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3.4 I NSTRUMENTALIZAÇÃO DA COLETA DE DADOS

3.4.3 Procedimentos para coleta de evidências quantitativas

Tendo, dentro do método positivista, que a expressão funcional de uma relação causal pode ser exprimida por modelos experimentais matemáticos, determinando uma abordagem quantitativa (SEVERINO, 2007), foram obtidos, como estabelecido nas questões de 1 a 3 do protocolo, quantitativos da pesquisa, estabelecendo as relações de quantidade e seus efeitos com a implementação do novo procedimento.

Para Yin (2015), o uso de registros em arquivos computadorizados pode ser usado, em conjunto com outras fontes de dados, na produção de um estudo de caso e pode tornar-se uma evidência tão importante quanto às demais para a triangulação dos dados.

Desse modo, os arquivos de dados foram produzidos de acordo com a solicitação feita para os responsáveis do banco de dados do HCU, tendo por base os dados e períodos definidos no protocolo – todos os pedidos de exames para os pacientes da CM no período de 2000 a 2015. Assim, foram produzidos, pela equipe de informática do HCU, os seguintes arquivos, em planilhas do Excel, que também fazem parte do banco de dados desta pesquisa:

i) planilha RESULTADOEXAMES, tendo os seguintes campos de dados: Código identificador do exame, a nomenclatura do exame, descrição do material, ano e mês do exame, identificador numérico do procedimento ao qual o paciente está sendo submetido, data e hora da coleta e data, hora do resultado e valor do exame para contagem de exames;

ii) na planilha INTERNAÇÃOALTA estão contidos os seguintes campos de dados: descrição nome da clínica, descrição da especialidade da clínica, número identificador do atendimento, número identificador do paciente (codificado), número do leito, data e hora da internação, número identificador do procedimento, data e hora da alta, descrição do tipo da alta e dados sócio demográficos do paciente (data do nascimento, sexo, cor, cidade de origem do paciente);

iii) na planilha CENSOHOSPITALAR contém os campos de dados a seguir: número identificador do atendimento, número identificador do paciente, número identificador da clínica de internação, número identificador do leito do paciente, descrição da especialidade da clínica, data e hora da movimentação do paciente, mês e ano da movimentação do paciente; e,

iv) a planilha REM contém os seguintes campos de dados: número identificador do material, descrição do material, número identificador do grupo do material, descrição do grupo do material (escritório, laboratorial, hospitalar), valor total em reais do material solicitado e quantidade solicitada.

3.4.3.1 Procedimentos para análise das evidências quantitativas

Segundo Marconi e Lakatos (2010), o uso de técnicas estatísticas permite especificar características, medir a importância ou a variação de um atributo quantificável de um determinado fenômeno que contribua para o seu melhor entendimento. Além disso, as autoras consideram que a estatística não é somente um meio de descrição racional, mas também de experimentação, prova e análise.

Dessa maneira, inicialmente utilizou-se dos pressupostos da estatística descritiva – frequência – para a análise da evolução dos pedidos de exames do ano de 2000 a 2015 na CM do HCU. Para a consecução dessa análise foi utilizado o Excel, versão 2010, por meio da opção de tabela dinâmica, extraindo os dados da planilha RESULTADOEXAMES. Os campos utilizados para essa operação foram como segue: para o campo filtro do relatório, o campo da planilha: clidescricao; para rótulo da coluna, o campo da planilha: ano; para o campo rótulos de linha, o campo da planilha: mês; e, para o campo ∑ de valores, o campo da planilha resvalorexame como contador.

Utilizando a mesma estratégia – de tabela dinâmica – foram analisadas frequências de alta e óbitos na CM no período de 2000 a 2015. Os campos utilizados para esta extração foi o da planilha INTERNACAOALTA. Os campos utilizados para essa operação foram: para o campo filtro do relatório, o campo da planilha: clidescricao; para rótulos de coluna, o campo da planilha: cdfdescricao2; para o campo rótulos de linha, o campo da planilha ano e mês; e, para o campo ∑ de valores, o campo da planilha contagem de pacienteid, como contador.

Esta pesquisa tem como fim verificar se, após a implantação do aparato tecnológico, os níveis de alta e de óbitos se mantiveram sem alterações, ou seja, dentro dos padrões normais. Desse modo, utilizou-se, em sua abordagem, o método estatístico binomial (diferença entre as proporções). A intenção desse teste é avaliar se o instrumento suporta a análise da eficiência, eficácia e efetividade necessárias no tratamento dos pacientes internados. Para tanto, verificou- se se existiram diferenças significativas entre os percentuais de altas e óbitos antes e após a adoção do instrumento do novo procedimento de pedir exames laboratoriais na CM do HCU; dessa forma, foram realizados os testes binomiais, considerando as seguintes hipóteses nula (H0) e alternativa (H1):

H1: A proporção de altas alterou-se após a adoção do aparato tecnológico.

e,

H0: A proporção óbitos não se alterou após a adoção do aparato tecnológico. H1: A proporção óbitos alterou-se após a adoção do aparato tecnológico.

O teste aplicado foi o binomial para verificar a existência de diferença de proporção entre as variáveis número de exames pedidos e as altas e os óbitos ocorridos no período de 2000 a 2015 na CM do HCU, considerando o nível de significância nominal de 0,05. Nesse caso, quando o Valor-p for menor ou igual a 0,05, será rejeitada a hipótese H0. Por outro lado, quando

o Valor-p for maior que 0,05, H0 não será rejeitada.

Embora seja, a priori, uma técnica simples na parametrização dos dados ao encontro do objetivo proposto, a pesquisa promoverá a compreensão sobre o quanto as análises laboratoriais podem ser otimizadas com o emprego de um processo operacional de gestão por meio de um

software capaz de projetar ganhos e provar se pode ser considerado um processo inovador, com

base na terceira lei da dialética.

Por fim, o estudo irá permear investigações do geral para o particular, que, segundo Patton (apud YIN, 2004), é possível convalidar quatro tipos de triangulação ao se fazer uma avaliação do constructo que se quer estudar; são as triangulações de dados propriamente dita, a triangulação entre pesquisadores, a triangulação de teoria e de métodos. Assim, os procedimentos metodológicos desta pesquisa procurarão avaliar se os resultados são capazes de corroborar com os postulados teóricos apresentados em relação ao que se colher da investigação empírica, comparando os números quantificados com os pressupostos de conclusão da certificação do instrumento como propulsor da efetividade do desempenho de gestão por meio de seus procedimentos inovadores, do seu alcance e dos benefícios que poderão gerar para a organização em melhorias contínuas de sistematização nos processos de gestão correlatos.

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