processos educacionais, de forma a promover a qualidade educacional e tornar mais eficiente a gestão dos programas e das políticas públicas em educação profissional e tecnológica. Tudo será realizado de forma colaborativa com integrantes da própria Rede e coordenado pelo MEC (MEC/ PNP, 2018).

Fazem parte da REVALIDE os responsáveis pelo registro acadêmico local (RA) de cada unidade de ensino da rede, os diretores dessas unidades, os Pesquisadores Institucionais (PI) de cada instituição, seus dirigentes máximos (reitor ou diretor) e a Diretoria de Desenvolvimento da Rede Federal (DDR) da SETEC.

Com base em informações e documentos disponibilizados em reuniões com Pesquisadores Institucionais dos IF’s e das escolas técnicas vinculadas às Universidades Federais, para apresentação e sensibilização de gestores sobre a utilização da PNP, seus principais objetivos são: produzir indicadores para órgãos de controle; melhorar a gestão de recursos; avaliar a qualidade da educação atual; e dar transparência aos dados das instituições (Evasão, Retenção, Gastos por Aluno, Relação Aluno X Professor, etc). De modo geral, ficou explicitada a intenção de que seja criado um censo único para toda esfera federal de EPT, visto que, o Censo Escolar e SISTEC são estruturados de forma que não contemplam todas as necessidades de visualização e compreensão da Rede Federal: Censo Escolar não é voltado à EPT e o SISTEC é uma ferramenta “de cunho administrativo e não censitário” (MEC/SETEC, 2017).

Na próxima subseção será apresentado como se deu o planejamento para o primeiro ano de funcionamento da PNP, e como e de onde os dados foram extraídos.