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O sistema de pós-graduação sul-coreano passou por uma revisão, por meio da Lei da Educação de 13 de dezembro de 1997, com o intuito de resolver as necessidades sociais dos programas de pós-graduação, para que sejam capacitados recursos de alta qualidade em diversas áreas e para evoluir na internacionalização de seus programas (Shin, 2014; Lee & Lee, 2008). Entretanto, desde a década de 1960, o ensino superior sul-coreano passou por duas revoluções acadêmicas, fato que contribuiu consideravelmente para seu crescimento (Kwon, 2015).

Na Coreia do Sul existem universidades específicas para programas de pós- graduação. Elas foram criadas apenas para oferecer programas de mestrado e doutorado, com o objetivo de aprimorar o profissional em suas qualificações conquistadas durante a carreira. Dessa maneira, os programas sul-coreanos são classificados como programas de mestrado e doutorado profissionais de pós-graduação (Shin, 2014). Além de incentivar o discente que está cursando um programa de mestrado ou doutorado, a especificidade em um assunto o ajuda a crescer de forma mais eficaz (Shin, 2014).

A pós-graduação da Coreia do Sul tem evoluído a cada ano, tanto internamente quanto fora do país, na tentativa de internacionalizar seus cursos e programas (Lee & Lee, 2008; Jon, Lee & Byun, 2013). Nessa evolução e inovação do processo educacional, a Coreia do Sul desenvolveu o Índice de Avaliação Universitária (IAV), que, por intermédio do Conselho de Educação da Universidade da Coreia, tem como objetivo aperfeiçoar a independência das operações das universidades e promover o ensino universitário por meio de cooperação mútua entre as universidades do país (Lee & Lee, 2008). Esse desenvolvimento

coreano é conhecido mundialmente por sua recuperação rápida no meio econômico e faz as empresas coreanas se destacarem no âmbito da inovação (Kwon, 2015).

Apesar do cenário descrito, a Coreia, ao longo dos anos, tem encontrado muitos desafios, tanto no âmbito universitário quanto no meio acadêmico. Esses desafios impactaram no aumento de encargos financeiros e administrativos, fazendo com que o processo de avaliação tenha sido ignorado (Lee & Lee, 2008). Dessa forma, ocasionou o aumento expressivo da especialização coreana e, por consequência, afetando a competitividade de suas universidades (Lee & Lee, 2008). Esse impacto foi tão considerável que, em uma avaliação internacional dos países com melhores universidades, em 2006, a Coreia alcançou apenas a 50ª posição no ranking (Lee & Lee, 2008). Contudo, no ano de 2019, o ranking QS World University Rankings (QS ranking das universidades do mundo, em tradução livre) elencou 30 universidades sul-coreanas, sendo que quatro se encontram entre as 100 melhores universidade do mundo, conforme Tabela 9 (QSWUniversity, 2020).

Tabela 9: Ranking das Universidade da Coreia do Sul no QS World University Rankings 2020.

Posição Ranking 2020 Universidade

37º Seoul National University

41º KAIST – Korea Advanced Institute of Science & Technology

83º Korea University

87º Pohang University of Science And Technology (POSTECH)

95º Sungkyunkwan University (SKKU)

104º Yonsei University

150º Hanyang University

247º Kyung Hee University

322º Gwangju Institute of Science and Technology (GIST)

331º Ewha Womans University

407º HUFS – Hankul (Korea) University of Foreign Studies

412º Chung-Ang University (CAU)

454º Dongguk University

454º Sogang University

462º The Catholic University of Korea

511º-520º University of Ulsan

521º-530º Inha University

521º-530º Pusan National University

551º-560º Hallym University

571º-580º Chonbuk National University

Posição Ranking 2020 Universidade

601º-650º Ajou University

601º-650º Kyungpook National University

651º-700º Sejong University

651º-700º University of Seoul

701º-750º Chonnam National University

701º-750º Chungnam National University

701º-750º Dankook University

801º-1000º Seoul National University of Science Technology

801º-1000º Yeungnam University

Fonte: elaborada a partir de QSWUniversity (2020).

A evolução da Coreia do Sul, que começou a ser preparada na década de 1990, teve grande influência do governo e das indústrias coreanas (Kwon, 2015). Essa evolução se deveu ao fato de o governo estabelecer e determinar políticas relacionadas ao meio acadêmico, fazendo com que a pesquisa científica do país se fortalecesse e, com isso, obtivesse o reconhecimento no desenvolvimento econômico (Kwon, 2015).

O apoio do governo e das indústrias coreanas foi tão essencial que, entre os anos de 1970 a 2014, houve um crescimento de 49,83% no número de discentes matriculados nos programas de mestrado e doutorado da Coreia. Em 1970, eram apenas 6.640 discentes matriculados, contra 330.872 no ano de 2014. A ruptura da pós-graduação sul-coreana, entre os anos de 1960 e 1970, bem como seu processo de transformação entre os anos de 1980 e 1990, foi o ponto crucial da evolução da pós-graduação sul-coreana. Em 1970, eram apenas 172 doutores titulados no país; em 1990, já eram 2.481e no ano de 2015 os titulados chegaram a um total de 13.077 doutores (Jung, 2018). Porém, mesmo com o crescimento da comunidade sul-coreana, ainda há limitações em torno da pesquisa científica do país (Jung, 2015; Kwon, 2015).

O sistema de avaliação da Coreia do Sul tem como princípios quatro pontos: 1) garantir a credibilidade social, por meio do estabelecimento da identidade do programa; 2) estabelecer os alicerces para o desenvolvimento qualitativo, induzindo a infraestrutura; 3) estabelecer processos de geração de energia, por intermédio da capacidade interna de evolução e inovação; e 4) melhorar a operação e as condições, para diagnóstico e consultoria (Shin, 2014). Além disso, para os programas de pós-graduação nos níveis mestrado e doutorado, o discente deve cumprir, em média, 42 créditos para o mestrado e 47 créditos para o programa de doutorado (Shin, 2014).

1) Avaliação preliminar da instituição, que possui como objetivo avaliar a manutenção e o desenvolvimento dos critérios para instaurar as escolas de pós-graduação e atestar a legalidade do exercício dos programas.

2) Avaliação diagnóstica, que é dividida em duas subetapas , que são a Avaliação básica, que possui como objetivo avaliar toda a infraestrutura básica e necessária para condução dos cursos, o plano de especialização e a avaliação estratégica para as principais vertentes (pós-graduação, educação e pesquisa) e a Avaliação aprofundada, que atua quando uma universidade que passou pelo passo da avaliação básica não obtém o resultado esperado para a devida aprovação. Nesse caso, a avaliação aprofundada entra em ação, com mais detalhe e rigor, na busca por mais precisão no resultado, avaliando a satisfação e os problemas em cada área que compõe o processo de avaliação.

3) Consultoria dentro das universidades especializadas em pós-graduação, que não obtiveram o resultado adequado na avaliação de nível 2 (avaliação diagnóstica). Tem como objetivo a análise aprofundada dentro da universidade avaliada, para que os avaliadores possam obter uma visão mais concreta. Nesta etapa da fase 3, é realizada uma consultoria com a universidade, apontando-se os pontos a serem melhorados. Os avaliadores, com base nos resultados encontrados, ajudam as universidades a terem uma direção estratégica dos passos a serem seguidos para obter melhor desempenho e qualidade em seus programas (Shin, 2014).

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