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Infraestrutura e Fisiografia (Item 7) 3.1 Acesso

14 Processamento Mineral e Testes Metalúrgicos (Item 18)

A planta de beneficiamento na Serra da Farofa consiste de britagem, peneiramento, concentração espiral e separação magnética (Figura 41-1). A planta processa minério granulado e sinter feed e recentemente instalou um processo para produzir pellet feed dos finos que estão estocados na área da mina. A planta de beneficiamento está descrita na Seção 17.3 e os testes de tratamento das pilhas de finos estão incluídos nesta seção.

Existe um número de companhias de mineração na área da Serra Azul que tem parcerias com instituições como COPASA, Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (“CETEC”) e a Fundação Claude-Henri Gorceix (“Fundação Gorceix”). Os testes conduzidos através destas parcerias tentam encontrar soluções comerciais para as pilhas de finos das empresas de mineração da região, assim como para identificar a maneira mais adequada para o tratamento do finos gerados no processo de beneficiamento.

Iniciado em 2001, pelo movimento de aumento da demanda por ferro, principalmente dos países da Ásia e pela contínua necessidade de controles ambientais mais rigorosos, a AVG começou um número de testes visando encontrar um processo para a concentração dos produtos de finos de ferro.

Os testes preliminares foram realizados pela Fundação Gorceix no início de 2002. O propósito principal dos testes foi o estudo do material mais fino que 1,00mm, que um tempo atrás foi considerado rejeito da planta de britagem e classificação. Os testes foram realizados em dois estágios:

• Estágio 1: Caracterização mineralógica para os rejeitos ferruginosos, e • Estágio 2: Testes de concentração com os mesmo rejeitos.

14.1 Características Mineralógicas dos Rejeitos Ferruginosos

As fases minerais foram identificadas através do microscópio por suas características opticas como cor, reflexão, isotropia, anisotropia e birrefringência, e adicionalmente por estruturas específicas como lamelas e maclas. O peneiramento a seco seguido de pesagem e análises químicas das diferentes frações granulométricas complementou o estudo.

O maior constituinte mineral é hematita granular, que ocorre largamente na forma de cristais mistos, com exceção das frações mais finas do que 325 mesh (0,045mm) onde cristais livres predominam. Hematita especular ocorre em todas as frações granulométricas, principalmente como cristais livres. Cristais de martita e magnetita são somente encontrados como partículas mistas. O quartzo ocorre predominantemente como cristais livres, principalmente nas frações mais finas do que 325 mesh (-0,045mm). Outros minerais incluem gipsita, rutilo, pirita e óxido de manganês, com a presença destes minerais e sua percentagem dependendo da fração granulométrica.

14.2 Testes de Concentração nos Rejeitos Ferruginosos

Os testes preliminares de concentração consideram dois processos: asseparações magnética e gravimétrica visam a recuperação do conteúdo de ferro nos rejeitos mais finos que 1,00mm, gerados nas unidades de britagem e peneiramento.

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MMX Mineração e Metálicos S.A. 14-2 Projeto AVG Relatório Técnico NI 43-101

Algumas toneladas de rejeitos mais finos do que 1,00mm foram enviadas para a Fundação Gorceix, onde testes de separação magnética foram conduzidos sob condições sugeridas pelos equipamentos manufaturados. Um separador magnético WDRE com campo magnético fixo de cerca de 9000 gauss com mais de 6,0 tph foi usado. A alimentação foi acompanhada por bombeamento de um tanque de agitação contendo lama com 35% de sólidos. O material foi passado através uma peneira de 3mm removendo o lixo e alimentado num separador magnético sem deslamagem.

A separação magnética indicou uma baixa recuperação em massa de cerca de 15%. Estes resultados não justificaram a continuidade dos estudos e o uso do método e equipamento foi descartado.

Os testes de concentração gravimétrica foram conduzidos num único estágio Rougher com uma espiral WW6-E com água de lavagem, 30% de sólidos na lama sem deslamagem.

Os resultados destes testes foram promissores, conseguindo-se uma recuperação de massa de 70%, com uma redução da sílica de 12% para 3%. Os testes também mostraram que a água de lavagem foi benéfica ao processo, com os melhores resultados obtidos com cerca de 10 litros/min.

Os resultados preliminares confirmaram a concentrabilidade dos finos da AVG usando processos gravíticos e a espiral WW6 E.

14.3 Descrição do Circuito de Concentração e o Fluxograma do

Processo

Depois da avaliação dos doados, a AVG contratou a K&K Tecnologias Minerais Ltda para conduzir um programa de testes, para desenvolver um processo de um pacote de soluções customizadas oferecido pela K&K.

Outra amostra representativa de aproximadamente foi enviada ao laboratório da K&K no Rio de Janeiro. Um circuito de espiral foi avaliado para conduzir uma campanha de testes com o propósito de consolidar os resultados obtidos na Fundação Gorceix e para gerar mais dados técnicos para suportar um estudo de viabilidade da instalação de uma planta de concentração na mina da AVG.

O circuito foi avaliado em dois estágios como mostrado abaixo:

• Um estágio Rougher com WW6-E sete espirais com água de lavagem, e • Um estágio Cleaner com WW6-E cinco espirais com água de lavagem.

As variáveis operacionais foram mantidas tão próximas quanto possíveis das atuais condições industriais e os testes verificaram que:

• É possível remover mais do que 90% da sílica (SiO2) contida na alimentação;

• Mais do que 85% do ferro metálico na alimentação foi recuperado no concentrado; • Mais do que 70% da massa alimentada foi recuperada no concentrado; e

• A concentração espiral com água de lavagem permitiu a remoção de 21% da alumina (Al2O3) contida na alimentação, indicando uma vantagem no uso do processo.

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Para confirmar os resultados positivos dos testes de laboratório uma planta piloto foi erguida na mina. Os objetivos desta planta piloto foram:

• Confirmar os resultados do laboratório levando em conta as variações na mina; • Finalizar um fluxograma e gerar dados para a especificação de equipamentos; e • Treinamento da equipe da AVG na operação dos concentradores em espiral.

A planta piloto foi baseada no flusograma otimizado no laboratório da K&K no Rio de Janeiro. As espirais Rougher com sete voltas e as espirais cleaner spirals com cinco voltas, manufaturadas pela MT foram utilizadas. Todas as espirais incluem a injeção de água de lavagem.

As conclusões no final dos testes são as seguintes:

• O circuito Rougher + Cleaner com água de lavagem mostraram ser flexíveis e capazes de produzir um concnetrado com baixo conteúdo de sílica (SiO2); com o teste 09 sendo

considerado como referência para o tamanho da planta de espiral; e

• A planta foi capacitada com 48 unidade duplas WW6-E com 7 voltas para o estágio Rougher e 48 unidades duplas, também WW6-E, mas com cinco voltas para o estágio Cleaner.

Outros dados na avaliação do circuito aberto da planta piloto verificaram que o fluxograma da K&K e a planta de capacidade total operando hoje, foram desenhadas e construídas de acordo. Na alimentação da planta operacional a alimentação do estágio Rougher é feito por um distribuidor pressurizado com 4dm de diâmetro de entrada, onde existe uma grande variação na distribuição. Hoje a planta tem superalimentação nas espirais e outras subalimentações, que não favorecem a recuperação.

Para aumentar a recuperação dos finos rejeitados pela espiral, trinta e nove testes de separação magnética foram realizados, usando o protótipo SMM-640 da Gaustec Magnetismo. A alimentação consistiu de rejeitos de uma espiral dupla e, iniciando com o teste 19, um rejeito do estágio cleaner. Do primeiro até o vigésimo teste, a lama foi usada na alimentação sem deslamagem e, do vigésimo teste em diante, a lama foi tratada num hidrociclone, aumentado a percentagem de sólidos na alimentação.

As recuperações em massa nos concentrados variam de 48 a 72% nos testes 29 a 39, com uma abertura de 1,5 a 2,5mm. A abertura de 1,5mm se tornou inviável devido à presença de partículas grosseiras no produto de alimentação, causando uma obstrução do fluxo de material através do separador magnético.

Depois de analisar os resultados com uma recuperação em massa de 60% para os concentrados e um nível de sílica menor do que 3%, a AVG adquiriu um separador magnético Gaustec, o Rotorflex 3200, que opera com campos magnéticos variados.

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SRK Job No.: 162703.05

File Name: Figure 14-1.doc Date: 01-24-08 Approved: LM Figure: 14-1 Projeto Serra da Farofa

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Fluxograma do Processo AVG Itabirite Fines Stockpile Pellet Feed Sinter Feed Lump

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