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3. METODOLOGIA

3.4. C OLETA DE D ADOS

3.4.2. Processo de Coleta de dados

Segundo Malhotra (2001) existem dois métodos principais de coleta de dados aplicados às pesquisas descritivas: survey (levantamento) e observação. O survey é um método para se obter informação baseado em um processo de questionamento aos respondentes, geralmente de forma estruturada. Já a observação envolve o registro de padrões de comportamento de pessoas, objetos e eventos, de maneira sistemática, para se obter informação sobre o fenômeno de interesse.

Para a pesquisa empreendida, em função de suas características, o método de observação foi considerável inviável, porque as soluções para transpor as dificuldades de acesso aos prestadores de serviços de saúde, principalmente com a coleta de dados em âmbito nacional, trariam custos financeiros, operacionais e de tempo que inviabilizariam a realização do estudo. Assim, o método de survey foi escolhido como adequado para a pesquisa realizada. De acordo com a classificação de surveys feita por Malhotra (2001) a forma de métodos eletrônicos foi eleita como a mais indicada para realização da coleta de dados neste caso específico.

A survey por métodos eletrônicos, segundo Malhotra (2001), pode ser realizada por entrevistas por e-mail ou em sites da internet. No primeiro caso, o questionário é enviado em documento anexo ou em forma de texto no corpo da mensagem eletrônica (e-mail) para uma amostra pré-selecionada de endereços eletrônicos. Contudo, no intuito de evitar que os respondentes precisassem digitar suas respostas às perguntas,

eleito o segundo método eletrônico: a entrevista em sites da internet.

A survey baseada em sites da internet é postada diretamente numa página da internet, onde os respondentes podem ser recrutados on-line, através de convite feito via e-mail, ou ainda por métodos convencionais (correio, telefone, etc.). Os destinatários são convidados a se dirigirem a um endereço particular na internet para preencherem à survey com suas respostas (MALHOTRA, 2001). O mesmo autor (MALHOTRA, 2001) ainda cita que dentre as várias vantagens deste método está a possibilidade tecnológica (via linguagem HTML) de construção de mecanismos que facilitam a entrada de dados. Este método ainda previne que o respondente cometa erros (como por exemplo, marcação dupla, faltante ou redundante para os campos etc.) e também a alimentação da base de dados é feita automaticamente, prevenindo erros de digitação das respostas. Atualmente é um dos métodos mais rápidos e de menor custo para coleta de dados em pesquisas com este perfil.

Como desvantagens da survey eletrônica, Malhotra (2001) apresenta a baixa possibilidade de controle sobre o ambiente onde se está coletando os dados (por exemplo, o respondente pode vir a marcar os campos do questionário sem necessariamente estar prestando a atenção devida ao seu conteúdo); além disso, o autor menciona a baixa interação social, as reduzidas taxas de respostas e pouco controle sobre a amostra (MALHOTRA, 2001).

A coleta de dados empreendida foi trabalhada essencialmente sobre os dois tipos de dados existentes sendo que os dados secundários trabalhados foram coletados via entrevistas semi-estruturadas (comentadas na descrição da etapa exploratório-qualitativa) e os dados primários trabalhados foram coletados via questionários programados em páginas html e que, posteriormente, foram publicados na Internet.

A coleta de dados primários ocorreu entre os dias 06/03/2007 a 19/04/2007, sendo que a aplicação do questionário pela internet aconteceu da seguinte forma:

durante os dias 06/03/2007 a 01/04/2007 foram enviados e-mails de convite a 5768 prestadores de serviços em saúde. Os endereços dos prestadores de serviços de

mesmo tipo de e-mail (com diferentes tipos de reforços, inclusive, com o anúncio de sorteio de brindes) foi enviado mais duas vezes para cada prestador do mailing. Este e-mail de convite (anexo 02) trazia o link que dava acesso ao questionário da pesquisa, conforme pode ser observado na figura 20.

Figura 20 - Site com página de abertura da pesquisa

Fonte: www.clickweb.com.br/acs em 06/03/2007

A página de abertura da pesquisa trazia uma breve apresentação da pesquisa e também algumas explicações importantes como, por exemplo, sobre quem deveria responder as questões, sobre a confidencialidade dos dados fornecidos e que todas as respostas deveriam ter como referência as operações com a principal operadora de plano de saúde daquela empresa prestadora de serviços em saúde.

Fonte: www.clickweb.com.br/acs em 06/03/2007

Conforme pôde ser visto na figura 21, na segunda página do site da pesquisa eram coletadas informações sobre

− A caracterização dos prestadores de saúde;

− Identificação dos prestadores de serviços de saúde (opcional);

− Porte da organização (de acordo com o faturamento);

− Nível de complexidade;

− Unidade de Federação (UF);

− Número Nº. de operadoras de planos de saúde atendidas;

− Percentual de Operadoras de Plano de Saúde com operações de faturamento via sistemas baseados em Internet

Plano de Saúde;

− Tipo da principal operadora de plano de saúde (Medicina de Grupo, Cooperativas Médicas, Plano Próprio de Empresa/Autogestão ou Seguro Saúde).

Figura 22 - Site da pesquisa com perguntas sobre a conectividade das operações

Fonte: www.clickweb.com.br/acs em 06/03/2007

Na terceira página do site da pesquisa, conforme figura 22, eram verificados os níveis de conectividade das operações de faturamento de contas médicas entre os prestadores de serviços e suas principais operadoras de plano de saúde. Esta avaliação foi realizada em função dos serviços de validação do paciente junto à OPS, autorização de serviços, processamento de contas médicas, envio de contas médicas, e finalmente a verificação de extratos de pagamentos feitos pelas OPS´s. Assim, o nível de conectividade utilizado atualmente para cada serviço, deveria ser indicado pelo

sua principal OPS.

Figura 23 - Site da pesquisa com perguntas sobre o relacionamento com a principal Operadora de Plano de Saúde (OPS).

Fonte: www.clickweb.com.br/acs em 06/03/2007

Por fim, na quarta página do site da pesquisa, conforme figura 23, o relacionamento com a principal OPS era investigado em função dos construtos referentes aos aspectos técnicos e comportamentais, determinantes situacionais e de mercado e finalmente sobre os resultados do relacionamento.

Obteve-se um total de 172 (cento e setenta e dois) casos de empresas respondentes, e conforme já citado foi alcançada uma taxa de resposta de aproximadamente 3%. É importante destacar que o critério usado para classificar o porte das empresas foi fundamentado nos termos definidos na Lei nº. 9.317, de 05/12/1996, critério utilizado para enquadramento tributário das empresas. Neste

120.000,00 (cento e vinte mil reais); já a empresa de porte pequeno, deve possuir faturamento entre R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) e R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). O mesmo critério avança para média empresa quando o faturamento vai entre R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais) e R$7.200.000,00 (sete milhões e duzentos mil reais) e qualifica as empresas como grande porte quando o faturamento fica acima de R$7.200.000,00 (sete milhões e duzentos mil reais).