8 8 O período entre 1987 e
5. Procedimentos de análise
A criatividade (não apenas em arquitetura) emerge quando o sujeito é estimulado a deixar de lado soluções, definições ou normas pré-estabelecidas. Ao romper uma tradição, a criatividade abre novas visões sobre o campo de atuação. Ao contrário do pensamento reprodutivo, o pensamento criativo se predispõe a enfrentar a incerteza, fazendo com que o arquiteto se arrisque sem medo de experimentar e de enfrentar caminhos desconhecidos. (FLORIO; TAGLIARI, 2009, p. 93)
O objetivo desse capítulo é apresentar os critérios de análise para os projetos selecionados, baseado em duas metodologias: Processo AQUA e procedimentos de avaliação apresentados por Henry Sanoff. Os critérios de análise foram agrupados em quatro temas de avaliação (local, implantação, programa arquitetônico e sistema construtivo) e subdivididos em 13 categorias de análise. Mapas, tabelas e diagramas estruturam a leitura e a discussão dos dados, a fim de estabelecer diretrizes para a melhoria do processo de projeto.
A partir dos desenhos obtidos, foi realizada uma análise gráfica dos 15 projetos selecionados. Todos os edifícios foram visitados, embora não tenha sido possível medir, fotografar ou realizar outros tipos de registro ou avaliação.
Assim, o objetivo dessa análise é compreender o conjunto de fatores que compõem os projetos dos edifícios escolares e consequentemente, as soluções adotadas pelos arquitetos segundo os critérios estabelecidos e divididos em 4 grupos: local, implantação, programa arquitetônico e sistema
construtivo. A subdivisão em 13 categorias de investigação gerou uma análise aprofundada das características dos projetos e das soluções adotadas.
Foi adotado dois procedimentos metodológicos de avaliação, apresentados a seguir, como fonte de motivação para a definição dos grupos e das categorias de investigação:
(a) Processo AQUA
Em 2007, o Referencial Técnico de Certificação francês Bâtiments Tertiaires– Démarche HQE®, elaborado por Certivéa, foi adequado para as condições brasileiras em parceria com a Fundação Vanzolini, com o intuito de criar um processo de gestão e avaliação de projeto, visando a qualidade da construção por sua natureza arquitetônica e técnica (FCAV, 2007). Estrutura-se em dois instrumentos principais: o Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) e o referencial de Qualidade Ambiental do Edifício (QAE). A metodologia agrupa-se em quatro conjuntos, subdivididos em catorze categorias de análise:
Local: relação do edifício com o seu entorno, escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos, canteiro de obras com baixo impacto ambiental;
Gestão: gestão da energia, água, resíduos de uso e operação do edifício; Conforto: conforto higrotérmico, acústico, visual e olfativo;
Saúde: Qualidade sanitária dos ambientes, do ar e da água.
Os grupos de análise permitem uma avaliação do projeto, investigando as principais preocupações para cada grupo, sem com isso, aplicar uma avaliação pós-ocupação.
a certificação pelo Processo AQUA em duas de suas escolas na capital de São Paulo: a Escola Estadual Bairro Luz (Centro) e a Escola Estadual Vila Brasilândia (Zona Norte). O principal objetivo com isso foi comprovar que as escolas não agrediram o meio ambiente durante as obras e operação e que foram projetadas visando o conforto ambiental. Outras escolas estão em fase de certificação.
(b) Procedimentos de avaliação apresentadas por Henry Sanoff
A pesquisa School Building Assessment Methods (2001) estabelece uma metodologia de observação da escola em ação, onde o autor apresenta algumas ferramentas que contém itens de observação de características ideais ao ambiente físico de uma escola e necessárias ao desenvolvimento dos estudantes: checklist dos seis fatores (contexto, passagem, interface, novos caminhos, espaço social e conforto); Formulário de Observação do Edifício Escolar (observação e redescoberta do ambiente escolar); Escala de avaliação do Edifício Escolar (55 itens são classificados em muito insatisfatório a muito satisfatório, baseados em impressões qualitativas do ambiente escolar), entre outras. Essas ferramentas podem ser utilizadas pelos alunos, país, funcionários, arquitetos e até mesmo por formuladores de políticas educacionais.
Assim, de acordo com Sanoff (2001), a interpretação dos dados coletados é de vital importância para a compreensão do desempenho de um edifício escolar e, posteriormente, a discussão dos resultados é essencial para estabelecer recomendações futuras para auxiliar nos processos de projeto, para reformas, ampliações ou construção de novas escolas.
Um dos procedimentos aborda seis elementos chaves de avaliação do edifício, utilizando uma série de questionamentos e uma escala numérica, atribuindo um grau de importância para cada item avaliado. O projeto também pode ser avaliado, utilizando as listas de verificação para priorizar alguns espaços ou enfatizar aspectos importantes para o edifício escolar. Sendo assim, os processos de avaliação são um meio eficaz para sinalizar as melhores soluções para os projetos de arquitetura escolar.
Figura 5.2: Fatores 1 e 2 de avaliação para o edifício escolar. Fonte: SANOFF, 2001
Figura 5.3: Fatores 3 e 4 de avaliação para o edifício escolar. Fonte: SANOFF, 2001
Figura 5.3: Fatores 5 e 6 de avaliação para o edifício escolar. Fonte: SANOFF, 2001
subdivisão, de acordo com as metodologias apresentadas e referenciadas na Tabela 5.1:
A similaridade das metodologias adotadas possibilitou a seleção e o agrupamento dos temas de análise;
O agrupamento dos temas pretendeu abordar os principais conteúdos de análise das fases iniciais e decisivas do processo de projeto;
Foram selecionados 4 temas de análise: local, implantação, programa e sistema construtivo; Os temas foram subdivididos em 13 categorias de investigação: raio de abrangência da escola,
concentração de edificações no entorno, formato e topografia do lote, dimensão do lote, taxa de Ocupação Ideal, orientação solar e área de permanência, dimensionamento Ideal do edifício, acessos independentes, classificação por tipos, circulação Interna, setorização e diagrama de setorização, ponto de referência e malha modular;
As subcategorias foram selecionadas com o intuito de representar as principais preocupações para as decisões iniciais do processo de projeto;
Optou-se por definir níveis macro de análise, que aparentemente são independentes, mas estabelecem infinitas interferências no todo;
Optou-se por estabelecer categorias de investigação que representassem aspectos de realidade e de possibilidades de melhorias para o processo de projeto do edifício escolar: novas construções, ampliações, reformas ou reabilitações.
5.1. LOCAL
Sob vários aspectos, o estudo e a avaliação da localização da escola, sobretudo nos centros urbanos que sofreram por décadas com a migração e a expansão desordenada, é um instrumento fundamental para auxiliar nas decisões quanto à construção de novas escolas, ampliações e reabilitação de edifícios escolares, planejados a partir da realidade e necessidades de cada comunidade. Assim, torna-se necessário o reconhecimento das características físicas positivas e restritivas do local e do seu entorno, determinantes para as decisões de projeto.
Em geral, a área escolhida deve tornar-se um elemento natural de ligação com a comunidade, de modo a contribuir para a qualidade do tecido urbano. Portanto, não se trata apenas da implantação de um edifício, mas da construção do espaço, com o objetivo de subsidiar o seu uso para a aprendizagem e a convivência, integrado às áreas adjacentes: topografia, clima, vegetação, ruas, praças, atividades locais e outros equipamentos.
Quando o arquiteto entende e interpreta os dados do local, como um conjunto capaz de contribuir de forma positiva para o sucesso do projeto, significa que abordou as reais condicionantes do espaço, as possibilidades de organização e não se limitou a projetar o edifício, mas buscou as melhores facetas de cada espaço em toda sua complexidade, além de identificar as reais necessidades dos usuários.
(a) Raio de abrangência
A FDE adota um raio de atendimento de até 2 km a partir do déficit apontado e localizado dentro de uma área de abrangência pré-determinada pela Diretoria de Ensino / Coordenadoria de Ensino. No entanto, é comum verificar a carência de infraestrutura urbana e a má distribuição dos equipamentos
Embora o estudo deva abranger a rede física escolar presente em todo o entorno do local analisado, foram estabelecidos os raios de abrangência segundo as questões levantadas, permitindo identificar como as escolas estão localizadas na malha urbana e estudar a sua vizinhança, quanto à aglomeração de edificações, acessos, transporte público e áreas pouco adensadas, caso das escolas: Mathias Octávio Roxo Nobre, Dr. Carlos Koch, Piratininga III e Jaraguá I.
(b) Concentração de edificações no entorno
O estudo da configuração urbana, em específico, da infraestrutura, do desenvolvimento urbano e da dinâmica socioeconômica, está relacionado com o processo de escolha do local da escola e de importância para essa dissertação.
Dudzinska (2009) afirma que a expansão desordenada da rede de ensino cria, muitas vezes, escolas com uma infraestrutura ociosa ou superlotada, com número de alunos superior ao desejável, comprometendo a aprendizagem dos alunos, desgastando os professores e muitas vezes introduzindo o terceiro turno intermediário nas escolas.
Sendo assim, o estudo da concentração de edificações no entorno da escola, assim como a demanda existente e futura, envolve o planejamento e o controle do uso e ocupação do solo, que pode monitorar o crescimento e a expansão da malha urbana como uma ferramenta de promoção para a equidade na distribuição da rede física escolar, tanto para a construção de novas escolas, como para ampliações ou redistribuição dos alunos, garantindo o acesso à escola.
Conclui-se que a estruturação da rede física é em uma fonte gerado de transformações na malha urbana porque segundo Engel (2007), a construção de uma escola incentiva o adensamento local, alterando o perfil do entorno e muitas vezes comprometendo o planejamento da própria rede escolar. Sendo assim, influencia diretamente na urbanização das periferias, que tem em comum uma infraestrutura precária e profundos problemas estruturais, caso das escolas analisadas.
O acompanhamento da evolução dos mapas e a expansão urbana oferecem informações sobre possíveis sobrecargas ou ociosidades das escolas, prevendo a instalação de novos edifícios, ampliações e reformas.
(c) Formato e topografia do lote
O resultado da expansão urbana é a falta de terrenos públicos adequados para a implantação de uma nova escola, principalmente nas regiões metropolitanas periféricas, tanto da Capital como no interior do estado de São Paulo, que sofrem também com as restrições legais, ambientais e de uso e ocupação do solo. Nesse contexto, é fundamental para a concepção do projeto o reconhecimento das características físicas do terreno, incluindo seu entorno, suas adversidades e potencialidades.
Nas “Orientações para Escolha do Terreno para Obras Novas” da FDE, os terrenos de configurações regulares e retangulares são priorizados com a única finalidade de promover os movimentos decisórios quanto ao posicionamento e forma do edifício, terraplenagem, distribuição dos acessos, entre outros. Além disso, o terreno deve comportar o programa arquitetônico e as futuras ampliações. Os projetos selecionados são bons exemplos do uso de terrenos regulares (retangulares e quadrados) e irregulares. Além do formato, o lote deve ser preferencialmente plano, de pouca declividade, em torno de 5% ou no máximo de 20%. O projeto deve ter como premissa gerar o menor movimento de terra possível, de
escolha do terreno dos projetos analisados foi conduzida dentro dos programas do FECE, CONESP e FDE.
(d) Dimensão do Lote
De acordo com as “Orientações para Escolha do Terreno para Obras Novas” da FDE, o tamanho ideal de terrenos são aqueles com "área útil" entre 6.000m² e 8.000m², dependendo do número de salas de aula, do número de pavimentos da edificação, da declividade, do formato e das demais características físicas do terreno, isento de restrições, tais como: vegetações, rodovias, córregos, nascentes, linhas de alta tensão e tubulações, etc.
As dimensões do lote devem ser adequadas às pretensões do Programa Arquitetônico, que incluem instalações físicas destinadas ao esporte, lazer, recreação, estacionamento e previsão de crescimento futuro. Essas orientações não são de todo respeitadas, na maioria dos casos por inexistência de terrenos adequados. Segundo Engel (2007), o que se fez nos últimos anos para proporcionar a expansão foi redistribuir a demanda pela rede existente, otimizar o uso dos prédios (ampliando sua capacidade através de ajustes, tais como o 3º turno), ampliar os prédios existentes de forma convencional ou salas emergenciais, construir novos prédios completos na área remanescente de prédios existentes e a demolição parcial ou total de uma escola térrea para a construção de uma outra com mais de um pavimento. Essas medidas provocam a descaracterização do projeto original, prejudica o funcionamento da escola, lotam as salas de aula e desperdiça recursos consumidos.
Os mapas e diagramas elaborados para a análise das informações quanto ao LOCAL, colocam em evidência a importância do estudo dos raios de abrangência e as questões referentes à concentração de edificações no seu entorno. Isso permitiu estabelecer uma relação de similaridade entre a localização e o contexto físico onde se insere. As escolas estão localizadas nas áreas periféricas da região metropolitana de São Paulo e no interior do estado, na maioria dos casos em áreas residenciais, de baixa renda, com consumo excessivo de espaço e baixa densidade, algumas localizadas próximas a áreas verdes urbanas. Constatou-se que, apesar da similaridade, existe uma diversidade entre o adensamento dos bairros, arruamento, sistema de transporte público e áreas verdes urbanas, contidos nos raios de abrangência.
Na análise do formato, topografia e dimensões do lote, verifica-se que 9 escolas possuem lotes irregulares, 6 escolas apresentam dimensões menores e 6 apresentam dimensões maiores que as estabelecidas pela FDE. A maioria dos lotes apresenta uma topografia em desnível, algumas delas, com mais de 20%.
Sendo assim, a maioria das escolas possuem forma, dimensões e topografia do lote em desacordo com as recomendações estabelecidas pela FDE. Contudo, não prejudicaram as soluções adotadas pelos arquitetos.
5.1.2 Contribuições
A partir do conhecimento da realidade da rede escolar edificada e a sua relação com o local, algumas diretrizes podem ser determinadas como oportunidade de melhoria para o processo de projeto:
O edifício escolar deve ser bem localizado: avaliar a capacidade local de demanda, idade escolar e a rede escolar existente;
Conhecer a realidade e os problemas inerentes a cada região;
Integrar o edifício escolar aos equipamentos de esporte, lazer e cultura existentes no entorno; Valorizar situações urbanas positivas (vistas agradáveis, presença de edifícios com valor
arquitetônico etc.);
Identificar características culturais a preservar; Reutilizar áreas subaproveitadas;
Integrar o edifício com as características urbanas de cada local;
Extrapolar restrições legais locais, visando o aprimoramento da qualidade urbana;
Outras categorias de análise são igualmente úteis, tais como: relação do edifício com o seu entorno, redes disponíveis de infraestruturas, condicionantes relacionados à conservação, manutenção e serviços, ecossistemas e à biodiversidade, que podem ser temas de futuras pesquisas relacionadas a essa dissertação.
5.2. IMPLANTAÇÃO
As limitações estabelecidas pela FDE são um desafio e as razões para justificar as decisões de implantação devem ser encontradas no entorno do lote, nas possibilidades de acesso, na orientação solar, nas configurações topográficas e na oportunidade de transformar o espaço.
Nesse contexto, a implantação de uma escola pode contribuir para a renovação e qualificação do espaço e segundo Hertzberger (2012, p. 174), onde quer que se organize um edifício ele terá certo grau de influência na vida das pessoas que o usam ou estão no seu entorno e, portanto, tem uma implicação social:
Assim, na verdade, não somo livres para ir em frente e projetar exatamente o que nos agrada – tudo o que fazemos traz consequências para as pessoas e para seus relacionamentos. Um arquiteto não pode fazer muita coisa, o que torna ainda mais importante não desperdiçar as poucas oportunidades existentes.
No entanto, não desperdiçar espaços importantes e recursos públicos destinados a esse fim são questões desafiadoras, por falta de planejamento urbano e diretrizes para a rede escolar que se restringe a atender a demanda e a solucionar problemas de superlotação ou ociosidade. Abordar a implantação como um instrumento de planejamento é de suma importância para extrair as melhores soluções em diferentes situações e nas melhores condições.
De acordo com Kowaltowski (2011) é comum encontrar lotes com formas, dimensões e topografias que geram complexidades para a inserção do programa de necessidades da escola e, portanto, as soluções de projeto quanto à forma do edifício e a sua localização, são fundamentais para o sucesso do empreendimento.
Memória do cálculo:
Escola 1 - Dr. Mathias O. Roxo Nobre
Área útil (TO) = 3.397,44 m² (área do terreno) / 0,5 (TO) = 1.698,72 m²
Capacidade de atendimento = 1.698,72 (TO ideal) ÷ 7,5 (m²/aluno) = 226 alunos/turma Capacidade de atendimento total = 226 (alunos/turma) x 3 (turnos) = 678 alunos
De acordo com a área de cada terreno, a taxa de ocupação ideal e o número de pavimento de cada edifício, foram aplicados os coeficientes de área/aluno, resultando na capacidade de atendimento de cada escola. As escolas ainda podem disponibilizar turnos de aula (manhã, tarde e noite), dobrando ou triplicando a capacidade de atendimento. No resultado final, verifica-se:
5 escolas são superlotadas: a capacidade de atendimento é menor que o número de alunos matriculados;
11 escolas são ociosas: a capacidade de atendimento é maior que o número de alunos matriculados; 1 é ideal: a capacidade de atendimento é igual ao número de alunos matriculados;
(f) Orientação solar e Área de permanência
O principal objetivo do estudo da orientação solar na implantação do edifício é reduzir os ganhos térmicos indesejáveis e o ofuscamento, sem reduzir a quantidade e a qualidade de luz necessária a cada ambiente. É na escola que se passa boa parte da vida e as decisões de projeto devem minimizar os efeitos de desconforto para os seus usuários. Assim, a intenção é proporcionar o meio mais adequado para o desenvolvimento das atividades.
oeste, verificando as condições de posicionamento do edifício quanto às faces predominantes para atender às melhores condições de conforto térmico e visual, levando em consideração duas características de permanência ou uso do espaço:
Ambientes de permanência prolongada: salas de aula, leitura, laboratórios, bibliotecas, secretaria, diretoria, cozinha, entre outras
Ambientes de permanência transitória: áreas de circulação, refeitórios, depósitos, almoxarifado, sanitários, despensa, pátio de recreação, quadra de esporte, entre outros.
Figura 5.8: Melhor orientação solar para escolas. Fonte: http://www.sef.usp.br/dcms/app/webroot/uploads/arquivos/Anexo01.pdf, acessado em 08/04/2015 adaptado por NESE, 2015
melhor orientação das fachadas, visando controlar a incidência solar dos ambientes e a iluminação adequada. Assim como a organização dos ambientes de permanência prolongada e transitória, seguindo uma configuração que prioriza as relações de integração entre os usuários e o conforto térmico.
(g) Dimensionamento ideal do edifício
O programa arquitetônico estabelece o número de classes que o projeto deve atender e o dimensionamento dos outros ambientes é estabelecido em função do número total de alunos. O Projeto de Lei 597/2007, aprovado em 2009 e encaminhado ao Senado Federal, que limita o número de alunos por professor na Educação Básica, ainda aguarda apreciação.
A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que não estabelece limite de estudantes por sala de aula:
Os cinco primeiros anos do Ensino Fundamental: máximo de 25 alunos/professor Os anos finais do Ensino Fundamental: máximo de 35 alunos/professor
Aplicando-se os índices de dimensionamento da superfície do edifício estabelecido no Quaderni del Manuale di Progettazione Edilizia (2006) e adaptado para a realidade da FDE se encontram as áreas necessárias para a setorização dos ambientes pedagógico e de convivência. A circulação necessária para a integração dos espaços é uma proporção da somatória das áreas pedagógicas e de convivência. As áreas administrativa e de esporte são fixas e podem ser alteradas de acordo com as necessidades de cada local ou em função do número de alunos de cada escola, conforme Tabela 5.5: