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4. ESTUDO DE CASO: ANÁLISE E RESULTADOS

4.1. DELINEAMENTO DO CAMPO DE PESQUISA NA EMPRESA FOCAL

4.1.2 Logística Reversa da Fábrica Fortaleza

4.1.2.3 Processos de Distribuição/Devolução/Troca

Em relação à distribuição dos produtos no mercado, o coordenador do setor de logística reversa descreveu três tipos, dos quais faz parte o Grupo M. Dias Branco S/A, os quais são: cliente capital, cliente interior e cliente pré-venda. Já em relação à devolução dos produtos à indústria, o coordenador do setor de logística reversa apontou as seguintes formas de devolução: devolução sem nota fiscal do cliente e devolução com nota fiscal do cliente. Por fim, as trocas pré-venda são descritas, pelo entrevistado, a partir da sequência: remessa, troca e retorno.

A distribuição inicia-se com a venda dos produtos, saindo da indústria até os pontos de venda, estes representados pelo grande varejo e médio varejo, que possuem Centro de Distribuição - CD, ou melhor, quando a distribuição é realizada de forma indireta, a partir de seus respectivos canais de distribuição do varejo, os produtos são disponibilizados ao intermediário (CD), posteriormente seguem ao varejo, ou seja, a empresa não tem contato direto com o varejo, propriamente dito, e sim com o CD, através do qual é efetivada de maneira imediata a possível necessidade de troca. Já em relação ao médio varejo (quando a

distribuição é feita de forma direta) e pequeno varejo, ou seja, o contato empresa e varejo não tem intermediário, o produto é disponibilizado sem possível troca imediata, logo é gerado crédito diante da devolução.

No entanto, o CD surge na perspectiva de permitir o pronto atendimento às necessidades dos clientes em relação ao seu abastecimento, ou seja, neste caso a indústria investigada faz sua distribuição de forma indireta, apropriando-se destes como um ponto de abastecimento intermediário entre a unidade produtora e o varejo. No entanto, a partir do CD, o varejo possibilita uma administração autônoma, com maior controle dos estoques, da distribuição e do nível de serviço. Além de proporcionar agilidade no tempo de resposta numa eventual necessidade de troca, e ainda se evita qualquer eventualidade que possa comprometer as suas unidades.

A distribuição do cliente capital inicia-se com a venda dos produtos, quando saem da indústria até o varejo, pela manhã. E os vendedores possuem dois formulários, o primeiro referente a quantidade e valores; e um segundo referente a venda e devolução de produtos. É emitida nota fiscal e o produto é disponibilizado no ponto de venda, onde, também, são recolhidos os produtos, próximo a expirar, que não teve opção de venda e outros que estejam comprometidos para venda, mas que não estão vencidos. Esta política da empresa em recolher evita, neste caso, segundo o entrevistado, conflito com o cliente. Ainda, reforça “que a troca é feita no ponto de venda pelo vendedor, por tratar de supermercados com um centro de distribuição”. No horário das 11:30 às 12:00 os carros chegam ao setor de logística reversa para fazer devolução dos produtos retornados, posteriormente é feita a prestação de contas, em seguida são recarregados, e pela manhã recomeçam a vender.

A distribuição do cliente interior inicia-se com a venda dos produtos, saindo da empresa para o interior, pela manhã às segundas-feiras. É emitida nota fiscal e o produto é disponibilizado no ponto de venda, onde, também, é realizado o recolhimento necessário; e tal produto não tem troca imediata, levando-se em conta o espaço geográfico como fator limitador para o presente procedimento. No entanto, após o recolhimento, é gerado crédito ao cliente. Nas quintas-feiras e sextas-feiras, os carros retornam para prestação de contas, posteriormente é feito o abastecimento para novas vendas.

Por fim, a distribuição do pré-venda atende ao pequeno varejo, a partir de pedidos diretos, quando os produtos são transportados por carros menores e/ou motos. Já para o médio varejo, quando não possui intermediário, também é gerado crédito no ato da troca. O

carregamento é realizado pela manhã e ao final do dia os vendedores fazem a prestação de contas.

A devolução sem nota fiscal do cliente é descrita pela coordenação do setor, a partir do recebimento da informação de devolução analisado pelo vendedor, ou assistente comercial, ou assistente de logística. Se for para o fluxo de troca, logo é efetivado; caso contrário, é identificada a nota fiscal de saída. E não o sendo, é feito um registro de autorização de retorno de material. A nota fiscal é identificada, logo é gerado um registro automático de autorização de retorno de material, a partir da nota fiscal; posterior e automaticamente, uma nota fiscal de entrada é gerada. Em seguida é feita a emissão, dados são gerados para carregamento, com recebimento fiscal de material, havendo posteriormente liberação física. O recebimento físico gera crédito, e se o cliente não gerar título a pagar – é efetivado o aviso de crédito; caso contrário, baixa-se o crédito automático, logo é gerado título a pagar, por fim são efetivadas a inclusão e a disponibilização de documentos para pagamento.

Já na devolução com nota fiscal do cliente, é iniciado procedimento a partir do recebimento da informação de devolução analisado pelo assistente comercial, ou assistente de logística. A nota fiscal é identificada, logo se entra com um registro automático de autorização de retorno de material. Em seguida, dados são gerados para carregamento, com recebimento fiscal de material, havendo posteriormente liberação física. O recebimento físico gera crédito, e se o cliente não gerar título a pagar – é efetivado o aviso de crédito; caso contrário, baixa-se o crédito automático, sendo gerado título a pagar; por fim, são efetivadas a inclusão e a disponibilização de documentos para pagamento.

Em relação às trocas pré-venda: na remessa, o vendedor ou assistente de vendas acompanha o cadastro de troca; é feito o agrupamento por rotas, pelo assistente de logística; é gerada a ordem de remessa por entregador com as quantidades fechadas; é emitida uma nota fiscal, transferindo o subinventário de produto acabado para o subinventário de produto em trânsito; é gerada nota fiscal de remessa para troca, finalizando com a transmissão de dados das trocas.

Em seguida, na troca, o entregador realiza a troca da mercadoria ruim pela boa, em seguida confirma troca do cliente, informando-lhe a validade, o lote e o motivo. Por fim, no retorno, o conferente verifica o estoque do caminhão, além de fazer o fechamento para prestação de contas; em seguida, a tesouraria presta contas, prepara notas fiscais de anulação e resumo e transfere de subinventário; ainda, para a interface inservíveis é feita a transferência

da quantidade de remessa do produto em trânsito para produto brinde (baixar o resumo por prestação de contas do subinventário produto brinde) e para a interface armazenagem é emitida nota fiscal (nota fiscal de retorno – anulação da remessa e nota fiscal de resumo da troca – bonificação por vendedor).